terça-feira, 21 de maio de 2013

Expectativa de vida de mulheres com câncer de mama triplica em 10 anos

A expectativa de vida das mulheres com câncer de mama triplicou nos últimos 10 anos, segundo um estudo do Centro Oncológico MD Anderson da Universidade do Texas (EUA) que constatou que 88% das vítimas da doença vivem pelo menos cinco anos após o diagnóstico - há uma década, esse percentual era de 27%.
O dado promissor foi revelado em entrevista à Agência Efe por Gabriel Hortobagyi, diretor do Programa de Pesquisa em Câncer de Mama do centro médico americano após participar na última semana de uma conferência sobre o tema nas cidades espanholas de Madri, Valência e Barcelona.
Hortobagyi explicou que a expectativa de vida de mulheres com a doença aumentou de forma "espetacular" na última década, até o ponto que este tipo de câncer pode perder em breve o segundo lugar na classificação de tumores letais mais comuns.
O pesquisador citou a conquista no uso de fármacos contra determinadas moléculas de tumor que impulsionam o desenvolvimento da doença. Ele citou a descoberta do biomarcador HER 2, um dos primeiros passos no tratamento de tumores sólidos. "Graças ao trastuzumab (seu nome comercial é Herceptin) e a outros remédios que foram desenvolvidos posteriormente, a sobrevivência das pacientes com tumores HER 2 positivos fez com que passassem de ser o subtipo de pior previsão a quase ser o de melhor", precisou.
Hortobagyi afirmou que algo similar aconteceu com outros tumores, embora "talvez não na mesma proporção", como ocorre com a leucemia, que é curada em quase todos os casos, mas também em outros processos oncológicos como o câncer colorretal, o de rim ou o melanoma, com progressos "muito significativos".
O mais importante, na sua opinião, é que esse avanço ocorreu graças à pesquisa, e os dados obtidos foram utilizados em parte pela indústria farmacêutica para desenvolver novos tratamentos. "O certo é que com os conhecimentos que temos hoje em dia e os recursos necessários, o progresso nos próximos 20 anos vai ser ainda maior. Sou muito otimista", enfatizou.
Levando em conta que os avanços cada vez se dirigem a subtipos mais concretos de pacientes, o pesquisador ressaltou que "os critérios das agências reguladoras - como a FDA nos EUA ou a EMA na Europa - têm que mudar", da mesma forma que os da comunidade científica. "Não podemos esperar que as agências nos deem simplesmente um cheque em branco", disse Hortobagyi.
Ele ressaltou que um dos temas mais relevantes da medicina personalizada é o desenvolvimento e a validação de biomarcadores, de estudos ou teste que permitam identificar um subgrupo de pacientes que serão beneficiados com um medicamento e quais não. "Até o momento não fomos muito bem, já que não contamos com conquistas maciças neste campo. No caso concreto do câncer de mama, nos últimos 50 anos foram propostos mais de 800, mas só 4 ou 5 biomarcadores foram validados", afirmou.
Hortobagyi confia que as agências avaliarão que o investimento de uma companhia para desenvolver um medicamento é "muito considerável", de até US$ 2 bilhões. "Há dez anos era mais ou menos a metade, mas como cada vez são necessários estudos mais amplos e detalhados, com objetivos definitivos, aumentou ainda mais o custo", advertiu.

Fonte: Terra Saúde.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Exercício aeróbico reduz risco de cancro da mama


Exercício aeróbico reduz risco de cancro da mama
O exercício físico pode reduzir o risco de desenvolvimento de cancro da mama ao alterar a forma como os estrogénios - hormonas sexuais femininas - são "decompostos", transformando-se em "subprodutos" bons para a saúde que contribuem para prevenir o aparecimento da patologia.
 
A conclusão é de um grupo de investigadores norte-americanos da Universidade de Minnesota, que descobriu que as mulheres que praticam atividade física - em particular exercício aeróbico - de forma regular produzem "subprodutos" dos estrogénios diferentes daquelas que levam uma vida saudável e que é aí que pode estar o segredo da prevenção.
 
"Várias investigações têm sugerido que a atividade física reduz o risco de cancro da mama, mas não há estudos clínicos que expliquem o porquê. O nosso é o primeiro estudo a provar que o exercício aeróbico influencia a forma como o organismo decompõe os estrogénios para produzir uma maior quantidade das substâncias boas que diminuem a probabilidade da doença", explica Mindy Kurzer, que coordenou o trabalho, em comunicado.
 
Os investigadores levaram a cabo um ensaio clínico (que recebeu o nome de Women In Steady Exercise Research - WISER) envolvendo 391 mulheres jovens, saudáveis, sedentárias e na pré-menopausa. As participantes foram divididas em dois grupos consoante a idade e o índice de massa corporal: 179 ficaram num grupo de controlo e 212 no grupo de intervenção.
 
As mulheres do grupo de controlo mantiveram o estilo de vida sedentário ao longo de todo o estudo, ao passo que as restantes passaram a cumprir 30 minutos diários de exercício aeróbico (moderado a vigoroso) cinco vezes por semana durante 16 semanas.
 
Durante o processo, os especialistas foram ajustando a intensidade do exercício às caraterísticas de cada voluntária para que o ritmo cardíaco máximo fosse uniforme entre todas as participantes. Além disso, recolheram amostras diárias de urina nos três dias antes e depois do estudo.

Mecanismo por trás do fenómeno está por descobrir
 
A equipa mediu, então, os níveis de três tipos de estrogénios e nove dos seus "subprodutos" - os chamados metabolitos - nas amostras de urina, tendo observado que aquelas que se exercitavam regularmente produziam mais 2-OHE1 e menos 16alpha-0HE1, o que aparece associado à redução do desenvolvimento de cancro da mama. Nos casos em que não existiu prática de exercício, não houve alterações.
 
"O exercício, que, como sabemos, melhora a aptidão física e a saúde do coração, também ajuda, portanto, a prevenir o cancro da mama, alterando o metabolismo do estrogénio", afirma Kruzer, defendendo, porém, que "é muito importante decifrar os mecanismos biológicos por trás deste fenómeno".
 
O seguimento do estudo, publicado na revista científica Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, da American Association for Cancer Research, vai passar pela realização de ensaios semelhantes em mulheres com elevado risco de desenvolver a doença, que contarão com a colaboração de especialistas da Universidade da Pensilvânia.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Modelo com câncer de mama usa redes sociais para enfrentar a doença


Flávia se fantasia e publica fotos na internet para melhorar autoestima e ajudar outras mulheres


A modelo Flávia Flores, de 35 anos, de Santa Catarina, usa as redes sociais para enfrentar o câncer de mama.

Com muito bom humor, ela publica fotos na internet, fantasiada de personagens do cinema. Segundo ela, a intenção é levantar sua autoestima.

Além de modelo, Flávia também trabalhou como professora de manequim e figurinista durante vinte anos. Quando pensou em largar a profissão, ela recebeu a notícia de que estava com câncer.

No início do tratamento, Flávia se submeteu a uma mastectomia (retirada dos seios). Já com a quimioterapia, ela perdeu os cabelos, cílios e sobrancelhas.

Apesar de tudo, a modelo não deixou de lado a feminilidade. Hoje, pelas redes sociais, ela ajuda outras mulheres a enfrentar os efeitos colaterais (perda de memória, dores de cabeça) do câncer de mama.

— Eu quero ensinar esse grupo a cuidar da beleza para se tornarem mulheres mais resolvidas com a vida.

Apesar do câncer de mama, modelo nunca perdeu a feminilidade.


domingo, 28 de abril de 2013

Duas xícaras de café por dia reduz pela metade risco de câncer de mama reaparecer, segundo pesquisa

Cafeína combinada com medicação colabora na prevenção da doença, segundo especialistas


Beber duas xícaras de café por dia reduz pela metade o risco do câncer de mama voltar em pacientes que já tiveram a doença, de acordo com um novo estudo da Universidade de Lund, na Suécia. A informação foi publicada no Daily Mail nesta sexta-feira (26).
De acordo com a publicação, o café aumenta o efeito do remédio tamoxifeno, usado no tratamento da doença.
Para chegar a esta conclusão, os especialistas observaram o desenvolvimento do câncer de mama em 600 pacientes da região sul da Suécia durante durante um período de cinco anos. Cerca de 300 mulheres tomaram esta droga, que é prescrita em casos pós cirúrgicos.
Maria Simonsson, estudante de doutorado em oncologia na Universidade de Lund, disse que o índice de volta da doença entre os pacientes que tomaram a pílula junto com duas ou mais xícaras de café por dia foi menor.
Pesquisadores da mesma universidade já haviam ligado o consumo de café a um menor risco de desenvolver certos tipos de câncer de mama. Segundo eles, a cafeína tem demonstrado que ajuda a impedir o crescimento de células cancerosas.
Segundo a equipe, este estudo envolvendo o papel do café na prevenção e tratamento do câncer sublinha a necessidade de mais pesquisas, de acordo com a equipe.
Fonte: R7 - Saúde.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Mulher que lutou contra câncer posta foto de topless e faz sucesso na web


Imagem fez da canadense um símbolo de coragem entre as pacientes de câncer de mama.

O CLIQUE COMPARTILHADO POR KELLY EM SUA PÁGINA PESSOAL (Foto: Reprodução/Facebook)


Uma mulher que luta contra o câncer desde criança compartilhou no perfil de Facebook "Why We Ink" (exclusivo sobre memórias e tatuagens de quem enfrenta a doença) uma foto em que aparece de topless, revelando assim a tatoo com desenho de fadas que fez após a retirada dos seios. O clique de Kelly Davidson, 34 anos, está fazendo sucesso na web: desde que foi postado no início de abril, quase 100 mil pessoas compartilharam e mais de 700 mil seguidores curtiram. Os números indicam que Kelly tornou-se um exemplo de superação.

"Esse desenho é a minha medalha de honra e de força. Isso me lembra todos os dias da batalha que superei. Ganhei esta guerra e sei que vou vencê-la completamente", disse a canadense ao "Toronto Star". O histórico de Kelly com a doença começou aos 11 anos e, desde então, enfrentou três tipos: Hodgkin, câncer de mama e de tireóide. Aos 28 anos, teve que fazer uma mastectomia dupla. "Obviamente é devastador para qualquer pessoa perder os seios que, para a sociedade, nos definem como homens ou mulheres. Mas, no meu caso, eu abracei o destino", explicou ela ao jornal.

Ao invés da cirurgia reconstrutiva, Kelly optou por algo que a fizesse lembrar da vitória e tatuou a região afetada. "O desenho define a forma como eu chutei o balde. Meus seios não definem minha sexualidade. A fada me retrata e as borboletas ao redor representam o câncer que voou para longe. É uma metamorfose, tranformação do meu novo corpo", afirmou para a publicação, completando que "a doença não vai derrubá-la e que, se voltar, será banida novamente". 








segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pesquisadores da Unicamp desvendam papel de proteína em metástase


Agência FAPESP – Assim como os tecidos e órgãos humanos, os tumores são formados por agrupamentos de células que aderem e interagem umas com as outras. Se a adesão e a interação entre as células tumorais eventualmente for fraca, maior é a probabilidade de elas se soltarem e migrarem para outros órgãos e tecidos e dar origem à metástase (propagação de um câncer).
Pesquisadores do Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemocentro) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Sangue (INCT Sangue),apoiado pela FAPESP, desvendaram o papel desempenhado por uma proteína – chamada ARHGAP21 – nesses processos de adesão e migração celular.
Os resultados da pesquisa ganharam a capa do The Journal of Biological Chemistry, editado pela Sociedade Americana de Bioquímica e Biologia Molecular, e podem contribuir para o desenvolvimento de técnicas que possibilitem inativar essa proteína nas células tumorais para impedir o surgimento de metástases.
“O grande problema de um tumor é a metástase. Se conseguirmos bloqueá-la, será possível impedir a propagação de células cancerosas para outros órgãos e aumentar a chance de cura”, disse Karin Spat Albino Barcellos, primeira autora do artigo, à Agência FAPESP.
Barcellos conta que a ARHGAP21 foi sequenciada e descrita pela professora Sara Teresinha Olalla Saad, coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) do Sangue, durante o Projeto Genoma Humano do Câncer, realizado pela FAPESP em parceria com o Instituto Ludwig e concluído em 2002. Ainda não se sabia, no entanto, qual era o papel desempenhado pela proteína nas células.
Nos últimos anos, durante um Projeto Temático coordenado por Saad, Barcellos e outros pesquisadores participantes do estudo descobriram que a ARHGAP21 regula o citoesqueleto (responsável por manter a forma das células e as junções celulares) e atua nas proteínas Rho-GTPases – grupo de aproximadamente 20 proteínas que regulam o movimento, adesão, migração e diferenciação das células.
“Vimos que as Rho-GTPases precisam da ARHGAP21 durante a formação da adesão célula-célula, e que a ARHGAP21 participa desse processo ao ficar entre as junções celulares e, depois de algumas horas que ele é concluído, ela vai embora. Por isso, ainda não tínhamos conseguido ver a presença da ARHGAP21 no processo de adesão célula-célula”, explicou Barcellos.
Para observar o comportamento da ARHGAP21 nos processos de adesão e migração celular, o grupo fez em laboratório um experimento que simula o desenvolvimento de uma metástase.
Denominada transição epitelial-mesenquimal, a técnica de simulação in vitro de metástase já era explorada por grupos de pesquisa em outros países, como os do Departamento de Fisiologia e Desenvolvimento Biológico da Brigham Young University em Utah, nos Estados Unidos.
Ao fazer um estágio em Utah com a reserva técnica de seu projeto de pós-doutorado, realizado com Bolsa da FAPESP, no âmbito do Projeto Temático coordenado por Saad, Barcellos conheceu a técnica e decidiu replicá-la para analisar as funções da ARHGAP21em adesão e migração celular ao retornar ao Brasil.
Uma das hipóteses dos pesquisadores antes de iniciar o experimento era de que, como a ARHGAP21 tem um papel estratégico na adesão celular, ao retirá-la de células humanas tumorais de câncer de próstata durante os testes em laboratório, a sua migração e, consequentemente, a metástase, seria muito maior do que a observada em células cancerígenas com a proteína.
Ao aplicar nas células cancerígenas sem a ARHGAP21 frações de HGF – um hormônio produzido principalmente pelo fígado, que faz com que as células se separem uma das outras para formar os órgãos e tecidos na fase embrionária –, os pesquisadores constataram, no entanto, que elas nem se moviam e não ocorria metástase.
“No começo, achamos que estávamos errando em alguma fase do experimento, como esquecer de colocar o HGF. Porém, repetimos várias vezes o experimento e vimos que, de fato, sem ARHGAP21 as células cancerígenas não se soltam e não migram. Esse resultado nos surpreendeu”, afirmou Barcellos.
Os pesquisadores descobriram que, na realidade, a ARHGAP21 está localizada na via de sinalização do HGF das células e regula a transição epitelial-mesenquimal. As células sem a proteína na via de sinalização do HGF, por exemplo, sentem a presença do hormônio, mas não conseguem se soltar uma das outras.
“Demonstramos que é possível bloquear metástases induzidas por HGF por meio da inativação da ARHGAP21 em testes in vitro”, afirmou Barcellos. “Ainda não sabemos, no entanto, se é possível inativar essa proteína em humanos, porque ela deve exercer muitas outras funções, inclusive benéficas, nas células.”
Por meio de um novo Projeto Temático, também apoiado pela FAPESP e coordenado pela professora Sara Saad, os pesquisadores pretendem realizar simulações de diversos tipos de tumores em camundongos com células cancerígenas sem a ARHGAP21.
“Será muito importante testarmos isso agora em camundongos e ver se funciona para avaliar a possibilidade de utilizar a técnica em humanos para bloquear metástase”, disse Barcellos.
“Talvez seja preciso tirar a ARHGAP21 só das células com tumor ou bloquear o sítio da proteína que sente o HGF, para que a proteína possa desempenhar as outras funções benéficas”, estima.

ALIMENTOS FUNCIONAIS CONTRA O CÂNCER DE MAMA


Uma das grandes preocupações quando se trata da saúde da mulher é em relação ao câncer de mama. Este tipo de câncer consiste no desenvolvimento anormal das células da mama, que se multiplicam repetidamente até formarem um tumor maligno. Segundo pesquisas, estão predispostas a ter esse tipo da doença mulheres na menopausa, que tiveram menstruação precoce, fazem uso de álcool, engravidaram depois dos 30 anos, sofrem de estresse ou tomam anticoncepcional.

Mas, para o alívio de pessoas que sofrem deste mal ou aquelas que querem se prevenir, uma alimentação balanceada pode ser uma das principais armas contra a doença. A escolha dos alimentos antes, durante ou após o aparecimento destes tumores é de vital importância para o sucesso do tratamento. 

E, neste caso, os alimentos funcionais estão no topo da lista! Confira!

SOJA – possui tocoferóis, fitosteróis e fosfolipídios. Na soja, encontra-se a isoflavona, fitoestrógeno que tem ação estrogênica e antiestrogênica e também atua junto aos hormônios femininos diminuindo a circulação destes e reduzindo seus efeitos deletérios, o que contribui para a prevenção da doença.

LINHAÇA – também chamada de Linum Usoitassimum, é rica em lignana, que possui efeito protetor contra o câncer de mama. Trata-se de um fitosteróide que simula a ação do estrogênio e tem ação negativa em relação ao tecido mamário. Ou seja, a lignana neutraliza o efeito do estrogênio na mama, além de impedir a angiogênese, isto é, o aparecimento de novos vasos sanguíneos, o que evita a proliferação de tumores alimentados por sangue.

PEIXES – Os peixes de água salgada são ricos em ômega 3, substância que protege a mama de tumores. Também atua como anti-inflamatório e evita a degeneração celular. Sabe-se que muitos dos tumores de mama na sua fase inicial são estrogênios dependentes e a inibição de inflamação impede a produção de estrogênio.

CÚRCUMA – o açafrão da índia (CURCUMA LONGA) pode ser encontrado nas cores amarela e vermelha, e é um dos alimentos funcionais mais importantes. O cúrcuma é um fitoquímico que tem potencial anticancerígeno e mata células tumorais. A curcumina do curry indiano pode inibir o aparecimento de vasos sanguíneos que alimentariam o tumor.

Proteína leva o câncer da mama à cabeça, diz cientistas

A descoberta do composto pode ajudar no desenvolvimento de novas terapias contra a doença. Em torno de 20% das mortes em decorrência de tumores malignos nos seios acontecem devido à metástase cerebral.

Além de ser o mais comum entre as mulheres, o câncer de mama pode comprometer o funcionamento do cérebro. Segundo o neurologista Lixin Zhang, cerca de 20% das mortes em decorrência da doença são causadas pela metástase cerebral. Pela primeira vez, uma equipe liderada por ele conseguiu identificar a proteína responsável pela chegada das células cancerosas da mama ao cérebro. 

A descoberta foi divulgada na edição desta semana da Science Translational Medicine e aumenta as esperanças para o desenvolvimento de uma terapia que impeça a proliferação do tumor.

Inicialmente, os pesquisadores da Baylor College of Medicine, em Houston, e da Universidade do Texas, ambas nos Estados Unidos, isolaram as células tumorais circulantes (CTCs) em laboratório para aumentá-las e analisá-las. 

Durante essa etapa, eles identificaram uma proteína nas CTCs, denominada de epimolécula de adesão endotelial de células (EpCam), que seria uma espécie de assinatura celular, ou seja, um indício da existência de metástase. A EpCam foi, então, implantada em ratos com a ajuda de pequenos marcadores, que foram capazes de monitorar o crescimento e a movimentação das células. Como esperado, as células cancerosas que continham a EpCam produziram tumores cerebrais nos animais que são semelhantes aos observados em seres humanos. “Um dos próximos passos será descobrir estratégias de intervenção terapêutica para suprimir ou prevenir a colonização dos CTCs em órgãos distantes, como o cérebro”, diz Zhang. 

Fonte: Correio Braziliense - Ciência e Saúde.

Estudo vincula atividade física a menor risco de câncer de mama


A atividade física afeta a decomposição do hormônio estrogênio e contribui para diminuir o risco de câncer de mama nas mulheres na pós-menopausa, segundo um estudo apresentado nesta terça-feira na reunião anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR).
As conclusões do estudo ampliam o conhecimento dos mecanismos biológicos potenciais que vinculam a atividade física ao menor risco de tumores cancerígenos.
Estudos anteriores já indicaram que o aumento da atividade física poderia reduzir o risco de câncer de mama nas mulheres na pós-menopausa e que esta relação poderia estar ligada ao fato de que os exercícios diminuem os níveis de estrogênio endógeno.
No entanto, durante a conferência, Cher Dallal, um especialista em prevenção oncológica no Instituto Nacional do Câncer, afirmou que "poucos estudos avaliaram a influência da atividade física na decomposição de estrogênios nas mulheres na pós-menopausa".
Este processo, chamado metabolismo do estrogênio, resulta em uma variedade de moléculas chamadas metabólitos.
"Este é o primeiro estudo que considerou a relação entre a atividade física, medida por um acelerômetro, e um conjunto de metabólitos de estrogênio medidos na urina", explicou Dallal.
"Esperávamos que, a partir do uso de medições diretas para examinar esta relação, poderíamos entender melhor como estes fatores influem no risco de câncer entre as mulheres depois da menopausa", acrescentou.
Dallal e outros pesquisadores analisaram os casos de 540 mulheres sãs e na pós-menopausa no estudo Polonês de Câncer de Mamas, conduzido pelo Instituto Nacional do Câncer dos EUA entre 2000 e 2003. Nenhuma das participantes recebia tratamento hormonal pela menopausa.
Neste contexto, os pesquisadores mediram a atividade física com um acelerômetro, um pequeno aparelho que as mulheres levavam na cintura durante as horas de atividade física por sete dias.
Segundo Dallal, os acelerômetros proporcionam leituras objetivas da atividade física, ao contrário dos relatórios, um fator determinante para medição dos estudos anteriores.
Os pesquisadores analisaram as mostras de urina para detectar estradiol e estrona, dois estrogênios "mãe", além de 13 metabólitos diferentes de estrogênio, empregando um novo tipo de análise desenvolvido pelo Instituto Nacional do Câncer.
Dallal explicou que esta inovadora análise pôde detectar múltiplos estrogênios na urina, enquanto os usados em estudos anteriores só mediam um ou dois metabólitos individualmente.
Os pesquisadores também descobriram que a atividade física está vinculada com níveis mais baixos dos estrogênios "mãe". Além disso, os níveis mais altos de atividade física são vinculados com níveis mais baixos de quatro metabólitos de estrogênio específicos.

Fonte: UOL Saúde.

sábado, 30 de março de 2013

Depoimentos - Minha História

Superar o câncer de mama é possível. Nestes depoimentos feitos no site da Sociedade Brasileira de Mastologia, mulheres contam como venceram o câncer de mama com o suporte da família, a ajuda dos amigos, o acesso ao tratamento adequado e força de vontade.


- 40 anos   

Aos 39 anos de idade, depois de amamentar minha filha por seis meses, fui diagnosticada com câncer de mama. O que é pior: em estágio avançado (13 centímetros). Meu mundo quase caiu, mas não deixei! Afinal de contas, tinha um anjinho para criar, uma família que me deu todo apoio e muita, muita fé em Deus. Fiz quimioterapia de março a agosto de 2011 para diminuir o tamanho do tumor e fiz cirurgia (mastectomia radical) em 21 de setembro daquele ano. Hoje, um ano depois, estou muito bem, graças a Deus, que enviou um anjo para me salvar. Agora faço exames periódicos para controlar a situação. Posso dizer que nasci de novo!  

- 35 anos   

Em 27 de dezembro de 2010, descobri o câncer de mama. Como sofri, Jesus! Iniciei o tratamento em janeiro de 2011, fiz seis meses de quimioterapia e cirurgia TRAM mastectomia radical. Depois de dois meses de recuperação, fiz 37 sessões de radioterapia. Depois de seis meses da cirurgia, refiz o mamilo e agora estou fazendo acompanhamento de três em três meses. Não desejo isso para ninguém. Iniciei o tratamento quando faltava um mês para meu aniversario de 34 anos. Foi triste, doloroso, sofrido. Mas hoje estou bem.  

- 40 anos       

Sou vegetariana, não bebo nem fumo e com 37 anos fiz o auto exame da mama e percebi um nódulo e logo foi descoberto que era um câncer.Fiz cirurgia, quimioterapia e radioterapia.Como na época era professora nas redes municipal e estadual de ensino tinha que passar pela perícia das duas redes.Ou seja, tinha que me cuidar física e psicologicamente e enfrentar duas perícias.Passei por mastologistas, oncologistas, dermatologistas, psicólogos e psiquiatras.O cabelo e sobrancelha caíram.Tive opção de fazer 6 sessões de quimioterapia com 3 medicamentos ou 8 sessões 4 com 2 medicamentos e 4 com um tipo de medicamento.Preferi a segunda.As quatro primeiras sessões de quimio feita a cada 21 dias(químio vermelha)teve a duração de 40 minutos cada sessão de medicamento aplicado na veia.A primeira urina saia vermelha e ficava um pouco zonza para ir até o sanitário, mas depois de 20 minutos eu mesma pegava o carro e dirigia até a minha casa.Depois de 48 horas começava a ter um tipo de febre sem coriza e ficava assim por 7 dia s .Só comia ,não conseguia beber líquido,não dormia,não conseguia me concentrar em nada ,nem para assistir a tv conseguia.Ficava só deitada ou sentada, porém não sentia enjôos ,pois pedi para meu médico que não queria ter dores de cabeça e nem enjôos,graças a Deus, não tive, mas o meu cabelo caiu após 15 dias da primeira sessão de químio. Para fazer as outras quatro sessões demorava 4 horas para aplicação do medicamento na veia.(Taxol) ficava por dois dias com uma dor invisível não muito forte mas me incomodava um pouco, nessas sessões perdi a sobrancelha que ,para mim foi pior do que cabelo, pois para substituir o cabelo eu usava peruca ou lenço , mas para pintar ou cobrir a sobrancelha era difícil.pintava com um lápis de olho e manchava para dar o tom de que tinha algo lá.Não abria nem a porta para atender alguém sem as mesmas.Para não ter depressão, pensava que estaria triste só temporariamente e pensava sempre positivo e comecei a ir atrás de meus direitos .Comprei vários livros que falavam sobre a doença e procurei interagir com outros profissionais da área de oncologia e com pessoas que tiveram ou que estavam com a doença. Pesquisei muita coisa na internet e consegui lutar para adquirir meus direitos enfrentando todo o tipo de obstáculos burocráticos por parte de médicos, peritos, secretárias escolares, junta médica. Felizmente, temos à nossa disposição vários grupos de apoio que ajudam os doentes de câncer e seu a familiares.  

- 39 anos   

Aos 35 anos, em fevereiro de 2007, casada, com um filho de 3 anos e meio, cheia de planos, enfermeira e trabalhando há 13 anos com oncologia pediátrica, fui surpreendida com um tumor de mama com cerca de 3 cm e com comprometimento de linfonodos axilares. Quando recebi a fatídica notícia, achei que não viveria por muito tempo, chorei e pedi a meu marido que cuidasse do nosso filho e que dissesse a ele o quanto eu o amava, o quanto tinha sido desejado. Algumas horas depois, ergui a cabeça, pensei nos meus direitos e que queria lutar, "arregacei as mangas e fui à luta". Neste momento já havia retirado o nódulo mamário, mas não os linfonodos, então iniciei a quimioterapia, que recebi por 8 ciclos, com diminuição total dos tumores da axila e depois fui para cirurgia onde foi feita a quadrantectomia (retirada de um quadrante da mama) e esvaziamento da axilar. A cirurgia foi um sucesso. Já recuperada realizei radioterapia, que também foi MUITO tranqüila. Hoje estou para ter alta do oncologista, continuo com acompanhamento do mastologista e desde do dia seguinte a cirurgia realizou fisioterapia, que alias foi o que ajudou a levar uma vida totalmente normal. Com a orientação da fisioterapeuta pude continua a pegar o meu filho no colo (o que era muito importante para mim naquele momento), a fazer atividade física começando com a hidroginástica e hoje faço musculação 5 vezes por semana.Voltei a passear, viajar, a fazer planos e a realizá-los, não esquecendo de todos que fizeram parte desta história e pelos quais tenho imenso carinho.  

- 27 anos   

Olá, Tenho 27 anos e faz dois anos que terminei o tratamento para câncer de mama. Quando tinha 11 anos tive câncer nos nódulos linfáticos e um dos tratamentos utilizados na época foi a Radioterapia. Provavelmente este meu recente tumor maligno foi conseqüência da radio e também de um episódio depressivo. Descobri um nódulo na mama direita realizando o auto-exame, na hora já sabia o que era. Meu companheiro é médico e no dia seguinte estava realizando a biópsia do nódulo. Realmente era câncer. Na mamografia mostrava uma grande área de nódulo e calcificações. O tumor era agressivo e respondia ao estrógeno (hormônio feminino). Iniciei então a Quimioterapia e usei também uma droga relativamente recente o Trastuzumab. Realizei a inibição do ovariano com Análogo de GnRH para diminuir o estrago no órgão e aumentar minha chance de engravidar. Após todo o tratamento químico fui submetida a uma mastectomia bilateral (retirada dos dois seios) por haver a possibilidade de um aparecimento de um outro tumor na mama "saudável". Foi a decisão mais difícil de todo o tratamento, pois meu sonho sempre foi amamentar meus filhos, mas se ficasse doente de novo as chances de ter filhos ia diminuir, então escolhi minha tranqüilidade. Nesta primeira cirurgia retirei as mamas e os linfonodos sentinelas do lado direito...... Alivio não tinha células malignas neles e não havia mais sinal do tumor na mama, ou seja, tive resposta patológica e clínica completa...isso melhorou muito o animo de todos. Após alguns meses enchendo a prótese - expansor - do lado direito com soro fisiológico e esperando a pele ficar saudável o suficiente para terminar a reconstrução, realizei a última cirurgia onde coloquei as próteses definitivas. Ficou ótimo!!! Durante todo o processo de enchimento da prótese e as cirurgias realizei fisioterapia para melhorar o fluxo linfático na região, tenho certeza de que isso ajudou muito na ótima recuperação e no resultado estético excelente. Durante todo o processo acreditei que iria ficar curada e sempre estava de bem com a vida. Meus familiares, médicos e minha fisioterapeuta tiveram grande participação, me mantendo tranqüila e no caminho certo. Gente não é uma experiência fácil, mas pode ser menos complicada se acreditarmos na força que temos de nos curar e de que a vida vale a pena. Ser vitima nessa situação só aumentará seu sofrimento e de todos ao seu redor. Faça brincadeiras com você mesma.......afinal tá cheio de mulher querendo colocar prótese de silicone e o convenio até cobre.......Abraço  

- anos  

Saber que de uma hora para outra a vida pode ir embora... Nossa, dá um nó na garganta. Apesar de sabermos que isso acontecerá com todo mundo, a constatação de que pode estar mais perto é muito estranha... Nesse momento, algumas coisas ajudam muito. Um médico objetivo, seguro e ao mesmo tempo afetuoso, faz toda a diferença. Ter família ou amigos por perto é fundamental. Ter fé é muito importante. E também foi muito saudável não me isolar. No meu caso, preferi falar abertamente sobre o assunto com qualquer pessoa que perguntasse, pois acho importante que as pessoas saibam que o câncer pode ser tratado e curado. Em inúmeros casos, não é mais uma sentença de morte! Infelizmente, o câncer de mama tem afetado muitas mulheres, cada vez mais jovens. Eu tive com 44 anos, mas sei de casos de mulheres muito mais novas! Acho cada vez mais importante falar sobre o assunto! Sabe, tirar o mito, o estigma de morte que ronda a doença. Esse câncer em especial, mexe demais com a auto-estima. Eu que adoro calor, sol, ficava pensando em meus biquínis e regatas, achando que nunca mais poderia usá-los. E hoje, estou no sol, de biquíni, escrevendo essas linhas. E saber que iria ficar careca??? Essa, com certeza, foi a parte mais difícil. Engraçado, eu sabia que enfrentaria cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, e o que mais me incomodava era a carequinha... Me pergunto se os meninos são assim também... Isso demonstra que a auto-estima é muito importante para o dia a dia e também para a recuperação! Se sentir mais bonita, se cuidar, fazer algum esporte leve quando possível, continuar saindo, tudo isso nos deixa mais felizes e fortes, tenho certeza! Antes de meus cabelinhos caírem, fui a uma loja de perucas e lá me trataram com todo o respeito e carinho. Lá mesmo já raspei a cabeça e saí com uma peruca que adorei! Algumas mulheres preferem lenços ou a própria carequinha, mas eu me senti bem melhor com meu novo visual. Ela me dava segurança para tocar a vida de uma forma melhor. Eu lavava a peruca em casa, mas a cada 2 meses levava na loja para uma hidratação. Como demorava algumas horas, eles me emprestavam outra, geralmente um pouco diferente da minha e eu saía feliz com a súbita mudança de visual! Mulher é um bicho estranho mesmo, né? Meu filho também foi fundamental durante todo o tratamento. Nós amadurecemos juntos! E acredito que meus amigos queridos também aprenderam com a situação. Passar por todo o processo não é fácil, claro. Mas é possível, totalmente possível. E o melhor de tudo isso é ver que podemos melhorar nossas vidas, dar valor ao QUE e a QUEM realmente importa. Acredito que há uma predisposição para ter o câncer, mas o tipo de vida emocional e física que temos pode desencadear o processo. Pode parecer estranho, mas é o que realmente senti: passar pela doença foi como um "presente" que o Universo me deu para corrigir a rota de minha vida. Ainda tenho dúvidas, faço coisas que não quero, mas ajustei vários aspectos. Espero que eu não perca a chance que me foi dada para fazer essa "virada"! E não deixe a vida entrar em uma inércia que não faz bem. Parece que veio um vento muito forte e tirou tudo do lugar. Depois que passou, as coisas foram retornando para lugares diferentes e eu gostei da nova decoração! Tenho muito a agradecer, principalmente as pessoas que me ajudaram, meus amigos, meu filho e meus médicos que se tornaram tão queridos para mim. Teve um dia que me marcou muito: foi quando tive coragem de sair sem peruca! Eu estava insegura, com meu cabelo tão curtinho, mas meu filho fez questão de ir comigo à rua e me deu a mão com força. No momento em que senti o vento batendo em minha cabeça, foi uma das melhores sensações que já tive na vida! Enfim, teria tanto a dizer, mas o principal é contar com os outros, aprender a dar valor ao que realmente importa, ir em frente e NUNCA deixar o tratamento de lado, mesmo nos momentos difíceis. E saber que depois de dias difíceis, outros muito bons virão! Ainda em tempo, uma informação muito importante! Percebi meu nódulo no banho. Não tenho antecedentes na família, fazia meus exames anualmente. Ou seja, pegamos a doença no começo. Portanto, nunca devemos deixar de conhecer nosso corpo e cuidar de nossa saúde. A medicina faz a parte dela, mas nós temos que fazer a nossa!!  

- 36 anos

No final de 2009, aos 34 anos, durante o auto exame no banho, senti um cisto na mama direita. Fiquei preocupada e na mesma semana fui ao médico. Aquele cisto não era nada demais, mas tinha outro. Fiz os exames, biopsia, e se confirmou o câncer. A primeira sensação é que tudo é um pesadelo que não acaba. Mas o que fazer? Seguir em frente e me curar, com apoio incondicional do meu marido e da família. Encontrei médicos excelentes. Fiz uma adenomastectomia, que por opção, foi bilateral. A melhor decisão que tomei. Por que conviver com a dúvida e tensão do que poderia acontecer na outra mama? Na mesma cirurgia foi feita a reconstrução. Mas era só o início. Com os resultados da cirurgia em mãos e muitos anos de vida pela frente, a indicação foi fazer quimioterapia. A pior parte de todo o tratamento. Muito enjoo, mas muito enjoo mesmo. E o cabelo... caiu tudo. Nada que uma peruca, lenços e uma boa maquiagem não resolvam. Depois o cabelo cresce. Ainda teve a radioterapia. Muito tranquilo. Foi só cuidar bem da pele, todos os dias. E durante todo esse tratamento, fiz fisioterapia oncológica que iniciou logo após a cirurgia. Fantástico. Minha recuperação foi muito rápida. Para finalizar, faço exames periódicos e vou tomar remédio por 5 anos. Claro que tive que repensar nos meus planos de ter outro filho. Mas sigo um passo por vez, um dia após o outro. Hoje estou bem, cabelo curtinho, fazendo aula de pilates e cuidando da minha saúde! Sempre.  

quarta-feira, 20 de março de 2013

Exame de sangue pode detectar câncer com mais eficiência que mamografia

Objetivo é identificar os marcadores genéticos vinculados ao tumor e confirmar a utilidade da análise de sangue na hora de escolher o tratamento adequado para cada tipo de câncer de mama.


Uma análise de sangue pode se transformar em uma técnica de diagnóstico de câncer de mama mais eficaz que a mamografia, segundo informou nesta quarta-feira, 3 de Outubro de 2012, uma equipe de pesquisadores britânicos, financiada pela organização beneficente Cancer Research UK.



Cientistas esperam que análise de sangue possa detectar fases inicias do tumor - Divulgação
Divulgação
Cientistas esperam que análise de sangue possa detectar fases inicias do tumor

O estudo clínico será realizado pela Universidade de Leicester e o Imperial College de Londres e deve ser iniciado nas próximas semanas, na unidade de diagnóstico de câncer de mama do hospital Charing Cross, em Londres.

Os cientistas analisarão amostras de sangue de mulheres e compararão o DNA das participantes saudáveis com os daquelas que sejam diagnosticadas com a doença.

O objetivo é identificar os marcadores genéticos vinculados ao tumor e confirmar a utilidade da análise de sangue na hora de escolher o tratamento adequado para cada tipo de câncer de mama.

Os pesquisadores esperam que as análises de sangue revelem, além disso, quais pacientes estão mais propensas a desenvolver a doença novamente.

"Esta pesquisa significa que, talvez um dia, poderemos usar análise de sangue para detectar as primeiras fases do câncer, de modo que as mulheres poderiam fazer o exame uma vez por ano no lugar da mamografia", explicou o principal pesquisador, Jacqui Shaw, da Universidade de Leicester.

Na opinião do especialista, o avanço evitaria que as mulheres sofram uma ansiedade desnecessária antes de se submeter a uma revisão rotineira.

Segundo Charles Coombes, pesquisador do Imperial College de Londres, este tipo de estudo é "extremamente promissor" e, embora esta pesquisa esteja centrada apenas no câncer de mama, existem outras iniciativas focalizadas ao uso de análise de sangue como provas diagnósticas de outros tipos de tumores.
Fonte: Estadão.

Cientista investiga uso de cães para farejar câncer de mama

Animais já conseguem detectar câncer de próstata e bexiga.

Cachorro utilizado em pesquisa para descobrir se eles são capazes de detectar câncer de mama (Foto: Reprodução/BBC)Cachorro utilizado em pesquisa para descobrir se animais são capazes de detectar câncer de mama (Foto: Reprodução/BBC).
 
Uma cientista da Inglaterra está pesquisando se cães conseguem farejar casos de câncer de mama.

Até agora, pesquisas vêm se concentrando em desvendar, com o uso de cachorros, casos de câncer de próstata ou bexiga. Mas, agora, os cientistas estão tentando ampliar o uso deles nesses casos.
 
Claire Guest, que trabalha há anos na área, teve um câncer de mama diagnosticado em estágio inicial por um de seus cães.

Agora, Claire se uniu a outros cientistas e médicos para procurar a prova clínica de que cães conseguem farejar o câncer de mama.

Eles trabalham com Jobi - o primeiro cão a receber treinamento específico para identificar esse tipo de tumor.

A pesquisadora afirma que se, no futuro, eles descobrirem como o cachorro consegue detectar o câncer, também poderá ser possível fabricar máquinas que podem analisar o hálito ou a urina para detectar sinais da doença.

Pesquisadora teve câncer de mama em estágio inicial 'descoberto' por um de seus cães (Foto: Reprodução/BBC)Pesquisadora teve câncer de mama em estágio inicial 'descoberto' por cão (Foto: Reprodução/BBC)
 

Enfermeira supera câncer de mama com auxílio da corrida e celebra cura

Leila Milman, de 55 anos, disputou a Corrida da Mulher, no Rio, com sabor de superação. Saudável, seu novo foco agora é correr uma meia maratona.

Que a corrida auxilia na saúde, isso não é novidade para ninguém. Neste domingo, cerca de duas mil mulheres disputaram a Corrida da Mulher, prova disputada na Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos cartões postais do Rio de Janeiro. Para uma delas, os 7,5km de percurso tiveram um gosto mais saboroso do que a celebração da prova em si: o de superação e cura.

A enfermeira militar Leila Milman, de 55 anos, descobriu que estava com câncer de mama há quatro. E foi através da corrida que Leila mudou sua saúde de maneira radical. Hoje, a enfermeira comemora a vitória da sua nova vida saudável e ativa, após cirurgia na mama e axila e tratamento com quimioterapia e radioterapia.

Leila Milman corrida da mulher eu atleta (Foto: Bebel Clark)
Leila Milman superou câncer com auxílio da corrida  (Foto: divulgação).
 
- Li o livro "Anticâncer" e o autor, que também havia superado a doença, recomendava correr cinco vezes por semana para casos de câncer de mama. Desde que iniciei o tratamento, passei a caminhar, depois subir ladeiras, trotar e finalmente correr. Hoje faço provas de 10km e já penso em disputar uma meia maratona em breve. Faço caminhadas em trilhas como a do pico da Tijuca e outras nos fins de semana, e assim tento manter uma boa performance.

Quanto ao segredo para a cura, Leila diz que é viver um dia de cada vez e curtir o momento presente, agradecendo por estar viva e com saúde.

 O importante é não parar, não se entregar e sempre continuar, ir em frente com muita espiritualidade para poder fazer o melhor para si e a humanidade.

Após a prova, Leila se orgulhava de ter servido de modelo para uma outra corredora.
- Corri com muita energia todo o percurso e o ponto mais alto foi ouvir de uma participante que ela tinha conseguido chegar até o final por ter se espelhado em mim. As mulheres realmente estão de parabéns pelas suas conquistas.

Fonte: Globo Esporte.

terça-feira, 5 de março de 2013

Oportunitas: células de câncer aproveitam caos para se reproduzir

Uma pesquisa britânica explicou a forma como as células de câncer se aproveitam do “caos” de seu para se espalhar pelo corpo. Segundo os cientistas responsáveis pelo estudo, as células cancerosas, que formam um tumor, são muito diferentes entre si e, assim, tornam-se mais resistentes aos medicamentos, facilitando sua proliferação.
 
A pesquisa, publicada na revista especializada “Nature”, constatou que as células de câncer que usavam sua matéria-prima ficavam “estressadas” e cometiam erros ao fazer cópias de seus códigos genéticos. A maioria das células normais no corpo humano tem 46 cromossomos. No entanto, algumas células cancerosas podem ter mais de 100 cromossomos.
 
Além disso, tal padrão é inconsistente: células cancerosas podem ter números diferentes de cromossomos entre si. Para os cientistas, essa diversidade ajuda os tumores a não serem afetados pelos tratamentos e a “colonizarem” novas partes do corpo.
 
Os cientistas da organização Cancer Research UK e do Instituto do Câncer do University College de Londres tentam descobrir como o câncer se transforma em algo tão diverso, com células tão diferentes entre si. Anteriormente se acreditava que, quando uma célula cancerosa se separava para criar duas novas células, os cromossomos não eram divididos de forma igual entre as duas.
 
No entanto, Charles Swanton, que liderou a pesquisa, realizou exames células de um câncer no intestino e concluiu que há poucas provas de que isso ocorre. Cânceres são levados a fazer cópias deles mesmos. No entanto, se as células cancerosas não têm mais os tijolos de construção de seu DNA, elas desenvolvem o chamado “estresse de replicação de DNA”.
 
De acordo com a pesquisa, é a partir desse estresse que surgem os erros e os tumores diversos. É como construir uma ponte sem todos os tijolos e cimento o bastante para as fundações. Mas o pesquisador afirmou que o estudo prova que o estresse de replicação era a raiz do problema e que novas ferramentas podem ser desenvolvidas para lidar com isso.
 
Os pesquisadores identificaram três genes perdidos com frequência em células de câncer de intestino diferentes, que foram muito importantes para o câncer que está passando pelo processo de estresse de replicação de DNA. Todos estavam localizados em uma região do cromossomo 18.
 
Os próximos estudos vão investigar se esse mesmo estresse causa a diversidade em outros tipos de tumores.
 

Câncer de mama em mulheres jovens aumenta nos EUA

A incidência do câncer de mama avançado em mulheres de 25 a 39 anos nos Estados Unidos aumentou nos últimos 30 anos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira.

A pesquisa publicada no Journal of the American Medical Association descobriu que os casos passaram de 1,53 por 100.000 habitantes em 1976 para 2,90 por 100.000 habitantes em 2009.

Segundo os pesquisadores, isto representa um aumento médio ponderado de 2,07% por ano durante o período de 34 anos.

Embora seja um aumento relativamente pequeno, "a tendência não mostra sinais de diminuição e pode indicar um aumento da importância epidemiológica e clínica", escreveram os autores do estudo, dirigido por Rebecca Johnson, do Hospital Infantil de Seattle e da Universidade de Washington (noroeste).

As estatísticas utilizadas para o estudo são provenientes dos registros de três institutos nacionais de vigilância, epidemiologia e resultados finais de câncer.

"A trajetória da tendência da incidência prevê que um número cada vez maior de mulheres jovens nos Estados Unidos apresentará câncer de mama metastático em um grupo de idade que já tem o pior prognóstico, rotinas de detecção não recomendadas, um seguro mínimo de saúde e a maior quantidade de potenciais anos de vida", segundo os autores.

Os pesquisadores descobriram que o maior aumento ocorreu entre as mulheres de 25 a 34 anos, com progressões cada vez menores nas mulheres mais velhas, medidas em intervalos de cinco anos. Não houve aumento estatisticamente significativo da incidência em mulheres com mais de 55 anos", escreveram.

Para as mulheres de 25 a 39 anos, o aumento foi "estatisticamente significativo" em mulheres negras e brancas não hispânicas desde 1992, quando as informações de raça e origem étnica começaram ser disponibilizadas nos dados utilizados.

"Quaisquer que sejam as causas - e é provável que exista mais de uma - a evidência observada do aumento da incidência do câncer de mama avançado em mulheres jovens exige corroboração e pode ser melhor confirmada com os dados de outros países", afirmaram os autores.

Fonte: Terra Notícias.