sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O medo de que o desodorante causa câncer de mama é mesmo infundado?

Você já recebeu algum daqueles emails terríveis contando que os desodorantes causam câncer de mama? Esses rumores se baseiam em alguns produtos que contém químicas conservantes que agem como o hormônio estrógeno. Esse hormônio é conhecido por provocar alguns cânceres de mama, principalmente aqueles perto das axilas, onde os antitranspirantes são aplicados.

Agora, um novo estudo diz que sim, há evidências de presença desses químicos em 99% das amostras de tecidos cancerígenos de mulheres com câncer de mama, mas muitas delas não usavam desodorantes. Muitas das marcas nem contém mais os químicos apontados como possíveis cancerígenos.

Os químicos inimigos são os do tipo parabenos, muito utilizados em cosméticos. Eles estão também nas maquiagens, cremes hidratantes e produtos de cabelo.

O estudo incluiu 40 mulheres com câncer de mama que escolheram fazer mastectomia. Os pesquisadores analisaram quatro amostras do tecido retirado de cada mulher. Elas vieram de várias regiões do peito, incluindo a da axila.

99% das amostras tinham evidências de pelo menos um parabeno, com 60% revelando cinco. Não houve evidência de que os parabenos tiveram algum papel na localização do câncer ou se o estrógeno foi o causador.

Você deveria então tentar produtos livres de parabenos? O novo estudo não comprova que produtos de beleza causam câncer de mama. Mas, “o fato de que os parabenos estavam presentes em tantos tecidos cancerígenos justifica investigações posteriores”, afirma Philippa Darbre, da Universidade de Reading.

“Apesar da exposição aos parabenos como causa de câncer de mama ser uma possibilidade, não há informação suficiente para concluirmos isso como um fato”, comenta a médica Katherine B. Lee. “O estudo sugere que se há uma relação entre os parabenos e o câncer de mama, é uma complexa”.

Mas ela sugere que você não tenha medo dos seus cosméticos. “Mais pesquisas são necessárias, mas se você está preocupada, existem produtos naturais sem parabenos”.

Marisa Weiss não acha que se deveria arriscar quando o assunto é câncer de mama. Ela, que é presidente e fundadora da breatcancer.org, é uma sobrevivente do câncer. “Existem parabenos em muitos produtos de uso pessoal que podem agir no corpo de diferentes maneiras e ficar lá”, comenta. “Nossos tecidos podem ser reservas de químicos como esses”.

“Antes a salvo do que preocupada”, ela afirma. “Evite produtos que contém ingredientes que ativam hormônios, como os parabenos. Eu uso coisas que são boas o suficiente para comer”.

Mas alguns críticos do novo estudo não pensam da mesma maneira. Linda Loretz, que é diretora de um conselho que representa algumas indústrias mundiais de produtos pessoais e de beleza nas questões toxicológicas e de saúde, revisou o estudo. “Os níveis de parabenos não estão correlacionados com a localização o tumor, estrógeno, ou qualquer atributo do câncer de mama, então é difícil encontrar algo com sentido real nessas descobertas”.

“Esse estudo enfatiza a tolice de querer culpar um consumidor específico não apenas pela exposição a certos químicos, mas por essa exposição ser responsável por uma doença específica”, afirma Jess Stier, do Centro Nacional por Políticas Públicas de Pesquisas, dos Estados Unidos. De acordo com ele, a pesquisa não apresenta nenhuma ligação entre os desodorantes e o câncer de mama.

Dana Mirick, do Centro Fred Hutchinson de Pesquisas do Câncer, em Seattle, concorda. Mirick e seus colegas publicaram um estudo em 2002 em que analisaram o uso de antitranspirantes e o risco de câncer de mama.

“O estudo presente, em que níveis de parabenos foram encontrados mesmo sem o uso de produtos nas axilas, parece estar de acordo nossos resultados antigos, principalmente o fato de que o uso de produtos nas axilas não parece ter uma contribuição significante para o desenvolvimento de câncer de mama”, afirma Mirick.

Mas Sharima Rasanayagam não está tão certa. Ela é diretora de ciência na Fundação do Câncer de Mama, em São Francisco, Califórnia. “Esse estudo oferece outra peça no quebra-cabeça entre os parabenos e sua ligação com o câncer de mama”.

“Nós sabemos que os parabenos são mímicos do estrógeno, e por isso continuamos preocupados com nossa exposição através de produtos como os cosméticos”, finaliza Rasanayagam. [WebMD]

Fonte: HYPESCIENCE.

Pesquisa -> Células que revestem os vasos sanguíneos impedem que o câncer se espalhe

Estudo sugere que certas drogas usadas contra o câncer podem destruir estas células e aumentar as chances de metástase

Pesquisadores dos Estados Unidos descobriram uma célula capaz de prevenir que o câncer se espalhe pelo corpo.

O estudo sugere que certas drogas usadas contra o câncer podem destruir estas células e aumentar as chances de metástase.

Para a pesquisa, cientistas da Harvard Medical School estudaram células chamadas pericitos, que revestem os vasos sanguíneos e apoiam seu crescimento. Eles removeram as células de tumores de mama de camundongos.

O tamanho dos tumores diminuiu em 30% em 25 dias, mas houve também um aumento de três vezes no número de tumores que se espalharam para os pulmões dos animais. " Se analisarmos apenas o crescimento do tumor, os resultados foram bons, mas quando olhamos para o quadro inteiro, o câncer se espalhou consideravelmente" , observa o líder da pesquisa, Raghu Kalluri.

Um olhar mais profundo revelou um aumento nas áreas em necessidade de oxigênio nos tumores com falta de pericitos. Kalluri sugere que as células cancerosas usam táticas de sobrevivência genética para responder a uma falta de oxigênio, tornando-se mais móveis e movendo-se através das paredes dos vasos sanguíneos.

Os pesquisadores então realizaram experimentos com imatinib (Glivec) e sunitinib (Sutent). Ambas podem impedir o crescimento de novos vasos sanguíneos em alguns tipos de câncer. E ambas também são conhecidas por diminuir o número de pericitos em tumores.

Testes em camundongos mostraram que ambos os medicamentos reduziram o número de pericitos em 70%, enquanto a taxa de propagação do câncer triplicou.

Para testar se as descobertas podem ser relevantes para os pacientes, os cientistas examinaram 130 amostras de câncer de mama humano. Aquelas com o menor número de pericitos tinham maior probabilidade de ter vindo de cânceres agressivos que haviam se espalhado.

Apesar dos resultados, especialistas da Cancer Research UK afirmam que é muito cedo para dizer se os resultados laboratoriais podem ser aplicáveis aos pacientes. "Este trabalho baseia-se no que já sabemos sobre esses medicamentos, que podem ser muito eficazes na redução de tumores, mas que é preciso acompanhar atentamente como eles afetam a metástase do câncer" , afirma o professor Kairbaan Hodivala-Dilke.

Segundo os pesquisadores do Cancer Research UK, todas as evidências sobre a metástase até agora, incluindo esta última pesquisa, são derivadas de experimentos de laboratório, e os efeitos sobre a propagação do câncer não têm sido relatados em pacientes que estão sendo tratados com drogas anti-angiogênicas.

No entanto, a equipe afirma que trabalhos como este são essenciais para compreender a complexidade da resposta do tumor ao tratamento e são fundamentais para ajudar a antecipar efeitos clínicos indesejáveis.

Fonte: ISaúde.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CÂNCER DE MAMA - O QUE MUDOU DEZ ANOS DEPOIS?

Por Sylvia Leal

É lógico, o impacto emocional que a notícia da doença costuma trazer não muda com o passar dos tempos. A reação varia de mulher para mulher. Entretanto, apesar dos admiráveis avanços científicos, ao encarar tamanho desafio, é de esperar o medo do desconhecido, do perigo e um terrível desamparo, diante da sensação de finitude.

A partir daí, tudo pode ser remexido, abalado. Em geral, questionamos valores, revemos preconceitos, percebemos o que importa, quais as nossas reais prioridades, tentamos descobrir o que (e quem) nos faz verdadeiramente felizes e o que precisa ser afastado, jogado fora... Enfim, sob o impacto de um câncer pode renascer uma nova mulher. Espero que mais forte e crescida, disposta a lutar por seus sonhos e seus amores. Enfim, para ter uma vida que valha a pena ser vivida. Quer saber? Foi o que aconteceu comigo.

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O que mudou dez anos depois?

Depois dele vieram mais três, o último para crianças, ou melhor, para os meus netos. O primeiro livro, porém, pelo qual tenho o maior carinho, nasceu e foi criado a partir de um câncer de mama, diagnosticado, enfrentado (com muita dificuldade, é claro) e bem tratado, em 1994. Sou jornalista e depois de muita pesquisa e entrevistas Brasil afora, várias idas e vindas e algumas desistências, “Por uma vida inteira”, enfim, foi lançado pela Editora Record, em julho de 2000.

Dois anos antes, quando me apaixonei pela ideia e comecei a trabalhar nele, a estimativa para o ano de 1998 era sombria: 32.695 novos casos de câncer de mama. A maior parte em estágios avançados, o que resultava em um número descabido de mortes, reconhecidamente evitáveis para o arsenal científico de então. Aí cabe uma dúvida. Será que neste ponto, de 2000 para cá, alguma coisa mudou?

Falava-se ainda no número reduzidíssimo de mamógrafos em todo o país (cerca de 600) e na baixa capacitação do pessoal para lidar com os aparelhos. E uma notícia surpreendente ocupava os jornais: o surgimento da doença em mulheres cada vez mais jovens.

Recordo que fiquei impressionada, já naquela época, com os resultados de certas reconstruções mamárias. Ontem, hoje e sempre que ganho incrível para nós, mulheres! Parecia algo mágico a reposição do volume e da estética da mama perdida. E tudo por conta do domínio de uma técnica chamada TRAM (Transverse Rectus Abdominal Musculocutaneous), que consiste em fazer migrar do abdome para a mama uma espécie de ilha de tecido, levando junto músculo e gordura.

Tão incrível era, que nada de verdadeiramente revolucionário parece ter surgido na área reconstrutora nos últimos anos. O que se viu foi uma espécie de aprimoramento dos materiais e técnicas sofisticadíssimos já existentes.

Mas e os planos de saúde que continuam relutando em pagar pelo que consideram “supérfluo”? Como se fosse uma heresia desejar reconstruir o seio, sinal visível de nossa feminilidade. Onde foi parar também a lei que assegura a todas as mulheres o direito (sagrado, eu aposto!) de ter sua mama reconstruída cirurgicamente pelo SUS? Estas perguntas continuam sem resposta. E a gente se questiona até quando.

Bem, estamos em pleno 2010. Evoluíram os quimioterápicos e a hormonioterapia. Conhecemos melhor o perfil genético de cada tumor, aumentando assim as chances de cura. A retirada total dos linfonodos axilares é substituída, sem prejuízo, pelo rastreamento de somente um linfonodo, conhecido como “sentinela”. Lucramos bastante, sem aqueles dolorosos edemas no braço.

Agora, os mamógrafos dispõem de tecnologia digital. Isto possibilita avaliar com mais apuro as mamas densas de pacientes jovens. Atualmente, existem 4.000 mamógrafos em todo o país, sendo 1.656 pertencentes ao Sistema Único de Saúde. Além disto, todas nós, depois dos 40 anos, mesmo sem sintomas, temos direito (Lei 11.664) a uma mamografia anual gratuita. .

Uma grande vitória. O avanço pelo qual tanto sonhamos. Não mais detectar tumores e, sim, um certo tipo de microcalcificações que os precedem. Ou seja, descobrir os tumores em estágios iniciais, ainda impalpáveis pelas mãos. Trata-se de um enorme passo para reverter a nossa triste realidade do diagnóstico tardio.

Mais uma vez, se preciso, vamos à luta. Não se pode aceitar que, mesmo alegando uma economia de milhões e outras justificativas, o direito à mamografia gratuita passe a vigorar só após os 50 anos ou que seja feita de dois em dois anos como querem alguns, a exemplo dos Estados Unidos. Convenhamos, lá como em tantos outros lugares, a realidade da Saúde é outra. No Brasil, se quisermos poupar milhares de vidas, não há outra solução: a idade limite é de 40 anos e vale brigar por isto.

Em 2000, dava para concluir com segurança: as campanhas de prevenção provaram-se eficientes e alcançavam a maturidade no alcance de seus objetivos. Sempre encabeçadas por atrizes famosas representaram o primeiro esforço massificado de conscientização da mulher brasileira quanto à importância do auto-exame e da detecção da doença em fases, nas quais se pode falar em cura na quase totalidade dos casos.

A pioneira Cássia Kiss tocou com naturalidade os seios, os meios de comunicação se incumbiram de divulgar amplamente a imagem. Isto era 1988. Você se lembra? Em outros momentos foi a vez de Juliana Paes, Ana Maria Braga, Lília Cabral, etc. Este ano, brilha nas camisetas da campanha a bela Giovanna Antonelli. A fórmula ganhou as ruas, o respeito e a simpatia da população. Sucesso total!

Às campanhas somaram-se outro fator fundamental. Não só as televisivas, mas muitas outras mulheres assumiram com sinceridade, ao vivo e a cores, de forma valente e digna sua luta contra o câncer. Temos muito que agradecer pela derrubada de um tabu. Agora, seguindo seus passos, é possível revelar abertamente: “estou com câncer, mas vou me curar”. Acreditando nisto, de verdade.

Minha admiração e agradecimentos aos amigos e consultores científicos que, com suas valiosas informações, tornam possível o meu trabalho: Jacirema Cléia Ferreira, psicanalista; Dr. Antonio Nisida, mastologista; Dr. Mauro Speranzini, cirurgião plástico.

Fonte: NASPEC.

Radioterapia contra câncer de mama pode aumentar risco de doenças cardíacas - Parte II

Efeitos adversos do tratamento do câncer de mama

É difícil limitar os efeitos do tratamento do câncer apenas às células cancerosas que são retiradas ou destruídas. Como as células e tecidos sadios também podem ser afetados, o tratamento frequentemente causa efeitos adversos, que variam para cada indivíduo e para cada tipo de tratamento. A seguir, o ginecologista e mastologista Roberto Hegg fala mais sobre eles:

Cirurgia: causa dor e uma maior sensibilidade no local da operação. A retirada de uma mama pode eventualmente causar um desvio de peso da mulher com conseqüente desbalanço especialmente se a mulher tem mamas grandes que pode causar desconforto no pescoço e na região dorsal da mulher. Após uma mastectomia, algumas mulheres apresentam alguma redução na força e na limitação dos movimentos transitoriamente.

Radioterapia: o efeito adverso mais comum é a fadiga e que na região tratada a pele se torne vermelha, seca, sensível e pigmentada. Ao final do tratamento a pele poderá se tornar úmida e com drenagem de secreção. É indicado que por um período a paciente vista roupas de algodão mais largas e consulte seu médico antes de utilizar qualquer produto sobre a área tratada.

Quimioterapia: normalmente neste tratamento as drogas afetam as células sanguíneas. Perda de apetite, náusea e vômitos ou ulcerações na boca também podem ocorrer. Como resultado da quimioterapia, os pacientes também podem apresentar perda de cabelo. Esses efeitos adversos geralmente desaparecem durante o período de recuperação ou após a suspensão do tratamento. Com a quimioterapia moderna, raramente os efeitos adversos duram muito tempo.

Terapia hormonal: pode causar vários efeitos adversos, que dependem em grande parte da droga específica ou do tipo de tratamento, podendo variar de paciente para paciente. O tamoxifeno é o tratamento hormonal mais frequente, e pode causar acessos de calor, secreção ou irritação vaginal e ciclos irregulares, portanto mulheres que fazem uso deste hormônio devem discutir com seu médico sobre métodos de controle.

Fonte: Minha Vida.

Mulher que teve câncer de mama terá prioridade no atendimento

Mulheres que tiveram câncer de mama terão prioridade no atendimento para troca das próteses PIP e Rofil. As diretrizes divulgadas ontem pelo Ministério da Saúde, depois de uma reunião com representantes da área médica, mantiveram a determinação de que apenas as mulheres com rompimento das próteses terão direito à troca imediata. No entanto, o histórico de câncer fará que a mulher passe à frente na fila para atendimento desses casos, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto nos planos de saúde.

A decisão foi tomada porque há suspeitas de que alguns implantes podem ter na sua composição materiais cancerígenos. Até que sejam concluídas as perícias feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a prioridade será dada. No entanto, mesmo com o antecedente de câncer, mantém-se a decisão de troca apenas em casos de rompimento.

As diretrizes determinam, ainda, que mesmo mulheres sem sintomas, mas que tenham implantes Rofil e PIP, sejam submetidas a exames de imagem para confirmar que não há o rompimento. De acordo com o Ministério da Saúde, o exame preferencial é a ultrassonografia das mamas, capaz de identificar fissuras no material, mesmo que ainda não haja sintomas físicos. Também poderá ser usada uma ressonância magnética, de acordo com a necessidade identificada pelos médicos.

Aquelas que não tenham rompimento das próteses, indica o Ministério, não farão a troca, mas terão que ser acompanhadas a cada três meses - o prazo é o mesmo também para as mulheres com histórico de câncer. Em todos os casos, tanto os planos de saúde quanto o SUS terão que arcar com todos os custos, incluindo exames, retirada das próteses e posterior colocação de outro implante, se for o caso.

Fonte: UOL Notícias - Ciência e Saúde.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dieta rigorosa dois dias por semana diminui risco de câncer de mama em 40%

Regime de calorias controladas diminui pela metade hormônios causadores de câncer de mama em mulheres com alto risco da doença


Mulheres que seguem uma dieta rigorosa apenas em dois dias por semana podem reduzir risco de câncer de mama em 40%. Pesquisadores britânicos sugerem que o regime de calorias controladas diminuiu quase pela metade os hormônios causadores de câncer nas mulheres com alto risco de desenvolver a doença.

O estudo, liderado por Michelle Harvie (acima), examinou cem mulheres com sobrepeso na Grande Manchester. Metade delas seguiram uma dieta de 650 calorias por dia durante dois dias por semana e comeram o que quiseram durante o resto da semana, enquanto as restantes seguiram uma dieta mediterrânea. Depois de seis meses, as mulheres em ambos os planos alimentares emagreceram uma média de 5,9 kg e estavam registrando melhorias significativas em três áreas-chave ligadas ao câncer de mama.

As mulheres que seguiram a dieta dos dois dias viram seus níveis do hormônio leptina caírem 40%, já aquelas na dieta do Mediterrâneo tiveram uma queda de 36%. Ambas obtiveram uma queda nos níveis de insulina de até 25% e nos níveis de proteína inflamatória de até 15%. Harvie disse que a dieta de dois dias pode salvar as vidas de mulheres que acham difícil restringir o que comem o tempo todo.

A professora e pesquisadora Gillian Haddock, que participou no estudo, disse que achou esta a opção mais fácil de dieta. Ela disse que "Costumava seguir a dieta 650 calorias em uma segunda-feira e em uma terça-feira e foi ótimo porque eu sabia que na quarta-feira eu estaria comendo normalmente. Isso realmente me agradou, fiz a dieta nos meus dias mais movimentados de trabalho e me alimentei principalmente com as bebidas lácteas enquanto estava no trabalho, então não tinha que me preocupar com compras ou em levar um almoço especialmente preparado e embalado". Haddock, 47 anos, disse que já recomendou a abordagem para os amigos.

Pamela Goldberg, chefe executiva da campanha contra o câncer de mama, disse que "Há muitos fatores de risco para o câncer de mama que não podem ser controlados, como a idade, o sexo e o histórico familiar - mas manter-se em um peso saudável é um passo positivo que pode ser tomado. Esta abordagem da dieta intermitente fornece uma alternativa à dieta convencional, que poderia ajudar na perda de peso e que também, potencialmente, reduziria o risco de desenvolver o câncer de mama".

A pesquisa foi realizada no Centro de Prevenção de Câncer de Mama no Gênesis UHSM, e foi publicada na International Journal of Obesity.

Fonte: Isaúde.

Câncer de mama e doenças cardíacas podem ter causa comum

Mutação genética é responsável pelo desenvolvimento do tumor e pela desregulação da função cardíaca

Mulheres que têm mais chances de desenvolver câncer de mama têm ainda mais riscos para doenças cardíacas. De acordo com uma pesquisa publicada nos periódicos Nature Communications e Journal of Biological Chemistry, a maioria das mulheres com câncer de mama ou de ovário hereditários têm uma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2, responsáveis por suprimir o crescimento dos tumores. Mas, descobriu-se agora, esses genes são também responsáveis por regular a função cardíaca.

Após um ataque cardíaco, camundongos com a mutação no BRCA1 tiveram de três a cinco vezes mais chances de morrer. Isso aconteceu, principalmente, devido ao desenvolvimento de uma insuficiência cardíaca profunda, causada possivelmente porque os ataques cardíacos eram duas vezes mais severos.

Um aumento similar de duas vezes na insuficiência cardíaca foi observado quando os animais com mutações no BRCA1 ou BRCA2 foram tratados com doxorrubicina, uma das drogas quimioterápicas mais comuns para pacientes com câncer de mama. Além dos estudos com camundongos, os pesquisadores também verificaram os resultados em tecidos humanos. Eles acreditam que a mutação no BRCA1/2 impede a reparação do DNA nas células musculares, o que é essencial para a recuperação após um ataque cardíaco. “Passamos a compreender que o câncer de mama e a doença cardíaca têm uma base biológica comum”, diz Subodh Verma, cardiologista e um dos coordenadores do estudo.

Tratamentos - Segundo Verma, as descobertas podem ter implicações importantes. Saber que os genes BRCA1/2 são essenciais para a reparação do DNA pode levar a futuros tratamentos para qualquer pessoa com doença cardíaca, uma das principais causas de morte no mundo. Mulheres que têm essa mutação genética agora sabem também que podem ter riscos maiores para doenças cardíacas - além do câncer de mama.

Segundo Christine Brezden-Masley, oncologista e coautora da pesquisa, os médicos já sabiam que a doxorrubicina estava associada à insuficiência cardíaca. Mas agora, com a nova pesquisa, se sabe também que mulheres com mutações nos genes BRCA1/2 são particularmente sensíveis à sua toxina. “Isso significa que quando uma paciente tem a mutação no gene, tenho agora que pensar sobre o quanto de doxorrubicina eu irei prescrever, ou mesmo se eu deveria pensar em uma terapia alternativa”, diz Christine.

Fonte: Veja Saúde.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Poesia de Fernando Pessoa - Dominio Publico

Cancioneiro:
Nota Preliminar

1. Em todo o momento de atividade mental acontece em nós um duplo fenômeno de percepção: ao mesmo tempo que tempos consciência dum estado de alma, temos diante de nós, impressionando-nos os sentidos que estão virados para o exterior, uma paisagem qualquer, entendendo por paisagem, para conveniência de frases, tudo o que forma o mundo exterior num determinado momento da nossa percepção.
2. Todo o estado de alma é uma passagem. Isto é, todo o estado de alma é não só representável por uma paisagem, mas verdadeiramente uma paisagem. Há em nós um espaço interior onde a matéria da nossa vida física se agita. Assim uma tristeza é um lago morto dentro de nós, uma alegria um dia de sol no nosso espírito. E — mesmo que se não queira admitir que todo o estado de alma é uma paisagem — pode ao menos admitir-se que todo o estado de alma se pode representar por uma paisagem. Se eu disser “Há sol nos meus pensamentos”, ninguém compreenderá que os meus pensamentos são tristes.
3. Assim, tendo nós, ao mesmo tempo, consciência do exterior e do nosso espírito, e sendo o nosso espírito uma paisagem, tempos ao mesmo tempo consciência de duas paisagens. Ora, essas paisagens fundem-se, interpenetram-se, de modo que o nosso estado de alma, seja ele qual for, sofre um pouco da paisagem que estamos vendo — num dia de sol uma alma triste não pode estar tão triste como num dia de chuva — e, também, a paisagem exterior sofre do nosso estado de alma — é de todos os tempos dizer-se, sobretudo em verso, coisas como que “na ausência da amada o sol não brilha”, e outras coisas assim. De maneira que a arte que queira representar bem a realidade terá de a dar através duma representação simultânea da paisagem interior e da paisagem exterior. Resulta que terá de tentar dar uma intersecção de duas paisagens. Tem de ser duas paisagens, mas pode ser — não se querendo admitir que um estado de alma é uma paisagem — que se queira simplesmente interseccionar um estado de alma (puro e simples sentimento) com a paisagem exterior. [...]

Mais: Dominio Publico.

Te contei, não? - "Como a internet me ajudou a vencer o câncer" - Revista Época

O jornalista americano Andrew Schorr usou a rede para superar a leucemia e o medo


ANDREW SCHORR


"Soube que estava com leucemia em 1996, aos 45 anos. Na época, meus filhos, Ari e Ruth, tinham 6 e 2 anos. E planejávamos o terceiro. Sou jornalista, tenho uma empresa de comunicação e moro em Seattle, nos Estados Unidos. O primeiro sinal da doença apareceu quando fazia minha corrida matinal. Passei a mão no rosto e senti que estava escorrendo sangue pelo nariz. Dias depois, aconteceu de novo. O primeiro médico que procurei, Peter Littlewood, me disse que provavelmente não era nada e me pediu um exame de sangue. No mesmo dia, me ligou. A contagem de células brancas (leucócitos) estava alterada como se meu corpo estivesse lutando contra uma infecção recente. Fui encaminhado para o oncologista Eric Feldman, que me pediu novos exames e confirmou que eu estava com leucemia linfoide crônica (LLC). Quando se descobre uma doença como o câncer, a primeira reação é não acreditar. Depois, chega o medo. É difícil não imaginar o pior. Pensava em meus filhos. Como eles cresceriam sem o pai? Como minha mulher, Ester, faria para cuidar de tudo sozinha: a educação deles, a casa, as finanças. São inúmeras dúvidas misturadas com o medo e a tristeza. Meu oncologista me explicou que a doença evolui devagar, mas é incurável. Eu faria quimioterapia imediatamente. Fiz, então, o que muita gente faz e o que muitos médicos detestam: fui para a internet procurar informações sobre a doença. O primeiro passo era encontrar fontes confiáveis. Comecei minha busca pelo site da Acor, sigla em inglês da associação que oferece informações on-line sobre câncer. Encontrei artigos que me levaram a outros endereços. Deparei com outras pessoas que tinham o mesmo problema que eu. Soube de suas histórias pessoais, do tratamento que fizeram. A descoberta dessas pessoas teve um efeito calmante sobre mim. Não estava sozinho. Passei a trocar mensagens com elas. Vi como levavam uma vida normal, como mantinham a doença sob controle. Foram meus amigos on-line que me recomendaram o médico Michael Keating, do Centro de Câncer MD Anderson, em Houston – referência no tipo de leucemia que eu tinha. Keating me disse que essa doença pode ficar estável por muitos anos e poderia até não ser tratada, desde que acompanhada regularmente. Sugeriu que eu não deveria fazer quimioterapia naquele momento. Fiquei chocado e feliz ao ouvir isso. E mais: ele nos incentivou a tentar o terceiro filho. Um ano depois, nasceu nosso filho Eitan, que hoje está com 14 anos. Em 2000, fiz quimioterapia-padrão e tomei um remédio experimental. Hoje, não apresento mais células de leucemia detectáveis. Em 2005, criei o site PatientPower, com vídeos e entrevistas com os melhores especialistas de saúde, além de depoimento de pessoas que convivem com doenças crônicas. Em julho, publiquei The web-savvy patient: an insider’s guide to navigating the internet when facing medical crisis (algo como O paciente ligado na web: guia para navegar na internet na hora de uma crise médica). O livro é um guia com dicas para filtrar os resultados das buscas. Nada substitui um bom médico. Mas, com bom senso, encontramos informações e amigos valiosos na rede. Graças a essa ajuda, tenho qualidade de vida com minha família, meus dois cães, dois gatos e uma doença controlada."

Fonte: LiderATIVO.

Planos de Saúde poderão ser penalizados caso não garantam atendimento nos prazos fixados pela ANS.

Entra em vigor hoje (19) a Resolução Normativa nº 259 da Agência Nacional de Saúde (ANS), que define prazos máximos para a realização de consultas, exames, cirurgias e demais procedimentos.

A resolução exige, ainda, a existência de pelo menos um serviço ou profissional em cada área contratada disponível aos beneficiários. Caso não haja serviço ou profissional credenciado no Município do beneficiário (ou em Município limítrofe), a operadora estará obrigada a oferecer transporte gratuito para que seja prestado o devido e pronto atendimento ao beneficiário em outros Municípios que pertençam à mesma região de saúde.

Será assegurado, também, o transporte ao acompanhante de segurados de menor idade e idosos, pessoas portadores de deficiência e necessidades especiais, mediante apresentação de documentos que comprovem a idade e/ou condição médica especial.

As operadoras que não obedecerem aos prazos definidos pela ANS sofrerão penalidades e, em casos de descumprimentos constantes, poderão passar por medidas administrativas, tais como a suspensão da comercialização de parte ou de todos os seus produtos e a decretação do regime especial de direção técnica, inclusive com a possibilidade de afastamento dos dirigentes da empresa.”

Confira na tabela abaixo os tempos máximos previstos pela Resolução Normativa nº 259:

Consulta básica - Pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia => 7 (sete) dias;

Consultas nas demais especialidades médicas => 14 (catorze) dias;

Consulta / sessão com fonoaudiólogo => 10 (dez) dias;

Consulta / sessão com nutricionista => 10 (dez) dias;

Consulta / sessão com psicólogo => 10 (dez) dias;

Consulta / sessão com terapeuta ocupacional => 10 (dez) dias

Consulta / sessão com fisioterapeuta => 10 (dez) dias;

Consulta e procedimentos realizados em consultório / clínica com cirurgião-dentista => 7 (sete) dias;

Serviços de diagnóstico por laboratório de análises clínicas em regime ambulatorial => 3 (três) dias;

Demais serviços de diagnóstico e terapia em regime ambulatorial
=> 10 (dez)dias;

Procedimentos de alta complexidade - PAC => 21 (vinte e um) dias;

Atendimento em regime de hospital => 10 (dez)dias;

Atendimento em regime de internação eletiva => 21 (vinte e um) dias;

Urgência e emergência => Imediato;

Consulta de retorno => A critério do profissional responsável pelo atendimento.

Fonte: Oncoguia.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mulheres que tratam câncer de mama apresentam pequenos problemas de memória

Mulheres que fazem tratamentos para câncer de mama, com radiação com ou sem quimioterapia, apresentaram mais problemas de raciocínio e memória poucos anos depois de os procedimento terminarem do que mulheres que nunca tiveram a doença, mostra um novo estudo realizado no Moffitt Cancer Center em Tampa, na Flórida, e publicado na revista "Cancer".

A pesquisa sugere que algumas mulheres sofrem de nebulosidade mental, apelidado de "cérebro químico", durante e logo depois do tratamento com quimioterapia. E um estudo recente descobriu evidências de mudanças na atividade de certas regiões do cérebro em mulheres que passaram por quimioterapia.

Mas alguns especialistas questionaram se esses problemas são causados por alguma droga específica, ou se pelo próprio câncer. No novo relatório, sobreviventes de câncer de mama apresentaram certos déficits mentais, independentemente de terem sido submetidos a quimioterapia.

- É uma coisa muito, muito sutil. Não estamos falando de pacientes que deliram, sofrem de demência ou amnésia - disse Barbara Collins, neuropsicóloga que estuda mudanças cognitivas relacionadas com a quimioterapia no Ottawa Hospital, em Ontário, no Canadá, mas não participou deste estudo.

— Estamos falando de um grupo de pessoas que estão dizendo "eu sou perfeitamente capaz de desempenhar esta função, mas considero mais difícil... não vem com facilidade, e não consigo mais fazer tantas coisas ao mesmo tempo.

O atual estudo envolveu 129 sobreviventes de câncer de mama na faixa dos 50 anos. Cerca de metade delas foi tratada com radiação e quimioterapia, enquanto as outras mulheres apenas receberam a radiação.

Em dois momentos (seis meses depois de terminar o tratamento, e depois de três anos), as mulheres passaram por uma série de testes de memória. Seus resultados foram comparados com as performances de 184 mulheres que nunca tiveram câncer, mas tinham a mesma faixa etária e eram da mesma região.

Em três de cinco modelos de testes de memória, mulheres que passaram pelos dois tipos de tratamento tiveram os mesmos resultados que o grupo de voluntárias que não tiveram câncer. Mas em dois exames, suas performances foram notavelmente mais baixas.

Nos dois momentos (seis meses e três anos depois do tratamento), as sobreviventes da doença pontuaram menos nos testes de "funcionamento executivo", que incluía nomear palavras que começavam com uma letra em particular. E em exames de velocidade de processamento, que incluíam marcar números específicos em listas de letras e números aleatórios, para medir velocidade e concentração, mulheres que receberam apenas a terapia com radiação, ou quimioterapia e a radiação tiveram pontuações mais baixas do que mulheres sem histórico de câncer.

Uma limitação de usar testes para medir a cognição é que eles não deixam claro como exatamente como eles se aplicam à vida cotidiana, disse Paul Jacobsen, do Moffitt Cancer Center e seus colegas escreveram na revista "Cancer" nesta segunda-feira.

Os pesquisadores também não tiveram acesso às habilidades de memória e raciocínio antes de serem diagnosticadas ou tratadas do câncer. As pacientes tratadas com radiação mas sem quimioterapia tiveram a mesma pontuação sobre todas as medidas de habilidade mental que as que foram tratadas com radiação e quimioterapia.

Isso desafia a noção de que a quimioterapia é a causadora de mudanças mentais em pacientes que sobreviveram ao câncer de mama, disseram os pesquisadores.

— As pessoas falam de "cérebro químico", e há uma compreensão generalizada de que se elas têm problemas cognitivo depois de tratarem um câncer é devido ao fato de que passaram por uma quimioterapia — disse Jacobsen. — Nós fornecemos as evidências mais definitivas até agora para os especialistas suspeitarem que a quimioterapia não é a única a contribuir para problemas cognitivos após o câncer de mama.

O que exatamente pode ser a causa, ou causas, ainda está em debate.

— Muito provavelmente tem alguma coisa a ver com o fato de ter câncer, que já afeta a função cognitiva — disse Barbara. — O que é? Pode ser estresse? Pode ser ansiedade? Pode ser depressão? É uma possibilidade.

Pode ser também que a resposta do sistema imunológico ao câncer afete o cérebro, ela disse. Barbara disse que a maioria dos dados aponta para algum efeito mental da quimioterapia em certos pacientes, mas que pequenas diferenças entre os grupos de tratamento poderiam ter sido perdidas nessa análise.

Ainda, ela disse, "não podemos ser muito rápidos para concluir, mesmo que encontremos algumas coisas sutis, que elas são todas devido à quimioterapia. Temos que ser muito cautelosos aqui em termos de compreender quais são os fatores reais.

Ela disse que as mulheres devem saber que lapsos de memória e raciocínio após o tratamento contra câncer de mama tendem a melhorar com o tempo. Muitas mulheres sequer notam qualquer alteração, acrescentou Jacobsen.

Fonte: ZERO HORA.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

5 fatores que aumentam o risco de câncer de mama

Um Instituto de Medicina analisou estudos publicados sobre a ligação de fatores ambientas e risco de câncer de mama, e pesou os resultados pela força do estudo. Grandes estudos populacionais foram considerados fortes evidências de uma ligação entre um determinado comportamento ou fator ambiental e um risco reduzido de câncer de mama.

Alguns fatores mostraram evidências consistentes de uma ligação com câncer de mama. Certos riscos para câncer de mama são inevitáveis, como uma predisposição genética para a doença. Mas há várias coisas que as mulheres podem fazer para reduzir seu risco da doença.

Essas ações incluem evitar radiação médica desnecessária, certos tipos de terapia de reposição hormonal, tabagismo, limitar o consumo de álcool, manter um peso saudável e fazer exercícios regularmente. Confira fatores que podem aumentar seu risco de câncer de mama:

1 – Radiação ionizante

Um fator de risco foi a radiação ionizante, que é usada em exames médicos, tais como tomografia computadorizada, raios-X dentais e mamografias. Os pacientes devem seguir o conselho de seus médicos sobre o quanto precisam desses exames, e evitar se puderem.

2 – Terapia hormonal

Outro fator de risco foi o uso de terapia hormonal que combina estrogênio e progesterona. Essa terapia reduz os sintomas da menopausa. Porém, seguindo o mesmo caso da radiação, os pacientes só devem recorrer a terapia se realmente precisarem.

3 – Ganho de peso

Ganho de peso foi associado a um risco aumentado de câncer de mama, principalmente para as mulheres na pós-menopausa. O certo é se exercitar para diminuir as chances do câncer.

4 – Substâncias químicas

Algumas pesquisas sugerem que certas substâncias químicas em fumaças de escape dos veículos a gasolina aumentam o risco de câncer de mama, mas a evidência não é tão persuasiva.

O uso de tintura de cabelo e celulares, por outro lado, não deve aumentar o risco de câncer de mama.

Para outros produtos químicos, não há provas suficientes para dizer se contribuem ou não para o câncer de mama, como pesticidas, ingredientes em cosméticos e suplementos alimentares.

5 – Consumo de álcool

Enquanto o consumo de álcool foi associado com um risco aumentado de câncer de mama, pequenas quantidades também podem reduzir o risco de doenças cardíacas. A recomendação é que as mulheres pesem os riscos e benefícios do consumo de álcool.
Segundo os pesquisadores da aérea, muito mais estudos são necessários para entender como nosso meio ambiente influencia o risco de câncer de mama durante a vida de uma mulher. [LiveScience]

Fonte: hype Science

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE QUIMIOTERAPIA

O que é quimioterapia?
Quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células
doentes que formam um tumor. Dentro do corpo humano, cada medicamento age de
uma maneira diferente. Por este motivo são utilizados vários tipos a cada vez que o paciente recebe o tratamento.Estes medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo,também, que elas se espalhem pelo corpo.

O paciente pode receber a quimioterapia como tratamento único ou aliada a outros, como radioterapia e/ou cirurgia.

Como é feito o tratamento?
O tratamento é administrado por enfermeiros especializados e auxiliares de enfermagem, podendo ser feito das seguintes maneiras:

. Via oral (pela boca): o paciente ingere pela boca o medicamento na forma de comprimidos, cápsulas e líquidos. Pode ser feito em casa.

. Intravenosa (pela veia): a medicação é aplicada diretamente na veia ou por meio de cateter (um tubo fino colocado na veia), na forma de injeções ou dentro do soro.

. Intramuscular (pelo músculo): a medicação é aplicada por meio de injeções no músculo.

. Subcutânea (pela pele): a medicação é aplicada por injeções, por baixo da pele.

. Intracraneal (pela espinha dorsal): menos freqüente, podendo ser aplicada no líquor (líquido da espinha), pelo próprio médico ou no centro cirúrgico.

. Tópico (sobre a pele ou mucosa): o medicamento (líquido ou pomada) é aplicado na região afetada.

Quanto tempo demora todo o tratamento?
A duração do tratamento é planejada de acordo com o tipo de tumor e varia em cada caso. Ainda que o paciente não sinta qualquer mal-estar, as aplicações de medicamento não devem ser suspensas. Somente o médico indicará o fim do tratamento.

Como é feita uma aplicação de quimioterapia?
A quimioterapia não causa dor. O paciente deve sentir apenas a “picada” da agulha na pele. Algumas vezes, certos remédios podem causar uma sensação de desconforto, queimação na veia ou placas avermelhadas na pele, como urticária. O médico deve ser imediatamente avisado de qualquer reação.

O tempo de aplicação vai depender do tipo de tratamento determinado pelo médico.

Existem situações em que o paciente precisa se internar para receber aplicações mais prolongadas.

É necessário mudar a rotina diária durante o tratamento?
Não. O paciente pode manter as atividades de trabalho normais, devendo comunicar ao médico qualquer reação do tratamento.

. Sono: é importante dormir bem e repousar, principalmente após receber a aplicação. Isso porque um corpo descansado responde melhor ao tratamento e ajuda a reduzir os efeitos desagradáveis que ele pode causar.

. Outros medicamentos: o paciente deve informar ao médico se possui outro problema de saúde e se toma outros remédios.

. Bebidas alcoólicas: são permitidas, desde que ingeridas em pequenas
quantidades. É proibido tomar bebidas alcoólicas poucos dias antes ou poucos dias após receber a aplicação da quimioterapia; e quando o paciente estiver tomando antibióticos, tranqüilizantes ou remédios para dormir.

. Queda dos cabelos: caso ocorra, é importante saber que o cabelo voltará a crescer quando acabar o tratamento ou até mesmo antes. Para contornar esse desconforto, podem ser usados bonés, perucas, lenços etc.

. Menstruação: as mulheres que menstruam podem apresentar algumas alterações no ciclo menstrual o fluxo de sangue do período pode aumentar, diminuir ou parar completamente. Se isto acontecer, o médico responsável deve ser comunicado. No entanto, após o término do tratamento, o ciclo menstrual retornará ao normal.

. Tratamento dentário: só deve ser feito mediante autorização do médico.

. Atividades sexuais: a quimioterapia não interfere nem prejudica as relações sexuais, que podem ser mantidas normalmente. Vale ressaltar que a gravidez deve ser evitada durante o tratamento. Por isso, homens e mulheres devem usar preservativo (camisinha) em todas as relações sexuais, e as mulheres também devem usar pílulas anticoncepcionais se o médico prescrever.

Quais os efeitos colaterais da quimioterapia?
Alguns efeitos indesejáveis podem ocorrer. Saiba o que fazer em cada situação.

. Fraqueza: o paciente deve evitar esforço excessivo e aumentar as horas de
descanso. Para tanto, pode dividir com alguém as atividades caseiras e combinar um melhor horário de trabalho.

. Diarréia: o médico irá receitar medicamentos próprios para combater a diarréia, o que pode ser ajudado com a ingestão de líquidos e de alimentos como arroz, queijo, ovos cozidos, purês e banana, que ajudam a “segurar” o intestino. O paciente deve se lavar após cada episódio de diarréia e consultar-se com o nutricionista.

. Perda de peso: alimentos como gemadas, milk-shakes, queijo, massas e carnes, ajudam a aumentar seu peso, e devem ser ingeridos principalmente no intervalo entre uma aplicação e outra.

. Aumento de peso: neste caso, o paciente deve reduzir a quantidade de alimentos, diminuir ou cortar o sal da alimentação e comer mais frutas.

. Feridas na boca: para minimizar esse efeito, deve-se manter a boca sempre limpa, e evitar usar escova de dentes e prótese dentária. O enxagüe deve ser feito com água filtrada e uma colher de chá de bicarbonato. É indicado comer alimentos pastosos, sopas ou sucos. Alimentos gelados (sorvetes, refrigerantes, gelatina)ajudam a anestesiar a boca.

. Queda de cabelos e outros pêlos do corpo: para contornar essa situação passageira, podem ser utilizados perucas, lenços e demais acessórios para melhorar o visual.

. Enjôo: o paciente deve comer em pequenas quantidades e com mais freqüência. Balas à base de hortelã, água mineral gelada com limão, bebidas com gás e sorvetes ajudam a melhorar este tipo de desconforto.

. Vômitos: evitar alimentos com muito tempero ou muito gordurosos (é bem aceita pipoca sem gordura) e bebidas alcoólicas; tomar os remédios para enjôo e vômito que forem receitados pelo médico; comer algo leve antes da aplicação e dormir após.

. Tonteiras: o paciente deve vir acompanhado para a sessões da quimioterapia. Após a aplicação, deve descansar, evitando passeios.

Existem cuidados especiais para o paciente em tratamento?
Ao fazer a barba, o paciente deve ter cuidado para não se cortar (se possível, usar barbeador elétrico).
Nas mãos, evitar retirar cutículas e cuidado ao cortar as unhas. Caso sinta ressecamento da pele ou descamação, pode passar hidratante que não contenha álcool (como por exemplo óleo de amêndoa, leite de aveia, Proderm).
Não usar desodorantes que contenham álcool.

Alguns medicamentos, quando administrados fora da veia, podem causar lesões do tipo queimaduras, que, quando não tratadas, podem causar algumas complicações. Podem surgir dores, queimação, inchaço, vermelhidão no braço e outros sintomas, que podem ser sentidos durante a injeção ou algum tempo (até dias) depois. Caso isso aconteça, a equipe médica deve ser avisada. Em casa, o paciente pode tomar algumas medidas:
- lavar o braço com água e sabão;
- mergulhar o braço em água gelada durante 20 minutos, várias vezes ao dia, até que desapareça a vermelhidão;
- manter o braço elevado o maior tempo possível.

Em que situações o paciente em tratamento deve procurar o médico?
O paciente deve retornar ao hospital imediatamente em caso de:
- febre por mais de duas horas, principalmente igual ou acima de 38°C;
- manchas ou placas avermelhadas no corpo;
- sensação de dor ou ardência ao urinar;
- dor em qualquer parte do corpo inexistente antes do tratamento;
- sangramentos que demoram a estancar;
- falta de ar ou dificuldade de respirar;
- diarréia por mais de dois dias.

A cada volta, o enfermeiro ou médico devem ser informados sobre tudo o que o
paciente sentiu depois que recebeu a Quimioterapia.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

QUAIS SÃO OS EFEITOS COLATERAIS DA RADIOTERAPIA NO TRATAMENTO DO CANCRO DE MAMA?

Para muitas mulheres, mais do que a ideia do cancro em si, é a ideia dos tratamentos que pode causar ansiedade e preocupação.

Os efeitos colaterais da radioterapia, da quimioterapia e as consequências da cirurgia são coisas que podem preocupar uma mulher mais do que a doença real.

O protocolo de tratamento para o cancro de mama é decidido com base no estágio, o avanço e o tipo de invasão. Em caso de dúvida sobre o tipo e o grau de tratamento delineado pelo oncologista ou médico, é conveniente obter sempre uma segunda opinião.

As mulheres que se preocupam com os possíveis efeitos colaterais do tratamento de radioterapia do cancro de mama devem primeiro entender por que a radioterapia é necessária e como ela pode ajudar.


A radioterapia do cancro de mama

Quando o tumor na mama é bem definido e fácil de diferenciar, a cirurgia por meio de excisão pode ser o melhor tratamento. Tumorectomia (onde a mama é conservada o máximo que for possível), mastectomia ou dissecção de linfonodos são alguns dos tipos de cirurgia que pode ser necessária.

Após a cirurgia, algumas das células cancerosas podem ainda permanecer, pelo que a terapia de radiação deverá ser usada. A terapia de radiação é relativamente segura e eficaz e pode ter alguns efeitos de radiação que a doente terá de enfrentar.

O importante é que a radiação pode ser 70% eficaz na prevenção do retorno do cancro de mama.


O cancro de mama: efeitos colaterais da radiação.

Os efeitos colaterais da radiação podem ser lentos a aparecer e podem manifestar-se gradualmente ao longo do tempo após o tratamento.

Após a cirurgia, pode haver desconforto ou dormência na região da axila que pode ficar ferida e irritada devido à radiação. E uma vez que a pele na região da axila está sujeira a fricção, isso pode agravar o problema.

Como enfrentar os efeitos colaterais da radiação do cancro de mama

Para minorar o desconforto na zona da axila não deve usar desodorizantes e antitranspirantes. Em vez disso pode usar amido de milho (farinha Maisena é o ideal). Use roupas largas, evite tomar duche ou banho com água quente e pode aplicar aloé vera gel ou medicamentos prescritos para aliviar o ardor na pele.

Muitas terapias alternativas, como o yoga, o tai chi, a acupuntura e a massagem podem ajudar a lidar com alguns dos efeitos colaterais como a fadiga por radiação e outros.
O exercício regular pode também ajudar a combater os efeitos colaterais. Para evitar a infecção, enquanto o sistema imunológico estiver comprometido certifique-se de evitar grandes aglomerações, lave frequentemente as mãos e evite cortes, arranhões e outros ferimentos expostos.
Mantenha também uma alimentação saudável para ajudar a aumentar a imunidade.

Se sentir como efeitos secundários no tratamento de radioterapia ao cancro de mama, tais como, dificuldade de respiração rápida ou batimentos cardíacos irregulares consulte imediatamente o seu médico.

Fonte: De Peito Feito.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Cientistas identificam ponto fraco de câncer de mama

Uma nova pesquisa diz ter mostrado que as mitocôndrias (as usinas de energia das células) são, ao mesmo tempo, a base da existência do câncer e o calcanhar de aquiles da doença.

É uma afirmação grandiosa, que ainda precisa de mais estudos para ser comprovada, mas o trabalho coordenado por Michael Lisanti, da Universidade Thomas Jefferson (EUA), traz dados intrigantes sobre a ação dos tumores --um comportamento que tem algo de vampiresco.

Usando amostras de cânceres de mama, cercadas de tecido saudável, não afetado pelo tumor, os cientistas verificaram que as células tumorais aparentemente estavam "sugando" as sadias, usando-as como combustível para suas mitocôndrias.

SINAIS SUSPEITOS

Esses "pulmões" celulares são responsáveis por usar o oxigênio para produzir energia.

Em laboratório, os pesquisadores americanos buscaram, nas células tumorais e nas suas vizinhas sadias, sinais das substâncias produzidas pelas mitocôndrias.

O que eles viram é que, enquanto as células de câncer apresentavam marcas de altíssima atividade das mitocôndrias, as sadias no entorno estavam quase ou totalmente paradas, com pouca ação mitocondrial.

Além disso, as células sem a doença estavam repletas de substâncias químicas que indicavam um "desmanche" celular. Era como se elas estivessem se desmontando e mandando matérias-primas para as células cancerosas.

Por isso, a pesquisa compara a relação entre os dois tipos de célula à interação entre um parasita e seu hospedeiro --com o câncer no papel parasitário, claro.

A estratégia óbvia para acabar com a brincadeira envolveria o uso de drogas que inibam a atividade das mitocôndrias, já que elas afetariam o tumor seletivamente.

Por sorte, esse tipo de remédio já existe, sendo usado contra diabetes, por exemplo. Se o estudo estiver correto, não deve ser muito difícil levar a ideia para os hospitais.

Fonte: Folha Online