Para quem nunca ouviu falar, kefir é uma bebida fermentada, produzida a partir de micro-organismos vivos (parecido com o Yakult). É um alimento probiótico e seu nome varia de acordo com o lugar: na América Latina chamam de tibicos; na Europa, de cristais japoneses; na Ásia e África, Kefir; e por aqui, kefir ou quefir.
O kefir (quefir) é composto pela associação de vários microrganismos, como leveduras, lactobacilos e bactérias (principalmente ácido lácticas e ácido acéticas). Ele é considerado um alimento funcional e pode ser encontrado em forma de grãos ou como bebida fermentada. Com aparência de couve-flor e coloração branco-amarelada, é insolúvel em água e tem alta digestibilidade. Também pode ser feito à base de leite de vaca, cabra, ovelha e búfala, onde fermentam a lactose, ou na água com açúcar, onde fermentam a glicose.
Benefícios do Kefir
É um alimento facilmente digerível, fonte de proteínas e cálcio, vitaminas do complexo B e vitamina K – e pode ser incluído na dieta diária de qualquer pessoa. Promove uma purificação orgânica que promove saúde e longevidade. “Esses ‘bichinhos’ ajudam a regular o intestino e a manter uma flora intestinal saudável, o que contribui indiretamente com vários benefícios, principalmente como barreira para patógenos, melhorando nossa imunidade”, explica a nutricionista esportiva funcional, Ana Paula Gluck Karam.
O kefir, especialmente o de leite, pode ser usado nos lanches entre as refeições, substituindo outros alimentos mais calóricos, mesmo quando batido com frutas e cereais, desde que se evite o uso de açúcar ou mel. Digestivo, dificilmente produz intolerância ou efeitos colaterais. Não é recomendado o consumo de kefir para quem pratica o jejum de manhã. E, se alimentar só de kefir é uma atitude errada e contraindicada, alertam os nutricionistas.
Mas não existe milagre. Você pode tomar os probióticos, mas se não melhorar sua alimentação de nada vai adiantar. “O estado de saúde pleno é resultado de uma vida equilibrada, cuidar da alimentação, do estado emocional, praticar atividade física e ser feliz”, continua a nutricionista.
Você pode encontrá-los on-line ou em lojas de produtos naturais. Os grãos de kefir se reproduzem sozinhos, então, uma quantidade inicial pode durar muitos anos. Você também pode dividir o kefir com seus amigos. Assim como fermento, ele simplesmente irá se reproduzir.
Modo de fazer
Normalmente é feito com leite integral. Por ser rico em gorduras, a receita fica mais saborosa, com textura similar à do iogurte.
Coloque duas colheres de sopa de grãos de kefir em um pote limpo de vidro. A quantidade usada de kefir realmente afeta o sabor, e é tudo uma questão de preferência pessoal, então, faça testes.
Adicione 2 1/2 xícaras de leite no pote (sugestão). Não encha o pote, a mistura precisa de espaço para respirar durante o processo de fermentação; cerca de 2/3 cheio é suficiente. Tampe o pote e guarde em um local em temperatura ambiente, como o armário da cozinha. O processo inicial de fermentação começa em 8 horas; quanto mais tempo, mais sabor e mais encorpado ficará. Coe o kefir com um pano de algodão limpo sobre um segundo pote ou tigela. Despeje o kefir do pote original e pronto, pode ser bebido ou armazenado na geladeira.
A multiplicação dos grãos do kefir de leite é extremamente lenta e depende muito de vários fatores, como idade da colônia, temperatura, o tipo e a qualidade do leite utilizado, a frequência das trocas etc… Geralmente, em condições ótimas, o crescimento dos grãos duplica durante a fermentação – em quantidade – após 30 dias. Lave-os em água filtrada (nunca água da torneira). Guarde-os em um pote limpo, encha com leite, e reinicie o processo. Se não quiser fazer uma segunda remessa de kefir ainda, você pode deixar os grãos em repouso no pote com leite por até uma semana antes de coar.
Dica: o kefir pode ser usado no lugar de leite ou iogurte em todas as receitas.
E se não der certo?
Se não fermentar ou não se multiplicar, vale experimentar mudar a marca ou o tipo de leite, ou apenas alterar o recipiente. Por exemplo, nos dias mais frios os grãos entram num estado de latência. E se começar a cheirar muito forte, como se tivesse apodrecido, pode ser que o kefir esteja morto e aí, claro, não deve ser consumido.
Por: Jacqueline Dias Fernandes, nutricionista e Ana Paula Gluck Karam, nutricionista esportiva funcional
Fonte: Ativo Nutrição
As informações e sugestões contidas neste blog são meramente informativas e não devem substituir consultas com médicos especialistas.
É muito importante (sempre) procurar mais informações sobre os assuntos

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