domingo, 24 de fevereiro de 2013

Reflexologia para câncer de mama


Foto: Getty Images
Foto: Getty Images
Além de relaxar, a reflexologia, massagem de pontos nos pés equivalentes a nossos órgãos, reduziria os sintomas do câncer de mama, melhorando a qualidade de vida de quem luta contra a doença. É o que constata uma pesquisa da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos. Com o auxílio de um massageador eletrônico, para garantir que a pressão empregada fosse sempre a mesma, mulheres submetidas à quimioterapia receberam o estímulo em sete pontos da sola, além de um na parte superior da base dos dedos e outro no tornozelo. Após as sessões, as pacientes tiveram menos falta de ar, comum a quem trata o tumor. E, segundo Gwen Wyatt, professora responsável pelo projeto, ao respirar melhor, as voluntárias conseguiram realizar atividades como tomar banho, se vestir, subir escadas e caminhar sem o mal-estar de quem está passando pelo problema.
Mas a especialista faz questão de esclarecer: a reflexologia não diminuiu a náusea, a dor, a  ansiedade ou a depressão. E ainda não há comprovação de sucesso para outros tipos de câncer.

Estudo comprova benefícios da acupuntura após cirurgia de câncer de mama


Uma pesquisa inédita conduzida na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) conseguiu comprovar que a acupuntura pode ser utilizada para combater complicações decorrentes de cirurgias para a retirada do câncer de mama, diminuindo, inclusive, o tempo de recuperação de males como a falta de mobilidade dos membros superiores e do linfedema (inchaço nos braços e pescoço provocado por má circulação). 
A pesquisadora Michele Alem, da Faculdade de Ciências Médicas, mostrou, em sua tese de doutorado, que o método ajuda a combater os sintomas mais rápido do que a medicina convencional. "Houve melhora significativa nas limitações de amplitude de movimento de ombro na flexão, bem como no grau do linfedema, após o sexto mês de terapia com acupuntura", relata.
O procedimento padrão utilizado para combater o problema é drenagem linfática manual, que deve ser realizada em, no mínimo, três vezes por semana, com duração aproximada de 90 minutos. Além disso, a paciente deve permanecer com faixas nos locais, o que dificulta a realização das atividades diárias.
Já com a acupuntura, são necessárias menos sessões, que também duram menos tempo, para que os efeitos sejam alcançados. "Nosso trabalho utilizou uma sessão semanal, de 30 minutos", contou.
O tratamento com acupuntura para esse tipo de caso ainda não é disponibilizado na rede pública de saúde. "Por enquanto, apenas alguns fisioterapeutas, em consultórios particulares, estão utilizando essa técnica", comenta a pesquisadora, afirmando que, com a publicação do estudo, essa situação pode mudar. "Trata-se de uma comprovação inédita e, por isso, a técnica pode ser recomendada para a rede pública no futuro", disse.
Prevenção
Alem ressalta, porém, que a técnica mostra mais eficácia quando utilizada logo após a cirurgia, de maneira preventiva. "As mulheres são orientadas a aprender a conviver com o inchaço crônico do braço, somente procurando ajuda quando o quadro já está instalado, impedindo ou dificultando a realização das atividades de vida diária. Se as sessões forem feitas desde o pós-operatório, os resultados melhoram ainda mais, inclusive impedindo o aparecimento dos linfedemas", comenta.
Outro dado animador, segundo Michele, é que, além da melhora acontecer com menos sessões realizadas, nenhuma das pacientes analisadas apresentou quadros de flebite (inflamação na veia), mesmo aquelas que anteriormente ao tratamento apresentavam crises periodicamente, chegando em alguns casos a necessitar internação.
O câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil. São quase 60 mil novos casos por ano, com uma média de 12 mil mortes, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Combate ao Câncer). Cerca de 25 mil mulheres precisam fazer a mastectomia (retirada cirúrgica da mama). Entre essas pacientes, 63,6% têm problemas no pós-operatório.
Nos casos mais severos, o linfedema causa grande dor e impede a realização de atividades corriqueiras, como tarefas domésticas. Já a diminuição na capacidade de movimentação ocorre quando a mulher perde mais de 20 graus de amplitude de movimento (o normal é 180 graus).
Como foi feita a pesquisa
Na pesquisa, realizada de fevereiro a dezembro de 2004 em pacientes das Redes de Combate ao Câncer de Rio Claro e São Carlos, foram avaliadas 29 mulheres portadoras de câncer de mama submetidas à mastectomia radical ou quadrantectomia com esvaziamento axilar e que apresentavam linfedema e diminuição na amplitude dos movimentos.
As mulheres que aceitaram participar do estudo foram submetidas ao total de 24 sessões de acupuntura, sendo uma por semana, totalizando seis meses de tratamento.
Foi realizada uma avaliação prévia à intervenção para a determinação do linfedema e da restrição da amplitude dos movimentos e as avaliações foram repetidas ao final do primeiro, do terceiro e do sexto mês de tratamento. Os critérios de avaliação foram aplicados em questionários que mensurava a sensação de bem-estar, impacto da cirurgia sobre a vida, sono, atividades de vida diária, sensação de peso e repuxamento no membro afetado.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vitamina D x Cancer de Mama

Um estudo prospectivo conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia, San Diego School of Medicine descobriu que baixos níveis séricos de vitamina D nos meses podem levar a alto risco de câncer de mama na pré-menopausa.

O estudo dos níveis sanguíneos de 1.200 mulheres saudáveis, descobriram que as mulheres cujos níveis séricos de vitamina D foi baixo durante o período de três meses antes do diagnóstico foi cerca de três vezes o risco de câncer de mama em relação a mulheres com nível mais alto de vitamina D.

O estudo está publicado online antes da edição impressa da revista Cancer - Causas e Controle.

Vários estudos anteriores mostraram que baixos níveis de vitamina D estão associados a um maior risco de câncer de mama na pré-menopausa.

"Embora os mecanismos pelos quais a vitamina D pode prevenir o câncer de mama não são totalmente compreendidos, este estudo sugere que a associação com baixo nível de vitamina D no sangue é mais forte no final do desenvolvimento do câncer", disse o investigador principal Cedric Garland, DrPH, FACE , professor do Departamento de Família e Medicina Preventiva na Universidade da Califórnia em San Diego.

As análises de níveis de vitamina D medidos mais de 90 dias antes do diagnóstico sugerem estabelecimento de uma relação entre os níveis séricos e risco de câncer de mama na pré-menopausa na coorte de presente.

 No entanto, este facto aponta para um novo estudo da possibilidade de uma janela de tempo relevante para a prevenção do cancer, nos últimos três meses que precedem o diagnóstico de um tumor -é um tempo fisiologicamente essencial para o crescimento do mesmo.

"Com base nesses dados, uma investigação mais aprofundada do papel da vitamina D na redução da incidência de câncer de mama na pré-menopausa, particularmente durante as últimas fases de seu desenvolvimento, está garantido", disse ele.

O novo estudo inspirou-se em 9.000 mil amostras de soro sanguíneo congelados pelo Departamento de Defesa de Saúde em vigilância de rotina. Os pesquisadores analisaram descongeladas e pré-diagnóstico de amostras de soro de 1.200 mulheres, cujo sangue foi desenhado no mesmo período de tempo - amostras de 600 mulheres que posteriormente desenvolveram câncer de mama, e de 600 mulheres que permaneceram saudáveis.

A 2011 meta-análise de Garland e colegas estimaram que um nível sérico de 50 ng / ml é associada com um risco de 50 por cento inferior de cancer da mama.

Embora haja algumas variações na absorção, aqueles que consomem 4000 UI por dia de
vitamina D a partir de alimentos ou um suplemento atingem um nível sérico de 50 ng / ml.

Congressos Medicos, 2013
Medical News Today

Fonte: IMEN.

Beleza Sustentável - A Vitamina do Sol

Vit D
 
 

A Vit D3 (Colecalciferol) é formada a partir de 7 dihidrocolesterol (pró vit. D3) em uma reação fotoquímica catalisada pelo componente UV da luz solar.

Como age a Vit D no nosso organismo:

• Ela é responsável por regular a absorção de cálcio no intestino e os níveis de cálcio nos rins e nos ossos.

• Estudos científicos têm revelado que a suplementação da Vitamina D está associada à redução da incidência de Diabetes.

• A vitamina D ajuda o organismo a manter uma boa circulação sanguínea, é responsável por conduzir o oxigênio à retina.

• A falta deste nutriente leva à formação de neovasos e à falência das células da mácula.

Pesquisa conduzida na Universidade de Missouri relacionou baixos níveis séricos de Vitamina D com altas concentrações do marcador inflamatório TNF- alpha.

Estudo conduzido em Maio 2009 por pesquisadores de Harvard mostrou uma relação entre baixos níveis séricos de Vitamina D (< 30ng/ml) em crianças e severidade da asma.

Artigo mostrou que homens com níveis séricos < 16ng/ml de Vitamina D possuem 70% mais chance de desenvolver Câncer de Próstata do que aqueles com níveis acima de 16ng/ml.

Mulheres com níveis séricos de 1,25(OH)(2)D menores que 20ng/ml possuem 5x mais chances de desenvolver Câncer de mama do que aquelas com níveis maiores do que 32ng/ml.

Vitamina D vira ‘estrela’ dos suplementos e abre discussões”

“Imagine um tratamento capaz de fortalecer ossos e o sistema imunológico, melhora a pele o cabelo, unhas além de diminuir os riscos de doenças como diabetes, doenças cardíacas e renais, pressão alta e câncer.

Algumas pesquisas sugerem que um tratamento tão maravilhoso assim já existe. É a vitamina D, um nutriente que o corpo produz a partir da luz do sol e que também é encontrado em peixes e leites fortificados.” (Fonte Folha de S. Paulo)

O que determina a dose é:

1. Concentração sérica da vit D3 (25 hidroxi);

2. Grau de exposição ao sol;

3. País/ Região/Cidade onde se encontra (quente ou fria);

4. Idade;

5. Declínio Cognitivo;

 6. Existência de Demência Senil em maior ou menor grau;

7. Histórico de Câncer na família.

8. Resistência Insulínica, Diabetes tipo II;

9. Marcador inflamatório;

10. Asma Severa;

11. Osteoporose;

12. Baixa Resposta Imunológica.

A dose ideal diária é de 5.000 UI.

Importante: Procure o médico para fazer uma avaliação da sua saúde e verifique a sua Vit D.
Viva mais e melhor!

Fonte: BAND Cerejafina.

Carência de vitamina D em grandes cidades atinge índices alarmantes, principalmente entre idosos

A carência de vitamina D em grandes centros urbanos como São Paulo já atingiu índices alarmantes, especialmente entre os idosos. O alerta é da médica Marise Lazaretti Castro, professora da Disciplina de Endocrinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), chefe do Setor de Doenças Osteometabólicas da Escola Paulista de Medicina e pesquisadora do tema há mais de 15 anos.

Em entrevista à Agência Fapesp, ela conta que uma pesquisa feita na cidade de São Paulo mostrou que 92% dos 177 idosos institucionalizados avaliados tinham valores insuficientes de vitamina D. No caso dos 243 idosos que moravam em domicílio, o número foi de 85%. Entre os 141 jovens que compuseram o grupo controle, a taxa foi de 40%.

Ao se avaliar a proporção de pessoas com deficiência de vitamina D, que são valores ainda mais abaixo do ideal, o índice foi de 40% entre os idosos institucionalizados, 15% entre idosos em domicílio e 5% entre os jovens.

Segundo a médica, a pesquisa foi concluída em 2004 e estudos posteriores indicaram que, embora os números de deficiência entre idosos institucionalizados sejam assustadores, eles continuam não recebendo suplementação.

A deficiência do nutriente aumenta muito o risco de fraturas por osteoporose. Além disso, pode causar uma doença grave: a osteomalácia, que é o amolecimento dos ossos. Também causa fraqueza muscular. Estudos recentes têm associado a deficiência de vitamina D a uma série de outros problemas de saúde, como câncer de mama, de próstata, colorretal, além de condições autoimunes, como diabetes e esclerose múltipla.

Falta de sol
Ela explica que a alimentação inadequada não é a vilã, e sim a falta de exposição solar. A maior parte do nutriente é sintetizada na pele, com o estímulo dos raios ultravioleta. O processo é prejudicado pelo uso de filtros.

"Costumam dizer que 20 minutos de exposição nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde são suficientes, mas isso não é necessariamente verdade. É difícil você saber ao certo o quanto de sol é necessário. Pessoas negras precisam de mais tempo do que pessoas brancas e os idosos levam pelo menos o triplo do tempo para produzir a mesma quantidade de vitamina que os jovens", afirmou Castro.

Suplementação
O estilo de vida moderno, afirmou a pesquisadora, não favorece os banhos de sol. A fim de se adequar à nova realidade, é preciso suplementar.

Trabalhos recentes mostram que a ingestão diária fica abaixo de 100 unidades de vitamina D por dia. São poucos os alimentos com quantidades significativas e eles não são consumidos com muita frequência – peixes gordos como atum, salmão e cavala. "Agora começaram a surgir alimentos fortificados com vitamina D, como iogurte e leite. Pode ser que melhore um pouco a ingestão, mas não acho que vai suprir a quantidade ideal", afirma a médica.

Para Castro, a suplementação com vitamina D deveria fazer parte da rotina de acompanhamento geriátrico e ser regra entre os grupos de risco para fratura, como idosos institucionalizados, pacientes com lúpus, portadores de osteoporose e mulheres na pós-menopausa. (Com Agência Fapesp)

Fonte: UOL Saúde.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Madre Tereza de Calcutá - Pensamentos

"A força mais potente do universo é a fé."
 
"O primeiro passo para conseguir algo é desejá-lo."
 
"A todos os que sofrem e estão sós, dai sempre um sorriso de alegria. Não lhes proporciones apenas os vossos cuidados, mas também o vosso coração." 
 
"O dever é uma coisa muito pessoal; decorre da necessidade de se entrar em ação, e não da necessidade de insistir com os outros para que façam qualquer coisa."

"VIVA - (Inspirado no texto de Madre Teresa de Calcutá)
 Enquanto estiver vivo, viva o melhor que puder.
Viva de tudo um pouco, para sair da vida com o máximo
de aproveitamento.
Ame como o amor se apresenta e não duvide dele.
Não exija dos outros aquilo que nem mesmo você pode ser.
Não despreze nenhuma forma de carinho.
Não ignore nenhum tipo de atenção.
Um dia pode ser tudo o que você gostaria para sentir-se bem.
Se sentir saudades saiba o que fazer a respeito.
Mas faça algo e não permaneça imóvel diante dela.
Não viva de momentos passados, fotografias amareladas ou projetos futuros, você sequer tem garantias sobre o amanhã.
Nunca pare. Não se detenha. Insista um pouco mais.
Continue, mesmo quando todos esperam que desista.
Não se acomode por medo ou por sentir-se confortável.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você.
Tenha sempre algo pelo que lutar. E lute com todas as forças.
Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você.
Faça com que o vejam como um vencedor em tudo.
Conquiste e se deixe conquistar, prove o sabor de pertencer.
Deixe que sintam o seu cuidado e bem querer.
Não desmereça sentimentos, por julga-los menores.
Não economize emoções, por achar que elas não valem a pena.
Um dia podem ser tudo o que você precise para sentir-se feliz!"

San Liscofré

"NÃO SE DETENHA
Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo.
Não viva de fotografias amareladas...
Continue, quando todos esperam que desistas.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você.
Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.
Mas nunca se detenha"


"O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
o mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR."


"É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado."

"Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiracão, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação."

"ASSIM MESMO
Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta,

interesseiro. Seja gentil, assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros. Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra. Construa assim mesmo.
Se você tem Paz e é Feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja Feliz assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante. Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja que, no final das contas, é entre você e DEUS.
Nunca foi entre você e as outras pessoas."

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

T-DM1: qualidade de vida a pacientes com câncer de mama


O tratamento do câncer de mama está prestes ganhar um novo aliado: o medicamento T-DM1, que está em fase final de testes e tem apresentado resultados animadores para a classe médica. A droga tem como foco retardar a evolução da doença, ou seja, a metástase, e oferecer mais sobrevida e menos efeitos colaterais à paciente, comuns na quimioterapia. A expectativa é que o novo medicamento seja usado de forma isolada ou associado a outros tratamentos.

O T-DM1 foi destaque nos simpósios American Society of Clinical Oncology (ASCO), em junho do ano passado, e San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS), em dezembro, ambos nos Estados Unidos. O mastologista e oncologista Márcio Mimessi, de Rio Preto, conta que, anteriormente, a medicação Trastuzumab (Herceptin) já vinha proporcionando melhora significativa dos pacientes quando associada à quimioterapia. Mesmo hoje, a droga é indicada para tratamentos de casos não metastáticos, mas com a superexpressão da proteína Her-2 positiva (uma característica que torna o câncer mais agressivo).

“A Roche e outros dois laboratórios de biotecnologia apresentaram uma evolução dessa medicação, o Trastuzumab – Emantisine (T-DM1), que mostrou sua segurança em fase 2.” Ainda segundo ele, em outro trabalho, o T-DM1 associado ao anticorpo monoclonal Pertuzumab demonstrou resultados em que mantinha a doença estável e com menos efeitos colaterais, em comparação ao tratamento usual aplicado em casos metastáticos.

A comemoração pelo ingresso de mais um medicamento como arma para o combate do câncer de mama é ainda mais importante. É uma esperança a mais nos tratamentos de casos malignos, considerados avançados ou até incuráveis. “Há cerca de uma década, em 30% dos pacientes com a presença da proteína Her-2 positiva e metástase, os resultados quimioterápicos eram muito precários.

Os oncologistas estão muito entusiasmados com essa medicação, ainda experimental, mas em fase adiantada de aprovação, para usá-la como droga isolada ou associada a outras”, destaca Mimessi. A aprovação pela Food and Drug Administration (FDA), órgão americano que regula alimentos e medicamentos, está em fase avançada. No Brasil, a medicação tem chegada prevista até 2015, porque ainda depende de regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O custo, no entanto, deve ser alto, considerando os grandes investimentos em pesquisas.

Proteção

No ano passado, as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) eram de que o Brasil teria 52.680 novos casos de câncer de mama. Segundo o órgão brasileiro, a doença é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente em mulheres.

Infelizmente, as taxas de mortalidade ainda são altas no País, pois o diagnóstico costuma ser feito tardiamente, o que favorece o avanço do cancro. Segundo o mastologista e oncologista, Márcio Mimessi, a desinformação ainda é a principal vilã.

“Em nossa cidade e região, o acesso à mamografia de qualidade é bastante frequente e relativamente rápido. No entanto, os casos mais avançados ainda são encontrados no serviço público e causados, mais frequentemente, por problemas culturais de informação do que por dificuldades de se fazer o exame”, afirma.

A mastectomia, situação em que é necessária a retirada parcial ou integral da mama, por exemplo, corresponde à metade dos atendimentos no serviço privado, em comparação ao público. “A frequência de mastectomias no serviço privado é de menos de 20%, enquanto no público é de cerca de 40%, por atraso de diagnóstico”, diz o profissional. É justamente nesses pacientes que o medicamento T-DM1 irá atuar para evitá-la.

Diagnóstico precoce é importante

A disponibilidade do T-DM1 para auxiliar no tratamento de câncer de mama avançado não representa, no entanto, uma solução concreta para eliminar a doença. O medicamento apresentou resultados animadores durante os estudos, mas não definitivos para a cura. A descoberta precoce é ainda a melhor solução de aumentar as chances de sobrevida.

“Quanto mais precoce for diagnóstico e o tratamento, mais altas são as chances de cura. A sobrevida depende do tamanho e do tipo histológico do tumor. Cada um tem comportamento diferente, mas, em média, com tumores menores que dois centímetros, a sobrevida em cinco anos é de mais de 94%”, destaca a ginecologista e obstetra Jucimara Benfatti Coimbra Sternieri.

O diagnóstico precoce oferece opções de tratamento, sendo a mais usual a cirurgia conservadora, com menor mutilação da mama, seguida de cirurgia plástica reparadora. Ou seja, a descoberta da doença em fase inicial pode evitar a retirada total da glândula mamária.

O mastologista e oncologista Márcio Mimessi explica que, se for necessária uma mastectomia radical, é realizada uma reparação plástica, na mesma operação. Essa possibilidade não só garante a estética da mama, mas também devolve à mulher um dos símbolos de sua feminilidade.
Há ainda o tratamento clínico por quimioterapia, por hormonioterapia ou por radioterapia, indicados de acordo com as características do câncer.

Mamografia versus autoexame

O mastologista e oncologista Márcio Mimessi conta que o método mais eficaz para detectar e confirmar a doença ainda é a mamografia digital, associada ou não a um ultrassom mamário. Se houver indicação, outras opções de exames são a tomossíntese mamária e a ressonância magnética. O autoexame recomendado às mulheres para a descoberta de possíveis caroços, contudo, não pode ser considerado uma técnica efetiva e isolada para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Há casos em que o tumor não pode ser percebido ao toque, principalmente no início da doença.

O próprio Instituto Nacional de Câncer (Inca) apoia-se em evidências científicas que sugerem que o autoexame pode trazer consequências negativas para a mulher, como a necessidade de biópsias de nódulos benignos e insegurança psicológica. A ginecologista e obstetra Jucimara Benfatti Coimbra Sternieri destaca que o autoexame serve como auxílio no diagnóstico. “A mulher que o realiza regularmente passa a conhecer a estrutura da própria mama e, nos casos de variações, pode fornecer ao médico informações que podem levar a uma antecipação no diagnóstico”, explica.


Fonte: Diário Web.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Tecnologia de Portugal ajuda em tratamento de câncer de mama

Pesquisadores da Universidade de Coimbra criaram nanopartícula para levar o medicamento diretamente às células cancerígenas, aumentando eficácia do tratamento.

Por causa de sua composição, a nanopartícula consegue chegar com mais facilidade às células doentes e, ao encontrá-las, libera o medicamento de tratamento.

Lisboa – Pesquisadores portugueses desenvolveram uma nanotecnologia que aumenta a eficácia terapêutica da quimioterapia para pacientes com câncer de mama, além de evitar alguns efeitos colateiras provocados pelo tratamento.

A nanopartícula usada para levar o medicamento às células cancerígenas foi desenvolvida no Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra. Na semana passada, a Universidade de Coimbra conseguiu reconhecer nos Estados Unidos a patente da nanopartícula registrada com o nome de Pegasemp™.

Segundo a universidade, a tecnologia transporta o medicamento que mata as células cancerígenas e destrói os vasos sanguíneos que alimentam o tumor – o que impede o câncer de se alastrar no organismo e diminui riscos de reincidência. Por causa de sua composição, a nanopartícula consegue chegar com mais facilidade às células doentes e, ao encontrá-las, libera o medicamento de tratamento.

A nanotecnologia é uma das áreas em que o Brasil tem interesse em manter um programa de cooperação com Portugal. Conforme divulgado em setembro passado pelo Itamaraty, uma comissão mista de ciência, tecnologia e inovação entre os dois países irá discutir cooperação nas áreas de nanotecnologia assim como biotecnologia e biocombustíveis.

A Universidade de Coimbra é o principal local de acolhimento de estudantes brasileiros que participam do Programa Ciência sem Fronteira em Portugal, e o CNC tem reconhecimento internacional.

Recentemente o centro anunciou o desenvolvimento de uma vacina oral contra a Hepatite B, considerada a mais perigosa das hepatites – segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 600 mil pessoas morrem anualmente em todo o mundo por causa da doença.

Fonte: Exame - Gilberto Costa da Agência Brasil.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Substância de frutas e vegetais pode reduzir risco de câncer de mama


Especula-se que os carotenoides podem ter efeitos anticâncer porque alfa-caroteno, beta-caroteno e beta-criptoxantina, em particular, são metabolizados e transformados em vitamina A, que regula o crescimento, o desenvolvimento e a morte das células Foto: Getty Images
Especula-se que os carotenoides podem ter efeitos anticâncer porque alfa-caroteno, beta-caroteno e beta-criptoxantina, em particular, são metabolizados e transformados em vitamina A, que regula o crescimento, o desenvolvimento e a morte das células
Carotenoides encontrados em frutas e vegetais podem reduzir risco de câncer de mama. Essa é a conclusão de uma revisão de oito estudos, realizada pelo Hospital Brigham & Women e pela Escola de Medicina de Harvard, ambos nos Estados Unidos. Os dados são do jornal Huffington Post. 
Os cientistas analisaram dados de 3055 mulheres com câncer de mama e 3956 sem o problema (grupo controle). Descobriram que as chances menores de desenvolver a doença estavam relacionadas a altos níveis de alfa-caroteno, beta-caroteno, licopeno, luteína e zeaxantina, bem como níveis de carotenoides totais. 
Especula-se que os carotenoides podem ter efeitos anticâncer porque alfa-caroteno, beta-caroteno e beta-criptoxantina, em particular, são metabolizados e transformados em vitamina A, que regula o crescimento, o desenvolvimento e a morte das células. “Também podem ser diretamente anticancerígenos por vários outros mecanismos, incluindo a melhoria da comunicação entre as células, o aumento do funcionamento do sistema imune ou eliminação de espécies reativas de oxigênio, o que pode inibir a desregulação celular ou danos no DNA”, escreveram os autores.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Alimentação tem papel fundamental na prevenção de vários tipos de tumores

Neste Dia Nacional de Combate ao Câncer (27 de novembro), o programa “Meu Prato Saudável”, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do Incor, unidades da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostra que a alimentação tem papel fundamental na prevenção de vários tipos de tumores.
 
Hábitos saudáveis ajudam a evitar vários tipos de câncer; veja dicas
 
1. Pratique 30 minutos de atividade física cinco dias por semana;
 
2. Evite ou modere o consumo de bebidas alcoólicas;
 
3. Evite o consumo de alimentos em salmoura, curados, em conservas e defumados;
 
4. Limite o consumo de carnes vermelhas para menos de três vezes por semana e dê sempre preferência a carnes magras;
 
5. Reduza o consumo de gorduras, dando preferência a preparações naturais, assados,
grelhados ou cozidos;
 
6. Aumente o consumo de fibras para 25g a 35g por dia. O consumo de seis porções
diárias de grãos integrais e pães e cereais ricos em fibras ajudará a atingir este objetivo;
 
7. Aumente o consumo de alimentos preventivos do câncer, como brócolis, pimentão,
cebola, alho, chá verde e rabanete;
 
8. Aumente o consumo de frutas e vegetais para pelo menos cinco porções ao dia. Esses
alimentos proporcionam diversos componentes preventivos, incluindo fibras, antioxidantes (betacaroteno, vitaminas A, C e E), e uma variedade de fitoquímicos (em alimentos como o alho, cebola, soja, chá verde e gengibre).

Alguns alimentos como frutas, legumes e verduras, auxiliam na prevenção do câncer, pois são fontes de fibras, vitaminas e minerais, contendo antioxidantes.

As vitaminas, fibras e outras substâncias ajudam as defesas naturais do corpo a destruirem agentes cancerígenos antes que eles causem danos graves às células. Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais da formação de um tumor.

Outras substâncias anticancerígenas são encontradas em alimentos como brócolis, tomate e soja, que devem ser consumidos de forma moderada.

Existem três hábitos fundamentais para levar uma vida saudável e prevenir-se contra o câncer: ter uma alimentação equilibrada, manter um peso adequado e praticar atividades físicas, explica Elisabete Almeida, diretora-executiva do programa “Meu Prato Saudável”.

Ela lembra, ainda, que a redução do consumo de sal, bebidas alcoólicas, carnes gordurosas ou processadas (embutidos, enlatados, defumados) e alimentos ricos em açúcares também ajuda a evitar a doença.

Para aumentar a ingestão dos alimentos ricos em substâncias protetoras, a especialista recomenda preencher metade do prato com verduras e legumes (crus e cozidos), variando bastante a qualidade dos legumes e verduras, ingerindo alimentos de cores diferentes.

Para a outra metade, coloque 1/4 de alimento rico em proteínas (carne de boi, frango, peixe, ovos, com pouca gordura), que pode ser complementada com leguminosas (feijão, grão de bico, soja, lentilha); e o outro 1/4 com alimentos ricos em carboidratos, de preferência em sua forma integral, rico em fibras (arroz, massas, batatas, mandioca, mandioquinha, farinhas).

Fonte: UOL Saúde.

Tricô ajuda mulher a vencer câncer; veja como superar dificuldades

 

 Foto: Getty Images Acredita-se que as ações repetitivas desativam o caminho da raiva do cérebro


Em março de 2007, Tessa Cunningham recebeu o diagnóstico de câncer de mama. Os problemas físicos causados pela doença e o tratamento eram muitos, mas sua angústia mental era a pior barreira e, por isso, ela vivia atormentada com visões de morte. Mas um hobby da adolescência a ajudou a superar o momento complicado: o tricô. Os dados são do jornal Daily Mail.
 
“O movimento rítmico dos meus dedos embalava meu cérebro e comecei a me sentir em paz”, disse. “Enquanto estava concentrada no padrão, as visões aterrorizantes de morrer desapareciam gradualmente. Enquanto meu cérebro estava ocupado contando pontos, não tinha tempo para pensar em mais nada.”

Laurence Gonzales, autor de Surviving Survival: The Art And Science Of Resilience, passou sua carreira estudando como as pessoas sobrevivem a desastres, doenças e sofrimento. Ele acredita que atividades simples e repetitivas, como o tricô, arrumar o jardim e correr, podem ajudar as pessoas a sobreviverem. “Na sequência de um trauma grave, você pode sentir como se algo físico e completamente fora de seu controle tomasse conta de você. Não pode pensar direito. Está ansioso e obcecado com os mesmos pensamentos terríveis. Precisa se aprofundar no cérebro e acalmá-lo”, explicou Gonzales.

Acredita-se que as ações repetitivas desativam o “caminho da raiva” do cérebro, a área que se torna ativa quando se está sob ataque. Assim renova o sentido de controle e torna a pessoa mais calma e a deixa mais em paz. “É impossível dizer se, sem tricô, a quimioterapia teria funcionado tão bem. Mas o tricô me obrigou a desviar minha energia longe da raiva, para ajudar meu corpo a se curar”, finalizou Tessa.

Abaixo, veja atitudes que ajudam a superar momentos difíceis, como doença, desemprego, morte de um ente querido, segundo Gonzales.

Faça alguma coisa: não importa se faz tricô, joga cartas, pinta ou pratica ioga, o que interessa é fazer com que seu cérebro e corpo se empenhem em uma tarefa simples e repetitiva. Assim, se sente mais calmo e sob controle.

Pense nos outros: as pessoas que transformam sua tragédia em uma oportunidade de ajudar os outros se saem melhor do que os que pensam apenas em si mesmos. Trocam o papel de vítima pelo de salvador.

Busque seus amigos: mantenha boas pessoas ao seu redor. Participe de um grupo de apoio, por exemplo. Falar sobre o seu sofrimento ajuda.

Sorria: aja como se você estivesse melhor. A pesquisa de Gonzales mostrou que o que você faz com o seu corpo influencia o que você faz com sua mente. Para muitas mulheres entevistadas pelo profissional, um simples sorriso ajudou a elevar o humor.

Sorria ainda mais: ria do mundo. Estudos têm mostrado que as pessoas enlutadas, que podem recordar momentos cômicos com entes queridos, gastam menos tempo com o luto.

domingo, 4 de novembro de 2012

Novo alvo para enfrentar o câncer de mama

O câncer de mama é um dos tumores mais heterogêneos em relação às suas características fisiológica, celular e molecular. O tumor é constituído pelo componente epitelial maligno e pelo estroma, que compreende a matriz extracelular e células mesenquimais adjacentes, incluindo principalmente os fibroblastos, que compõem de 20% a 80% da massa tumoral.

Evidências na literatura científica mostram que células estromais associadas ao tumor podem influenciar o comportamento do câncer, daí a estratégia do grupo de pesquisadores de colocar o estroma como alvo.

A pesquisa sobre a anatomia molecular do estroma – associada ao câncer de mama e seus aspectos funcionais e resposta à droga – é o objetivo de um Projeto Temático financiado pela FAPESP.

De acordo com a professora Mitzi Brentani, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), que coordena a pesquisa, a importância de colocar o estroma como alvo se deve ao fato de esse ser um elemento importante não somente no processo de invasão tumoral, como também para a metástase (formação de uma nova lesão tumoral a partir de outra).

O Temático, iniciado há três anos, envolve pesquisadores do Departamento de Radiologia da FMUSP, do Hospital A.C. Camargo, do Hospital do Câncer de Barretos, do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer e do Hospital Pérola Byington e poderá vir a ter impacto clínico no tratamento do câncer de mama pela identificação da contribuição dos genes estromais com sensibilidade a drogas.

Os pesquisadores verificaram inicialmente que os fibroblastos apresentam perfil gênico diferente dos fibroblastos encontrados em mama normal, obtidos de pacientes que realizaram a mamoplastia por motivos estéticos. Também confirmaram que uma das suas características é a expressão da proteína S100A4 relacionada à metástase.

Em função disso, o grupo estudou primeiramente a diferença da expressão gênica por sequenciamento entre fibroblastos – obtidos de diferentes subtipos dos tumores de mama.

Os pesquisadores tentam responder a uma pergunta fundamental: quais são as mudanças que ocorrem paralelamente nesses fibroblastos com a perda da sensibilidade hormonal nas células epiteliais tumorais correspondentes. A pesquisa continua com a determinação dos microRNAs desses fibroblastos.

“Existem vários trabalhos publicados sobre a ação antiproliferativa e anti-inflamatória da vitamina D na célula epitelial do câncer de mama. Por isso, nos interessamos pelo tratamento de fibroblastos com vitamina D, já que observamos que esses são peças-chave no desenvolvimento do tumor”, disse Mitzi Brentani à Agência FAPESP. “Verificamos que nos fibroblastos a vitamina D tem uma ação anti-inflamatória.”

O grupo também averiguou a ação da rapamicina como inibidor da via pAKT/TOR, via de proliferação muito comum nesse tipo de tumor.

“Devido à heterogeneidade do tumor, composto por células epiteliais transformadas e estroma, um dos nossos objetivos foi verificar se agentes quimioterápicos, cuja finalidade é diminuir o número de células epiteliais, também poderiam agir sobre o estroma”, disse Mitzi Brentani.

Terapia neoadjuvante

Em um projeto anterior, também financiado pela FAPESP, o grupo de pesquisadores identificou padrões de expressão gênica em células epiteliais tumorais que permitiram classificar tumores de acordo com a resposta à quimioterapia.

A partir daí, com o objetivo de testar a hipótese de que quimioterápicos podem agir sobre o estroma, os pesquisadores realizaram uma terapia neoadjuvante – feita antes da cirurgia com a função de reduzir a dimensão tumoral e permitir a ressecção dos tumores –, utilizando quimioterápicos.

Os quimioterápicos empregados foram doxorubicina, ciclofosfamida e paclitaxel, que são agentes inibidores tumorais comprovados. O objetivo foi buscar correlacionar a resposta ao tratamento com as análises do perfil gênico dos fibroblastos.

Mitzi Brentani aponta que esse subprojeto, que inclui aproximadamente 70 pacientes advindos do Hospital de Câncer de Barretos, poderá levar à identificação de novos alvos teraupêuticos e contribuir para o estabelecimento de uma quimioterapia personalizada baseada em fatores preditivos de resposta.

A pesquisadora apresentou o trabalho no 6º Simpósio de Oncobiologia, realizado pelo Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro no fim de setembro.

Fonte: JornalBrasil / Agência FAPESP.

As boas notícias sobre o câncer

Drogas que previnem o câncer de mama, exames que diagnosticam precocemente tumores no pulmão e tratamentos cada vez mais específicos para linfoma. Conheça as pesquisas recentes que chegam recheadas de esperança.

Evitando o câncer de mama

Mais do que diagnosticados precocemente, alguns tipos de câncer podem ser evitados. Esse é o caso dos tumores de mama em mulheres na pós-menopausa. "Isso porque o hormônio estrógeno estimula o crescimento de tumores na região mamária. Seus níveis diminuem após a menopausa, mas, quando essa fase é tardia, a mulher acaba permanecendo exposta a sua ação por mais tempo", explica Roberto Uehara, oncologista e gerente médico da Pfizer. Até aproximadamente os 50 anos de idade, 95% do estrógeno produzido pela mulher vêm do funcionamento do seu ovário. Com a chegada da menopausa, o jogo vira e uma enzima chamada aromatase se torna a produtora oficial do hormônio. Assim, drogas que inibem essa enzima - como tamoxifeno e raloxifeno - conseguem reduzir as chances de o câncer de mama dar as caras.

A boa-nova - após muita pesquisa, descobriu-se uma terceira droga da mesma família (o exemestane) que também possui ação preventiva frente aos tumores mamários. Mas agora, com a promessa são menos efeitos colaterais que suas primas, que podem provocar trombose e até câncer de endométrio.

Rádio contra a reincidência

Em linhas gerais, um câncer reincidente costuma ser mais resistente. Por esse motivo, prevenir a volta de tumores foi o foco de diversas pesquisas no último ano.

A boa-nova - um estudo com radioterapia chamou atenção por impedir o retorno do câncer de mama. "Os vasos linfáticos da mama são compostos por um tubinho com um filtro, que é o linfonodo. Um tumor, quando sai da mama, geralmente para no linfonodo e passa a crescer ali: são os chamados linfonodos positivos", explica Ricardo Coponero, A dúvida é se as mulheres com linfonodos negativos estavam sendo tratadas de forma exagerada. A resposta foi que não: o uso de radioterapia na região resultou em uma prevenção real.
 
 
Parceiro antigo, ação inédita

Todo tumor precisa de alimento para crescer. Entretanto, o vilão consegue isso de uma forma traiçoeira: ele escraviza a circulação normal e estimula a criação de novos vaso O bevacizumabe, por exemplo, é utilizado há anos para bloquear o crescimento de tumores no cólon e no pulmão. Mas seria ele também eficiente contra outros tipos da doença?
 
A boa-nova - no caso do câncer de ovário, a resposta se revelou positiva. Em comparação ao tratamento apenas com a quimioterapia, o medicamento aumentou o tempo de sobrevida sem progressão da doença em quatro meses. Apesar de parecer uma descoberta tímida, os resultados sugerem que o câncer de ovário está no caminho para se tornar uma doença controlável, com tratamento em longo prazo. Um passo pequeno, porém significativo.

UM NOVO CHECK-UP PARA O PULMÃO

Diagnosticar o câncer de pulmão em estágio inicial sempre foi um desafio: a doença é silenciosa e não raro os tumores crescem camuflados. Apesar de o perfil de paciente com predisposição ao problema ser pra lá de conhecido (homens, fumantes e na sexta década de vida), passaram-se anos sem surgir uma forma eficiente de rastrear os tumores nos grupos de risco. A radiografia anual do tórax era uma cartada de sorte, já que o tumor cresce rápido e poderia se desenvolver no intervalo de 12 meses. Em contrapartida, aumentar sua frequência exporia o paciente a mais radiação.
 
A boa-nova - uso de tomografias com baixas doses de radioatividade. Com isso, o risco de morte foi reduzido em 20% quando comparado ao rastreamento feito com três raios X convencionais por ano. "Mais do que diagnosticar precocemente a doença, o estudo revelou que houve o benefício da sobrevida", comemora o médico Caponero.

Tratamento sob medida

Uma camiseta de tamanho único não cairá bem em todas as pessoas de um grupo, certo? Princípio similar acontece no tratamento anticâncer: um mesmo tipo de tumor pode ter características genéticas diferenciadas, o que vai interferir tanto na eficiência da terapêutica quanto na evolução da doença. Em outras palavras, quanto mais específico for o alvo, mais certeira será a arma usada contra ele. Na busca por decifrar as particularidades do tumor, quem faz às vezes de bússola são os chamados biomarcadores, moléculas encontradas em diversas partes do corpo. "Biomarcador é uma substância ou fator biológico que pode ditar o tratamento ou o prognóstico de uma doença", resume Caponero. O câncer de pulmão possui alguns biomarcadores importantíssimos, como uma alteração genética chamada EML4-ALK, que atinge principalmente pacientes jovens e não fumantes. "É como se duas letras de uma palavra fossem trocadas e, a partir daí ela passasse a ter um novo significado", exemplifica o oncologista Katz.

A boa-nova - uma droga denominada crizotinibe consegue inibir o gene que provocou essa alteração. O resultado foi que quase 95% dos pacientes testados apresentaram redução em seus tumores, motivando as autoridades dos Estados Unidos a liberarem seu uso antes mesmo que todas as pesquisas fossem finalizadas.

OPÇÃO PARA O CÂNCER GASTROINTESTINAL Estudos contra a reincidência do câncer gastrointestinal saíram igualmente vitoriosos em 2011. Uma pesquisa com pacientes que já haviam passado pela cirurgia de retirada de tumor mostrou que três anos de tratamento com o medicamento Imatinib Mesylate, foram mais eficientes que apenas um ano de tratamento (padrão atual nos Estados Unidos). "O Imatinib inibe a ação de um receptor da membrana celular chamado c-KIT. Quando está ativado, o c-KIT deflagra uma proliferação desordenada das células presentes no sistema gastrointestinal", destaca o especialistaTeixeira.

Fonte: Viva Saude.

Cuidado paliativo, qualidade de vida
Centenas de pessoas são diagnosticadas com metástase todos os anos, caracterizada pela disseminação de tumores em outros órgãos do corpo. Nos casos em que a cura não é possível, a prioridade é aumentar a qualidade de vida do paciente. E é aí que entram os cuidados paliativos, que visam aliviar a dor e oferecer suporte para que eles vivam ativamente até o final da jornada. Em 2011, duas pesquisas significativas sobre o assunto foram categóricas: doentes terminais que passaram suas últimas semanas em casa tiveram menos dor e mais tranquilidade do que aqueles internados em hospitais. "Os aspectos emocionais podem influenciar drasticamente nos sintomas", reitera o oncologista Caponero. O suporte domiciliar atuou positivamente na sobrevida e ainda diminuiu o impacto da perda na família.

domingo, 28 de outubro de 2012

Feijão, morango e outros 12 alimentos na prevenção ao câncer de mama

Dieta saudável e exercício físico evitariam 14 mil casos de câncer de mama por no no Brasil. Veja quais alimentos priorizar na dieta.

Outubro foi escolhido como o mês de conscientização sobre o câncer de mama, uma das doenças mais letais entre as mulheres. Para os oncologistas, a primeira mudança indicada para o chamado “Outubro Rosa” está na alimentação.

Outubro rosa alerta sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama

As pesquisas sobre os efeitos da dieta saudável na prevenção dos tumores já estão consolidadas. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) o controle do peso e a substituição dos industrializados por alimentos saudáveis são capazes de reduzir em 28% os casos de câncer de mama. Fazendo as contas isso indica que, apenas em 2012, 14 mil novos casos da doença seriam evitados, já que são esperados 52 mil novos registros no ano.

Alimentação e exercícios: controle da obesidade reduz em 28% câncer de mama

A nutricionista da Clínica Mayo da Flórida (EUA), Sonia Murgueytio Jurado, elencou quais são os alimentos mais protetores contra o câncer de mama. Segundo ela, esses ingredientes são ricos em ligninas, flavonoides e licopenos. Além disso, ela orienta a reduzir o consumo de carne vermelha para apenas duas vezes por semana, utilizar o azeite de oliva no cozimento dos produtos e apostar nas comidas frescas e não industrializadas. Outra dica é colocar frutas em todas as refeições, seja na salada ou sobremesa.

Fonte: IG Saúde.