quinta-feira, 12 de outubro de 2017

No Twitter: quatro mentiras e uma verdade sobre o câncer de mama

No Brasil, 79 em cada 100 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de mama por ano. Esse tipo de câncer é três vezes mais comum do que os de cólon e reto e é onze vezes mais frequente do que os linfomas.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que 57.960 mulheres serão acometidas pela doença no ano de 2017. O chamado Outubro Rosa é um movimento internacional e popular que busca conscientizar a população para a importância de detectar a doença o quanto antes. A Lupa se juntou à campanha e monitorou frases – curiosas e estranhas – ditas sobre esse assunto no Twitter. Em parceria com o hospital Albert Einstein, verificou o que é verdade e o que é mentira.

“Perguntei se podia por piercing no seio para a minha avó, e ela respondeu: ‘Quer ganhar um câncer de mama?’” (postado no Twitter)
Não existe relação entre câncer de mama e piercing. O que pode ocorrer é uma inflamação local e até uma infecção, mas nunca o surgimento de um tumor. As próteses de silicone também não aumentam o risco de câncer.

Pesquisadores em Los Angeles, na Califórnia, acompanharam 3.182 mulheres com implantes mamários por mais de 14 anos e mostraram que estas pacientes não apresentaram diferença na incidência da neoplasia. Portanto, os implantes mamários podem ser utilizados com segurança tanto em pacientes que desejam cirurgia estética, quanto naquelas com história pregressa de doença mamária.


“O tamanho do seio influencia na probabilidade de ter câncer de mama” (postado no Twitter)
O tamanho da mama não é considerado um fator de risco para o surgimento do câncer. É comum também uma mama ser um pouco maior do que a outra. Estatisticamente, sabe-se que a mama esquerda é um pouco maior, sem que isso acarrete um aumento da  probabilidade de se desenvolver alguma doença. No entanto, a obesidade, que normalmente está relacionada a um número de sutiã grande, é, sim,  um fator de risco para o desenvolvimento de tumores.


“Minha tia caiu da escada, bateu o seio e teve câncer de mama” (postado no Twitter)
Um trauma mamário não tem a capacidade de causar câncer de mama por mais intenso que seja. O que acontece, na maioria das vezes, é que o trauma leva à preocupação com as mamas – o que faz a paciente realizar exames de rastreamento que podem detectar alguma lesão que já estava presente antes.


“Praticar sexo oral e engolir sêmen duas vezes por semana reduz o risco de câncer de mama” (postado no Twitter)
Não há nenhum estudo que correlacione essa prática com a diminuição do risco de câncer de mama. Os fatores comportamentais que podem reduzir o risco de câncer de mama são controle do peso, alimentação saudável e o consumo moderado de bebidas alcoólicas. No tocante às atividades físicas, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) reforça a importância da prática regular, independente de peso e idade. A caminhada, por exemplo, é recomendada a qualquer mulher – além de ser uma atividade fácil e não ter custo. O conjunto dessas ações contribui com uma redução em até 28% no risco de se desenvolver a neoplasia.


“Para cada 12 meses de amamentação, a mãe reduz 4,3% o risco de desenvolver câncer de mama” (postado no Twitter)
Os benefícios da amamentação têm sido reportados em muitos estudos. Uma grande análise agrupada de 47 estudos estimou que, para cada 12 meses de amamentação, existe 4,3% de redução do risco para o surgimento do câncer de mama. O efeito protetor da amamentação é devido ao atraso no restabelecimento dos ciclos ovulatórios. Quanto mais jovem for a mãe no período da amamentação, maior será o benefício.

As respostas foram elaboradas pelo mastologista Antônio Luiz Frasson, Prof. Adjunto Doutor – PUCRS e Titular no Núcleo de Mama do Centro de Oncologia do Hospital Albert Einstein (SP)

Fonte: Piaui

As informações e sugestões contidas neste blog são meramente informativas e não devem substituir consultas com médicos especialistas.

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Câncer de mama pode ser detectado de forma precoce e tratado com eficácia

Campanha destaca conscientização e autoexame; fatores de risco como obesidade, sedentarismo e uso de bebida alcoólica devem ser evitados

A importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama é o foco da campanha internacional Outubro Rosa. O nome da campanha remete à cor do laço que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, de empresas e entidades: o rosa. Durante todo o mês, monumentos por todo o País se iluminam com essa mesma cor.

A mobilização mundial também chama a atenção para dados alarmantes. No Brasil, as mulheres devem enfrentar, em 2017, 57.960 casos novos de câncer de mama, de acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O tipo de câncer é o mais comum entre as mulheres no mundo e o segundo no Brasil, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano no País. Em 2015, 15.403 mulheres morreram por conta do câncer de mama no Brasil.

Existem vários tipos de câncer de mama. Parte deles evolui de forma rápida. A maioria dos casos é acompanhado por perspectivas otimistas, se tratados de precocemente.



Autoexame

O Inca orienta que as mulheres façam a observação e a autopalpação das mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal, sem necessidade de uma técnica específica de autoexame ou de determinado período do mês.

Para o mastologista Marcelo Bello, além do autoexame, é importante conhecer os fatores de risco da doença. "Manter uma dieta saudável, estar dentro do peso ideal, praticar alguma atividade física e reduzir ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas podem reduzir bastante o risco de aparecimento da doença", afirma.


Rede pública

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016, foram realizados no Sistema Único de Saúde (SUS) 4,1 milhões de mamografias. A faixa etária prioritária, mulheres de 50 a 69 anos, representa a maior parte do atendimento: 2,55 milhões de exames.

A rede pública de saúde oferece assistência integral aos pacientes com câncer, desde diagnóstico, tratamento, acompanhamento até oferta de medicamentos. Os recursos destinados a esse atendimento cresceram 49% entre 2010 e 2016, chegando a R$ 3 bilhões ano passado.

Para tratar o câncer de mama, o SUS oferece cirurgias oncológicas (mastectomia, conservadoras e reconstrução mamária), radioterapia e quimioterapia. 


Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério da Saúde e do Inca

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terça-feira, 10 de outubro de 2017

'O pior já passou', diz jovem do DF que venceu câncer de mama aos 25 anos

Gabrielly de Oliveira participou de ensaio fotográfico durante tratamento, quando estava careca. Há dois meses, passou por mastectomia e agora comemora cura. 

A estudante Gabrielly de Oliveira fez ensaio fotográfico quando estava sem cabelos, por causa do tratamento contra o câncer de mama (Foto: Arquivo Pessoal) 

Um ano após a primeira sessão de quimioterapia, a brasiliense Gabrielly de Oliveira – que expôs a careca em um ensaio fotográfico publicitário durante o tratamento – comemora a cura do câncer de mama. O nódulo no seio apareceu em setembro do ano passado, quando Gaby tinha 25 anos. Ela passou por 16 sessões de quimio e, há dois meses, pela mastectomia. 

“O pior já passou. Daqui pra frente só melhora.”

 Retirar a mama foi a última das etapas e a mais dolorosa delas. Gaby disse ao G1 que apesar de sempre ter encarado a doença com otimismo, dois momentos tiraram dela o equilíbrio que se esforçava para manter. A queda do cabelo e a mastectomia.

O procedimento abalou ainda mais o emocional de Gaby, porque ela teve que passar pela sala de cirurgia duas vezes. Na primeira, recebeu a boa notícia de que precisaria retirar apenas a glândula e, por isso, o mamilo ficaria intacto. “Depois fizeram a biópsia e viram que eu correria perigo se não tirasse tudo.”

Há cerca de um mês, ela retornou ao hospital para finalizar o processo. “Vou esperar cicatrizar e ver se tem como fazer uma reconstrução depois.” Segundo a recomendação dos médicos, daqui a um mês ela pode voltar a fazer atividade física, mas apenas da cintura para baixo, como subir escadas.


“Eu era muito do esporte, eu fazia muay thai, musculação. Imagina você ficar em casa o dia inteiro, com academia no prédio e não poder sair da cama? Tinha dia que eu sonhava em sair correndo.” 


Rotina de volta


A mudança na rotina é o maior sinal de que Gaby venceu o câncer. Com o crescimento do cabelo, as toucas, bonés e lenços que usava para disfarçar a cabeça raspada voltaram para o fundo do armário. Agora, enquanto as raízes voltam a florescer, ela aproveita as mudança de fase do comprimento do cabelo.

“Tá um capacetinho, uns quatro dedos. Está até meio feinho, mas tenho que passar por isso. Boné e touca esqueci. Estou usando ele assim, normal, pra cima.”

A carreira profissional também voltou a ser prioridade. Durante os seis meses de quimioterapia, Gaby teve de fazer algumas pausas na faculdade de psicologia, mas conseguiu se formar e, agora, busca um espaço no mercado. “Comecei a entregar currículo de novo e a retomar a minha rotina.”

Recentemente, Gaby foi convidada por uma fotógrafa de Brasília para participar de outro ensaio. Desta vez, ela e mais sete mulheres que passaram pela mastectomia vão posar nuas. Além de chamar atenção para prevenção ao câncer, as fotos têm como objetivo mostrar a força destas mulheres e provar que a feminilidade não reside no mamilo. 

A estudante Gabrielly de Oliveira, na praia, durante tratamento contra o câncer (Foto: Arquivo Pessoal) 

Resistência que fortalece



A alimentação saudável e a mente positiva foram os grandes escudos na batalha contra o câncer, segundo Gaby. “A quimio te deixa muito mal, porque é muito forte. Qualquer coisinha você grita, qualquer inflamação de garganta é motivo pra te internar.” 

“Mas não dá para se entregar. Tem que ter fé acima de tudo e se alimentar mesmo não querendo.”

O apoio da família e a presença dos amigos no dia a dia também foram essenciais para que ela não se sentisse sozinha. “Durante o período, aconteceu tanta coisa na minha vida, que eu me ocupava com isso em vez de sofrer.”

“Não dá para desistir. Tem que ter força de vontade, pensamento positivo. Não se deixar abater. Se ficar deitada na cama, enfiada dentro de casa, realmente você adoece mais”, disse.

Na tentativa de não se render aos efeitos da quimioterapia, Gaby diz que se esforçou para manter o mínimo das atividades que costumava fazer antes de descobrir a doença. “Não era porque estava doente que eu não podia fazer nada. Saía de touca, de boné e as pessoas nem sabiam o que estava acontecendo comigo.”

“Até para festas eu ia. No início não dava, porque a imunidade era muito baixa, mas depois meus exames de sangue davam sempre resultados bons. Tudo o que fiz foi com a permissão dos médicos.” 


Depois de passar por todas as etapas, Gaby disse ao G1 que o câncer serviu de aprendizado e ainda brincou com os quilos que emagreceu durante o tratamento. “Ainda não consegui recuperar os 7 kg que perdi. Minhas roupas estão todas folgadas. Tô até querendo fazer um bazar.”

“Hoje vejo tudo isso como um aprendizado. Nós, mulheres que passamos pelo câncer, nos transformamos em outra pessoa

Para impedir o aparecimento de novas células cancerígenas, Gaby deve tomar pelos próximos cinco anos um remédio chamado Tamoxifeno, cuja substância inibe o desenvolvimento da mama, porque é incompatível com o receptor do hormônio feminino estrógeno.

“É como se fosse uma continuação mais leve da quimio. Você para de produzir os hormônios, para de menstruar e entra na menopausa. Mas os médicos dizem que depois tudo volta ao normal.”

Durante as primeiras semanas de medicação é normal sentir alguns efeitos colaterais, como enjoos, dores de cabeça e mal estar. Para Gaby, no entanto, os incômodos servem apenas para lembrar quem venceu a guerra. 

Estudante de Brasília fez ensaio fotográfico durante tratamento contra o câncer de mama (Foto: Hugo Barreto/Divulgação) 

Fonte: G1.

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Câncer de mama: novas terapias melhoram a vida das pacientes e futuro é promissor






O desafio dos pesquisadores agora é manter a alta taxa de cura para o câncer de mama usando menos medicamentos

Você conhece alguém que tem ou teve câncer de mama? Esse tumor maligno se desenvolve na mama a partir de alterações genéticas em algum conjunto de células, que passam a se dividir descontroladamente. Assim, ocorre o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto quanto dos glóbulos.

Esse é o tipo mais comum de câncer entre as mulheres no Brasil e no mundo, depois apenas do câncer de pele não melanoma. Entre o total de novos casos de cânceres em mulheres, cerca de 28% dos diagnósticos são de tumores de mama. Os homens também podem ter a doença, mas o número é bem menor do que o delas: apenas 1% deles apresentam esse câncer. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma em cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade.

Em geral, a doença surge após os 35 anos e, a partir dai, a incidência começa a crescer progressivamente, em especial após os 50 anos, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer - INCA. A estimativa de novos casos de 2016 foi de 57.960. Já as mortes pela doença somaram 14.388, sendo 181 homens e 14.206 mulheres.

Avanços trazem novas chances de cura e qualidade de vida


Apesar de os números assustarem, a perspectiva de tratamento e cura é cada dia mais positiva, o que faz com que pacientes e médicos sejam bastante otimistas. "O tratamento do câncer de mama tem evoluído drasticamente, é impressionante como melhorou em vários cenários. Hoje as cirurgias são muito menores e com um resultado muito bom", diz o oncologista Daniel Gimenes, do Centro Paulista de Oncologia.

Para a mastologista Karina Patrício Infante, diretora clínica do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, o cenário também é positivo. "Temos cada vez mais tratamentos individualizados, é analisado caso por caso, as terapias, em geral, são prescritas para cada tipo de doença. Antigamente tínhamos um tipo de quimioterapia para todos pacientes", lembra ela. Abaixo, conheça algumas das terapias mais recentes para o câncer de mama e outras técnicas utilizadas no tratamento para que os pacientes convivam com a doença com mais conforto e bem-estar:

Ribociclib


"Temos duas grandes novidades que apareceram nos últimos anos para o câncer de mama. Existe um grupo de medicamentos inibidores de ciclina que estão disponíveis em outros países e no Brasil ainda aguarda aprovação. Entre o fim de 2017 e o começo do ano que vem eles já devem estar disponíveis", revela a oncologista clínica Laura Testa, do Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira - ICESP.

O ribociclib é um desses medicamentos. Ele recebeu no começo de 2017 a aprovação da Food and Drugs Administration, reguladora de medicamentos americana, para ser um remédio de primeira linha contra o câncer RH+/HER2, no tratamento de tumores metastáticos. Em testes preliminares no estudo MONALEESA-2, feito pela Universidade do Texas, o uso do ribociclib junto com o medicamento letrozol foi capaz de reduzir em 44% o risco de evolução da doença e de mortalidade em comparação com a monoterapia com letrozol. Além disso, 53% dos pacientes com doença mensurável tratada com a dupla de medicamentos apresentou uma diminuição mínima de 30% do tumor.

Trastuzumabe


Produzido a partir de uma proteína do sistema imunológico, o trastuzumabe é um tipo de medicamento conhecido como anticorpo monoclonal. O método pode ser utilizado em mulheres com tumores que expressam a proteína HER2. Os tumores da mama que tem essa proteína em sua superfície tendem a se disseminar de forma mais agressiva. O trastuzumabe funciona se ligando a essa proteína HER2, retardando esse crescimento. Além disso, ele estimula o sistema imunológico a combater a doença com mais força.


Recentemente, o medicamento foi incorporado de forma mais ampla pelo Sistema Único de Saúde - SUS, por meio do Ministério da Saúde, passando a ser oferecido para pacientes e em casos de metástase. Esse remédio, que chega a custar R$ 10 mil cada dose, é usado no tratamento do câncer de mama subtipo HER2+, o mais agressivo e que afeta um quinto das mulheres com a doença. "No uso desse medicamento na doença já avançada, com metástase, é possível notar muitos benefícios. É comum ter respostas fantásticas, tenho pacientes que há 10 ou 15 anos teriam falecido, mas hoje eles têm outra opção", diz Gimenes.

Palbociclib


"Para os cânceres luminais, o avanço está na doença com metástase. Deve chegar um remédio novo, o palbociclib, que agregou muitos benefícios na hormonioterapia com metástase. É um comprimido que vem para substituir a quimioterapia", revela Gimenes. A Food and Drug Administration aprovou esse medicamento com base nos resultados dos testes no estudo PALOMA-2. No Brasil, ainda não há a aprovação.

Em 2015, o medicamento teve aprovação do FDA em combinação com letrozol. Já em 2016, teve uma segunda indicação: o tratamento de câncer de mama RH+, HER2 ou avançado ou metastático em combinação com fulvestrant em mulheres com progressão da doença após a terapia endócrina. Atualmente, ele é o tratamento de combinação oral de primeira linha aprovado pela FDA para câncer de mama HR +, HER2-metastático.

Imunoterapia


"Aprovada para outros tipos de câncer, a imunoterapia mudou o paradigma de muitas doenças, mas em câncer de mama ainda estamos aprendendo quais pacientes terão o benefício. Ainda não entendemos quais são os que mais vão se beneficiar", explica Laura. A imunoterapia para o tratamento do câncer é, de uma forma bem simples, uma maneira de combater o problema utilizando o próprio sistema de defesa do corpo para atacar as células do câncer. Normalmente, o comportamento do tumor determina se será necessário tratamento e qual, uma vez que cada tipo de câncer pode responder melhor ou pior a um tipo de tratamento.


Alguns tipos de câncer são capazes de driblar o sistema imunológico usando uma espécie de "camuflagem" para não ser notado, ou então "desligando" os mecanismos do corpo responsáveis por identificar que há algo errado com aquela célula. O tratamento dá ferramentas para o sistema imune enxergar essas células e combatê-las mais fortemente, por meio de medicamentos orais ou injetáveis.


Oncoplastia


Não está diretamente envolvida no tratamento, mas a oncoplastia tem muito a oferecer para as pacientes quando o assunto é bem-estar e autoestima. As técnicas de reconstrução da mama trazem uma nova esperança de retomada da vida normal para as pacientes. "O que tenho visto nos últimos anos é a incorporação da oncoplastia cada dia mais comum, com resultados cada vez mais impressionantes. Antigamente, isso era feito cerca de dois ou até cinco anos depois da mastectomia e hoje isso é pensado muitas vezes no primeiro ato da cirurgia", alerta Gimenes.


Crioterapia


A crioterapia capilar é a forma utilizada atualmente para evitar a queda dos cabelos durante a quimioterapia. "Esse não é o ponto mais importante do tratamento, longe disso, mas posso afirmar que nunca vi tanta felicidade nos últimos 20 anos por causa dessa técnica. O fato da pessoa fazer o tratamento e não perder o cabelo acaba minimizando o estigma, o sofrimento, a parte social, hoje ela não precisa se esconder", relata o especialista do CPO.

Menos efeitos colaterais na quimio


Por mais que eles ainda existam, hoje os efeitos colaterais da quimioterapia já foram muito minimizados. "Os tratamentos que incorporamos no dia a dia são espetaculares. A chance de náuseas e vômitos diminuiu absurdamente, anos atrás era necessário até internar para inibir os vômitos, mas hoje melhorou muito", conta Gimenes. Ele também afirma que hoje existe um risco muito menor, quase raro, de infecções e de internações por alguma complicação. A qualidade de vida aumentou muito para as pacientes e a perspectiva é de que essa progressão continue.

Medicina integrativa


Também se populariza cada vez mais o uso da medicina integrativa como forma de agregar qualidade de vida para a nova rotina dessas mulheres, que agora convivem com a doença. "O tratamento de suporte é fundamental para ajudar as pacientes e incentivamos muito todas as formas de cuidado", diz Laura.


"Essa linha vem agregando muito, principalmente a ioga. Temos pacientes para os quais indicamos a acupuntura, por exemplo, para aliviar os sintomas da doença. Essas estratégias podem somar bastante e crescem a cada dia", conta Gimenes. "Outro enorme avanço é que atividade física virou prescrição, tem que fazer. Isso, claro, dentro das condições da paciente, mas é possível e é desejável. Parece algo bobo, mas temos dados consistentes sobre o aumento da chance de cura e melhora da expectativa de vida dessas pacientes", completa ele.

O que esperar para os próximos anos?


Uma coisa que os especialistas concordam de forma unânime é que o futuro do tratamento do câncer de mama é bastante promissor. "Enquanto não tivermos todas curadas, não vamos descansar. É fundamental reforçar os trabalhos de prevenção, orientar sobre o que fazer para não ficar doente. Em um futuro próximo teremos mais medicamentos, mas nós, pesquisadores, temos que continuar procurando outras alternativas que não sejam apenas os remédios", ressalta Laura.


"São realizadas muitas pesquisas aqui no Brasil, internacionais, temos pacientes com protocolos para custeamento de voos para análises fora do país, fazemos a biópsia e mandamos o fragmento para fora, existem muitos medicamentos novos. O cenário é muito bom", reforça Karina.

Fonte: Minha Vida

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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Cientistas encontram bactéria ligada ao câncer de mama

Estudo compara a composição bacteriana no tecido mamário saudável em relação ao tecido com câncer

Em um estudo recente, pesquisadores da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, descobriram diferenças na composição bacteriana do tecido mamário de mulheres saudáveis em comparação a mulheres com câncer de mama. A equipe de pesquisa descobriu pela primeira vez que o tecido mamário saudável contém mais espécies de bactérias Methylobacterium, uma descoberta que poderia oferecer uma nova perspectiva na luta contra o câncer de mama.

As bactérias que vivem no corpo, conhecidas como microbioma, influenciam muitas doenças. Pesquisadores já suspeitavam que um "microbioma" existisse dentro do tecido mamário e que ele desempenhava um papel no câncer de mama, mas ainda não tinha sido traçado em detalhe. A equipe de pesquisa deu o primeiro passo para a compreensão da composição das bactérias no câncer de mama, descobrindo várias diferenças microbianas no tecido mamário saudável e cancerígeno.

O estudo examinou os tecidos de 78 pacientes submetidos a mastectomia para carcinoma invasivo ou cirurgia de mama estética eletiva. Além disso, eles examinaram a saliva e a urina para determinar a composição bacteriana desses locais distantes no organismo. Além do achado de Methylobacterium, a equipe descobriu que as amostras de urina de pacientes com câncer tinham níveis aumentados de bactérias grampositivas, incluindo Staphylococcus e Actinomyces. São necessários mais estudos para determinar o papel que esses organismos podem desempenhar no câncer de mama.

"Se pudermos atacar bactérias pró-câncer específicas, podemos tornar o ambiente menos hospitaleiro para o câncer e melhorar os tratamentos existentes. Estudos maiores são necessários, mas esse trabalho é sólido primeiro para entender melhor o papel significativo dos desequilíbrios bacterianos no câncer de mama", diz Stephen Grobymer, autor principal e chefe de seção de Cirurgia Oncológica e diretor de Serviços de Mama na Cleveland Clinic.

Fonte: Minha Vida

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domingo, 1 de outubro de 2017

Johann Strauss II - The Blue Danube Waltz

Four Seasons ~ Vivaldi

IN MY lIFE - BEATLES -LEGENDADO PORTUGUÊS

Receita de smoothie de kale, cânhamo e abacate



Este smoothie é uma excelente escolha para os momentos em que você está procurando limpar e sentir luz, mas ainda precisa de substância suficiente para impulsioná-lo durante um dia atarefado.

As sementes de cânhamo são uma excelente fonte de proteína vegetal, fornecendo todos os aminoácidos essenciais que seu corpo não pode fabricar por conta própria. O cânhamo também é uma fonte rica de ácidos graxos essenciais - omega-3 e omega-6 - que suportam o ótimo funcionamento de seus sistemas cardiovascular e nervoso. Contrariamente ao mito popular baseado na origem comum do cânhamo e da maconha, é praticamente impossível testar positivo para o consumo de maconha de comer uma pequena quantidade de sementes de cânhamo em uma base regular.

Kale é indiscutivelmente um dos melhores alimentos da natureza para evitar câncer de cólon, mama, bexiga, ovário e próstata. Isto é em grande parte devido a isotiocianatos de prevenção de câncer que seu corpo fabrica a partir de glucosinolatos que são abundantes na couve. Os isotiocianatos facilitam a desintoxicação celular a um nível genético, e é por isso que a couve é uma excelente escolha para os programas de limpeza.

Os abacates são bem conhecidos por seu alto teor de luteína que suporta uma visão saudável. Eles também são extremamente ricos em antioxidantes carotenóides adicionais; não apenas beta-caroteno, mas outros como alfa-caroteno e zeaxantina que possuem propriedades anti-inflamatórias significativas. Apenas certifique-se de obter a maior parte da carne verde escura possível ao descascar ou escavar seus abacates, já que é onde a maioria de seus carotenóides vivem. E não se assuste com o alto teor de ácidos graxos dos abacates - desde que você esteja comendo principalmente com alimentos minimamente processados ​​e levando um estilo de vida relativamente ativo, as gorduras naturais do abacate irão melhorar a sua saúde e não levará a pessoas insalubres ganho de peso.


Faz quatro porções de 12 onças

Ingredientes:

4 folhas de couve médias a grandes, grosseiramente picadas ou rasgadas (melhor não usar hastes)
4 colheres de sopa de sementes de cânhamo
2 bananas médias, descascadas e cortadas em pedaços, de preferência congeladas
antes de fazer smoothie
1 abacate maduro e maduro, descascado e grosseiramente cortado em pedaços
Splash (uma colher de sopa) de suco de limão
5-6 datas (pits removidos)
4 xícaras de leite de amêndoa

Instruções:

Para facilitar a mistura, é melhor colocar a couve em seu liquidificador primeiro e o leite de amêndoa por último.


Misture e aproveite este maravilhoso smoothie para melhorar a saúde.







Fonte: Dr. Ben Kim. (tradução google)


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Receita de sopa anti câncer de abóbora japonesa (cabotía)


Eu chamei essa sopa de anti câncer dado que ela contém um elevado teor de nutrientes que ajudam a combater o câncer, tais como carotenóides, vitamina A, vitamina C e manganês. Para além disso, é também uma boa fonte de vitaminas do complexo B e ácidos graxos ômega-3, o que faz dessa sopa uma excelente opção para proteger o seu coração e vasos sanguíneos.

Então para preparar essa sopa anti câncer você vai precisar de:
1 abóbora japonesa
2 batatas doces
2 alho-poró
1 cebola amarela
2 cenouras
Caldo de legumes
Azeite extra-virgem
Alho ou gengibre
Sal marinho e pimenta


– Comece por lavar bem a abóbora japonesa e as batatas. Corte a abóbora japonesa em quartos, as batatas doces em rodelas (com aproximadamente 2cm), e leve ao forno a 200ºC para assar durante 50 a 60 minutos ou até que abóbora e a batata-doce fiquem tenrinhas.

– Enquanto a abóbora e as batatas estão assando, lave bem seus alhos-poró para remover a sujeira que normalmente está embutida dentro das camadas mais profundas. Uma maneira fácil de fazer isso é cortar o alho-poró ao meio, depois cortar ele longitudinalmente, e colocar em água corrente durante alguns segundos. Agora pique os alhos-poró, as cenouras e a cebola, e refogue em azeite extra-virgem em fogo médio por cerca de 15 minutos, ou até que tudo esteja bem macio. Junte alho ou gengibre a seu gosto e tempere com sal marinho e pimenta, mexendo bem.

– Quando o assado estiver pronto, deixe arrefecer um pouco e retire as peles da abóbora e das batatas. De seguida, junte a abóbora e a batata doce ao refogado.
– Agora adicione três xícaras de caldo de legumes. Transfira todos os ingredientes para um liquidificador e bata bem até obter um purê cremoso. Se você desejar adicionar sabor e textura extra, espalhe por cima coentros frescos ou fatias de abacate.

Fonte: Dieta Alcalina

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O poder dos suplementos no combate e prevenção do câncer


Outubro chegou e sabemos o quanto é importante esse período para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. O mês é celebrado com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização da detecção precoce da doença. E falando informação, combate e prevenção do câncer, você sabia que os suplementos vitamínicos são poderosos para diminuir a incidência de alguns tipos de cânceres e até melhorar melhorar o quadro geral do paciente que está em tratamento?

Estudos comprovam que a vitamina D, por exemplo, queridinha do momento está relacionada a 14 tipos diferentes de cânceres, incluindo próstata, mama e cólon. “Pessoas com baixo índice da vitamina D tem 17% de chances a mais de incidência de câncer no pulmão em comparação com pessoas com nível normal da vitamina. Já a redução da incidência de câncer de mama em pessoas do mesmo grupo pode chegar a 77%“, ressalta o médico e nutrólogo Dr. Renato Lobo. Os níveis baixos de vitamina D na população em geral está relacionado principalmente à falta de exposição ao sol. “O recomendado é a exposição descoberta durante 30 minutos por, pelo menos, três vezes na semana”, explica o médico. Outro dado impressionante com relação à vitamina D é a redução de até 94% no risco de ter metástase por conta do câncer de mama. “Além disso, níveis normais de vitamina D ajudam a melhorar o prognóstico de alguns tipos de câncer, como o melanoma, que é o câncer de pele; reduz os efeitos da quimioterapia, como a mucosite; reduz a fadiga; a caquexia, que é o estado de perda muscular; e, inclusive, a dor e a inflamação provocados pelo tratamento“, afirma Dr. Lobo.


Outra suplementação importante para prevenção do câncer de mama, próstata, pulmão e cólon é o de selênio, que é encontrado em alimentos como castanhas, nozes, linhaça, entre outros. Estudos que compararam pacientes com níveis adequados com não adequados de nível de selênio verificaram uma redução em até 50% da mortalidade dos pacientes em tratamento do câncer. “O selênio tem um efeito direto no combate ao tumor e ainda ajuda a reverter a resistência ao tratamento do câncer, que é muito comum. Há muitos pacientes que precisam trocar de tratamento pela resistência das células cancerígenas. O selênio é bom justamente para reverter essa resistência e também reduz efeitos do tratamento, como diarreia e a dificuldade para deglutir.”, explica Dr. Renato Lobo. Segundo o médico os pacientes oncológicos normalmente têm níveis baixos de selênio, em torno de 70. O ideal é entre 110 e 130.

A Vitamina C também é a outra vitamina que tem sido cada vez mais estudada com relação ao câncer. “As células tumorais são muitos sensíveis à oxidação. Altas doses de vitamina C, que é antioxidante, provocam a oxidação das células cancerígenas. Índices normais de vitamina C em pacientes com câncer de mama reduz a mortalidade em 44% em decorrência da doença e o índice de recorrência desse tipo de câncer reduz em 38%. Há, inclusive, casos de cura da metástase com o uso de altas doses de vitamina C, totalmente natural.”, conta Dr. Renato.



Ainda uma quarta substância que tem demonstrado muito eficácia no combate a alguns tipos de cânceres é o DIM (Diindolilmetano), complexo encontrado nos vegetais crucíferos, como Repolho, couve, couve-flor e brócolis e também o wasabi, muito utilizado na culinária japonesa. “A substância tem um efeito anti inflamatório e de auto destruição de algumas células cancerígenas. Muitos médicos pedem a suplementação, pois para atingir os níveis adequados do completo seria necessário consumir pelo menos meio quilo de vegetais crus, o que é praticamente infactível“, explica Dr. Lobo.

E quando o assunto é câncer e novos estudos, não podemos deixar de citar a metformina. A medicação, conhecida há anos pelos médicos e pelos pacientes com diabetes, é a primeira droga indicada no tratamento do diabetes tipo 2 – aquela relacionado à idade e ao sobrepeso – e para “pré diabetes”. “Foi demonstrado que ela reduz a chance de desenvolver câncer de cólon e quando usada por pacientes com câncer de mama, antes da cirurgia, a resposta ao tratamento é muito melhor“, conta o médico.

Em agosto deste ano, pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, fizeram uma análise de diversos estudos já publicados envolvendo essa medicação e descobriram que pacientes diabéticos que faziam uso da metformina apresentaram 6% a menos de chance de desenvolver câncer que pacientes que não apresentavam diabetes. Além disso, os que usavam essa medicação apresentaram uma mortalidade 28% menor da que foi apresentada pelos pacientes com diabetes, mas que usavam outros tipos de medicação. Um dos mecanismos propostos é o efeito anti-inflamatório da droga, o estímulo à resposta imunológica e a redução da entrada de glicose nas células cancerígenas, o que tira sua fonte de energia e contribui para a morte delas.

Fonte: Jornal Joseense

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