sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Atividade física reforça sistema imunológico contra o câncer


Pesquisas apontam que a prática de exercícios diminuem as chances de apresentar a doença
atividade física regular sempre foi uma importante aliada para o bem estar físico e mental. De acordo com vários estudos desenvolvidos nos últimos anos, a prática também é reconhecida como benéfica na prevenção do câncer. Uma pesquisa realizada no Centro Médico da Universidade de Nebrasca, nos Estados Unidos, por exemplo, aponta que pessoas que já tiveram câncer e que praticam atividades físicas têm chances menores de ter a doença novamente.
De acordo com os autores do estudo, a atividade física deixa mais forte os linfócitos T, células pertencentes a um grupo de glóbulos brancos do sangue, que são os principais agentes da imunidade celular. Por conta dessa “força extra”, diminuem as possibilidades de surgimento de algum tipo de câncer secundário.
Para chegar a essa conclusão, a equipe de pesquisadores liderada pela doutora Laura D. Bilek, convidou um grupo de 16 ex-portadores de câncer para participar de um programa de atividades físicas com a duração de 12 semanas. Durante esse período, os voluntários curados através da quimioterapia seguiram um plano de atividades físicas elaborado para cada um, englobando exercícios cardiovasculares, de flexibilidade, postura e equilíbrio, além de força e resistência.
Ao fim do período de estudo, amostras individuais de sangue coletadas no início, durante e ao término da experiência foram comparadas, e os especialistas verificaram que grande parte das células que atuam no sistema imune tiveram seu processo de envelhecimento revertido, tornando-as mais eficazes no combate da doença e infecções.
Para a doutora Laura D. Bilek, a pesquisa não só enfatiza as vantagens do exercício para pacientes com câncer e sobreviventes da doença, mas também demonstra como ela pode beneficiar indivíduos saudáveis. “Há uma longa lista de benefícios positivos do exercício. Se o exercício de fato fortalece o sistema imunológico e, potencialmente, melhora o combate ao câncer, isso é mais uma coisa que devemos informar aos pacientes, orientando-os a praticar regularmente uma atividade física, tornando isso uma prioridade em sua vidas”, conclui a doutora.
Prática reduz o câncer de mama em até 30% – Outro estudo, realizado pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, concluiu que a prática de atividade física, mesmo que em intensidade leve, pode reduzir as chances de uma mulher ter câncer de mama em até 30%.
Os pesquisadores analisaram 1.504 mulheres com câncer de mama e as compararam com outras 1.555 que não sofriam da doença. As participantes tinham idades entre 20 e 98 anos. Os resultados mostraram que as mulheres que praticavam de 10 a 19 horas de atividade física por semana tinham 30% menos riscos de terem câncer de mama do que aquelas que não faziam nenhum tipo de exercício. A pesquisa ainda concluiu que os ganhos são obtidos com qualquer intensidade de exercício físico. No entanto, esse benefício é anulado se houver aumento de peso substancial.
Fonte: Blog do Cancer. (Globoesporte.com e Veja).

Superação contra o câncer de mama

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Silvina Folchini de Oliveira

No mês de outubro comemora-se o Outubro Rosa, campanha onde todo o mundo
tem a cor rosa como referência para chamar a atenção das mulheres para se cuidar 
e principalmente, fazer seus exames regularmente, evitando problemas futuros.

Em Otacílio Costa a campanha está sendo realizada em todas as unidades de saúde
que estão abertas para tirar dúvidas e fazer os primeiros atendimentos a todas as mulheres.


O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer 
de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Na região serrana, 
prefeituras e monumentos receberam luzes rosas em apoio a causa.

Em toda a região muitos casos de superação são encontrados, de mulheres que lutaram 
bravamente contra o câncer de mama e saíram vencedoras, mesmo passando por todas 
as dificuldades impostas pela doença.

Exemplo disso é a professora, que hoje atua como secretária no Centro de 
Educação Infantil Catarina Furhmann, Silvina Folchini de Oliveira, que descobriu o 
câncer em 2006, aos 43 anos e passou por todas as etapas até vencê-lo.

“Claro que foi difícil, a gente passa por muita coisa, perdi os cabelos, passei 
por cirurgias, tive  inúmeras dificuldades, mas não podemos nos deixar cair”, disse. 
Silvina descobriu que estava  com um nódulo através do auto exame. “Procurei um 
mastologista e após exames complementares  foi diagnosticado câncer de mama”, lembra.

Ela conta que receber a notícia foi realmente assustador, mas que contou com o 
apoio irrestrito do marido Sodré Rogério de Oliveira e do filho Dener Sodré de Oliveira, 
além de amigos e familiares que a deram muita força.

“Eu até ouvia que tinha que parar, ficar em casa, repousar, mas a vida continua, 
não podemos parar e mesmo enquanto estava fazendo quimioterapia consegui terminar
minha pós graduaçãoSuperar o câncer de mama é possível, sempre pude contar com 
o suporte da família, com a ajuda dos amigos e claro que no meu caso, tive acesso a 
tratamento adequado e muita força de vontade”, explica.

Silvina precisou fazer mastectomia com reconstituição de mama e hoje leva sua vida 
normalmente. “Continuo sempre fazendo os exames, mas como qualquer mulher tem 
que fazer”, ela agradece a todos que torceram por sua recuperação, principalmente aos 
médicos Rodrigo Santos Ramos – mastologista e ao oncologista Marcelo Ceron, que ela 
adianta que foram fundamentais pela forma como a atenderam.

“Além de médicos sempre foram e são excelentes amigos e psicólogos”, diz.

A secretária explica que gosta de compartilhar sua história para que todas as mulheres 
percebam que é possível superar, exige força de vontade e garra, mas é possível.

Além disso, Silvina alerta para a existência de meios de detecção precoce que apresentam 
eficiência, como o exame clínico e o auto exame, mamografia e ultrassonografia.

“A mamografia anual é indicada precocemente aos 25 anos para mulheres que pertencem
famílias de risco. Devem fazer o exame também antes dos 40 anos as mulheres que 
apresentarem um nódulo ou outro qualquer sinal suspeito na mama, pois hoje com os 
conhecimentos atuais de oncologia preventiva, é possível fazer detecção precoce, que 
na maioria das vezes recebe tratamento cirúrgico simples, conservador e exclusivo e com 
grande probabilidade de cura”, alerta, dizendo ainda agradecer especialmente ao apoio 
da Ivanir de Oliveira – Nega e de sua sobrinha Stéfani de Oliveira que a ajudaram durante 
todo o período da doença.


Caminhar reduz o risco de câncer de mama

Mulheres na pós-menopausa que andam uma hora por dia podem reduzir significamente o risco de sofrerem de câncer de mama, segundo um estudo.

Foto: Reprodução
Uma equipe da Sociedade Americana do Câncer acompanhou, durante 17 anos, mais de 70.000 mulheres e constatou que caminhadas de uma hora por dia, todo dia, reduz os riscos de contrair câncer de mama. Os pesquisadores consideram o estudo como uma evidência de que o estilo de vida influencia o risco para o câncer.
As mulheres responderam questionários sobre sua saúde e a respeito de quanto tempo permaneciam ativas e participando de atividades como caminhar, nadar e fazer exercícios aeróbicos. Elas também registraram quanto tempo ficavam sentadas assistindo televisão ou lendo. Andar como única atividade recreacional foi o hábito mencionado por 47% das pesquisadas.
Aquelas que andavam ao menos sete horas por semana tiveram uma redução de 14% norisco de câncer de mama, comparado com aquelas que andavam apenas três ou menos horas por semana. Alpa Patel, epidemiologista da Sociedade Americana do Câncer em Atlanta, na Georgia, que liderou o estudo, afirmou: “Dado que mais de 60% das mulheres relataram andar diariamente, promover a caminhada como uma atividade saudável de lazer pode ser uma estratégia efetiva para aumentar a atividade física entre as mulheres em fase de pós-menopausa. Ficamos contentes em descobrir que sem nenhuma outra atividade recreacional, apenas andar uma hora por dia foi associado com menor risco de câncer de mama nessas mulheres. Atividades mais longas e extenuantes reduziram ainda mais o risco”, afirmou.

Com informações da BBC Brasil.

Japoneses criam aparelho para detectar câncer de mama em casa

Mecanismo facilitaria a detecção de tumores em fase inicial.
Pesquisadores de universidade buscam empresa para fabricar dispositivo.


Cientistas japoneses apresentaram nesta quinta-feira (24) um dispositivo para detectar o câncer de mama na casa da paciente, aparelho que pode revolucionar a detecção da doença no estágio inicial.
O dispositivo, produzido após oito anos de pesquisas pelo laboratório de engenharia médica Newcat da Universidade Nihon, tem a forma de uma bola que cabe na palma da mão.
O aparelho possui um mecanismo captor de diodo emissor de luz LED e um fototransistor que, ao entrar em contato com o seio, detecta um eventual acúmulo de sangue, o que pode estar relacionado a um tumor cancerígeno, explicou o professor Mineyuki Haruta.
Este pequeno instrumento permite a detecção prematura do câncer de mama, um fator decisivo que aumenta as probabilidades de cura.
'O aparelho está pronto, mas somos uma universidade e não temos possibilidades de fabricá-lo e vendê-lo. Estamos buscando uma empresa que possa produzi-lo e comercializá-lo', disse Haruta. 'Esperamos que as mulheres possam utilizar algum dia este aparelho, a um preço inferior a 20 mil ienes (450 reais)', completou.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Fé, coragem e persistência na superação do Câncer de Mama

A história da executiva Fernanda Vieira desde a busca pelo diagnóstico até o tratamento e cura da doença

Fernanda Vieira - SuperAção - Outubro Rosa

No mês que marca a luta contra o Câncer de Mama, batalha que ganhou repercussão mundial com a campanha Outubro Rosa, a Revista Corpore participa dessa ação trazendo relatos emocionantes de mulheres que superaram ou ainda estão na luta contra o segundo tipo de neoplasia mais frequente no mundo, e o mais comum entre o sexo feminino.

A primeira a nos contar sua trajetória é a executiva em gestão empresarial, Fernanda Vieira  (28). A história dessa guerreira chama a atenção por dois motivos em especial. Primeiro, ela precisou ser muito persistente para mostrar a diversos médicos que sua preocupação em estar sofrendo dessa doença tinha fundamento. Segundo, mesmo com a descoberta tardia do câncer, devido às falhas dos profissionais de saúde, o que a levou a tirar as duas mamas, e ter apenas 90 dias contados para salvar sua vida, ela deu a volta por cima. Hoje, leva uma vida que considera ainda mais feliz do que aquela que tinha antes da doença.

Segundo Fernanda, tudo caminhava normalmente depois que foram descobertos alguns cistos em sua mama direita no ano de 2007. Foi feita uma punção mamária e constatado que eles eram benignos. Passados dois anos (em junho de 2009), ela sentiu um maior incômodo com os cistos e voltou ao médico. “Me disseram para não me preocupar e que era algo crônico na minha mama.”

Porém, ainda em novembro daquele mesmo ano ela começou a sentir algo que considerou mais consistente. "Agora não eram mais cistos e sim, um tumor. Era algo bem palpável, sólido, que dava para ver a olho nu”. Ela procurou novamente a ginecologista, informando seu desconforto. Também questionou a possibilidade de trocar o anticoncepcional que estava lhe causando muito enjôo, e que tomava pelo fato de sofrer com ovário policístico.

A médica sugeriu uma nova punção, ali mesmo no consultório, para aliviar algumas dores que Fernanda vinha sentindo. Ela se recusou a fazer o procedimento, por entender que não havia instrumentação adequada. Dessa forma, apenas o seu anticoncepcional foi trocado. “Lembro que eu estava com muitas dores e vi que a médica não deu muita importância para a minha preocupação. Disse que eu estava muito estressada e deveria procurar um psicológico.”

Formada também em Ciências Biológicas, Fernanda percebia que algo não estava bem. Assim, não aceitou o diagnóstico da ginecologista e procurou outra médica. Solicitou exames mais apurados e outra biópsia. Novamente recebeu resposta semelhante: a de que não havia motivo para fazer uma biópsia, já que na ecografia constatava tumor benigno de baixo grau e ela ficaria com cicatriz sem necessidade. “Disse ainda que não poderia contrariar a primeira médica por não ser ético e que eu deveria acatar o que me foi recomendado no início, a procura de um psicólogo.” 

Entre os motivos que levaram os médicos a não dar tanta importância à preocupação de Fernanda estava o fato de não existir em sua família um histórico de pessoas com Câncer de Mama. Porém, havia casos de outros tipos de neoplasia, devidamente relatados por ela, como deve ser feito, e que deveriam ter sido levados em conta pelos médicos. A mulher que possui histórico de Câncer de Mama na família deve começar a prevenção, com exame de Mamografia, aos 35 anos. As demais, aos 40. 

Mais uma vez, Fernanda foi persistente e não aceitou o diagnóstico. Devido à burocracia com o plano de saúde, conseguiu, dois meses depois, encaminhamento para uma terceira médica. Porém, o tumor já estava três vezes maior. “Enfim entrou em minha vida a pessoa que Deus colocou para cuidar de mim. A minha amada ginecologista, mastologista e oncologista, que foi a fundo no meu caso”. Assim, ela foi encaminhada para fazer a biópsia.

Fernanda Vieira - Em tratamento - Outurbo Rosa
Fernanda em tratamento sem perder o sorriso no rosto

A luta pela vida

No dia 28 de abril de 2010, Fernanda recebeu o diagnóstico que considera até hoje as piores quatro linhas da sua vida. “Foi constatado um câncer metastático de mama, com suspeita de ter se espalhado para o sistema linfático e pulmão. “Aos olhos humanos eu tinha aproximadamente três meses para poder fazer alguma coisa e continuar a viver.”

Ela recorda com emoção a cena com a qual se deparou ao contar à sua médica que estava com câncer. “Com seus olhos cheios de lágrimas ela me disse: Fer, não acredito! Você vai passar por muitas mudanças, vai perder seus longos cabelos, seu corpo irá mudar e muito e você vai passar por muitas coisas. E ela calmamente respondeu: eu sei disso tudo e sei de tudo o que vou perder, mas, também consigo imaginar tudo o que vou ganhar.

Ao sair do consultório Fernanda pediu para a médica não falar para seus pais da tamanha gravidade que aquele diagnóstico apresentava. “Fui para fora da clínica, estava um dia ensolarado e um céu perfeito, olhei para cima e falei com o Senhor: Eu creio em Ti e eu sei que tudo isso tem um porquê. Eu sentia em meu coração que seria apenas uma fase."

Fernanda passou com força e garra por cinco cirurgias, entre elas, a de Mastectomia, para retirar as duas mama, e a de Adenomastectomia, para reconstruir a mama. “Lembro que eram dores inexplicáveis, eu estava à base de morfina direto. Tirei as duas mamas ao mesmo tempo, não conseguia fazer nada e estava totalmente depende dos meus pais. Fernanda passou também por rejeição de prótese e estiramento de músculos, devido à falta de pele e músculo para fazer o enxerto de mama.

Mas, isso não era tudo, após os procedimentos cirúrgicos veio a segunda fase do tratamento: 29 quimioterapias e 40 radioterapias. As primeiras sessões de quimioterapia ocorriam a cada  21 dias, sendo que em 15 deles ela passava muito mal. “O único remédio que tirava o mal estar me dava alucinações horríveis”, conta. 
                                                                                                     
Fernanda Vieira - Outubro Rosa
#feliz com seu marido após a recuperação

A hora da virada

No meio dessa história toda, Fernanda teve seu noivado rompido, com quem estava comprometida há sete anos. Porém, foi também em meio ao longo e dolorido tratamento que ela encontrou seu atual marido.
Hoje, Fernanda está curada e afirma viver a vida com muito mais plenitude, e cada momento com muito mais intensidade. “Sou muito feliz. Tenho minha família que amo muito mais do que antes. Tenho meus maravilhosos amigos [muitos dos quais conheceu durante o tratamento] e tenho uma história de amor com aquele que me deu uma nova vida. Sou muito grata a meus pais, pois foi através da educação que eles me deram que pude começar a enfrentar esta batalha. Já, o término dela foi com Deus guiando meus passos.”

As reflexões de uma mãe sobre o câncer infantil

Encontro abençoado

Semana passada tivemos uma nova consulta no GRAACC para fotografar o fundo do olho do meu pequeno. Como sempre, passei os dias anteriores meio ansiosa. Já desisti de controlar a ansiedade e “deixo rolar” – durmo cedo, tento não pensar muito, medito sempre que posso, mas não fico lutando contra a angústia – deixo o tempo passar. Talvez seja mais fácil fazer isso quando já faz muito tempo que a doença está controlada. A angústia está lá, mas dá pra gerenciar… Ela já não toma conta de todo o ar que a gente respira.
Encontro abençoado
Encontro abençoado
Nesta visita a sala de espera do GRAACC até parecia mais colorida de novo (para quem não está entendendo, dá uma lidanesse post). Brinquei muito com as crianças antes do atendimento do meu filho. Meu marido até disse que ficou impressionado de me ver tão relaxada (viva! finalmente…).
Mas a maior surpresa do dia aconteceu quando uma mãe veio falar comigo. Era uma mulher bonita e jovem. Tinha me chamado atenção pelo sorriso bonito e pelo jeito simpático com que falava com todo mundo. Ela chegou devagarzinho e perguntou se eu era a Cris, mãe do Lorenzo. Depois me disse que acompanhava o blog (esse blog!) e que minhas histórias tinham sido muito importantes para ela enquanto enfrentava o retinoblastoma do filho… Preciso dizer o quão emocionada eu fiquei? Emocionada e feliz, muito feliz.
Eu gosto muito de escrever, mas sou meio quieta pessoalmente. Passei o resto do tempo vendo a Vania (esse é o nome da mãe) circulando pela sala enquanto esperava o exame do Davi. Ela irradiava uma luz muito boa. Conversava com as outras mães, recebia as novas mães, parecia se importar com cada pessoa que estava esperando para fazer o exame. Ela acolhia, acalentava, apoiava. Uma energia boa demais. Até que seu filho entrou na sala de exame. Nessa hora pude ver o olhinho dela, sempre tão alegre, se perder por um tempo no infinito. Era aquela parada que mãe dá quando o coração aperta. Sabia que ela devia estar orando pelo Davi. Fechei os olhos e orei também. Nessa hora nada mais importa.
Nós duas recebemos boas notícias. Nossos bebês estão bem e o câncer sob controle. Vania foi embora tranquila e ainda me mandou um tchau aqui no blog. Com essa valeu a pena tudo o que escrevi até aqui. Esse blog já me fez conhecer histórias e pessoas tão maravilhosas. Aprendi muito sobre resiliência, força, compaixão, gratidão, fé e amor. Guardei uma foto que tiramos no momento do encontro. É essa foto aqui do post. Ficou registrado mais um momento daqueles que fazem a vida valer a pena.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

"Me sinto uma heroína"

Rita 
Funcionária pública de 61 anos, Rita nasceu em Nova Russas e se trata em Fortaleza. Supera o câncer de mama com fé e desejo de viver  
Funcionária pública de 61 anos, Rita nasceu em Nova Russas e se trata em Fortaleza. Supera o câncer de mama com fé e desejo de viver

Desconheço o significado formal do substantivo Rita. Mas, nesta história, Rita é sinônimo de força e resistência. A Rita que conto nasceu 61 anos atrás em Nova Russas, cidade a 316 quilômetros e seis horas de distância de Fortaleza. Batizada Rita Alves Pereira, a senhora parece ter nascido para ser colocada à prova. O último teste começou cerca de dois anos atrás e ainda corre. Nódulos sentidos pelo toque cresciam no seio esquerdo da funcionária pública: Rita estava com câncer de mama.

Para chegar ao diagnóstico, porém, algumas distâncias precisaram ser percorridas. A primeira, ela conta, a distância para o serviço de saúde: não havia exame disponível em Nova Russas quando Rita precisava. Sem querer deixar o tempo encompridar a dúvida, foi para Crateús e desembolsou R$ 200 para ser examinada. Com o resultado da análise e a indicação de uma amiga, encarou mais estrada. Porque não há médico especialista em Nova Russas. “Só tem consulta simples”, explica. Assim, seguiu para o Instituto do Câncer do Ceará (ICC), na Capital, onde a doença foi diagnosticada e o tratamento é feito - sempre seguindo a romaria Nova Russas-Fortaleza pelo menos uma vez por mês. O combustível é a fé.

A estrada, na maioria das vezes, é encarada sozinha por Rita. Ela mora só desde que o último marido a deixou. O homem, que se separou tirando a companheira do plano de saúde, a extorquia e apregoava que Rita ia morrer. “Eu fiquei com problema de pressão alta por causa dele. Mas eu tenho Deus. Meu plano maior é aquele lá”, reconhece Rita.

Antes desse casamento de 14 anos, as provações de Rita já tinham sido cruéis. O primeiro companheiro matou o pai dela por desentendimentos no trabalho no campo; um dos filhos morreu em um acidente de trânsito aos 15 anos, da mesma forma que morreu um dos irmãos dela; além disso, um mioma exigiu a retirada do útero e, antes dos tumores malignos, dois nódulos já haviam sido extraídos do seio esquerdo. “Isso atraiu tudo isso aqui”, crê Rita, apontando para o local onde hoje o sutiã guarda uma prótese.

Mas não há tristeza nas palavras da senhora. Mesmo longe de casa e com o cabelo crescendo “pixaim”, como define, a alegria da vida é maior que qualquer dor do passado. “Nunca me revoltei com ninguém, nunca pensei em morrer. Sempre tive fé em Deus. Tinha dia que dava um baixo astral, perguntava ‘Ave Maria, será que eu vou até o dia de amanhã?’. Mas tenho fé em Deus que vou passar desta”, sorri. Mais que “passar desta”, Rita quer alertar as mulheres sobre a necessidade de se cuidar. “É um caminho muito difícil, mas a gente vai tentando e vai vencendo”, ensina.

Por causa da força com que enfrenta o tratamento, conta, com orgulho, ser elogiada pelos médicos do ICC e diz receber muito carinho e atenção na Casa Vida, residência de apoio do hospital, onde fica todas as vezes que segue para se tratar. Está lá nestes dias de outubro para as sessões de fisioterapia - necessárias para dar fim à dor de alguns movimentos feitos com o braço esquerdo. Sonha voltar logo a visitar o filho e os netos no Rio de Janeiro. Rita quer ir para casa. “Pro futuro eu espero que venham coisas boas. O ruim já passou. Hoje me sinto uma heroína”.
Fonte: O Povo.

A triatleta Kalima Trento e seu exemplo de superação

Depois de uma dura batalha contra o câncer de mama, a empresária e triatleta curitibana radicada em São Paulo, Kalima Trento, está de volta aos treinos, cheia de disposição e com muita coisa a ensinar. Em maio de 2012, aos 28 anos de idade, ela foi diagnosticada com a doença já em processo de metástase, e teve de se afastar dos treinos para o tratamento. Mas, mesmo com o inevitável baque inicial, a atleta não se deixou abalar.
Durante o tratamento, Kalima permaneceu tão ativa quanto possível e muito otimista; venceu o câncer e agora leva uma bela lição de superação a todas as mulheres, com um objetivo principal: conscientizá-las da importância do Dia Rosa, o dia dos exames periódicos.
“O mais importante nessa história é o diagnóstico precoce. Hoje, felizmente, o câncer de mama já não é o ‘bicho de sete cabeças’ de até pouco tempo atrás. Se descoberto cedo, as chances de cura chegam a 95%”, revelou Kalima, que hoje é convidada para fazer palestras sobre a sua história, a importância damamografia e de todos os demais exames periódicos.
Ela também fala sobre a importância do equilíbrio emocional e o apoio da família e dos amigos para a pessoa diagnosticada com câncer, e ressalta que, durante o tratamento, a vida deve continuar da forma mais natural possível.
“O choque é absurdo, o susto foi enorme, mas em momento nenhum eu tive dúvida. Eu sempre tive a certeza de que a cura era certa e de que isso dependia, além do apoio médico é claro, de mim e da forma como eu lidaria com o tratamento. E eu tenho certeza absoluta que se manter bem emocionalmente e psicologicamente faz toda a diferença”.
“Assim que eu tive o diagnóstico e se iniciou o tratamento, eu fiz questão de me manter o mais ativa possível, porque isso me mantinha bem emocionalmente. Eu não parei de trabalhar, continuei saindo com minhas amigas, com meu namorado, enfim, eu fiz questão de manter a minha vida o mais normal possível, porque isso faz muita diferença”.
Por medo de descobrir um câncer, muitas mulheres simplesmente fecham os olhos, como se uma coisa não fosse existir pelo simples fato de não ser vista. Esta é a pior das posturas e um dos principais motivos da doença ainda fazer tantas vítimas. Toda mulher tem o direito e a necessidade de reservar ao menos um dia no ano para seus exames.
“O que eu gostaria que todas as mulheres entendessem é que o diagnóstico precoce vale MUITO, MUITO, MUITO a pena mesmo. E que, depois, não podemos nos entregar à doença, deixar de se divertir e de fazer o que gostamos. O essencial é seguir a vida”, disse a triatleta, que também fez questão de agradecer a todos que a acompanharam neste momento.
“Agradeço ao Hospital São José e toda a equipe médica e de enfermagem, que são excepcionais. Toda a minha família que esteve sempre presente apesar da distância. Meus amigos e a família, que me recebeu de braços abertos.”
Kalima Trento é um verdadeiro exemplo de superação a ser seguido. Uma jovem que não teve medo de enfrentar a realidade e o fez da melhor forma possível: com otimismo e esperança.