quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Novo exame de sangue pode prever câncer de mama com até cinco anos de antecedência

Desenvolvido na Dinamarca, a novidade tem 80% de precisão —o que já é mais que os 75% da mamografia

Um dos grandes problemas da mamografia é que ela pode deixar casos de câncer de mama passar despercebidos e dar falsos positivos para quem não tem nada. Além disso, ela só é capaz de detectar o problema quando ele já existe. Mesmo sendo um exame importante para a saúde feminina, ela poderá ser substituída, aos poucos, por alternativas mais precisas e modernas. O exame de sangue desenvolvido por cientistas dinamarqueses pode ser uma delas.

sangueWikimedia Commons

O teste mede todos os componentes no sangue para construir um "perfil metabólico" do indivíduo, para detectar mudanças no modo como os elementos são processados no corpo. 

Tudo isso durante o estágio que antecede o câncer. Um dos pesquisadores, Lars Ove Dragsted, explica que "O potencial é que podemos detectar uma doença como o câncer de mama muito mais cedo do que acontece hoje. Isso é importante porque é muito mais fácil tratar se o problema for descoberto cedo. No futuro, provavelmente vai ser possível usar modelos similares para prever outras doenças". 

Se uma mulher descobrir o câncer no estágio 2, ela tem de 93% a 100% de chances de sobreviver. No estágio 3, 72% e no estágio 4, o número despenca para 22%.  

Descobrir a doença antes mesmo de ela acontecer é crucial para que muitas mulheres nem cheguem a ter que lidar com tratamentos como a quimioterapia e radioterapia. Como completa o líder do projeto, Rasmus Bro, "O método não é perfeito, mas é incrível que nós possamos prever o câncer de mama com tantos anos de antecedência".


Fonte: Super Interessante.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Superação: ela venceu o câncer de mama! Outubro Rosa


Foto: reprodução/Facebook 
Foto: reprodução/Facebook

A história de Lilian Calil é inspiradora principalmente pra quem atravessa esse momento de provação.

A luta da jornalista não foi fácil.  Ela deu um depoimento emocionado sobre essa história de superação:

Receber o diagnóstico de câncer é altamente devastador, lembro que até a respiração ficou difícil, não conseguia comer, água só em pequenos goles e a tensão dos músculos gerava desconforto nos movimentos. Mesmo para quem perdeu cedo tantos familiares e que passou uma semana na UTI na adolescência, o choque foi grande, nada tinha me preparado para aquilo, a notícia retumbava acompanhando as batidas do coração: câncer, câncer, câncer….

Pedi a Deus para que ele me mostrasse o que deveria fazer. Fui ao IBCC – Instituto Brasileiro de Controle do Câncer com a cara e coragem ( pelo menos o fiozinho que resistia ). Ai é que os caminhos divinos foram se mostrando cada vez mais fortes: uma médica que já tinha acabado o plantão aceitou me consultar sem nem saber da gravidade do caso, topou me operar naquele mesmo mês.

Operei dia 30 e com alta dia 31 de dezembro. Depois de 16 dias, cerca de 50% do meu cabelo, que já havia sido cortado bem curto.  Dava saltos ornamentais para fora da cabeça. As falhas eram tantas que adotei uma peruca ( desisti dos lenços em público quando percebi que afugentava algumas pessoas. Tem gente que nem pronuncia a palavra câncer) e naquele momento não queria lidar com isso. A quimioterapia diminui a imunidade e veio a primeira infecção. Na segunda, contrariando a expectativa de diminuição da reação, tive uma rara e gravíssima crise, mas os médicos controlaram o que eles chamaram de encaminhamento para iminente parada cardíaca. Nessa hora você pensa que realmente dessa vez foi por pouco. 

Diante disso, substituíram o coquetel e fui para a famosa quimio vermelha. Cogitei não fazer a última quimio, avaliei se o tratamento não estava acabando comigo mais rápido que o câncer…porém cheguei à conclusão que se fosse para morrer, seria batalhando pela vida! Algumas das maiores lições de vida verifiquei em quem enfrenta a morte diariamente.

Dizem que as pessoas somem quando você está na pior, mas tive a gratidão de comprovar o contrário (e alguém com câncer e desempregada está bem por baixo). Por uma coisa tão ruim, fui contemplada com muito amor, amizade e consideração, num grau que jamais poderia imaginar. Ofertas de ajuda e até para acompanhamento ao hospital, consultas e quimioterapia (gente, olha que programa), um suporte maravilhoso que me deu alicerce para enfrentar esta turbulência.

Se estou falando que foi até bom passar por isso? O que estou afirmando é que podemos ter o mais lindo aprendizado na mais difícil das lições e ainda que com as naturais derrapadas é possível viver com felicidade, mesmo na maior das adversidades.

Lilian encerra seu depoimento com algumas conclusões:

Porque estou me contando tudo isso? Tenho vários motivos:
  • Por gratidão e retribuição- se hoje tenho uma possibilidade de recuperação da doença foi por descobrir cedo, alertada por pessoas próximas que a enfrentaram. 
  • Outubro Rosa – me sinto no dever de registrar minha experiência no mês da campanha que marca a luta contra o câncer de mama.
  • Terminar o capítulo– encerrar o parágrafo, concluir e virar a página, ficar de olho no conteúdo do passado mas focar em escrever o presente e o futuro.
  • Compartilhar o reconhecimento da constante presença de Deus neste processo.
É claro que também me perguntei “Porque eu?”, há quem diga que é carma e li um artigo que fala que pessoas com muitas perdas ou raiva metabolizam… talvez seja assim ou apenas que coisas ruins fazem parte da vida e que podem acontecer para qualquer um. 

Se tudo foi totalmente superado? Estou com o prognóstico de 90% de chance de cura, o que é muita coisa. Além do mais, não tem como alguém passar por essa experiência e não redirecionar a vida, com a duração de um dia, ou de muitos anos. Quem sabe, em breve voltar a trabalhar, corrigir alguns caminhos, pegar uma praia, ter um jantar romântico, coisas simples que muitas vezes não conseguimos aproveitar com intensidade. 

E o mais importante: prometi para Deus que se alcançasse esta etapa daria meu depoimento público, recebi a cota e agora estou fazendo a minha parte, afinal, acordo é acordo.

Fonte: SoNotíciaBoa.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Carne processada pode causar câncer: tire suas dúvidas

OMS colocou produtos como salsicha e salame na lista de carcinogênicos.
Já carne vermelha é fator de risco 'provável' para o câncer.


Nesta segunda-feira (26/11/2015), a Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC, na sigla em inglês) da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a classificação das carnes processadas como produtos carcinogênicos, ou seja, que causam câncer, e das carnes vermelhas como produtos “provavelmente carcinogênicos”.

O risco maior do consumo de produtos como bacon, toucinho, salame e outros embutidos, é em relação ao câncer colorretal, que afeta o intestino e o reto, mas existem associações com outros tipos de câncer. Mas de que forma essa classificação deve impactar a vida das pessoas?

Tire suas dúvidas sobre o consumo desse tipo de alimento e o risco de câncer:

Carne processada é tão perigosa quanto o cigarro?

As carnes processadas foram colocadas na lista do grupo 1 de carcinogênicos, que já inclui tabaco, amianto e fumaça de diesel. Porém, segundo os especialistas, isso não significa que esse produto é tão perigoso quanto o cigarro, por exemplo.

A carne processada foi incluída nessa categoria, pois existem evidências claras de sua relação com o câncer. Porém o aumento de risco do câncer ocasionado pelo tabaco é muito mais significativo.

“Ao colocar a carne processada no grupo de carcinogênicos, ela fica no mesmo patamar que o fumo, por exemplo, em que a recomendação é não consumir”, diz o cirurgião oncologista Samuel Aguiar Junior, diretor do Departamento de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center.

“Porém, o consumo esporádico e em pequenas quantidades de carne processada não leva a um aumento do risco de câncer comparável ao tabaco”, afirma.

Segundo o Cancer Research UK, enquanto 86% dos casos de câncer de pulmão estão ligados ao uso de tabaco, 21% dos casos de câncer de intestino estão ligados ao consumo de carne processada e vermelha.

As pessoas devem parar de comer carne?

A classificação não significa que as pessoas devem parar de comer carne. Aguiar Junior observa que a carne vermelha fresca, não processada, é um componente importante da alimentação e o consumo adequado traz benefícios para a saúde.

Não. Segundo o oncologista Aguiar Junior, a carne vermelha não é o único vilão do câncer de intestino.

Para se prevenir a doença, além de moderar o consumo de carnes vermelhas e processadas, é indicado adotar uma dieta mais rica em verduras, frutas e cereais, além de aumentar as atividades físicas.
 
Segundo o oncologista, uma quantidade considerada segura é 70 gramas por dia para homens e 55 gramas por dia para mulheres.

Para o médico Gilberto Lopes, oncologista clínico do Grupo Oncoclínicas do Brasil e membro da Sociedade de Oncologia Clínica Americana (Asco), a dieta do brasileiro é caracterizada por ser rica em carne vermelha: o ideal seria reduzir o consumo a no máximo três vezes por semana.

Já em relação à carne processada, não se sabe qual seria uma quantidade segura. O que a revisão de estudos provida pelo IARC concluiu foi que o consumo de uma porção de 50 gramas por dia de carne processada aumenta o risco de câncer colorretal em 18%.

Para se ter uma ideia, uma única salsicha pesa 50 gramas, três fatias finas de presunto pesam 40 gramas, sete fatias de salame pesam 40 gramas e uma linguiça pode chegar a 100 gramas.

O que é considerado carne processada e carne vermelha?

Segundo a classificação da IARC, carne vermelha são todos os tipos de carne de mamíferos como vaca, porco, cordeiro, carneiro, cavalo e cabra.

Já as carnes processadas, também conhecidas como embutidos, são aquelas com adição de sal ou outros produtos para realçar o sabor e aumentar o tempo de conservação, ou que tenham sido fermentadas ou defumadas.

Esses produtos geralmente contêm carne de vaca ou de porco, mas também incluem os produzidos com carnes de aves e outros produtos relacionados à carne, como sangue. Entre eles estão bacon, toucinho, presunto, salsicha, linguiça e salame.

A carne é a única causa do câncer colorretal?

Não. Segundo o oncologista Aguiar Junior, a carne vermelha não é o único vilão do câncer de intestino.

Para se prevenir a doença, além de moderar o consumo de carnes vermelhas e processadas, é indicado adotar uma dieta mais rica em verduras, frutas e cereais, além de aumentar as atividades físicas.

 Fonte: G1 - Bem Estar.