domingo, 28 de janeiro de 2018

Os pensamentos destroem, mas também curam



A saúde e a doença são vistas atualmente como um complexo equilíbrio que nasce da interação entre o corpo e a mente, entre o organismo e os pensamentos. Pouco a pouco vamos superando as visões simplistas que tiravam importância da influência do mundo subjetivo sobre nossos corpos e, portanto, sobre a doença e a cura.

A medicina convencional paulatinamente vai ganhando consciência das limitações da sua abordagem. O século XX foi marcado por um paradigma no qual predominou a ideia do corpo-máquina. Visto através dessa ótica, o organismo era como um aparelho feito de diferentes peças, e a doença era uma disfunção em alguma dessas partes, tanto funcional quanto estrutural.

“Se você não age como pensa, vai acabar pensando como age.”
–Blaise Pascal–
Contudo, graças aos próprios avanços da medicina, pode-se comprovar que a dimensão interior tem uma forte influência, seja direta ou indireta, no estado de saúde de qualquer pessoa. Além disso, esta influência é ainda mais marcada sobre o estado de saúde percebido. Por isso dizem que os pensamentos – com a sua influência – adoecem e matam, mas também curam.

A medicina farmacológica e a medicina dos pensamentos


Bruce Lipton é doutor em Biologia Celular e autor de vários livros. Ele se aprofundou no tema da saúde, da doença e da influência dos pensamentos nesses processos. Suas descobertas e raciocínios são incrivelmente interessantes.

Lipton aponta que a medicina farmacológica é, virtualmente, um fracasso. Isto se deve ao fato dos remédios químicos, todos eles, causarem efeitos tanto ou mais adversos que a própria doença. Ele garante que, inclusive, muitos desses remédios levam à morte com o tempo.


Ele também afirmou que o entorno natural da célula é o sangue e que, por sua vez, as mudanças no sangue são determinadas pelo sistema nervoso. Ao mesmo tempo, o sistema nervoso é o entorno natural dos pensamentos e sentimentos. Portanto, do ponto de vista de Lipton, são os pensamentos e os sentimentos que, em última instância, adoecem e, consequentemente, os que também têm a possibilidade de ajuda na cura.

O poder dos pensamentos sobre o corpo

Não é apenas Bruce Lipton, mas também outros tantos pesquisadores que dão um enorme poder aos pensamentos nos processos de doença e cura. Até os médicos mais adeptos à farmacologia sabem que se alguém padece de algum mal, tem mais chance de se curar se permanecer em um entorno envolvente, rodeado de afeto e confiança.

Não se trata de uma coisa esotérica, nem de um efeito do além. A explicação do poder dos pensamentos é também uma questão de química. Quando uma pessoa está diante de uma presença agradável, ou apreciando um estímulo positivo, o seu cérebro secreta dopamina, oxitocina e uma série de substâncias que dão saúde às células. O mesmo acontece quando o estímulo é negativo, causando medo, ira ou qualquer outra emoção destrutiva.

O organismo desenvolve diariamente uma tarefa titânica: produzir centenas de bilhões de células novas para substituir as que morrem. Também precisa se defender de milhares de elementos patogênicos que ameaçam a saúde. Se o seu corpo sente que precisa lutar todo dia contra estímulos altamente negativos do entorno, gastará toda a sua energia nisso e deixará de lado essas outras funções de crescimento e proteção. A consequência: você adoece mais facilmente.


Entre a sugestão e a energia


O efeito placebo tem sido pesquisado em diferentes circunstâncias e os resultados sustentam a sua influência sobre a nossa percepção corporal. De fato, vários dos mecanismos que estão no mercado têm efeitos apenas ligeiramente superior aos de um placebo. Estes placebos são a prova indiscutível de que a influência dos pensamentos – no caso do efeito placebo: expectativas – pode ser muito poderosa: você acredita que irá se curar e a intensidade dos sintomas regride.


A física quântica colocou em evidência a importância da energia, que é a composição final da matéria. Tudo e todos somos, na nossa forma física mais primitiva, energia. Por isso, os novos medicamentos se orientam mais para equilibrar a energia do que para modificar quimicamente o corpo. Eles partem da ideia de que os processos de doença são desencadeados por desequilíbrios energéticos.


Estes desequilíbrios muitas vezes são causados por programações de pensamentos negativos, que carregamos desde a infância. Talvez conscientemente você se convença de que precisa pensar de outra forma mas, contudo, alguma coisa no fundo o impede de fazê-lo. Então o que precisa ser mudado não são os pensamentos conscientes, mas sim toda essa programação inconsciente que carregamos desde os primeiros anos de vida. É a forma de promover mudanças que favoreçam a saúde mental e, portanto, a saúde física.

Nota de edição: com este artigo não queremos desprezar de forma alguma a importância da farmacologia na hora de enfrentar doenças devastadoras, como é o caso do câncer. De fato, podemos dizer que ela é imprescindível. O que queremos ressaltar é a saúde mental e o bem-estar psicológico como dois elementos de influência dentro do tratamento que o paciente pode modular para melhorar ou piorar o prognóstico.  

Imagens cortesia de Marcel Caram.

Fonte: MenteMaravilhosa

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sábado, 27 de janeiro de 2018

O poder da mente pode influenciar a sua saúde

Foram tempos muito duros para Emília Ramos, de 56 anos. Aos 15, as dores da fibromialgia surgiram para ficar, a parecer que lhe queimavam o corpo com um lança-chamas. Aos 28, um esgotamento com episódios de depressão profunda. Mal dormia noites inteiras, o que estaria a passar-se consigo? «O meu médico sugeriu que fosse ao psiquiatra, para perceber de onde vinha tanta dor, e eu dizia que não, não ia lá fazer nada, não estava maluca», conta. A tortura perdurou, tal como a sua recusa em aceitar que a doença pudesse estar ligada ao foro psicológico. «Tinha muita vergonha do que pudessem pensar de mim, do rótulo. E depois lá tentei a Clínica da Mente, há quase três anos, e descobri que a nossa cabecinha é, de facto, a coisa mais poderosa que existe.»

Poderosa e capaz de comandar tudo o que somos e fazemos, incluindo o modo como o nosso corpo funciona, sublinha o psicoterapeuta Pedro Brás, diretor-geral da Clínica da Mente. «Muitas doenças físicas que não são causadas por efeitos externos devem-se a disfunções do corpo e podem decorrer de como as instruções mentais estão a ser processadas, consciente ou inconscientemente.» É assim possível reverter algum mau funcionamento físico alterando a forma de pensarmos e interagirmos com o ambiente que nos rodeia, diz. «Já todos vimos como é fácil parar a dor de uma criança quando a mãe lhe dá um beijinho na ferida, não é?» Além de se saber hoje que 95 por cento das doenças crónicas são motivadas por fatores que envolvem stress sobre o organismo.
«O corpo e a mente coexistem como um todo», diz Gonçalo Pereira, formador em mindfulness. «Ignorar aspetos emocionais e cognitivos afasta-nos das manifestações físicas da nossa experiência.»
«Acreditando que algo nos vai tratar, a nossa mente muda e pode alterar a maneira como o corpo estava a agir em relação à doença física ou mental. Também alguém acreditou que podíamos chegar à lua… e chegámos», observa Pedro Brás, explicando que na clínica os terapeutas vão à origem emocional que causa a perturbação: traçam uma espécie de mapa do comportamento humano, a explicar como e porquê as pessoas pensam e se comportam de determinada forma, e então intervêm para criar profundas alterações nos estados negativos que geram doença, de dentro para fora. No caso de Emília Ramos, foi decisivo para se curar completamente da depressão, lidar com a fibromialgia – que é crónica, mas deixou de incapacitá-la – e debelar o cancro de mama diagnosticado em outubro.

«Aprendi a ser mais forte do que as dores, o que me ajudou imenso também no processo oncológico», afirma a comercial em cosmética, convicta de que cada um de nós define os seus limites. «Comigo funcionou onde as sobredoses de medicação para a dor crónica falharam. Foi ainda uma espécie de prevenção divina: se não fosse esta reprogramação eu teria descambado com o cancro, quando hoje me sinto cheia de força para vencê-lo.» Como depreciar o potencial da mente se cirurgiões do Centro Hospitalar Universitário de Tours, em França, já estão a usar técnicas de hipnose nas cirurgias de extração de tumores cerebrais, em vez de anestesia geral? «A mente é uma caixinha de surpresas, faz acontecer. Só temos de deixá-la fluir, como pretendiam alguns sábios orientais que há muito postulam o alcance da focalização mental.»


Que o diga o reputado endocrinologista indiano Deepak Chopra, radicado nos EUA: o funcionamento das nossas células está diretamente ligado aos pensamentos que criamos, sendo constantemente modificado por eles. Alguém que esteja deprimido, por exemplo, projeta tristeza em todo o corpo. «A produção de neurotransmissores por parte do cérebro é reduzida; o nível de hormonas baixa; o ciclo de sono é interrompido; os recetores neuropeptídeos na superfície externa das células da pele [responsáveis por mediar respostas sensoriais e emocionais como fome, prazer ou dor] tornam-se distorcidos; as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas. Até as lágrimas têm traços químicos diferentes das de alegria», concretiza o especialista, admirado por celebridades como a apresentadora Oprah Winfrey e a cantora Madonna.

O médico Deepak Chopra com a apresentadora Oprah Winfrey (Fotografia: Direitos Reservados).

Sem negar a abordagem da medicina ocidental (necessária em alguns casos urgentes, como certos tumores), fazia-lhe sentido sintonizar a mente com o corpo através de yoga e meditação, ouvindo os sinais para determinar uma resposta fisiológica e controlar a doença. Ao integrar na sua prática mais convencional o ayurveda – conhecimento médico desenvolvido na Índia há sete mil anos e reconhecido pela Organização Mundial de Saúde – chegou àquilo que chama de “cura quântica”: a capacidade de a mente corrigir os erros no corpo, igualmente defendida pelo biólogo celular Bruce Lipton. «Apesar da ligação corpo-mente ser invisível, quem pode achá-la irreal? Vemos essa verdade sempre que um bebé se aninha nos braços da mãe: em poucos minutos os dois respiram ao mesmo ritmo», diz Chopra.
Ninguém supunha ser fácil concordar quanto ao que é a mente, mas num ponto todos coincidem: a vontade do paciente em curar-se é parte vital do tratamento.
Mas o que é isto da mente, afinal? Cláudia Carvalho, professora e investigadora do ISPA – Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida, adianta que o termo se refere geralmente à consciência humana, embora não sejam sinónimos. «Como Freud sugeriu, a consciência pode ser só uma parte dos processos mentais (ele tinha noção da imensa abrangência e poder dos processos mentais que ocorrem abaixo do nível da consciência), ao passo que a revolução cognitiva veio permitir conceber a mente como o fluxo de informação que é criado e processado pelo sistema nervoso.» Inúmeras abordagens visam compreender o conceito, desde doutrinas religiosas e teorias filosóficas à cibernética e modelos da psicologia e da ciência computacional. Ninguém supunha ser fácil concordar quanto ao que é a mente, mas num ponto todos coincidem: a vontade do paciente em curar-se é parte vital do tratamento.


BERNARDO PINTO COELHO, 44 ANOS, NÃO TEM DÚVIDAS de que já estaria morto se assim não fosse. «Diagnosticaram-me esclerose lateral amiotrófica em junho de 2009, tinha então 37 anos, e foi um duro golpe: as mãos sem músculo nem gordura. A falta de força a avançar até me apanhar todos os membros superiores e as pernas», conta o gestor, um furacão que toda a vida fez desporto. Sabia que a doença é degenerativa, progressiva, não tem cura. Que a perda das capacidades chega aos poucos e muita gente morre ao fim de dez meses após os primeiros sintomas. «Deixei que o stress me consumisse, sem ouvir o corpo a pedir tréguas, mas não aceitava que iria parar a uma cadeira de rodas e morrer. De modo que mudei radicalmente de alimentação (nada de açúcares, laticínios, cereais) e vou tentando alternativas de tratamento. Tenho muita fé.»

Bernardo Pinto Coelho (Fotografia: Carlos Manuel Martins/Global Imagens).

Sabendo que a sua esclerose é incurável, Bernardo não desiste. Tem dificuldade em escrever, falar, escovar os dentes, mas conduz o seu carro e é DJ em Cascais. Passados oito anos do diagnóstico, não só contrariou as previsões fatalistas como casou com Joana Horta e Costa em junho de 2016. «Um dia vou voltar a correr no Guincho. Agarra-me a esse sonho com tudo o que sou.» Um pouco como fez o norte-americano Darrell Horcher, lutador de artes marciais mistas, após quase ter morrido num acidente de mota em maio do ano passado: quando o médico anunciou que não voltaria ao ringue, respondeu-lhe que ia estar a treinar em setembro e a competir este verão. «Se acreditarmos, o corpo obedece. Sou muito forte mentalmente, o que ajudou. O meu cérebro dizia ao corpo “Vais ficar bom, vais lutar” e ele obedeceu», conta o atleta, que em junho derrotou o rival Devin Powell em combate.

O lutador de artes marciais mistas Darrell Horcher (Fotografia: Direitos Reservados).

Segundo o médico neurologista António Damásio, a criação da mente reside na capacidade de o cérebro criar mapas neurais, que vão dar origem a imagens das estruturas que compõem o corpo e dos estados funcionais que assumem. «O cérebro criador desses mapas tem, assim, o poder de introduzir o corpo, literalmente, como um conteúdo do processo mental», esclarece o investigador no livro E o Cérebro Criou o Homem. Mais: as imagens mapeadas do corpo influenciam permanentemente o próprio corpo em que se originam, uma situação sem paralelo nas imagens mapeadas de objetos e fenómenos externos ao corpo, que nunca podem exercer influência direta sobre eles. «Corpo e cérebro executam uma dança interativa contínua. Pensamentos implementados no cérebro podem induzir estados emocionais que são implementados no corpo, enquanto este pode mudar a paisagem cerebral e a base para os pensamentos.»

NUMA PESQUISA DA UNIVERSIDADE DE NORTHAMPTON, Reino Unido, conduzida pelo especialista em biomecânica do exercício Tony Kay, um grupo de sedentários passou a usar 69 por cento da massa muscular das barrigas das pernas, contra a média inicial de 46,3 por cento, utilizando apenas o “motor imaginário” de passar 15 minutos por dia a pensar em contraí-las, durante um mês. Noutra experiência com 84 camareiras de hotel, Ellen Langer, professora de psicologia na Universidade de Harvard, disse a metade que o seu trabalho equivalia a irem ao ginásio, enquanto as outras continuaram a encarar o que faziam com os mesmos olhos. Ao fim de um mês, as primeiras foram as únicas a baixar de peso, perímetro abdominal e pressão arterial.


Também as crenças negativas nos afetam (efeito nocebo): um estudo mostrou que 79 por cento dos alunos de medicina desenvolve sintomas de uma das doenças que está a estudar: ao ficarem paranoicos, a pensar que vão adoecer, adoecem. «Mudar os nossos pensamentos pode mesmo alterar o modo como o nosso cérebro comunica com o resto do corpo, mudando a bioquímica do organismo», confirma a coach norte-americana Lissa Rankin, autora de A Cura Pela Mente. Ela própria médica convencional após 12 anos de formação e oito de prática clínica, cética por natureza, esteve a ponto de morrer de complicações de saúde causadas por stress. Foi quando começou a estudar histórias de autocura espantosas: uma mulher com um cancro da mama e metástases que entrou em remissão espontânea; um paciente com um aneurisma cerebral que desapareceu; um homem baleado no cérebro que recuperou sem tratamento.

A médica Lissa Rankin (Fotografia: Direitos Reservados).

«Descobri provas científicas de que se pode alterar a fisiologia do corpo reorientando a mente. Seja qual for o mecanismo, é evidente que a mente e o corpo comunicam através de hormonas e neurotransmissores, que têm origem no cérebro e depois transmitem sinais a outras partes do corpo», diz Lissa. Aqui se inclui o famoso efeito placebo, em que a convicção de que o corpo está a receber um remédio ou operação basta para um alívio concreto dos sintomas.

«O placebo é fisicamente inerte (sem princípio ativo), mas não psicologicamente inerte», apoia a psicóloga Cláudia Carvalho, investigadora deste efeito ainda misterioso na medicina. «É obtido pelos aspetos psicológicos da administração do tratamento – expetativas positivas, confiança médico-paciente, rituais médicos, esperança – e está documentado poder estimular respostas fisiológicas reais em casos de dor, depressão, ansiedade, fadiga e até sintomas da doença de Parkinson.»

Vasco Gaspar, psicólogo e especialista em mindfulness (Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens).

Porque será, então, que repelimos a ideia de a mente ter poder? «Até há pouco tempo não havia muita base científica a mostrar como podemos cultivar a mente, quando aquilo que se verifica hoje é que temos um corpo e uma mente, estão interligados e podem ambos ser desenvolvidos», aponta o psicólogo e especialista em mindfulness Vasco Gaspar, certificado no programa Search Inside Yourself da Google (é um dos 30 formadores em todo o mundo especializados em liderança e inteligência emocional). Um estudo da Universidade de Duke com a AETNA, uma seguradora norte-americana, concluiu que a redução anual de custos de saúde foi de 6,3 milhões de euros após a empresa implementar programas de mindfulness, com a produtividade a aumentar três mil euros por trabalhador.

«O corpo e a mente coexistem como um todo», confirma Gonçalo Pereira (conhecido como Sagara), um dos formadores de mindfulness mais experientes em Portugal. O despertar do corpo a partir de dentro, resultante da atenção plena que lhe damos aqui e agora – é isso o mindfulness –, ajuda-nos a descobrir emoções reprimidas e a saber como ele reage a pensamentos, emoções e acontecimentos que nos moldam a cada instante. «Distanciando-nos da experiência física desligamos dessa vida interior. Pelo contrário, ignorar aspetos emocionais e cognitivos afasta-nos das manifestações físicas da nossa experiência», diz. Certo é que desde 1979 tem sido aplicado em contexto clínico a partir do trabalho de Jon Kabat-Zinn, professor de medicina na Universidade de Massachusetts, que criou o programa de Redução de Stress Baseada em Mindfulness (MBSR).

Gonçalo Pereira, também conhecido como Sagara, é um dos formadores de mindfulness mais experientes em Portugal (Fotografia: Gonçalo Villaverde/Global Imagens).

«No fundo, trata-se de mudar a perceção mental do sofrimento», esclarece Sagara. Ao usar a atenção plena para controlar a dor, procura-se que a pessoa aprenda a conhecer a sensação e a assista objetivamente. Também no ayurveda, segundo o médico Deepak Chopra, o requisito mais importante para a cura da desordem orgânica é «um nível profundo e completo de relaxamento» que expõe a mente a um estado de consciência ilimitado (prestando atenção, não se perdem oportunidades). Estudos nas áreas da neuroplasticidade e epigenética [modificações do genoma herdadas pelas gerações seguintes sem alterar a sequência de ADN] mostram ainda que meditar altera a estrutura de certas zonas do cérebro e chega a modificar a expressão dos nossos genes, fortalecendo o sistema imunitário e desacelerando o envelhecimento.

Para Luís Alves, especialista em sucesso e lei da atração, compreender que a mente está acima da matéria não tem nada de místico. «Somos seres energéticos, atraímos aquilo em que pensamos», diz o coach, formado em programação neurolinguística pela American Union of Neuro-Linguistic Programming. Quando Rhonda Byrne escreveu o guião do filme O Segredo (2006) e lançou o livro homónimo no ano seguinte – o mais vendido em todo o mundo na área da não-ficção –, percebeu que aplicava há muito a lei da atração. «Ao focarmo-nos nos contornos positivos da vida, várias conexões neurais são ativadas no cérebro. Pensamentos negativos emitem vibrações de baixa frequência, pensamentos positivos de alta. Quanto mais alta for a nossa frequência, maior a resposta do organismo ao que a mente determina.»
O poder da mente não se vê nem se toca, mas sente-se.
Pela parte que lhe toca, acredita que «tudo o que é relevante para a vida humana é administrado, programado e reprogramado na mente». Como se o cérebro fosse o computador e a mente os programas instalados, explicou a Maria Antónia Cruccolini, de 56 anos, quando ela lhe pediu ajuda numa fase particularmente conturbada. «Há alturas em que uma pessoa descamba no caos, pelas mais variadas razões, e foi graças ao Luís que descobri que é sempre possível elevar ou remover limites. Aquilo em que eu consigo acreditar, eu consigo realizar», garante a empresária, orgulhosa de ter a mente a trabalhar a seu favor. «Este poder não se vê nem se toca, mas sente-se. Tornei-me mais ativa, focada e intuitiva, motivada e rigorosa no trabalho. Sinto-me uma mulher mais valorizada no geral, que vive de forma intensa.»

Luís Alves reconhece que faz tudo parte da lei da atração: após decidir o que se quer alcançar, há que visualizar a meta ao pormenor e tê-la sempre presente, nutrindo-a com as emoções de alegria/aceitação/gratidão de quem sabe que terá o que deseja. Assim treinava também o ex-nadador Michael Phelps, maior atleta olímpico da história com 28 medalhas: vendo um vídeo da que seria a prova perfeita, antes de dormir e ao acordar, até tê-la inscrita na mente. O génio da física Albert Einstein era outro que visualizava as teorias na mente antes de convertê-las em linguagem matemática. «Não há sonhos impossíveis para aqueles que creem que o poder de realizar algo reside no interior de cada ser humano», dizia. «Sempre que alguém descobre esse poder, algo antes considerado impossível torna-se realidade.»


Recentemente, uma equipa de investigadores chineses da Universidade de Nankai desenvolveu o primeiro carro conduzido através da mente (mediante um dispositivo que capta as correntes elétricas do cérebro e os traduz em comandos). Usando o mesmo sistema, o grupo tecnológico Tekever e a Fundação Champalimaud puseram um drone no ar. Levantar dinheiro no multibanco, fazer chamadas telefónicas ou controlar tráfego aéreo são outras atividades que em breve poderão ser feitas apenas com a mente. «Se aceitamos que estar apaixonados nos faz bater o coração com mais força, porquê rejeitar a força de uma mente fértil?», questiona Luís Alves. A partir do momento em que ela dirige carros e aviões, mais facilmente é capaz de pilotar o nosso próprio destino.

Fonte: Magazine

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Como o poder da mente pode influenciar a sua saúde… e a sua vida


Ninguém sabe exatamente o que é ou como comanda o que somos e fazemos – incluindo o funcionamento do corpo. O que a ciência já sabe, porém, é que muitos milagres acontecem por força de se acreditar que tal é possível. Que poder é este que a mente tem?

               
ACREDITE. Durante muito tempo julgou-se fisiologicamente impossível correr uma milha (1609,344 metros) em menos de 4 minutos, e enquanto todos acreditaram ser verdade ninguém o fez. Foi só preciso Roger Bannister rebater os médicos do desporto em 1954, correndo essa distância em 3 minutos e 59 segundos, para outros atletas correrem cada vez mais rápido em menos tempo, já sem a barreira psicológica impeditiva. O mesmo vale para a saúde, como provam os dados relativos ao efeito placebo: se acreditarmos que algo pode ser curado, essa crença potenciará a capacidade física de consegui-lo.


OUÇA O CORPO. Muitas vezes preferimos ignorar os sinais que o corpo nos dá de que algo está mal, seja por não sabermos escutá-lo ou por não estarmos ainda prontos para operar, na nossa vida, a mudança que esses sinais exigem. Pare um pouco, respire profundamente. Note as sensações e o que lhe diz a sua intuição. E faça isto tantas vezes quantas desejar, até aprender a sintonizar-se consigo mesmo. Não precisa de esperar até o seu corpo começar a gritar porque alguma perturbação grave está a ameaçá-lo.


FUJA DO STRESS. Se tiver sintomas preocupantes, é provável que eles se devam ao acionar repetido da reação de stress sem que haja reações de relaxamento a equilibrar o quadro. O stress afeta o corpo, mas começa na mente. Um cientista de Stanford, Robert Sapolski, estudou animais no Quénia e apurou que as zebras vivem um stress real ao fugirem de predadores, mas desligam-no mal escapam. Já nós ativamos a mesma resposta ao pensar na discussão com o chefe, no relatório a entregar, e fazemo-lo sem parar.


VOLTE AO ESSENCIAL. Não sendo uma coisa boa em si, uma doença pode, contudo, ajudar-nos a sair do piloto automático em que vivemos, redefinir prioridades e alinhar-nos com o que é importante. A ciência tem vindo a comprovar que a cura é possível em grande parte dos casos, se estivermos abertos a isso. E se por vezes ela não acontece, pelo menos estaremos num caminho que passa por assumir a responsabilidade pela nossa saúde e os vários aspetos da nossa vida. Pense assim: embora possa ter receio do que lhe reserva o amanhã (e quem não tem, sobretudo se estiver doente?), você é capaz.

Fonte: Magazine

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O poder da mente no processo de cura física



Recentemente, conversando com um amigo que passa pelo tratamento de cura do câncer, percebi que nos momentos de dificuldades a nossa mente fica confusa, se perde diante do medo, da angústia e da ansiedade.


Muitas pessoas, quando descobrem um problema de saúde mais complexo, desenvolvem outros problemas emocionais, deixando-se abater pelas dificuldades que a vida nos impõe. Mas recordemos que todas as experiências são necessárias para o nosso aprendizado, recordemos que não há dificuldade que não tenhamos a capacidade de segui-la e enfrentá-la.
Nossa mente é dominante de nosso corpo físico. Ela controla o bom funcionamento dos órgãos, equilibra as funções hormonais e controla a regeneração celular.
Para todos os meus clientes, seja qual for o problema que estão enfrentando, eu sempre reforço a necessidade de mantermos a mente serena, buscando os pensamentos positivos e otimistas, vivendo o hoje e o agora e deixando para amanhã somente a esperança de novas conquistas.

Quantos enfermos ou pessoas em desequilíbrio que não conseguem parar de julgar o momento que atravessam? Muitos dizem: “essa vida é injusta”, e eu reflito: mas porque injusta se somos nós que fazemos as escolhas? 


Sim, as escolhas são sempre nossas. Muitos ainda não acreditam e persistem nos erros, mas somos nós os próprios escritores de nossos livros. E aí sempre temos escolha: ou escolhemos nos entregar paras as provas, chorar, nos deprimir e abandonar qualquer chance de felicidade que existe em nossas vidas, ou seguimos a jornada com fé, subindo devagar cada degrau dessa montanha, acreditando que a vista lá ao alto será linda, com muita natureza e sol nos aquecendo. E se não for? Temos mais uma vez a escolha de buscar outra beleza, outra paisagem ou ficar reclamando da vida.


Sempre quando me deparo em um uma conversa com um “reclamão” profissional, logo penso: um dia a vida vai ensinar. A vida ensina, e isso ela me ensinou: sejamos mais doces, que possamos ver a beleza em tudo ao nosso redor, na simplicidade de uma flor que desabrocha ao lindo pôr do sol no entardecer de um dia de inverno, que possamos ouvir os cantos dos pássaros e sentir a alegria deles, que possamos ver a chuva que escorre pelo vidro da janela e sentir a pureza e leveza do momento, que haja beleza em tudo que acontece em nossas vidas.

E quando estamos enfermos, mais do que nunca: devemos sempre buscar o equilíbrio mental e emocional, afastar os pensamentos negativos, afastar a ansiedade e o medo, mantendo na mente somente os pensamentos de fé, coragem e determinação que o guiarão para a cura completa.

Fonte: Eusemfronteiras

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Elis Regina - Como Nossos Pais

Rita Lee - "Ovelha Negra" (Ao Vivo) - Multishow Ao Vivo

Os Paralamas Do Sucesso - Aonde Quer Que Eu Vá

Lulu Santos - Toda Forma De Amor/Um Certo Alguem

Cássia Eller - Mudaram as Estações MHS

Raul Seixas - Tente Outra Vez

Legião Urbana - Tempo Perdido (ao vivo) Especial

Djavan - Oceano (Ao Vivo)

Alceu Valença - Morena Tropicana - HD LEGENDAS

Ney Matogrosso - Poema

Saiba o que comer para sair da Depressão

Os alimentos utilizados para combater a depressão devem ser ricos em alimentos que participam da produção de serotonina e dopamina, como ovos, peixes e linhaça, pois esses hormônios são responsáveis por dar a sensação de prazer e bem estar no organismo.
A depressão é uma doença do sistema nervoso caracterizada principalmente por perda de energia e cansaço constante, sendo tratada através de acompanhamento com psiquiatra e psicólogo, mas a alimentação também contribui para que a pessoa se sinta melhor e mais animada.

Alimentos que combatem a depressão

Os alimentos que devem ser consumidos para combater a depressão são ricos nos seguintes nutrientes:
  • Triptofano e ômega-3: carne, peixe, frutos do mar, ovo, castanha, amendoim, ervilha, abacate, couve-flor, banana, grão-de-bico e abacate;
  • Cálcio: leite e derivados, de preferência desnatados;
  • Magnésio: chocolate, castanhas, amêndoas, sementes de abóbora, arroz integral, gérmen de trigo, aveia, abacate e banana;
  • Vitaminas do complexo B: espinafre, couve manteiga, leite e derivados, fígado, frango, ameixa e melancia;
  • Vitamina C: acerola, goiaba, abacaxi, laranja, limão, tangerina, amora, framboesa.
Para obter resultados na melhora do humor, esses alimentos devem ser consumidos diariamente em todas refeições, sendo importantes também para perder peso e melhorar o trânsito intestinal. Veja também: Grão-de-Bico combate a Depressão e melhora o Humor.

 

Alimentos que pioram a depressão

Além de aumentar o consumo de alimentos que estimulam a produção dos hormônios do bem estar, também é importante evitar alimentos que aumentam as oscilações de humor, como bebidas alcoólicas, fast food, refrigerantes e alimentos ricos em gorduras e açúcares, como frituras, doces e sobremesas.
Esses alimentos provocam alterações bruscas no nível de açúcar no sangue, levando a mudanças na produção de hormônios no corpo e ao aumento do peso, fatores que aumentam as chances de ter e de piorar a depressão.

Tratamento da depressão

Além das alterações na alimentação, para combater a depressão também é necessário tomar atitudes como:
  • Fazer acompanhamento com psicoterapeuta;
  • Conversar e sair com amigos e familiares;
  • Evitar esconder os sentimentos e os problemas;
  • Tomar remédios apenas sob orientação médica.
Além disso, é importante lembrar que a depressão é uma doença séria e que o apoio da família é fundamental para a superação deste problema. Fazer o tratamento adequado sem desistir dos cuidados é essencial para a cura da depressão. Veja mais dicas sobre como sair da depressão.
Além da dieta, o chá de hipericão é um remédio caseiro muito utilizado para combater a depressão.

Fonte: Tua Saude

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