vontade é a maior de todas as potencialidades da alma.
Sua ação é comparável a de um imã.
A vontade de viver desenvolve em nós a vida.
Atrai-nos novos recursos vitais.
A vontade de evoluir oportuniza-nos chances de crescimento e de progresso.
O uso persistente e tenaz dessa faculdade soberana permite-nos modificar nossa natureza, vencer todos os obstáculos.
É pela vontade que dirigimos nossos pensamentos para alvos determinados.
Na maior parte dos homens os pensamentos flutuam sem cessar.
Essa mobilidade constante impossibilita a ação eficaz da vontade.
É necessário saber concentrar-se, sintonizando com as esferas superiores e com as nobres aspirações.
A vontade pode agir tanto durante o sono quanto durante a vigília.
Isso porque a alma valorosa que, determinada, busca alcançar um objetivo na vida procura-o com tenacidade em todos os momentos da vida.
Funciona como uma correnteza poderosa e constante que mina devagar e silenciosamente todos os obstáculos que se apresentem.
Se o homem conhecesse a extensão dos recursos que nele germinam, ficaria deslumbrado.
Não mais temeria o futuro, tampouco se julgaria fraco.
Compreenderia sua força e acreditaria na possibilidade de ele próprio alterar seu presente e seu futuro.
O poder da vontade é ilimitado.
O homem consciente de si mesmo e de seus recursos latentes sente crescer suas forças na razão de seus esforços.
Sabe que tudo o que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se.
É dor'>consolador e belo poder dizer:
“Sou uma inteligência e uma vontade livres. Edifico lentamente minha individualidade e minha liberdade.
Conheço a grandeza e a força que existem em mim.
Hei de amparar-me nelas e elevar-me acima de todas as dificuldades.
Vencerei até mesmo o mal que existe em mim.
Hei de me desapegar de tudo que me acorrenta às coisas grosseiras e levantar vôo para realidades mais felizes.
Para frente, sempre para frente.
Tenho um guia seguro que é a compreensão das leis da vida.
Aprendi a conhecer-me, a crer em mim e a crer em Deus.
Hei de me conservar firme na vontade inabalável de enobrecer-me e elevar-me.
Atrairei, com o auxílio de minha inteligência, riquezas morais e construirei para mim uma personalidade melhor.”
É chegada a hora de despertar do pesado sono que nos envolve.
É necessário rasgar o véu da ignorância que nos prejudica o entendimento.
Cabe-nos aprender a conhecer a nós próprios e as nossas potencialidades.
Compete-nos utilizá-las.
Não nos entreguemos ao desespero.
Não nos julguemos fracos.
Basta-nos querer para sentirmos o despertar de forças até então desconhecidas.
Creiamos em nossos destinos imortais.
Creiamos em Deus.
Lembremo-nos:
Podemos ser o que efetivamente quisermos.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Quanto Custa um Milagre?
Uma garotinha esperta de apenas seis anos de idade, ouviu seus pais conversando sobre seu irmãozinho mais novo. Tudo que ela sabia era que o menino estava muito doente e que estavam completamente sem dinheiro.
Iriam se mudar para um apartamento num subúrbio, no próximo mês, porque seu pai não tinha recursos para pagar as contas do médico e o aluguel do apartamento. Somente uma intervenção cirúrgica muito cara poderia salvar o garoto, e não havia ninguém que pudesse emprestar-lhes dinheiro.
A menina ouviu seu pai dizer a sua mãe chorosa, com um sussurro desesperado: "somente um milagre poderá salvá-lo." Ela foi ao seu quarto e puxou o vidro de gelatina de seu esconderijo, no armário. Despejou todo o dinheiro que tinha no chão e contou-o cuidadosamente, três vezes.
O total tinha que estar exato. Não havia margem de erro. Colocou as moedas de volta no vidro com cuidado e fechou a tampa.
Saiu devagarzinho pela porta dos fundos e andou cinco quarteirões até chegar à farmácia. Esperou pacientemente que o farmacêutico a visse e lhe desse atenção, mas ele estava muito ocupado no momento. Ela, então, esfregou os pés no chão para fazer barulho, e nada! Limpou a garganta com o som mais alto que pôde, mas nem assim foi notada. Por fim, pegou uma moeda e bateu no vidro da porta.
Finalmente foi atendida! "O que você quer?" perguntou o farmacêutico com voz aborrecida. "estou conversando com meu irmão que chegou de Chicago e que não vejo há séculos", disse ele sem esperar resposta.
"Bem, eu quero lhe falar sobre meu irmão", respondeu a menina no mesmo tom aborrecido. "Ele está realmente doente... E eu quero comprar um milagre."
"Como?", balbuciou o farmacêutico admirado.
"Ele se chama Andrew e está com alguma coisa muito ruim crescendo dentro de sua cabeça e papai disse que só um milagre poderá salvá-lo." E é por isso que eu estou aqui. Então, quanto custa um milagre?"
"Não vendemos milagres aqui, garotinha. Desculpe, mas não posso ajudá-la", respondeu o farmacêutico, com um tom mais suave.
"Escute, eu tenho o dinheiro para pagar. Se não for suficiente, conseguirei o resto. Por favor, diga-me quanto custa, insistiu a pequena."
O irmão do farmacêutico era um homem gentil. Deu um passo à frente e perguntou à garota: "que tipo de milagre seu irmão precisa?"
"Não sei", respondeu ela, levantando os olhos para ele. "Só sei que ele está muito mal e mamãe diz que precisa ser operado. Como papai não pode pagar, quero usar meu dinheiro."
"Quanto você tem", perguntou o homem de Chicago. "Um dólar e onze centavos", respondeu a menina num sussurro. "É tudo que tenho, mas posso conseguir mais se for preciso."
"Puxa, que coincidência", sorriu o homem. "Um dólar e onze centavos! Exatamente o preço de um milagre para irmãozinhos."
O homem pegou o dinheiro com uma mão e, dando a outra mão à menina, disse: "leve-me até sua casa. Quero ver seu irmão e conhecer seus pais. Quero ver se tenho o tipo de milagre que você precisa."
Aquele senhor gentil era um cirurgião, especializado em Neurocirurgia.
A operação foi feita com sucesso e sem custos. Alguns meses depois Andrew estava em casa novamente, recuperado. A mãe e pai comentavam alegremente sobre a seqüência de acontecimentos ocorridos. "A cirurgia", murmurou a mãe, "foi um milagre real. Gostaria de saber quanto custou!"
A menina sorriu. Ela sabia exatamente quanto custa um milagre...
Um dólar e onze centavos... Mais a fé de uma garotinha...
Não há situação, por pior que seja, que resista ao milagre do amor.
Quando o amor entra em ação, tudo vence e tudo acalma.
Onde o amor se apresenta, foge a dor, se afasta o sofrimento e o egoísmo bate em retirada.
Iriam se mudar para um apartamento num subúrbio, no próximo mês, porque seu pai não tinha recursos para pagar as contas do médico e o aluguel do apartamento. Somente uma intervenção cirúrgica muito cara poderia salvar o garoto, e não havia ninguém que pudesse emprestar-lhes dinheiro.
A menina ouviu seu pai dizer a sua mãe chorosa, com um sussurro desesperado: "somente um milagre poderá salvá-lo." Ela foi ao seu quarto e puxou o vidro de gelatina de seu esconderijo, no armário. Despejou todo o dinheiro que tinha no chão e contou-o cuidadosamente, três vezes.
O total tinha que estar exato. Não havia margem de erro. Colocou as moedas de volta no vidro com cuidado e fechou a tampa.
Saiu devagarzinho pela porta dos fundos e andou cinco quarteirões até chegar à farmácia. Esperou pacientemente que o farmacêutico a visse e lhe desse atenção, mas ele estava muito ocupado no momento. Ela, então, esfregou os pés no chão para fazer barulho, e nada! Limpou a garganta com o som mais alto que pôde, mas nem assim foi notada. Por fim, pegou uma moeda e bateu no vidro da porta.
Finalmente foi atendida! "O que você quer?" perguntou o farmacêutico com voz aborrecida. "estou conversando com meu irmão que chegou de Chicago e que não vejo há séculos", disse ele sem esperar resposta.
"Bem, eu quero lhe falar sobre meu irmão", respondeu a menina no mesmo tom aborrecido. "Ele está realmente doente... E eu quero comprar um milagre."
"Como?", balbuciou o farmacêutico admirado.
"Ele se chama Andrew e está com alguma coisa muito ruim crescendo dentro de sua cabeça e papai disse que só um milagre poderá salvá-lo." E é por isso que eu estou aqui. Então, quanto custa um milagre?"
"Não vendemos milagres aqui, garotinha. Desculpe, mas não posso ajudá-la", respondeu o farmacêutico, com um tom mais suave.
"Escute, eu tenho o dinheiro para pagar. Se não for suficiente, conseguirei o resto. Por favor, diga-me quanto custa, insistiu a pequena."
O irmão do farmacêutico era um homem gentil. Deu um passo à frente e perguntou à garota: "que tipo de milagre seu irmão precisa?"
"Não sei", respondeu ela, levantando os olhos para ele. "Só sei que ele está muito mal e mamãe diz que precisa ser operado. Como papai não pode pagar, quero usar meu dinheiro."
"Quanto você tem", perguntou o homem de Chicago. "Um dólar e onze centavos", respondeu a menina num sussurro. "É tudo que tenho, mas posso conseguir mais se for preciso."
"Puxa, que coincidência", sorriu o homem. "Um dólar e onze centavos! Exatamente o preço de um milagre para irmãozinhos."
O homem pegou o dinheiro com uma mão e, dando a outra mão à menina, disse: "leve-me até sua casa. Quero ver seu irmão e conhecer seus pais. Quero ver se tenho o tipo de milagre que você precisa."
Aquele senhor gentil era um cirurgião, especializado em Neurocirurgia.
A operação foi feita com sucesso e sem custos. Alguns meses depois Andrew estava em casa novamente, recuperado. A mãe e pai comentavam alegremente sobre a seqüência de acontecimentos ocorridos. "A cirurgia", murmurou a mãe, "foi um milagre real. Gostaria de saber quanto custou!"
A menina sorriu. Ela sabia exatamente quanto custa um milagre...
Um dólar e onze centavos... Mais a fé de uma garotinha...
Não há situação, por pior que seja, que resista ao milagre do amor.
Quando o amor entra em ação, tudo vence e tudo acalma.
Onde o amor se apresenta, foge a dor, se afasta o sofrimento e o egoísmo bate em retirada.
sábado, 3 de março de 2012
Mulheres que venceram o câncer de mama
Sonia G. P. Cecatti, 57, São Paulo, São Paulo
Presidente do portalMAMAinfo
"Fui diagnosticada com câncer de mama aos 50 anos de idade. Em apenas 15 dias, fiz a cirurgia de retirada de um segmento da mama e logo iniciei os tratamentos de quimio, radio e hormonioterapia. Durante todo o processo, busquei diversas informações sobre o assunto na internet para me ajudar a enfrentar a doença. Percebi que a maioria das mulheres fazia o mesmo quando era diagnosticada com câncer de mama. Em conversa com algumas amigas, que também passaram pela doença, a ideia de criar um site informativo começou a amadurecer. Foi assim que o portal MAMAinfo foi ao ar em 2006. Hoje, somos um grupo de 18 voluntários, com formação profissional em diferentes áreas, que empenham esforços para promover a melhoria da qualidade de vida dos pacientes com câncer e seus familiares. Para as mulheres que hoje se encontram diante do mesmo diagnóstico cito a nossa missão na MAMAinfo: “Existe vida durante e depois do câncer de mama.”
Milena Buson Gomes, 43 anos, Fortaleza, Ceará
“Aos 38 anos, durante o autoexame, percebi um nódulo doloroso na mama direita. Passei por diversos exames e, finalmente, fui diagnosticada com câncer. Superei a doença por meio do autoconhecimento, apoio do meu marido e envolvimento em trabalhos voluntários que acolhem mulheres com a doença no Ceará. Colaboro com a luta contra o câncer de mama. Tenho 43 anos e, atualmente, dedico meu tempo apenas ao que me proporciona qualidade de vida. As mulheres que enfrentam a doença não podem se isolar; devem buscar ajuda profissional e grupos de apoio para facilitar o processo. Apesar de tudo, é preciso saber brincar de viver e experimentar a vida.”
Vera Emilia Chiavelle Teruel, 60 anos, Santo André, São Paulo
Fundadora do grupo de apoio VIVA MELHOR
“Descobri que tinha câncer de mama aos 40 anos, quando fiz minha primeira mamografia. Há vinte anos, ‘câncer’ era um assunto proibido; ninguém falava sobre o assunto, não havia informações e eu não sabia a quem recorrer. Me senti muito sozinha, com medo de morrer. Chegueià conclusão que precisava buscar coragem para enfrentar a doença. Adquiri uma força muito grande dentro de mim, muita fé. Percebi o quanto minha família precisava de mim e por isso busquei ajuda e extrai a mama direita. Decidi não fazer a reconstrução e até hoje uso uma proteste externa. O tratamento não foi fácil mas me envolvi em diversas atividades para ocupar minha mente e não pensar muito na doença. As pessoas precisam enxergar que não estão sozinhas. Há quem possa ajudar.
Senti a necessidade de dividir com outras mulheres toda a minha história, estender a minha mão. Dessa forma, nasceu o sonho de levar conhecimento, esclarecimento e dar esperança para essas mulheres. Fundei, com uma grande amiga, a associação ‘Viva Melhor’, que hoje conta com 160 voluntários. O câncer de mama me mudou para melhor: aprendi a dar valor às coisas simples e a mim mesma. Hoje me respeito, sou otimista e feliz. Me tornei uma mulher diferente. Vivo em paz.”
Maria Angélica Linden, 49 anos, Taquara, Rio Grande do Sul
“Com apenas 43 anos, descobri que tinha câncer na mama esquerda. Quando recebi o diagnóstico, fiquei em choque. Era como se estivesse recebendo minha sentença de morte. Como detectei o câncer no inicio, o tumor ainda era pequeno e não precisei retirar toda a mama. Passei pela quimioterapia e radioterapia. Depois da minha primeira aplicação de quimio, decidi raspar todo o cabelo. Durante o tratamento, tive o apoio total da família e dos amigos, que me incentivaram e me deram coragem com palavras de amor de carinho. Conversar bastante sobre a doença me ajudou muito a vencê-la. Falei sobre meus medos, minhas dúvidas e minhas fraquezas. Mas também considero fundamental ter feito me consultado com uma psicóloga, que me ajudou a compreender e aceitar melhor.
Hoje, aos 49 anos, estou curada. Aprendi que a saúde é o bem mais valioso que possuímos. Sou voluntária do Instituto da Mama (Imama) e luto pelo Diagnóstico Precoce do Câncer de Mama. A mensagem que deixo para quem estiver enfrentando o câncer de mama é que tenha paciência, viva um momento de cada vez, fale bastante com seu médico e profissionais da área da saúde, eles são as pessoas certas para esclarecer tudo a respeito da doença. Saúde e Felicidades..."
Tania Mary Gomez, 60 anos, Curitiba, Paraná
"No começo de 2001, detectei um pequeno nódulo na minha mama direita e retornei ao médico antes da data prevista, já que a última mamografia tinha sido feita dez meses antes. Quatro dias depois da confirmação da doença eu já estava na mesa de cirurgia para retirada do tumor com a idade de 52 anos.
Por ironia do destino ou graça de Deus, um dos membros da equipe de oncologistas do hospital em que fiz a cirurgia era meu próprio marido. Ele foi um dos ombros fortes que me apoiaram durante o tratamento. Mesmo careca pelo efeito da quimioterapia, minha família foi minha motivação para seguir em frente.
A experiência da doença fez com que minha vida ganhasse um significado especial. Depois dela, passei a me dedicar ao voluntariado e, com isso, desenvolvi o “Chaveiro da Vida - Prevenção ao Alcance das Mãos” para alertar outras mulheres sobre a importância da detecção precoce da doença.
Para quem vive uma situação parecida com a minha, entenda que esse é o momento para provarmos nosso valor como mulheres corajosas, batalhadoras e vitoriosas. O caminho da cura começa na nossa mente e se materializa se a gente viver cada minuto com muita garra."
Olivia Francisca de Lima, 58 anos, Santo André, São Paulo
“A primeira vez que fiz o autoexame foi depois de assistir a um capítulo da novela "Mulheres Apaixonadas", exibida pela Rede Globo em 2003. Uma das personagens tinha câncer de mama e a novela incentivava a prevenção. Eu não tinha interesse no assunto e jamais imaginei que pudesse acontecer comigo. Por curiosidade, resolvi fazer o exame e percebi um nódulo pequeno,menor que 1 cm. Fiquei duas noites sem dormir, minha cabeça deu um nó. Passei a me perguntar ‘por que eu?’. Rezei muito e decidi que iria enfrentar o câncer com muita força e fé. Por ter descoberto o nódulo no inicio, fiz apenas radioterapia e não precisei tirar a mama. Ainda assim, o desafio foi árduo, mas consegui superar com o apoio da minha família. Nós sempre imaginamos que doenças como esta estão bem longe da gente - mas não é bem assim. Se não fosse o autoexame, a minha história poderia ter sido pior.
Com a minha recuperação, nasceu o desejo de ajudar outras mulheres e mostrar a elas que estou bem, que venci. Hoje, cinco anos depois, minha vida mudou completamente. Sou mais espontânea, paciente e dou valor à vida, às pessoas e à família. Sou mais ousada: consigo sair de casa e deixar louça na pia. Consigo expressar melhor meus sentimentos e aprendi a dizer ‘não’ quando é preciso. Mulheres, não percam a fé. A doença é uma oportunidade para mudanças. Não abandonem o tratamento e acreditem: existe luz no fim do túnel.”
Fonte: Oncoguia
Presidente do portalMAMAinfo
"Fui diagnosticada com câncer de mama aos 50 anos de idade. Em apenas 15 dias, fiz a cirurgia de retirada de um segmento da mama e logo iniciei os tratamentos de quimio, radio e hormonioterapia. Durante todo o processo, busquei diversas informações sobre o assunto na internet para me ajudar a enfrentar a doença. Percebi que a maioria das mulheres fazia o mesmo quando era diagnosticada com câncer de mama. Em conversa com algumas amigas, que também passaram pela doença, a ideia de criar um site informativo começou a amadurecer. Foi assim que o portal MAMAinfo foi ao ar em 2006. Hoje, somos um grupo de 18 voluntários, com formação profissional em diferentes áreas, que empenham esforços para promover a melhoria da qualidade de vida dos pacientes com câncer e seus familiares. Para as mulheres que hoje se encontram diante do mesmo diagnóstico cito a nossa missão na MAMAinfo: “Existe vida durante e depois do câncer de mama.”
Milena Buson Gomes, 43 anos, Fortaleza, Ceará
“Aos 38 anos, durante o autoexame, percebi um nódulo doloroso na mama direita. Passei por diversos exames e, finalmente, fui diagnosticada com câncer. Superei a doença por meio do autoconhecimento, apoio do meu marido e envolvimento em trabalhos voluntários que acolhem mulheres com a doença no Ceará. Colaboro com a luta contra o câncer de mama. Tenho 43 anos e, atualmente, dedico meu tempo apenas ao que me proporciona qualidade de vida. As mulheres que enfrentam a doença não podem se isolar; devem buscar ajuda profissional e grupos de apoio para facilitar o processo. Apesar de tudo, é preciso saber brincar de viver e experimentar a vida.”
Vera Emilia Chiavelle Teruel, 60 anos, Santo André, São Paulo
Fundadora do grupo de apoio VIVA MELHOR
“Descobri que tinha câncer de mama aos 40 anos, quando fiz minha primeira mamografia. Há vinte anos, ‘câncer’ era um assunto proibido; ninguém falava sobre o assunto, não havia informações e eu não sabia a quem recorrer. Me senti muito sozinha, com medo de morrer. Chegueià conclusão que precisava buscar coragem para enfrentar a doença. Adquiri uma força muito grande dentro de mim, muita fé. Percebi o quanto minha família precisava de mim e por isso busquei ajuda e extrai a mama direita. Decidi não fazer a reconstrução e até hoje uso uma proteste externa. O tratamento não foi fácil mas me envolvi em diversas atividades para ocupar minha mente e não pensar muito na doença. As pessoas precisam enxergar que não estão sozinhas. Há quem possa ajudar.
Senti a necessidade de dividir com outras mulheres toda a minha história, estender a minha mão. Dessa forma, nasceu o sonho de levar conhecimento, esclarecimento e dar esperança para essas mulheres. Fundei, com uma grande amiga, a associação ‘Viva Melhor’, que hoje conta com 160 voluntários. O câncer de mama me mudou para melhor: aprendi a dar valor às coisas simples e a mim mesma. Hoje me respeito, sou otimista e feliz. Me tornei uma mulher diferente. Vivo em paz.”
Maria Angélica Linden, 49 anos, Taquara, Rio Grande do Sul
“Com apenas 43 anos, descobri que tinha câncer na mama esquerda. Quando recebi o diagnóstico, fiquei em choque. Era como se estivesse recebendo minha sentença de morte. Como detectei o câncer no inicio, o tumor ainda era pequeno e não precisei retirar toda a mama. Passei pela quimioterapia e radioterapia. Depois da minha primeira aplicação de quimio, decidi raspar todo o cabelo. Durante o tratamento, tive o apoio total da família e dos amigos, que me incentivaram e me deram coragem com palavras de amor de carinho. Conversar bastante sobre a doença me ajudou muito a vencê-la. Falei sobre meus medos, minhas dúvidas e minhas fraquezas. Mas também considero fundamental ter feito me consultado com uma psicóloga, que me ajudou a compreender e aceitar melhor.
Hoje, aos 49 anos, estou curada. Aprendi que a saúde é o bem mais valioso que possuímos. Sou voluntária do Instituto da Mama (Imama) e luto pelo Diagnóstico Precoce do Câncer de Mama. A mensagem que deixo para quem estiver enfrentando o câncer de mama é que tenha paciência, viva um momento de cada vez, fale bastante com seu médico e profissionais da área da saúde, eles são as pessoas certas para esclarecer tudo a respeito da doença. Saúde e Felicidades..."
Tania Mary Gomez, 60 anos, Curitiba, Paraná
"No começo de 2001, detectei um pequeno nódulo na minha mama direita e retornei ao médico antes da data prevista, já que a última mamografia tinha sido feita dez meses antes. Quatro dias depois da confirmação da doença eu já estava na mesa de cirurgia para retirada do tumor com a idade de 52 anos.
Por ironia do destino ou graça de Deus, um dos membros da equipe de oncologistas do hospital em que fiz a cirurgia era meu próprio marido. Ele foi um dos ombros fortes que me apoiaram durante o tratamento. Mesmo careca pelo efeito da quimioterapia, minha família foi minha motivação para seguir em frente.
A experiência da doença fez com que minha vida ganhasse um significado especial. Depois dela, passei a me dedicar ao voluntariado e, com isso, desenvolvi o “Chaveiro da Vida - Prevenção ao Alcance das Mãos” para alertar outras mulheres sobre a importância da detecção precoce da doença.
Para quem vive uma situação parecida com a minha, entenda que esse é o momento para provarmos nosso valor como mulheres corajosas, batalhadoras e vitoriosas. O caminho da cura começa na nossa mente e se materializa se a gente viver cada minuto com muita garra."
Olivia Francisca de Lima, 58 anos, Santo André, São Paulo
“A primeira vez que fiz o autoexame foi depois de assistir a um capítulo da novela "Mulheres Apaixonadas", exibida pela Rede Globo em 2003. Uma das personagens tinha câncer de mama e a novela incentivava a prevenção. Eu não tinha interesse no assunto e jamais imaginei que pudesse acontecer comigo. Por curiosidade, resolvi fazer o exame e percebi um nódulo pequeno,menor que 1 cm. Fiquei duas noites sem dormir, minha cabeça deu um nó. Passei a me perguntar ‘por que eu?’. Rezei muito e decidi que iria enfrentar o câncer com muita força e fé. Por ter descoberto o nódulo no inicio, fiz apenas radioterapia e não precisei tirar a mama. Ainda assim, o desafio foi árduo, mas consegui superar com o apoio da minha família. Nós sempre imaginamos que doenças como esta estão bem longe da gente - mas não é bem assim. Se não fosse o autoexame, a minha história poderia ter sido pior.
Com a minha recuperação, nasceu o desejo de ajudar outras mulheres e mostrar a elas que estou bem, que venci. Hoje, cinco anos depois, minha vida mudou completamente. Sou mais espontânea, paciente e dou valor à vida, às pessoas e à família. Sou mais ousada: consigo sair de casa e deixar louça na pia. Consigo expressar melhor meus sentimentos e aprendi a dizer ‘não’ quando é preciso. Mulheres, não percam a fé. A doença é uma oportunidade para mudanças. Não abandonem o tratamento e acreditem: existe luz no fim do túnel.”
Fonte: Oncoguia
De Peito Aberto – Mulheres que venceram o câncer compartilham suas histórias
No projeto DE PEITO ABERTO, o casal Vera Golik, jornalista, e Hugo Lenzi, fotógrafo e sociólogo, transformaram a vivência que tiveram com o câncer na família em uma obra que demonstra a importância do humanismo nas relações para levar à superação. Confira algumas das imagens presentes na exposição e no livro, e conheça essas mulheres que venceram o câncer e tiveram a coragem e desprendimento de compartilhar suas histórias.
Juliana Fincatti Moreira, advogada, 27 anos
“Esta frase – no retrato, a essência – resume o que senti com Juliana, a primeira fotografada do projeto. Tinha lido o resumo da entrevista inicial: “Juliana, 27 anos, ainda fazendo a “quimio”. Estava noiva e congelou os óvulos para garantir a maternidade…”Muito pouco para saber como retratá-la.
Encontrei uma moça morena, com os cabelos curtos, negros e encaracolados. Um olhar triste, uma atitude defendida. Pedi que me contasse mais, e enquanto conversávamos ela me mostrou uma foto dela recente. Difícil acreditar que aquela moça magra, loira, de cabelos lisos e longos e de olhos verdes era quem estava na minha frente. Sorrindo ao ver meu espanto, ela disse: ‘Sim, sou eu. Ou melhor, era eu, 15 dias antes de começar a quimioterapia. Fiquei inchada de cortisona e os cabelos nasceram escuros e encaracolados. Mudou até a cor dos meus olhos, ficaram castanhos. Eu me olho no espelho e não me reconheço…..Naquela hora, vi o quanto nosso trabalho poderia ajudar a resgatar a identidade e a autoestima da mulher que perdia suas referências com a doença. A conversa se estendeu, o gelo foi quebrado. Durante as fotos, passamos a buscar, juntos, a essência da Juliana. E ela se revelou: forte, linda, uma verdadeira vencedora.”
Mônica Galvão, 47 anos, psicóloga clínica
“Durante o furacão, muita gente me falou para eu me tratar em São Paulo, mas resolvi ficar em Brasília, perto dos amigos e da minha filha. Acertei. O apoio deles me ajudou a vencer…
…As minhas filhas foram fantásticas. …Sinto muita gratidão por todos os meus amigos. Sabia que podia contar com eles, mas não imaginava o quanto. Foi uma linda descoberta! Uma amiga ficou ao meu lado em todas as quimioterapias e me fazia rir. Um dia, apareceu fantasiada de palhaça, em outro, de bruxa. Fazia farra com todo mundo. Mudava a energia do espaço não só para mim. Até hoje passo pela clínica e o pessoal me pergunta sobre ela…
A grande lição da doença foi aprender a confiar….Nas pessoas e na vida.”
Sueli Cabral Duarte, banqueteira, 45 anos
“Precisa de muita coragem e vontade para encarar cada etapa. Não é nada fácil. Mas, se você quiser muito, transforma a situação. Eu queria muito. E ainda quero.”
Uma das histórias que Sueli nos contou é até hoje um marco em nossas palestras e em nossos diálogos do projeto por todo o Brasil. Quando ela soube da doença, Lys tinha 3 anos e meio e ainda mamava. Sim, ela nos mostrou uma foto tirada antes de tudo acontecer, com a pequena Lys mamando em pé, pendurada em seu peito. Ao saber da doença, chegou a difícil hora de reunir os filhos para contar o que estava acontecendo e o que viria pela frente. Com todo o cuidado e toda sabedoria, Sueli disse: “A mamãe está doente, mas não é para vocês ficarem preocupados. É verdade, vou ter que tirar o peitinho…”. Nessa hora, eles ficaram quietos e olharam assustados, mas ela continuou. “Não se assustem, depois vou ficar boa e colocar outro, tá?”. Com a rapidez e a pureza que só as crianças têm, Lys franziu a testa e respondeu, sem pensar: Então, mamãe, será que o novo pode vir com chocolate?”.
Alessandra de Freitas Barbosa Sandoval, 34 anos, pedagoga
Alessandra fez a masectomia em outubro de 2004. Ela sentiu a dor de não ter recebido o apoio do marido, mas encontrou respaldo no amor incondicional das filhas e no suporte total da família e dos amigos.
“No início do tratamento, ainda estávamos juntos, e ele tinha crises de choro e vergonha de ser visto comigo em público. Ficou ausente o mais que pôde. Deu apoio financeiro e só. Fiquei perdida, tendo que encontrar forças para enfrentar o câncer sozinha. Mas tinha a responsabilidade de passar valores para minhas filhas e fui em frente. Venci os preconceitos, cuidei da aparência, não parei nem um minuto para reclamar”.
Ficamos tremendamente chocados com o fato de um companheiro abandonar a mulher em um momento em que o apoio é tão importante. E nos chocou mais ainda saber que ele é médico e, portanto, que teoricamente deveria saber lidar com isso melhor do que a maioria das pessoas. Infelizmente, depois, percebemos que o abandono é muito mais comum do que se imagina. Sua história serviu de alerta e conscientizou muitas pessoas em todo o Brasil. Ao mesmo tempo, é muito bom ver como Alessandra está bem agora.
Gisela Amaral, 66 anos, casada com o empresário Ricardo Amaral, o “Rei da Noite”
“Ao receber a notícia, senti uma grande alegria. Podia parecer estranho, mas sempre pensei: ‘se algo assim for acontecer na minha família, que seja comigo, não com os meus filhos ou com o meu marido’.”
Sou vaidosa e me lembro de que, quando me vi careca pela primeira vez, ameacei chorar. Mas engoli as lágrimas e tratei de me produzir. Em vez de me esconder, caprichava na maquiagem, colocava meus enfeites, colares e echarpes e saía para meus compromissos.
É importante a gente saber e se lembrar de que, se você não passa por cima do câncer, demonstrando muita alegria e fé verdadeira, o câncer passa sobre você.”
Alessandra Ziukevicius, 35 anos, professora e coordenadora de esportes, sua filha Lara e seu marido, Cléber.
Estar ao lado para o que der e vier. Essa foi a lição que aprendemos com o casal Alessandra Ziukevicius, 35 anos, professora e coordenadora de esportes, e seu marido, Cléber.
“Percebi que ele me amava não pelos meus lindos seios, mas pelo que eu era. Ainda me emociono quando lembro que Cleber fez treinamento de enfermagem só para saber como cuidar de mim. Ele levantava todos os dias às 5 da manhã, trocava os curativos, dava banho e até escovava meus cabelos. À noite, ao voltar do trabalho, repetia a dose. Foram meses em que contei muito com o meu marido.
Quando comentamos sobre a dificuldade que alguns companheiros tinham em segurar a barra e que havia até quem abandonasse suas mulheres, ele se espantou: “Não posso nem imaginar fazer diferente. Não acredito que existam pessoas assim, tão fracas. Perto de tudo que ela estava passando, o que fiz foi muito pouco. Cuidar o melhor possível de Alessandra e de nossa filha era o mínimo que eu podia fazer.”
Moema Gramacho, 51 anos, prefeita de Lauro de Freitas, Bahia.
Durante a campanha para seu segundo mandato, ela recebeu o diagnóstico. Teve de enfrentar os ataques sórdidos dos adversários políticos, que em golpes baixos usaram a doença para tentar derrotá-la. Mas com sua força e seu carisma, ela superou tudo e venceu – as eleições e o câncer.
“…Mas na primeira sessão o cabelo já começou a ir embora. Caiu a metade. Tinha um cabelão enorme, na cintura. Além de gostar dele, era minha marca registrada. Foi o momento mais complicado…. Quando passei a mão na cabeça e senti um punhado de cabelo, aí eu me toquei. Foi chocante. Senti uma impotência tão grande. Queria saber o que fazer para o vabelo não cair, mas não tinha jeito. Não tem nada que segure. Não podia optar. De fato, a coisa era séria.
Chorei muito! Minha filha e minha família me ajudaram a superar! Naquele momento, veio a lembrança de meu pai, ele teve de amputar as duas pernas e tinha vontade de viver. Então, mesmo com a minha vaidade, por que eu iria enfraquecer? Fui me convencendo: ´Vou viver um período sem o cabelo e pronto’.”
Dalva Sandes, atriz
“Senti tudo: dor, medo, solidão, depressão. Um dos grandes temores era perder a mama. É muito difícil a gente pensar que vai perder o seio. Para mim, era terrível. Por ser atriz, vivo da minha imagem, da integridade do meu corpo, e a notícia da mutilação era desesperadora. O pior foi um médico que queria que eu desistisse de colocar a próteses e me assustou dizendo friamente que o caso era grave. Repetia que a cicatriz ia ficar imensa e profunda em todo o meu colo e que o procedimento era assim mesmo. Senti que faltava o lado humano, a sensibilidade de perceber que, para mim, além da luta para salvar a minha vida, também era vital procurar maneiras de preservar a estética. Meu lado psicológico ficou muito abalado.”
“…quando acordei da cirurgia, a primeira coisa que fiz foi olhar para os meus seios e ver como tinha ficado a reconstituição. Fiquei aliviada, pois estava tudo certo. Fui vitoriosa e estou feliz. “
Um exemplo de superação
Quando nos encontramos com Dalva, ela ainda se recuperava – das feridas emocionais e também das físicas. Um episódio desse nosso encontro ficou gravado para nós. Em função das várias cirurgias e por ainda não ter feito a fisioterapia, ela não conseguia levantar completamente os braços. Foram removidos os linfonodos sentinela, localizados nas axilas, mas ela não nos falou sobre essas dificuldades de movimentos. Entusiasmada e feliz, ela se prontificou a fazer o que fosse preciso para retratar as emoções vividas. Assim, durante as sessões de fotos, várias vezes, ela pulou, voou e elevou os braços como não tinha feito até então. Era o mais verdadeiro retrato da superação. Tão intenso e verdadeiro que se traduziu na imagem de abertura que simboliza todo o projeto DE PEITO ABERTO.
O cuidar
O Humanismo na prática
O trabalho dos profissionais de saúde com consciência e postura humanista poderia ser resumido nestas duas palavras: razão e sensibilidade. A extrema acuidade científica convivendo em perfeita harmonia com o cuidado com o outro, no mais amplo sentido da palavra “cuidar”…
… No caso específico de nossa experiência com o câncer de mama, essa maneira diferenciada de cuidar tem um papel tão importante, tão vital, que pudemos por diversas vezes comprovar o seu poder transformador. A saúde a que nos referimos aqui não é a que representa apenas ausência de doença, mas, sim, a que significa uma “forma criativa de lidar com a vida”, como diz o filósofo japonês Daisaku Ikeda.
Fonte: Revisa Onco 04/08/2011.
Juliana Fincatti Moreira, advogada, 27 anos
“Esta frase – no retrato, a essência – resume o que senti com Juliana, a primeira fotografada do projeto. Tinha lido o resumo da entrevista inicial: “Juliana, 27 anos, ainda fazendo a “quimio”. Estava noiva e congelou os óvulos para garantir a maternidade…”Muito pouco para saber como retratá-la.
Encontrei uma moça morena, com os cabelos curtos, negros e encaracolados. Um olhar triste, uma atitude defendida. Pedi que me contasse mais, e enquanto conversávamos ela me mostrou uma foto dela recente. Difícil acreditar que aquela moça magra, loira, de cabelos lisos e longos e de olhos verdes era quem estava na minha frente. Sorrindo ao ver meu espanto, ela disse: ‘Sim, sou eu. Ou melhor, era eu, 15 dias antes de começar a quimioterapia. Fiquei inchada de cortisona e os cabelos nasceram escuros e encaracolados. Mudou até a cor dos meus olhos, ficaram castanhos. Eu me olho no espelho e não me reconheço…..Naquela hora, vi o quanto nosso trabalho poderia ajudar a resgatar a identidade e a autoestima da mulher que perdia suas referências com a doença. A conversa se estendeu, o gelo foi quebrado. Durante as fotos, passamos a buscar, juntos, a essência da Juliana. E ela se revelou: forte, linda, uma verdadeira vencedora.”
Mônica Galvão, 47 anos, psicóloga clínica
“Durante o furacão, muita gente me falou para eu me tratar em São Paulo, mas resolvi ficar em Brasília, perto dos amigos e da minha filha. Acertei. O apoio deles me ajudou a vencer…
…As minhas filhas foram fantásticas. …Sinto muita gratidão por todos os meus amigos. Sabia que podia contar com eles, mas não imaginava o quanto. Foi uma linda descoberta! Uma amiga ficou ao meu lado em todas as quimioterapias e me fazia rir. Um dia, apareceu fantasiada de palhaça, em outro, de bruxa. Fazia farra com todo mundo. Mudava a energia do espaço não só para mim. Até hoje passo pela clínica e o pessoal me pergunta sobre ela…
A grande lição da doença foi aprender a confiar….Nas pessoas e na vida.”
Sueli Cabral Duarte, banqueteira, 45 anos
“Precisa de muita coragem e vontade para encarar cada etapa. Não é nada fácil. Mas, se você quiser muito, transforma a situação. Eu queria muito. E ainda quero.”
Uma das histórias que Sueli nos contou é até hoje um marco em nossas palestras e em nossos diálogos do projeto por todo o Brasil. Quando ela soube da doença, Lys tinha 3 anos e meio e ainda mamava. Sim, ela nos mostrou uma foto tirada antes de tudo acontecer, com a pequena Lys mamando em pé, pendurada em seu peito. Ao saber da doença, chegou a difícil hora de reunir os filhos para contar o que estava acontecendo e o que viria pela frente. Com todo o cuidado e toda sabedoria, Sueli disse: “A mamãe está doente, mas não é para vocês ficarem preocupados. É verdade, vou ter que tirar o peitinho…”. Nessa hora, eles ficaram quietos e olharam assustados, mas ela continuou. “Não se assustem, depois vou ficar boa e colocar outro, tá?”. Com a rapidez e a pureza que só as crianças têm, Lys franziu a testa e respondeu, sem pensar: Então, mamãe, será que o novo pode vir com chocolate?”.
Alessandra de Freitas Barbosa Sandoval, 34 anos, pedagoga
Alessandra fez a masectomia em outubro de 2004. Ela sentiu a dor de não ter recebido o apoio do marido, mas encontrou respaldo no amor incondicional das filhas e no suporte total da família e dos amigos.
“No início do tratamento, ainda estávamos juntos, e ele tinha crises de choro e vergonha de ser visto comigo em público. Ficou ausente o mais que pôde. Deu apoio financeiro e só. Fiquei perdida, tendo que encontrar forças para enfrentar o câncer sozinha. Mas tinha a responsabilidade de passar valores para minhas filhas e fui em frente. Venci os preconceitos, cuidei da aparência, não parei nem um minuto para reclamar”.
Ficamos tremendamente chocados com o fato de um companheiro abandonar a mulher em um momento em que o apoio é tão importante. E nos chocou mais ainda saber que ele é médico e, portanto, que teoricamente deveria saber lidar com isso melhor do que a maioria das pessoas. Infelizmente, depois, percebemos que o abandono é muito mais comum do que se imagina. Sua história serviu de alerta e conscientizou muitas pessoas em todo o Brasil. Ao mesmo tempo, é muito bom ver como Alessandra está bem agora.
Gisela Amaral, 66 anos, casada com o empresário Ricardo Amaral, o “Rei da Noite”
“Ao receber a notícia, senti uma grande alegria. Podia parecer estranho, mas sempre pensei: ‘se algo assim for acontecer na minha família, que seja comigo, não com os meus filhos ou com o meu marido’.”
Sou vaidosa e me lembro de que, quando me vi careca pela primeira vez, ameacei chorar. Mas engoli as lágrimas e tratei de me produzir. Em vez de me esconder, caprichava na maquiagem, colocava meus enfeites, colares e echarpes e saía para meus compromissos.
É importante a gente saber e se lembrar de que, se você não passa por cima do câncer, demonstrando muita alegria e fé verdadeira, o câncer passa sobre você.”
Alessandra Ziukevicius, 35 anos, professora e coordenadora de esportes, sua filha Lara e seu marido, Cléber.
Estar ao lado para o que der e vier. Essa foi a lição que aprendemos com o casal Alessandra Ziukevicius, 35 anos, professora e coordenadora de esportes, e seu marido, Cléber.
“Percebi que ele me amava não pelos meus lindos seios, mas pelo que eu era. Ainda me emociono quando lembro que Cleber fez treinamento de enfermagem só para saber como cuidar de mim. Ele levantava todos os dias às 5 da manhã, trocava os curativos, dava banho e até escovava meus cabelos. À noite, ao voltar do trabalho, repetia a dose. Foram meses em que contei muito com o meu marido.
Quando comentamos sobre a dificuldade que alguns companheiros tinham em segurar a barra e que havia até quem abandonasse suas mulheres, ele se espantou: “Não posso nem imaginar fazer diferente. Não acredito que existam pessoas assim, tão fracas. Perto de tudo que ela estava passando, o que fiz foi muito pouco. Cuidar o melhor possível de Alessandra e de nossa filha era o mínimo que eu podia fazer.”
Moema Gramacho, 51 anos, prefeita de Lauro de Freitas, Bahia.
Durante a campanha para seu segundo mandato, ela recebeu o diagnóstico. Teve de enfrentar os ataques sórdidos dos adversários políticos, que em golpes baixos usaram a doença para tentar derrotá-la. Mas com sua força e seu carisma, ela superou tudo e venceu – as eleições e o câncer.
“…Mas na primeira sessão o cabelo já começou a ir embora. Caiu a metade. Tinha um cabelão enorme, na cintura. Além de gostar dele, era minha marca registrada. Foi o momento mais complicado…. Quando passei a mão na cabeça e senti um punhado de cabelo, aí eu me toquei. Foi chocante. Senti uma impotência tão grande. Queria saber o que fazer para o vabelo não cair, mas não tinha jeito. Não tem nada que segure. Não podia optar. De fato, a coisa era séria.
Chorei muito! Minha filha e minha família me ajudaram a superar! Naquele momento, veio a lembrança de meu pai, ele teve de amputar as duas pernas e tinha vontade de viver. Então, mesmo com a minha vaidade, por que eu iria enfraquecer? Fui me convencendo: ´Vou viver um período sem o cabelo e pronto’.”
Dalva Sandes, atriz
“Senti tudo: dor, medo, solidão, depressão. Um dos grandes temores era perder a mama. É muito difícil a gente pensar que vai perder o seio. Para mim, era terrível. Por ser atriz, vivo da minha imagem, da integridade do meu corpo, e a notícia da mutilação era desesperadora. O pior foi um médico que queria que eu desistisse de colocar a próteses e me assustou dizendo friamente que o caso era grave. Repetia que a cicatriz ia ficar imensa e profunda em todo o meu colo e que o procedimento era assim mesmo. Senti que faltava o lado humano, a sensibilidade de perceber que, para mim, além da luta para salvar a minha vida, também era vital procurar maneiras de preservar a estética. Meu lado psicológico ficou muito abalado.”
“…quando acordei da cirurgia, a primeira coisa que fiz foi olhar para os meus seios e ver como tinha ficado a reconstituição. Fiquei aliviada, pois estava tudo certo. Fui vitoriosa e estou feliz. “
Um exemplo de superação
Quando nos encontramos com Dalva, ela ainda se recuperava – das feridas emocionais e também das físicas. Um episódio desse nosso encontro ficou gravado para nós. Em função das várias cirurgias e por ainda não ter feito a fisioterapia, ela não conseguia levantar completamente os braços. Foram removidos os linfonodos sentinela, localizados nas axilas, mas ela não nos falou sobre essas dificuldades de movimentos. Entusiasmada e feliz, ela se prontificou a fazer o que fosse preciso para retratar as emoções vividas. Assim, durante as sessões de fotos, várias vezes, ela pulou, voou e elevou os braços como não tinha feito até então. Era o mais verdadeiro retrato da superação. Tão intenso e verdadeiro que se traduziu na imagem de abertura que simboliza todo o projeto DE PEITO ABERTO.
O cuidar
O Humanismo na prática
O trabalho dos profissionais de saúde com consciência e postura humanista poderia ser resumido nestas duas palavras: razão e sensibilidade. A extrema acuidade científica convivendo em perfeita harmonia com o cuidado com o outro, no mais amplo sentido da palavra “cuidar”…
… No caso específico de nossa experiência com o câncer de mama, essa maneira diferenciada de cuidar tem um papel tão importante, tão vital, que pudemos por diversas vezes comprovar o seu poder transformador. A saúde a que nos referimos aqui não é a que representa apenas ausência de doença, mas, sim, a que significa uma “forma criativa de lidar com a vida”, como diz o filósofo japonês Daisaku Ikeda.
Fonte: Revisa Onco 04/08/2011.
Grupo ajuda a enfrentar o câncer de mama
Receber o diagnóstico de câncer de mama representa ruptura na vida de qualquer mulher. Muitas se isolam, ficam deprimidas e têm dificuldades para enfrentar a doença, que mexe com a percepção da sexualidade e da própria imagem pessoal. Do ponto de vista da saúde, quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maior é a chance de cura. No entanto, como fica a questão estética e emocional durante o tratamento e a possível cirurgia para remoção da Foi pensando nisso que Vera Emília Teruel se juntou à amiga Terezinha Pontes Cipriani e fundou, há quase 13 anos, o Viva Melhor - Grupo de Apoio e Autoajuda às Mulheres Mastectomizadas (que fizeram cirurgia para remoção parcial ou total da mama). Ambas enfrentaram a doença e sabiam da necessidade de apoio.
"Aqui elas encontram iguais, pessoas com os mesmos medos e problemas, e podem trocar experiências", explica Vera. Hoje, o grupo localizado em Santo André promove reuniões toda quarta-feira, das 14h às 17h. Além disso, realiza doação de próteses mamárias externas para pacientes que removeram o seio e faz o empréstimo de perucas àquelas que perdem os cabelos na quimioterapia.
Segundo Vera, a maioria chega ali indicada pelos médicos ou por outras que tenham enfrentado a doença.
O grupo mantém parceria com o Hospital da Mulher, onde realiza o atendimento pós-cirurgias e palestras de prevenção. Na Faculdade de Medicina do ABC, há também atendimento no Setor de Oncologia das 8h às 12h.
O Viva Melhor atende, em média, dez novas pacientes a cada semana e conta com 60 voluntárias. No ano passado foram abordadas 2.320 mulheres durante as 38 palestras e outras atividades da instituição. "Apenas no primeiro semestre de 2011 doamos cerca de 300 próteses", comemora Vera. Para manter as atividades, o grupo está em busca de parceiros. "Nossa renda vem basicamente dos eventos que realizamos e das parcerias", afirmou a fundadora.
‘Mudou minha vida, vi que podia vencer'
Todas as voluntárias envolvidas com o Viva Melhor enfrentaram a doença e tem experiência para ajudar as que receberam agora o diagnóstico. É o caso da aposentada Isabel Alves da Silva, 69 anos, que fez mastectomia da mama esquerda há dez anos. "Conheci o grupo no período em que estava fazendo a quimioterapia. Fiquei muito abatida, vivia em casa, não queria sair. Meus filhos ficaram preocupados e tentaram me ajudar. O médico também indicou e vim para cá." Isabel garante que foi a melhor coisa que poderia ter feito. "O grupo mudou a minha vida e a forma de encarar a doença. Percebi que poderia vencer", destaca.
Hoje ela tenta auxiliar outras mulheres a enxergar isso também, por meio de palavras amigas e apoio, que foi o que sempre encontrou ali. Assim como Isabel, a voluntária Soila Bertoia da Silva, 68, enfrentou e venceu o câncer de mama dez anos atrás. Como tantas outras mulheres, na época se perguntou ‘por quê eu?'. Ao longo do tempo, porém, descobriu que a pergunta certa a se fazer era ‘para quê eu?'. "Sempre enfrentamos a doença para aprender alguma coisa. E para a grande maioria das mulheres, é uma forma de achar o seu espaço e cuidar melhor de si."
Fonte: Diário do Grande ABC.
"Aqui elas encontram iguais, pessoas com os mesmos medos e problemas, e podem trocar experiências", explica Vera. Hoje, o grupo localizado em Santo André promove reuniões toda quarta-feira, das 14h às 17h. Além disso, realiza doação de próteses mamárias externas para pacientes que removeram o seio e faz o empréstimo de perucas àquelas que perdem os cabelos na quimioterapia.
Segundo Vera, a maioria chega ali indicada pelos médicos ou por outras que tenham enfrentado a doença.
O grupo mantém parceria com o Hospital da Mulher, onde realiza o atendimento pós-cirurgias e palestras de prevenção. Na Faculdade de Medicina do ABC, há também atendimento no Setor de Oncologia das 8h às 12h.
O Viva Melhor atende, em média, dez novas pacientes a cada semana e conta com 60 voluntárias. No ano passado foram abordadas 2.320 mulheres durante as 38 palestras e outras atividades da instituição. "Apenas no primeiro semestre de 2011 doamos cerca de 300 próteses", comemora Vera. Para manter as atividades, o grupo está em busca de parceiros. "Nossa renda vem basicamente dos eventos que realizamos e das parcerias", afirmou a fundadora.
‘Mudou minha vida, vi que podia vencer'
Todas as voluntárias envolvidas com o Viva Melhor enfrentaram a doença e tem experiência para ajudar as que receberam agora o diagnóstico. É o caso da aposentada Isabel Alves da Silva, 69 anos, que fez mastectomia da mama esquerda há dez anos. "Conheci o grupo no período em que estava fazendo a quimioterapia. Fiquei muito abatida, vivia em casa, não queria sair. Meus filhos ficaram preocupados e tentaram me ajudar. O médico também indicou e vim para cá." Isabel garante que foi a melhor coisa que poderia ter feito. "O grupo mudou a minha vida e a forma de encarar a doença. Percebi que poderia vencer", destaca.
Hoje ela tenta auxiliar outras mulheres a enxergar isso também, por meio de palavras amigas e apoio, que foi o que sempre encontrou ali. Assim como Isabel, a voluntária Soila Bertoia da Silva, 68, enfrentou e venceu o câncer de mama dez anos atrás. Como tantas outras mulheres, na época se perguntou ‘por quê eu?'. Ao longo do tempo, porém, descobriu que a pergunta certa a se fazer era ‘para quê eu?'. "Sempre enfrentamos a doença para aprender alguma coisa. E para a grande maioria das mulheres, é uma forma de achar o seu espaço e cuidar melhor de si."
Fonte: Diário do Grande ABC.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Tratamento personalizado muda a história do câncer de mama
O câncer da mama é a neoplasia mais frequente no sexo feminino, com estimativa de 52.680 novos casos em 2012, conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Sabe-se que uma em cada oito mulheres desenvolverá câncer de mama em alguma fase da vida.
A presença de mutações deletéricas dos genes BRCA 1 e 2 é responsável por 4% dos casos de câncer da mama, constituindo o que chamamos de câncer de mama hereditário.
A grande maioria dos tumores de mama é esporádica. Presença de história familiar de câncer da mama e/ou ovário e de mutações deletéricas constituem pacientes de risco, necessitando um acompanhamento precoce, por meio de mamografias, ultrassonografias e ressonância magnética.
A cirurgia conservadora nos casos iniciais, complementada por radioterapia e quimioterapia - quando indicadas - oferece excelentes resultados estéticos, com percentual elevado de cura.
Nos casos de doença localmente avançada, a quimioterapia primária permite, muitas vezes, a redução da extensão da cirurgia, e posterior complemento, com quimioterapia, radioterapia ou hormonioterapia.
Com a introdução de novos agentes quimioterápicos e, em especial, das terapias alvomoleculares, além do conhecimento dos subtipos de câncer de mama, e em especial nos casos mais avançados, houve grande melhora nos resultados, com prolongamento das sobrevidas e excelente qualidade de vida.
Atualmente, é possível afirmar que o tratamento do câncer de mama é personalizado, o que modificou a história natural da doença.
Gilberto Luiz dos Santos Salgado é médico.
Fonte: Jornal do Brasil.
A presença de mutações deletéricas dos genes BRCA 1 e 2 é responsável por 4% dos casos de câncer da mama, constituindo o que chamamos de câncer de mama hereditário.
A grande maioria dos tumores de mama é esporádica. Presença de história familiar de câncer da mama e/ou ovário e de mutações deletéricas constituem pacientes de risco, necessitando um acompanhamento precoce, por meio de mamografias, ultrassonografias e ressonância magnética.
A cirurgia conservadora nos casos iniciais, complementada por radioterapia e quimioterapia - quando indicadas - oferece excelentes resultados estéticos, com percentual elevado de cura.
Nos casos de doença localmente avançada, a quimioterapia primária permite, muitas vezes, a redução da extensão da cirurgia, e posterior complemento, com quimioterapia, radioterapia ou hormonioterapia.
Com a introdução de novos agentes quimioterápicos e, em especial, das terapias alvomoleculares, além do conhecimento dos subtipos de câncer de mama, e em especial nos casos mais avançados, houve grande melhora nos resultados, com prolongamento das sobrevidas e excelente qualidade de vida.
Atualmente, é possível afirmar que o tratamento do câncer de mama é personalizado, o que modificou a história natural da doença.
Gilberto Luiz dos Santos Salgado é médico.
Fonte: Jornal do Brasil.
A controversa mamografia: quando fazer o exame?
Os especialistas vêm debatendo e pesquisando qual seria a melhor idade para início dos exames de rotina para o câncer de mama e qual seria a frequência ideal — se anualmente ou a cada dois anos.
O problema reside no alegado fato de que os exames antes dos 50 anos trariam benefícios pequenos quando comparados aos riscos. Por exemplo, algumas mulheres podem ser prejudicadas por falsos positivos. Ao serem submetidas a cirurgias para remover tumores que não seriam necessariamente agressivos, elas teriam um diagnóstico incorreto e um possível tratamento desnecessário.
Em 2009, a Força Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF, sigla em inglês), um painel com apoio federal, afirmou que os exames feitos antes dos 50 anos deveriam ser uma escolha pessoal da mulher. Mesmo na faixa dos 50 anos, a USPSTF recomenda que os exames sejam feitos a cada dois anos.
Já a Sociedade Americana do Câncer e outras organizações médicas, como o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, indicam que as mulheres devem fazer mamografias anuais a partir dos 40 anos de idade.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), as brasileiras com idades entre 50 e 69 anos devem realizar a mamografia cada dois anos ou de acordo com a recomendação médica. É importante salientar, contudo, que a indicação de rastreamento a partir dos 50 anos destina-se apenas as mulheres que não tenham história familiar de câncer de mama.
Fonte: Veja.
O problema reside no alegado fato de que os exames antes dos 50 anos trariam benefícios pequenos quando comparados aos riscos. Por exemplo, algumas mulheres podem ser prejudicadas por falsos positivos. Ao serem submetidas a cirurgias para remover tumores que não seriam necessariamente agressivos, elas teriam um diagnóstico incorreto e um possível tratamento desnecessário.
Em 2009, a Força Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF, sigla em inglês), um painel com apoio federal, afirmou que os exames feitos antes dos 50 anos deveriam ser uma escolha pessoal da mulher. Mesmo na faixa dos 50 anos, a USPSTF recomenda que os exames sejam feitos a cada dois anos.
Já a Sociedade Americana do Câncer e outras organizações médicas, como o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, indicam que as mulheres devem fazer mamografias anuais a partir dos 40 anos de idade.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), as brasileiras com idades entre 50 e 69 anos devem realizar a mamografia cada dois anos ou de acordo com a recomendação médica. É importante salientar, contudo, que a indicação de rastreamento a partir dos 50 anos destina-se apenas as mulheres que não tenham história familiar de câncer de mama.
Fonte: Veja.
Pesquisa diz que diagnóstico de câncer com mamografia traz mais benefícios
Mulheres que foram diagnosticadas a partir da mamografia apresentaram tratamento mais simples, menor chance de a doença reaparecer e um menor índice de mortalidade
A detecção do câncer de mama feita por meio de mamografia traz mais benefícios que a detecção feita pela própria paciente ou pelo médico, afirma estudo publicado na edição de março do periódico científico Radiology. Segundo a pesquisa, as mulheres que foram diagnosticadas a partir da mamografia, em comparação com detecção feita por outros métodos (autoexame feito pela paciente ou exame feito pelo médico) apresentaram um tratamento mais simples e menor propensão a ter recidiva (reaparecimento da doença). Entre essas mulheres também foi registrado menor índice de mortalidade. "Isso ocorreu porque o câncer foi diagnosticado no estágio inicial", disse Judith Malmgren, autora do estudo e presidente do HealthStat Consulting, uma empresa privada que oferece serviços personalizados em prol da saúde. O estudo mostra a importância da realização de exames periódicos.
Para o levantamento, Malmgren revisou os registros de pacientes com câncer do Instituto Sueco de Câncer, em Seattle, nos Estados Unidos. No total, foram analisados os dados de 1.977 pacientes com câncer de mama com idades entre 40 e 49 anos, que foram tratadas entre 1990 e 2008. Depois, os pesquisadores dividiram quem foi responsável pelo diagnóstico da doença: mamógrafo, paciente ou médico. Além disso, foram considerados o estágio do diagnóstico, o tratamento realizado e a recorrência da doença. "Nosso objetivo era avaliar as diferenças entre mamografia e outras formas de detecção para determinar se o diagnóstico precoce traz vantagens em relação ao tratamento e a morbidade da doença", disse Malmgren.
Os dados revelaram um aumento significativo no porcentual de câncer detectado pela mamografia durante 18 anos: foi de 28% em 1990 para 58% em 2008. Já as outras formas de diagnóstico (paciente e médico) tiveram queda de 73% em 1990 para 42% em 2008. Durante o mesmo período, o número de tumores da mama diagnosticado no estágio 0 aumentou 66%, enquanto o total de tumores no estágio III registraram queda de 66%. A maioria dos tumores era um carcinoma ductal in situ - tipo de câncer localizado e precoce que ainda não invadiu e nem se propagou para outros locais.
"O objetivo de fazer a triagem com mamografia é detectar a doença em um estágio precoce, mais tratável", disse Malmgren. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estados avançados. No total, foram registradas 12.098 mortes, de acordo com dados de 2008. Estima-se que ocorrerão 52.680 novos casos entre os brasileiros em 2012.
Fonte: Veja.
A detecção do câncer de mama feita por meio de mamografia traz mais benefícios que a detecção feita pela própria paciente ou pelo médico, afirma estudo publicado na edição de março do periódico científico Radiology. Segundo a pesquisa, as mulheres que foram diagnosticadas a partir da mamografia, em comparação com detecção feita por outros métodos (autoexame feito pela paciente ou exame feito pelo médico) apresentaram um tratamento mais simples e menor propensão a ter recidiva (reaparecimento da doença). Entre essas mulheres também foi registrado menor índice de mortalidade. "Isso ocorreu porque o câncer foi diagnosticado no estágio inicial", disse Judith Malmgren, autora do estudo e presidente do HealthStat Consulting, uma empresa privada que oferece serviços personalizados em prol da saúde. O estudo mostra a importância da realização de exames periódicos.
Para o levantamento, Malmgren revisou os registros de pacientes com câncer do Instituto Sueco de Câncer, em Seattle, nos Estados Unidos. No total, foram analisados os dados de 1.977 pacientes com câncer de mama com idades entre 40 e 49 anos, que foram tratadas entre 1990 e 2008. Depois, os pesquisadores dividiram quem foi responsável pelo diagnóstico da doença: mamógrafo, paciente ou médico. Além disso, foram considerados o estágio do diagnóstico, o tratamento realizado e a recorrência da doença. "Nosso objetivo era avaliar as diferenças entre mamografia e outras formas de detecção para determinar se o diagnóstico precoce traz vantagens em relação ao tratamento e a morbidade da doença", disse Malmgren.
Os dados revelaram um aumento significativo no porcentual de câncer detectado pela mamografia durante 18 anos: foi de 28% em 1990 para 58% em 2008. Já as outras formas de diagnóstico (paciente e médico) tiveram queda de 73% em 1990 para 42% em 2008. Durante o mesmo período, o número de tumores da mama diagnosticado no estágio 0 aumentou 66%, enquanto o total de tumores no estágio III registraram queda de 66%. A maioria dos tumores era um carcinoma ductal in situ - tipo de câncer localizado e precoce que ainda não invadiu e nem se propagou para outros locais.
"O objetivo de fazer a triagem com mamografia é detectar a doença em um estágio precoce, mais tratável", disse Malmgren. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estados avançados. No total, foram registradas 12.098 mortes, de acordo com dados de 2008. Estima-se que ocorrerão 52.680 novos casos entre os brasileiros em 2012.
Fonte: Veja.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Remédio usado para prevenir câncer de mama pode causar perda óssea significativa
Um remédio que tem sido apontado como eficaz na prevenção do câncer de mama em mulheres na pós-menopausa com alto risco de desenvolvimento da doença, e é bastante usado, parece piorar significativamente as perdas ósseas relacionadas com a idade, de acordo com um artigo publicado no site da revista "Lancet Oncology".
— O exemestano piora a diminuição da densidade óssea mineral relacionada à idade em cerca de três vezes, mesmo quando há ingestão adequada de cálcio e vitamina D — explica Angela Cheung da University Health Network, em Toronto, no Canadá, autora do estudo.
Os inibidores de aromatase funcionam pela supressão da produção de estrogênio e são os tratamentos padrões para mulheres na pós-menopausa na fase inicial do receptor hormonal positivo do câncer de mama. Mas apesar de ser geralmente bem tolerado, preocupações foram levantadas sobre seus efeitos nas perdas ósseas e o maior risco de fratura. Até agora, um dos problemas com a obtenção de provas claras sobre seu impacto sobre a saúde óssea era que a maioria dos estudos usava, para efeitos de comparação, o tamoxifeno, um tratamento com conhecidos efeitos benéficos para os ossos das mulheres nesta fase da vida.
Estudos preliminares sugerem que o exemestano, um inibidor de aromatase de terceira geração de esteróides, pode causar perda óssea menor que outros inibidores de aromatase e poderia até mesmo estimular a formação óssea.
Nesta análise, Cheung e seus colegas relatam os resultados de um estudo sobre a estrutura óssea e a estrutura óssea mineral de pacientes incluídos no ensaio de Prevenção Mamária 3 (MAP.3), para quantificar o efeito do exemestano sobre a densidade mineral óssea e a estrutura óssea em mulheres na pós-menopausa.
O ensaio MAP.3 randomizado examinou o efeito do exemestano na prevenção do câncer de mama em mais de 4500 mulheres saudáveis na pós-menopausa com alto risco de desenvolver a doença (por exemplo, com histórico familiar). O exemestano reduziu o risco de desenvolver câncer de mama em 65%, comparado com os efeitos de um placebo. 351 mulheres sem osteoporose foram incluídas no estudo sobre os ossos, 176 receberam a substância e 175, placebo. A densidade mineral óssea foi medida por dois métodos.
Após 2 anos de tratamento, as mulheres que receberam exemestano tiveram uma perda significativa de densidade mineral óssea na extremidade distal do rádio (um local comum para as fraturas relacionada à osteoporose) e na tíbia distal, em comparação com os resultados no início do estudo.
Além disso, no grupo que recebeu exemestano, a espessura e área cortical diminuíram quase 8%, em comparação com uma queda de 1% no grupo placebo. O exemestano afetou substancialmente a perda de osso cortical, em comparação com o osso trabecular. Esta descoberta é importante porque a maioria das fraturas (80%) na velhice resulta de maior perda de osso cortical, em vez do osso trabecular e influencia a maior parte dos casos de incapacidade.
Os autores alertam, no estudo:
— As mulheres que consideram usar exemestano para a prevenção primária do câncer de mama devem pesar os riscos e benefícios individuais para as mulheres que tomam o medicamento, fazer monitoramento ósseo regular e a suplementação adequada de cálcio e vitamina D. São necessários estudos a longo prazo para avaliar os efeitos de nossas conclusões sobre o risco de fratura.
Fonte: Zero Hora.
— O exemestano piora a diminuição da densidade óssea mineral relacionada à idade em cerca de três vezes, mesmo quando há ingestão adequada de cálcio e vitamina D — explica Angela Cheung da University Health Network, em Toronto, no Canadá, autora do estudo.
Os inibidores de aromatase funcionam pela supressão da produção de estrogênio e são os tratamentos padrões para mulheres na pós-menopausa na fase inicial do receptor hormonal positivo do câncer de mama. Mas apesar de ser geralmente bem tolerado, preocupações foram levantadas sobre seus efeitos nas perdas ósseas e o maior risco de fratura. Até agora, um dos problemas com a obtenção de provas claras sobre seu impacto sobre a saúde óssea era que a maioria dos estudos usava, para efeitos de comparação, o tamoxifeno, um tratamento com conhecidos efeitos benéficos para os ossos das mulheres nesta fase da vida.
Estudos preliminares sugerem que o exemestano, um inibidor de aromatase de terceira geração de esteróides, pode causar perda óssea menor que outros inibidores de aromatase e poderia até mesmo estimular a formação óssea.
Nesta análise, Cheung e seus colegas relatam os resultados de um estudo sobre a estrutura óssea e a estrutura óssea mineral de pacientes incluídos no ensaio de Prevenção Mamária 3 (MAP.3), para quantificar o efeito do exemestano sobre a densidade mineral óssea e a estrutura óssea em mulheres na pós-menopausa.
O ensaio MAP.3 randomizado examinou o efeito do exemestano na prevenção do câncer de mama em mais de 4500 mulheres saudáveis na pós-menopausa com alto risco de desenvolver a doença (por exemplo, com histórico familiar). O exemestano reduziu o risco de desenvolver câncer de mama em 65%, comparado com os efeitos de um placebo. 351 mulheres sem osteoporose foram incluídas no estudo sobre os ossos, 176 receberam a substância e 175, placebo. A densidade mineral óssea foi medida por dois métodos.
Após 2 anos de tratamento, as mulheres que receberam exemestano tiveram uma perda significativa de densidade mineral óssea na extremidade distal do rádio (um local comum para as fraturas relacionada à osteoporose) e na tíbia distal, em comparação com os resultados no início do estudo.
Além disso, no grupo que recebeu exemestano, a espessura e área cortical diminuíram quase 8%, em comparação com uma queda de 1% no grupo placebo. O exemestano afetou substancialmente a perda de osso cortical, em comparação com o osso trabecular. Esta descoberta é importante porque a maioria das fraturas (80%) na velhice resulta de maior perda de osso cortical, em vez do osso trabecular e influencia a maior parte dos casos de incapacidade.
Os autores alertam, no estudo:
— As mulheres que consideram usar exemestano para a prevenção primária do câncer de mama devem pesar os riscos e benefícios individuais para as mulheres que tomam o medicamento, fazer monitoramento ósseo regular e a suplementação adequada de cálcio e vitamina D. São necessários estudos a longo prazo para avaliar os efeitos de nossas conclusões sobre o risco de fratura.
Fonte: Zero Hora.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
O medo de que o desodorante causa câncer de mama é mesmo infundado?
Você já recebeu algum daqueles emails terríveis contando que os desodorantes causam câncer de mama? Esses rumores se baseiam em alguns produtos que contém químicas conservantes que agem como o hormônio estrógeno. Esse hormônio é conhecido por provocar alguns cânceres de mama, principalmente aqueles perto das axilas, onde os antitranspirantes são aplicados.
Agora, um novo estudo diz que sim, há evidências de presença desses químicos em 99% das amostras de tecidos cancerígenos de mulheres com câncer de mama, mas muitas delas não usavam desodorantes. Muitas das marcas nem contém mais os químicos apontados como possíveis cancerígenos.
Os químicos inimigos são os do tipo parabenos, muito utilizados em cosméticos. Eles estão também nas maquiagens, cremes hidratantes e produtos de cabelo.
O estudo incluiu 40 mulheres com câncer de mama que escolheram fazer mastectomia. Os pesquisadores analisaram quatro amostras do tecido retirado de cada mulher. Elas vieram de várias regiões do peito, incluindo a da axila.
99% das amostras tinham evidências de pelo menos um parabeno, com 60% revelando cinco. Não houve evidência de que os parabenos tiveram algum papel na localização do câncer ou se o estrógeno foi o causador.
Você deveria então tentar produtos livres de parabenos? O novo estudo não comprova que produtos de beleza causam câncer de mama. Mas, “o fato de que os parabenos estavam presentes em tantos tecidos cancerígenos justifica investigações posteriores”, afirma Philippa Darbre, da Universidade de Reading.
“Apesar da exposição aos parabenos como causa de câncer de mama ser uma possibilidade, não há informação suficiente para concluirmos isso como um fato”, comenta a médica Katherine B. Lee. “O estudo sugere que se há uma relação entre os parabenos e o câncer de mama, é uma complexa”.
Mas ela sugere que você não tenha medo dos seus cosméticos. “Mais pesquisas são necessárias, mas se você está preocupada, existem produtos naturais sem parabenos”.
Marisa Weiss não acha que se deveria arriscar quando o assunto é câncer de mama. Ela, que é presidente e fundadora da breatcancer.org, é uma sobrevivente do câncer. “Existem parabenos em muitos produtos de uso pessoal que podem agir no corpo de diferentes maneiras e ficar lá”, comenta. “Nossos tecidos podem ser reservas de químicos como esses”.
“Antes a salvo do que preocupada”, ela afirma. “Evite produtos que contém ingredientes que ativam hormônios, como os parabenos. Eu uso coisas que são boas o suficiente para comer”.
Mas alguns críticos do novo estudo não pensam da mesma maneira. Linda Loretz, que é diretora de um conselho que representa algumas indústrias mundiais de produtos pessoais e de beleza nas questões toxicológicas e de saúde, revisou o estudo. “Os níveis de parabenos não estão correlacionados com a localização o tumor, estrógeno, ou qualquer atributo do câncer de mama, então é difícil encontrar algo com sentido real nessas descobertas”.
“Esse estudo enfatiza a tolice de querer culpar um consumidor específico não apenas pela exposição a certos químicos, mas por essa exposição ser responsável por uma doença específica”, afirma Jess Stier, do Centro Nacional por Políticas Públicas de Pesquisas, dos Estados Unidos. De acordo com ele, a pesquisa não apresenta nenhuma ligação entre os desodorantes e o câncer de mama.
Dana Mirick, do Centro Fred Hutchinson de Pesquisas do Câncer, em Seattle, concorda. Mirick e seus colegas publicaram um estudo em 2002 em que analisaram o uso de antitranspirantes e o risco de câncer de mama.
“O estudo presente, em que níveis de parabenos foram encontrados mesmo sem o uso de produtos nas axilas, parece estar de acordo nossos resultados antigos, principalmente o fato de que o uso de produtos nas axilas não parece ter uma contribuição significante para o desenvolvimento de câncer de mama”, afirma Mirick.
Mas Sharima Rasanayagam não está tão certa. Ela é diretora de ciência na Fundação do Câncer de Mama, em São Francisco, Califórnia. “Esse estudo oferece outra peça no quebra-cabeça entre os parabenos e sua ligação com o câncer de mama”.
“Nós sabemos que os parabenos são mímicos do estrógeno, e por isso continuamos preocupados com nossa exposição através de produtos como os cosméticos”, finaliza Rasanayagam. [WebMD]
Fonte: HYPESCIENCE.
Agora, um novo estudo diz que sim, há evidências de presença desses químicos em 99% das amostras de tecidos cancerígenos de mulheres com câncer de mama, mas muitas delas não usavam desodorantes. Muitas das marcas nem contém mais os químicos apontados como possíveis cancerígenos.
Os químicos inimigos são os do tipo parabenos, muito utilizados em cosméticos. Eles estão também nas maquiagens, cremes hidratantes e produtos de cabelo.
O estudo incluiu 40 mulheres com câncer de mama que escolheram fazer mastectomia. Os pesquisadores analisaram quatro amostras do tecido retirado de cada mulher. Elas vieram de várias regiões do peito, incluindo a da axila.
99% das amostras tinham evidências de pelo menos um parabeno, com 60% revelando cinco. Não houve evidência de que os parabenos tiveram algum papel na localização do câncer ou se o estrógeno foi o causador.
Você deveria então tentar produtos livres de parabenos? O novo estudo não comprova que produtos de beleza causam câncer de mama. Mas, “o fato de que os parabenos estavam presentes em tantos tecidos cancerígenos justifica investigações posteriores”, afirma Philippa Darbre, da Universidade de Reading.
“Apesar da exposição aos parabenos como causa de câncer de mama ser uma possibilidade, não há informação suficiente para concluirmos isso como um fato”, comenta a médica Katherine B. Lee. “O estudo sugere que se há uma relação entre os parabenos e o câncer de mama, é uma complexa”.
Mas ela sugere que você não tenha medo dos seus cosméticos. “Mais pesquisas são necessárias, mas se você está preocupada, existem produtos naturais sem parabenos”.
Marisa Weiss não acha que se deveria arriscar quando o assunto é câncer de mama. Ela, que é presidente e fundadora da breatcancer.org, é uma sobrevivente do câncer. “Existem parabenos em muitos produtos de uso pessoal que podem agir no corpo de diferentes maneiras e ficar lá”, comenta. “Nossos tecidos podem ser reservas de químicos como esses”.
“Antes a salvo do que preocupada”, ela afirma. “Evite produtos que contém ingredientes que ativam hormônios, como os parabenos. Eu uso coisas que são boas o suficiente para comer”.
Mas alguns críticos do novo estudo não pensam da mesma maneira. Linda Loretz, que é diretora de um conselho que representa algumas indústrias mundiais de produtos pessoais e de beleza nas questões toxicológicas e de saúde, revisou o estudo. “Os níveis de parabenos não estão correlacionados com a localização o tumor, estrógeno, ou qualquer atributo do câncer de mama, então é difícil encontrar algo com sentido real nessas descobertas”.
“Esse estudo enfatiza a tolice de querer culpar um consumidor específico não apenas pela exposição a certos químicos, mas por essa exposição ser responsável por uma doença específica”, afirma Jess Stier, do Centro Nacional por Políticas Públicas de Pesquisas, dos Estados Unidos. De acordo com ele, a pesquisa não apresenta nenhuma ligação entre os desodorantes e o câncer de mama.
Dana Mirick, do Centro Fred Hutchinson de Pesquisas do Câncer, em Seattle, concorda. Mirick e seus colegas publicaram um estudo em 2002 em que analisaram o uso de antitranspirantes e o risco de câncer de mama.
“O estudo presente, em que níveis de parabenos foram encontrados mesmo sem o uso de produtos nas axilas, parece estar de acordo nossos resultados antigos, principalmente o fato de que o uso de produtos nas axilas não parece ter uma contribuição significante para o desenvolvimento de câncer de mama”, afirma Mirick.
Mas Sharima Rasanayagam não está tão certa. Ela é diretora de ciência na Fundação do Câncer de Mama, em São Francisco, Califórnia. “Esse estudo oferece outra peça no quebra-cabeça entre os parabenos e sua ligação com o câncer de mama”.
“Nós sabemos que os parabenos são mímicos do estrógeno, e por isso continuamos preocupados com nossa exposição através de produtos como os cosméticos”, finaliza Rasanayagam. [WebMD]
Fonte: HYPESCIENCE.
Pesquisa -> Células que revestem os vasos sanguíneos impedem que o câncer se espalhe
Estudo sugere que certas drogas usadas contra o câncer podem destruir estas células e aumentar as chances de metástase
Pesquisadores dos Estados Unidos descobriram uma célula capaz de prevenir que o câncer se espalhe pelo corpo.
O estudo sugere que certas drogas usadas contra o câncer podem destruir estas células e aumentar as chances de metástase.
Para a pesquisa, cientistas da Harvard Medical School estudaram células chamadas pericitos, que revestem os vasos sanguíneos e apoiam seu crescimento. Eles removeram as células de tumores de mama de camundongos.
O tamanho dos tumores diminuiu em 30% em 25 dias, mas houve também um aumento de três vezes no número de tumores que se espalharam para os pulmões dos animais. " Se analisarmos apenas o crescimento do tumor, os resultados foram bons, mas quando olhamos para o quadro inteiro, o câncer se espalhou consideravelmente" , observa o líder da pesquisa, Raghu Kalluri.
Um olhar mais profundo revelou um aumento nas áreas em necessidade de oxigênio nos tumores com falta de pericitos. Kalluri sugere que as células cancerosas usam táticas de sobrevivência genética para responder a uma falta de oxigênio, tornando-se mais móveis e movendo-se através das paredes dos vasos sanguíneos.
Os pesquisadores então realizaram experimentos com imatinib (Glivec) e sunitinib (Sutent). Ambas podem impedir o crescimento de novos vasos sanguíneos em alguns tipos de câncer. E ambas também são conhecidas por diminuir o número de pericitos em tumores.
Testes em camundongos mostraram que ambos os medicamentos reduziram o número de pericitos em 70%, enquanto a taxa de propagação do câncer triplicou.
Para testar se as descobertas podem ser relevantes para os pacientes, os cientistas examinaram 130 amostras de câncer de mama humano. Aquelas com o menor número de pericitos tinham maior probabilidade de ter vindo de cânceres agressivos que haviam se espalhado.
Apesar dos resultados, especialistas da Cancer Research UK afirmam que é muito cedo para dizer se os resultados laboratoriais podem ser aplicáveis aos pacientes. "Este trabalho baseia-se no que já sabemos sobre esses medicamentos, que podem ser muito eficazes na redução de tumores, mas que é preciso acompanhar atentamente como eles afetam a metástase do câncer" , afirma o professor Kairbaan Hodivala-Dilke.
Segundo os pesquisadores do Cancer Research UK, todas as evidências sobre a metástase até agora, incluindo esta última pesquisa, são derivadas de experimentos de laboratório, e os efeitos sobre a propagação do câncer não têm sido relatados em pacientes que estão sendo tratados com drogas anti-angiogênicas.
No entanto, a equipe afirma que trabalhos como este são essenciais para compreender a complexidade da resposta do tumor ao tratamento e são fundamentais para ajudar a antecipar efeitos clínicos indesejáveis.
Fonte: ISaúde.
Pesquisadores dos Estados Unidos descobriram uma célula capaz de prevenir que o câncer se espalhe pelo corpo.
O estudo sugere que certas drogas usadas contra o câncer podem destruir estas células e aumentar as chances de metástase.
Para a pesquisa, cientistas da Harvard Medical School estudaram células chamadas pericitos, que revestem os vasos sanguíneos e apoiam seu crescimento. Eles removeram as células de tumores de mama de camundongos.
O tamanho dos tumores diminuiu em 30% em 25 dias, mas houve também um aumento de três vezes no número de tumores que se espalharam para os pulmões dos animais. " Se analisarmos apenas o crescimento do tumor, os resultados foram bons, mas quando olhamos para o quadro inteiro, o câncer se espalhou consideravelmente" , observa o líder da pesquisa, Raghu Kalluri.
Um olhar mais profundo revelou um aumento nas áreas em necessidade de oxigênio nos tumores com falta de pericitos. Kalluri sugere que as células cancerosas usam táticas de sobrevivência genética para responder a uma falta de oxigênio, tornando-se mais móveis e movendo-se através das paredes dos vasos sanguíneos.
Os pesquisadores então realizaram experimentos com imatinib (Glivec) e sunitinib (Sutent). Ambas podem impedir o crescimento de novos vasos sanguíneos em alguns tipos de câncer. E ambas também são conhecidas por diminuir o número de pericitos em tumores.
Testes em camundongos mostraram que ambos os medicamentos reduziram o número de pericitos em 70%, enquanto a taxa de propagação do câncer triplicou.
Para testar se as descobertas podem ser relevantes para os pacientes, os cientistas examinaram 130 amostras de câncer de mama humano. Aquelas com o menor número de pericitos tinham maior probabilidade de ter vindo de cânceres agressivos que haviam se espalhado.
Apesar dos resultados, especialistas da Cancer Research UK afirmam que é muito cedo para dizer se os resultados laboratoriais podem ser aplicáveis aos pacientes. "Este trabalho baseia-se no que já sabemos sobre esses medicamentos, que podem ser muito eficazes na redução de tumores, mas que é preciso acompanhar atentamente como eles afetam a metástase do câncer" , afirma o professor Kairbaan Hodivala-Dilke.
Segundo os pesquisadores do Cancer Research UK, todas as evidências sobre a metástase até agora, incluindo esta última pesquisa, são derivadas de experimentos de laboratório, e os efeitos sobre a propagação do câncer não têm sido relatados em pacientes que estão sendo tratados com drogas anti-angiogênicas.
No entanto, a equipe afirma que trabalhos como este são essenciais para compreender a complexidade da resposta do tumor ao tratamento e são fundamentais para ajudar a antecipar efeitos clínicos indesejáveis.
Fonte: ISaúde.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
CÂNCER DE MAMA - O QUE MUDOU DEZ ANOS DEPOIS?
Por Sylvia Leal
É lógico, o impacto emocional que a notícia da doença costuma trazer não muda com o passar dos tempos. A reação varia de mulher para mulher. Entretanto, apesar dos admiráveis avanços científicos, ao encarar tamanho desafio, é de esperar o medo do desconhecido, do perigo e um terrível desamparo, diante da sensação de finitude.
A partir daí, tudo pode ser remexido, abalado. Em geral, questionamos valores, revemos preconceitos, percebemos o que importa, quais as nossas reais prioridades, tentamos descobrir o que (e quem) nos faz verdadeiramente felizes e o que precisa ser afastado, jogado fora... Enfim, sob o impacto de um câncer pode renascer uma nova mulher. Espero que mais forte e crescida, disposta a lutar por seus sonhos e seus amores. Enfim, para ter uma vida que valha a pena ser vivida. Quer saber? Foi o que aconteceu comigo.
__________________________________________________________________________
O que mudou dez anos depois?
Depois dele vieram mais três, o último para crianças, ou melhor, para os meus netos. O primeiro livro, porém, pelo qual tenho o maior carinho, nasceu e foi criado a partir de um câncer de mama, diagnosticado, enfrentado (com muita dificuldade, é claro) e bem tratado, em 1994. Sou jornalista e depois de muita pesquisa e entrevistas Brasil afora, várias idas e vindas e algumas desistências, “Por uma vida inteira”, enfim, foi lançado pela Editora Record, em julho de 2000.
Dois anos antes, quando me apaixonei pela ideia e comecei a trabalhar nele, a estimativa para o ano de 1998 era sombria: 32.695 novos casos de câncer de mama. A maior parte em estágios avançados, o que resultava em um número descabido de mortes, reconhecidamente evitáveis para o arsenal científico de então. Aí cabe uma dúvida. Será que neste ponto, de 2000 para cá, alguma coisa mudou?
Falava-se ainda no número reduzidíssimo de mamógrafos em todo o país (cerca de 600) e na baixa capacitação do pessoal para lidar com os aparelhos. E uma notícia surpreendente ocupava os jornais: o surgimento da doença em mulheres cada vez mais jovens.
Recordo que fiquei impressionada, já naquela época, com os resultados de certas reconstruções mamárias. Ontem, hoje e sempre que ganho incrível para nós, mulheres! Parecia algo mágico a reposição do volume e da estética da mama perdida. E tudo por conta do domínio de uma técnica chamada TRAM (Transverse Rectus Abdominal Musculocutaneous), que consiste em fazer migrar do abdome para a mama uma espécie de ilha de tecido, levando junto músculo e gordura.
Tão incrível era, que nada de verdadeiramente revolucionário parece ter surgido na área reconstrutora nos últimos anos. O que se viu foi uma espécie de aprimoramento dos materiais e técnicas sofisticadíssimos já existentes.
Mas e os planos de saúde que continuam relutando em pagar pelo que consideram “supérfluo”? Como se fosse uma heresia desejar reconstruir o seio, sinal visível de nossa feminilidade. Onde foi parar também a lei que assegura a todas as mulheres o direito (sagrado, eu aposto!) de ter sua mama reconstruída cirurgicamente pelo SUS? Estas perguntas continuam sem resposta. E a gente se questiona até quando.
Bem, estamos em pleno 2010. Evoluíram os quimioterápicos e a hormonioterapia. Conhecemos melhor o perfil genético de cada tumor, aumentando assim as chances de cura. A retirada total dos linfonodos axilares é substituída, sem prejuízo, pelo rastreamento de somente um linfonodo, conhecido como “sentinela”. Lucramos bastante, sem aqueles dolorosos edemas no braço.
Agora, os mamógrafos dispõem de tecnologia digital. Isto possibilita avaliar com mais apuro as mamas densas de pacientes jovens. Atualmente, existem 4.000 mamógrafos em todo o país, sendo 1.656 pertencentes ao Sistema Único de Saúde. Além disto, todas nós, depois dos 40 anos, mesmo sem sintomas, temos direito (Lei 11.664) a uma mamografia anual gratuita. .
Uma grande vitória. O avanço pelo qual tanto sonhamos. Não mais detectar tumores e, sim, um certo tipo de microcalcificações que os precedem. Ou seja, descobrir os tumores em estágios iniciais, ainda impalpáveis pelas mãos. Trata-se de um enorme passo para reverter a nossa triste realidade do diagnóstico tardio.
Mais uma vez, se preciso, vamos à luta. Não se pode aceitar que, mesmo alegando uma economia de milhões e outras justificativas, o direito à mamografia gratuita passe a vigorar só após os 50 anos ou que seja feita de dois em dois anos como querem alguns, a exemplo dos Estados Unidos. Convenhamos, lá como em tantos outros lugares, a realidade da Saúde é outra. No Brasil, se quisermos poupar milhares de vidas, não há outra solução: a idade limite é de 40 anos e vale brigar por isto.
Em 2000, dava para concluir com segurança: as campanhas de prevenção provaram-se eficientes e alcançavam a maturidade no alcance de seus objetivos. Sempre encabeçadas por atrizes famosas representaram o primeiro esforço massificado de conscientização da mulher brasileira quanto à importância do auto-exame e da detecção da doença em fases, nas quais se pode falar em cura na quase totalidade dos casos.
A pioneira Cássia Kiss tocou com naturalidade os seios, os meios de comunicação se incumbiram de divulgar amplamente a imagem. Isto era 1988. Você se lembra? Em outros momentos foi a vez de Juliana Paes, Ana Maria Braga, Lília Cabral, etc. Este ano, brilha nas camisetas da campanha a bela Giovanna Antonelli. A fórmula ganhou as ruas, o respeito e a simpatia da população. Sucesso total!
Às campanhas somaram-se outro fator fundamental. Não só as televisivas, mas muitas outras mulheres assumiram com sinceridade, ao vivo e a cores, de forma valente e digna sua luta contra o câncer. Temos muito que agradecer pela derrubada de um tabu. Agora, seguindo seus passos, é possível revelar abertamente: “estou com câncer, mas vou me curar”. Acreditando nisto, de verdade.
Minha admiração e agradecimentos aos amigos e consultores científicos que, com suas valiosas informações, tornam possível o meu trabalho: Jacirema Cléia Ferreira, psicanalista; Dr. Antonio Nisida, mastologista; Dr. Mauro Speranzini, cirurgião plástico.
Fonte: NASPEC.
É lógico, o impacto emocional que a notícia da doença costuma trazer não muda com o passar dos tempos. A reação varia de mulher para mulher. Entretanto, apesar dos admiráveis avanços científicos, ao encarar tamanho desafio, é de esperar o medo do desconhecido, do perigo e um terrível desamparo, diante da sensação de finitude.
A partir daí, tudo pode ser remexido, abalado. Em geral, questionamos valores, revemos preconceitos, percebemos o que importa, quais as nossas reais prioridades, tentamos descobrir o que (e quem) nos faz verdadeiramente felizes e o que precisa ser afastado, jogado fora... Enfim, sob o impacto de um câncer pode renascer uma nova mulher. Espero que mais forte e crescida, disposta a lutar por seus sonhos e seus amores. Enfim, para ter uma vida que valha a pena ser vivida. Quer saber? Foi o que aconteceu comigo.
__________________________________________________________________________
O que mudou dez anos depois?
Depois dele vieram mais três, o último para crianças, ou melhor, para os meus netos. O primeiro livro, porém, pelo qual tenho o maior carinho, nasceu e foi criado a partir de um câncer de mama, diagnosticado, enfrentado (com muita dificuldade, é claro) e bem tratado, em 1994. Sou jornalista e depois de muita pesquisa e entrevistas Brasil afora, várias idas e vindas e algumas desistências, “Por uma vida inteira”, enfim, foi lançado pela Editora Record, em julho de 2000.
Dois anos antes, quando me apaixonei pela ideia e comecei a trabalhar nele, a estimativa para o ano de 1998 era sombria: 32.695 novos casos de câncer de mama. A maior parte em estágios avançados, o que resultava em um número descabido de mortes, reconhecidamente evitáveis para o arsenal científico de então. Aí cabe uma dúvida. Será que neste ponto, de 2000 para cá, alguma coisa mudou?
Falava-se ainda no número reduzidíssimo de mamógrafos em todo o país (cerca de 600) e na baixa capacitação do pessoal para lidar com os aparelhos. E uma notícia surpreendente ocupava os jornais: o surgimento da doença em mulheres cada vez mais jovens.
Recordo que fiquei impressionada, já naquela época, com os resultados de certas reconstruções mamárias. Ontem, hoje e sempre que ganho incrível para nós, mulheres! Parecia algo mágico a reposição do volume e da estética da mama perdida. E tudo por conta do domínio de uma técnica chamada TRAM (Transverse Rectus Abdominal Musculocutaneous), que consiste em fazer migrar do abdome para a mama uma espécie de ilha de tecido, levando junto músculo e gordura.
Tão incrível era, que nada de verdadeiramente revolucionário parece ter surgido na área reconstrutora nos últimos anos. O que se viu foi uma espécie de aprimoramento dos materiais e técnicas sofisticadíssimos já existentes.
Mas e os planos de saúde que continuam relutando em pagar pelo que consideram “supérfluo”? Como se fosse uma heresia desejar reconstruir o seio, sinal visível de nossa feminilidade. Onde foi parar também a lei que assegura a todas as mulheres o direito (sagrado, eu aposto!) de ter sua mama reconstruída cirurgicamente pelo SUS? Estas perguntas continuam sem resposta. E a gente se questiona até quando.
Bem, estamos em pleno 2010. Evoluíram os quimioterápicos e a hormonioterapia. Conhecemos melhor o perfil genético de cada tumor, aumentando assim as chances de cura. A retirada total dos linfonodos axilares é substituída, sem prejuízo, pelo rastreamento de somente um linfonodo, conhecido como “sentinela”. Lucramos bastante, sem aqueles dolorosos edemas no braço.
Agora, os mamógrafos dispõem de tecnologia digital. Isto possibilita avaliar com mais apuro as mamas densas de pacientes jovens. Atualmente, existem 4.000 mamógrafos em todo o país, sendo 1.656 pertencentes ao Sistema Único de Saúde. Além disto, todas nós, depois dos 40 anos, mesmo sem sintomas, temos direito (Lei 11.664) a uma mamografia anual gratuita. .
Uma grande vitória. O avanço pelo qual tanto sonhamos. Não mais detectar tumores e, sim, um certo tipo de microcalcificações que os precedem. Ou seja, descobrir os tumores em estágios iniciais, ainda impalpáveis pelas mãos. Trata-se de um enorme passo para reverter a nossa triste realidade do diagnóstico tardio.
Mais uma vez, se preciso, vamos à luta. Não se pode aceitar que, mesmo alegando uma economia de milhões e outras justificativas, o direito à mamografia gratuita passe a vigorar só após os 50 anos ou que seja feita de dois em dois anos como querem alguns, a exemplo dos Estados Unidos. Convenhamos, lá como em tantos outros lugares, a realidade da Saúde é outra. No Brasil, se quisermos poupar milhares de vidas, não há outra solução: a idade limite é de 40 anos e vale brigar por isto.
Em 2000, dava para concluir com segurança: as campanhas de prevenção provaram-se eficientes e alcançavam a maturidade no alcance de seus objetivos. Sempre encabeçadas por atrizes famosas representaram o primeiro esforço massificado de conscientização da mulher brasileira quanto à importância do auto-exame e da detecção da doença em fases, nas quais se pode falar em cura na quase totalidade dos casos.
A pioneira Cássia Kiss tocou com naturalidade os seios, os meios de comunicação se incumbiram de divulgar amplamente a imagem. Isto era 1988. Você se lembra? Em outros momentos foi a vez de Juliana Paes, Ana Maria Braga, Lília Cabral, etc. Este ano, brilha nas camisetas da campanha a bela Giovanna Antonelli. A fórmula ganhou as ruas, o respeito e a simpatia da população. Sucesso total!
Às campanhas somaram-se outro fator fundamental. Não só as televisivas, mas muitas outras mulheres assumiram com sinceridade, ao vivo e a cores, de forma valente e digna sua luta contra o câncer. Temos muito que agradecer pela derrubada de um tabu. Agora, seguindo seus passos, é possível revelar abertamente: “estou com câncer, mas vou me curar”. Acreditando nisto, de verdade.
Minha admiração e agradecimentos aos amigos e consultores científicos que, com suas valiosas informações, tornam possível o meu trabalho: Jacirema Cléia Ferreira, psicanalista; Dr. Antonio Nisida, mastologista; Dr. Mauro Speranzini, cirurgião plástico.
Fonte: NASPEC.
Radioterapia contra câncer de mama pode aumentar risco de doenças cardíacas - Parte II
Efeitos adversos do tratamento do câncer de mama
É difícil limitar os efeitos do tratamento do câncer apenas às células cancerosas que são retiradas ou destruídas. Como as células e tecidos sadios também podem ser afetados, o tratamento frequentemente causa efeitos adversos, que variam para cada indivíduo e para cada tipo de tratamento. A seguir, o ginecologista e mastologista Roberto Hegg fala mais sobre eles:
Cirurgia: causa dor e uma maior sensibilidade no local da operação. A retirada de uma mama pode eventualmente causar um desvio de peso da mulher com conseqüente desbalanço especialmente se a mulher tem mamas grandes que pode causar desconforto no pescoço e na região dorsal da mulher. Após uma mastectomia, algumas mulheres apresentam alguma redução na força e na limitação dos movimentos transitoriamente.
Radioterapia: o efeito adverso mais comum é a fadiga e que na região tratada a pele se torne vermelha, seca, sensível e pigmentada. Ao final do tratamento a pele poderá se tornar úmida e com drenagem de secreção. É indicado que por um período a paciente vista roupas de algodão mais largas e consulte seu médico antes de utilizar qualquer produto sobre a área tratada.
Quimioterapia: normalmente neste tratamento as drogas afetam as células sanguíneas. Perda de apetite, náusea e vômitos ou ulcerações na boca também podem ocorrer. Como resultado da quimioterapia, os pacientes também podem apresentar perda de cabelo. Esses efeitos adversos geralmente desaparecem durante o período de recuperação ou após a suspensão do tratamento. Com a quimioterapia moderna, raramente os efeitos adversos duram muito tempo.
Terapia hormonal: pode causar vários efeitos adversos, que dependem em grande parte da droga específica ou do tipo de tratamento, podendo variar de paciente para paciente. O tamoxifeno é o tratamento hormonal mais frequente, e pode causar acessos de calor, secreção ou irritação vaginal e ciclos irregulares, portanto mulheres que fazem uso deste hormônio devem discutir com seu médico sobre métodos de controle.
Fonte: Minha Vida.
É difícil limitar os efeitos do tratamento do câncer apenas às células cancerosas que são retiradas ou destruídas. Como as células e tecidos sadios também podem ser afetados, o tratamento frequentemente causa efeitos adversos, que variam para cada indivíduo e para cada tipo de tratamento. A seguir, o ginecologista e mastologista Roberto Hegg fala mais sobre eles:
Cirurgia: causa dor e uma maior sensibilidade no local da operação. A retirada de uma mama pode eventualmente causar um desvio de peso da mulher com conseqüente desbalanço especialmente se a mulher tem mamas grandes que pode causar desconforto no pescoço e na região dorsal da mulher. Após uma mastectomia, algumas mulheres apresentam alguma redução na força e na limitação dos movimentos transitoriamente.
Radioterapia: o efeito adverso mais comum é a fadiga e que na região tratada a pele se torne vermelha, seca, sensível e pigmentada. Ao final do tratamento a pele poderá se tornar úmida e com drenagem de secreção. É indicado que por um período a paciente vista roupas de algodão mais largas e consulte seu médico antes de utilizar qualquer produto sobre a área tratada.
Quimioterapia: normalmente neste tratamento as drogas afetam as células sanguíneas. Perda de apetite, náusea e vômitos ou ulcerações na boca também podem ocorrer. Como resultado da quimioterapia, os pacientes também podem apresentar perda de cabelo. Esses efeitos adversos geralmente desaparecem durante o período de recuperação ou após a suspensão do tratamento. Com a quimioterapia moderna, raramente os efeitos adversos duram muito tempo.
Terapia hormonal: pode causar vários efeitos adversos, que dependem em grande parte da droga específica ou do tipo de tratamento, podendo variar de paciente para paciente. O tamoxifeno é o tratamento hormonal mais frequente, e pode causar acessos de calor, secreção ou irritação vaginal e ciclos irregulares, portanto mulheres que fazem uso deste hormônio devem discutir com seu médico sobre métodos de controle.
Fonte: Minha Vida.
Mulher que teve câncer de mama terá prioridade no atendimento
Mulheres que tiveram câncer de mama terão prioridade no atendimento para troca das próteses PIP e Rofil. As diretrizes divulgadas ontem pelo Ministério da Saúde, depois de uma reunião com representantes da área médica, mantiveram a determinação de que apenas as mulheres com rompimento das próteses terão direito à troca imediata. No entanto, o histórico de câncer fará que a mulher passe à frente na fila para atendimento desses casos, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto nos planos de saúde.
A decisão foi tomada porque há suspeitas de que alguns implantes podem ter na sua composição materiais cancerígenos. Até que sejam concluídas as perícias feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a prioridade será dada. No entanto, mesmo com o antecedente de câncer, mantém-se a decisão de troca apenas em casos de rompimento.
As diretrizes determinam, ainda, que mesmo mulheres sem sintomas, mas que tenham implantes Rofil e PIP, sejam submetidas a exames de imagem para confirmar que não há o rompimento. De acordo com o Ministério da Saúde, o exame preferencial é a ultrassonografia das mamas, capaz de identificar fissuras no material, mesmo que ainda não haja sintomas físicos. Também poderá ser usada uma ressonância magnética, de acordo com a necessidade identificada pelos médicos.
Aquelas que não tenham rompimento das próteses, indica o Ministério, não farão a troca, mas terão que ser acompanhadas a cada três meses - o prazo é o mesmo também para as mulheres com histórico de câncer. Em todos os casos, tanto os planos de saúde quanto o SUS terão que arcar com todos os custos, incluindo exames, retirada das próteses e posterior colocação de outro implante, se for o caso.
Fonte: UOL Notícias - Ciência e Saúde.
A decisão foi tomada porque há suspeitas de que alguns implantes podem ter na sua composição materiais cancerígenos. Até que sejam concluídas as perícias feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a prioridade será dada. No entanto, mesmo com o antecedente de câncer, mantém-se a decisão de troca apenas em casos de rompimento.
As diretrizes determinam, ainda, que mesmo mulheres sem sintomas, mas que tenham implantes Rofil e PIP, sejam submetidas a exames de imagem para confirmar que não há o rompimento. De acordo com o Ministério da Saúde, o exame preferencial é a ultrassonografia das mamas, capaz de identificar fissuras no material, mesmo que ainda não haja sintomas físicos. Também poderá ser usada uma ressonância magnética, de acordo com a necessidade identificada pelos médicos.
Aquelas que não tenham rompimento das próteses, indica o Ministério, não farão a troca, mas terão que ser acompanhadas a cada três meses - o prazo é o mesmo também para as mulheres com histórico de câncer. Em todos os casos, tanto os planos de saúde quanto o SUS terão que arcar com todos os custos, incluindo exames, retirada das próteses e posterior colocação de outro implante, se for o caso.
Fonte: UOL Notícias - Ciência e Saúde.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Dieta rigorosa dois dias por semana diminui risco de câncer de mama em 40%
Regime de calorias controladas diminui pela metade hormônios causadores de câncer de mama em mulheres com alto risco da doença
Mulheres que seguem uma dieta rigorosa apenas em dois dias por semana podem reduzir risco de câncer de mama em 40%. Pesquisadores britânicos sugerem que o regime de calorias controladas diminuiu quase pela metade os hormônios causadores de câncer nas mulheres com alto risco de desenvolver a doença.
O estudo, liderado por Michelle Harvie (acima), examinou cem mulheres com sobrepeso na Grande Manchester. Metade delas seguiram uma dieta de 650 calorias por dia durante dois dias por semana e comeram o que quiseram durante o resto da semana, enquanto as restantes seguiram uma dieta mediterrânea. Depois de seis meses, as mulheres em ambos os planos alimentares emagreceram uma média de 5,9 kg e estavam registrando melhorias significativas em três áreas-chave ligadas ao câncer de mama.
As mulheres que seguiram a dieta dos dois dias viram seus níveis do hormônio leptina caírem 40%, já aquelas na dieta do Mediterrâneo tiveram uma queda de 36%. Ambas obtiveram uma queda nos níveis de insulina de até 25% e nos níveis de proteína inflamatória de até 15%. Harvie disse que a dieta de dois dias pode salvar as vidas de mulheres que acham difícil restringir o que comem o tempo todo.
A professora e pesquisadora Gillian Haddock, que participou no estudo, disse que achou esta a opção mais fácil de dieta. Ela disse que "Costumava seguir a dieta 650 calorias em uma segunda-feira e em uma terça-feira e foi ótimo porque eu sabia que na quarta-feira eu estaria comendo normalmente. Isso realmente me agradou, fiz a dieta nos meus dias mais movimentados de trabalho e me alimentei principalmente com as bebidas lácteas enquanto estava no trabalho, então não tinha que me preocupar com compras ou em levar um almoço especialmente preparado e embalado". Haddock, 47 anos, disse que já recomendou a abordagem para os amigos.
Pamela Goldberg, chefe executiva da campanha contra o câncer de mama, disse que "Há muitos fatores de risco para o câncer de mama que não podem ser controlados, como a idade, o sexo e o histórico familiar - mas manter-se em um peso saudável é um passo positivo que pode ser tomado. Esta abordagem da dieta intermitente fornece uma alternativa à dieta convencional, que poderia ajudar na perda de peso e que também, potencialmente, reduziria o risco de desenvolver o câncer de mama".
A pesquisa foi realizada no Centro de Prevenção de Câncer de Mama no Gênesis UHSM, e foi publicada na International Journal of Obesity.
Fonte: Isaúde.
Mulheres que seguem uma dieta rigorosa apenas em dois dias por semana podem reduzir risco de câncer de mama em 40%. Pesquisadores britânicos sugerem que o regime de calorias controladas diminuiu quase pela metade os hormônios causadores de câncer nas mulheres com alto risco de desenvolver a doença.
O estudo, liderado por Michelle Harvie (acima), examinou cem mulheres com sobrepeso na Grande Manchester. Metade delas seguiram uma dieta de 650 calorias por dia durante dois dias por semana e comeram o que quiseram durante o resto da semana, enquanto as restantes seguiram uma dieta mediterrânea. Depois de seis meses, as mulheres em ambos os planos alimentares emagreceram uma média de 5,9 kg e estavam registrando melhorias significativas em três áreas-chave ligadas ao câncer de mama.
As mulheres que seguiram a dieta dos dois dias viram seus níveis do hormônio leptina caírem 40%, já aquelas na dieta do Mediterrâneo tiveram uma queda de 36%. Ambas obtiveram uma queda nos níveis de insulina de até 25% e nos níveis de proteína inflamatória de até 15%. Harvie disse que a dieta de dois dias pode salvar as vidas de mulheres que acham difícil restringir o que comem o tempo todo.
A professora e pesquisadora Gillian Haddock, que participou no estudo, disse que achou esta a opção mais fácil de dieta. Ela disse que "Costumava seguir a dieta 650 calorias em uma segunda-feira e em uma terça-feira e foi ótimo porque eu sabia que na quarta-feira eu estaria comendo normalmente. Isso realmente me agradou, fiz a dieta nos meus dias mais movimentados de trabalho e me alimentei principalmente com as bebidas lácteas enquanto estava no trabalho, então não tinha que me preocupar com compras ou em levar um almoço especialmente preparado e embalado". Haddock, 47 anos, disse que já recomendou a abordagem para os amigos.
Pamela Goldberg, chefe executiva da campanha contra o câncer de mama, disse que "Há muitos fatores de risco para o câncer de mama que não podem ser controlados, como a idade, o sexo e o histórico familiar - mas manter-se em um peso saudável é um passo positivo que pode ser tomado. Esta abordagem da dieta intermitente fornece uma alternativa à dieta convencional, que poderia ajudar na perda de peso e que também, potencialmente, reduziria o risco de desenvolver o câncer de mama".
A pesquisa foi realizada no Centro de Prevenção de Câncer de Mama no Gênesis UHSM, e foi publicada na International Journal of Obesity.
Fonte: Isaúde.
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