sábado, 30 de março de 2013

Depoimentos - Minha História

Superar o câncer de mama é possível. Nestes depoimentos feitos no site da Sociedade Brasileira de Mastologia, mulheres contam como venceram o câncer de mama com o suporte da família, a ajuda dos amigos, o acesso ao tratamento adequado e força de vontade.


- 40 anos   

Aos 39 anos de idade, depois de amamentar minha filha por seis meses, fui diagnosticada com câncer de mama. O que é pior: em estágio avançado (13 centímetros). Meu mundo quase caiu, mas não deixei! Afinal de contas, tinha um anjinho para criar, uma família que me deu todo apoio e muita, muita fé em Deus. Fiz quimioterapia de março a agosto de 2011 para diminuir o tamanho do tumor e fiz cirurgia (mastectomia radical) em 21 de setembro daquele ano. Hoje, um ano depois, estou muito bem, graças a Deus, que enviou um anjo para me salvar. Agora faço exames periódicos para controlar a situação. Posso dizer que nasci de novo!  

- 35 anos   

Em 27 de dezembro de 2010, descobri o câncer de mama. Como sofri, Jesus! Iniciei o tratamento em janeiro de 2011, fiz seis meses de quimioterapia e cirurgia TRAM mastectomia radical. Depois de dois meses de recuperação, fiz 37 sessões de radioterapia. Depois de seis meses da cirurgia, refiz o mamilo e agora estou fazendo acompanhamento de três em três meses. Não desejo isso para ninguém. Iniciei o tratamento quando faltava um mês para meu aniversario de 34 anos. Foi triste, doloroso, sofrido. Mas hoje estou bem.  

- 40 anos       

Sou vegetariana, não bebo nem fumo e com 37 anos fiz o auto exame da mama e percebi um nódulo e logo foi descoberto que era um câncer.Fiz cirurgia, quimioterapia e radioterapia.Como na época era professora nas redes municipal e estadual de ensino tinha que passar pela perícia das duas redes.Ou seja, tinha que me cuidar física e psicologicamente e enfrentar duas perícias.Passei por mastologistas, oncologistas, dermatologistas, psicólogos e psiquiatras.O cabelo e sobrancelha caíram.Tive opção de fazer 6 sessões de quimioterapia com 3 medicamentos ou 8 sessões 4 com 2 medicamentos e 4 com um tipo de medicamento.Preferi a segunda.As quatro primeiras sessões de quimio feita a cada 21 dias(químio vermelha)teve a duração de 40 minutos cada sessão de medicamento aplicado na veia.A primeira urina saia vermelha e ficava um pouco zonza para ir até o sanitário, mas depois de 20 minutos eu mesma pegava o carro e dirigia até a minha casa.Depois de 48 horas começava a ter um tipo de febre sem coriza e ficava assim por 7 dia s .Só comia ,não conseguia beber líquido,não dormia,não conseguia me concentrar em nada ,nem para assistir a tv conseguia.Ficava só deitada ou sentada, porém não sentia enjôos ,pois pedi para meu médico que não queria ter dores de cabeça e nem enjôos,graças a Deus, não tive, mas o meu cabelo caiu após 15 dias da primeira sessão de químio. Para fazer as outras quatro sessões demorava 4 horas para aplicação do medicamento na veia.(Taxol) ficava por dois dias com uma dor invisível não muito forte mas me incomodava um pouco, nessas sessões perdi a sobrancelha que ,para mim foi pior do que cabelo, pois para substituir o cabelo eu usava peruca ou lenço , mas para pintar ou cobrir a sobrancelha era difícil.pintava com um lápis de olho e manchava para dar o tom de que tinha algo lá.Não abria nem a porta para atender alguém sem as mesmas.Para não ter depressão, pensava que estaria triste só temporariamente e pensava sempre positivo e comecei a ir atrás de meus direitos .Comprei vários livros que falavam sobre a doença e procurei interagir com outros profissionais da área de oncologia e com pessoas que tiveram ou que estavam com a doença. Pesquisei muita coisa na internet e consegui lutar para adquirir meus direitos enfrentando todo o tipo de obstáculos burocráticos por parte de médicos, peritos, secretárias escolares, junta médica. Felizmente, temos à nossa disposição vários grupos de apoio que ajudam os doentes de câncer e seu a familiares.  

- 39 anos   

Aos 35 anos, em fevereiro de 2007, casada, com um filho de 3 anos e meio, cheia de planos, enfermeira e trabalhando há 13 anos com oncologia pediátrica, fui surpreendida com um tumor de mama com cerca de 3 cm e com comprometimento de linfonodos axilares. Quando recebi a fatídica notícia, achei que não viveria por muito tempo, chorei e pedi a meu marido que cuidasse do nosso filho e que dissesse a ele o quanto eu o amava, o quanto tinha sido desejado. Algumas horas depois, ergui a cabeça, pensei nos meus direitos e que queria lutar, "arregacei as mangas e fui à luta". Neste momento já havia retirado o nódulo mamário, mas não os linfonodos, então iniciei a quimioterapia, que recebi por 8 ciclos, com diminuição total dos tumores da axila e depois fui para cirurgia onde foi feita a quadrantectomia (retirada de um quadrante da mama) e esvaziamento da axilar. A cirurgia foi um sucesso. Já recuperada realizei radioterapia, que também foi MUITO tranqüila. Hoje estou para ter alta do oncologista, continuo com acompanhamento do mastologista e desde do dia seguinte a cirurgia realizou fisioterapia, que alias foi o que ajudou a levar uma vida totalmente normal. Com a orientação da fisioterapeuta pude continua a pegar o meu filho no colo (o que era muito importante para mim naquele momento), a fazer atividade física começando com a hidroginástica e hoje faço musculação 5 vezes por semana.Voltei a passear, viajar, a fazer planos e a realizá-los, não esquecendo de todos que fizeram parte desta história e pelos quais tenho imenso carinho.  

- 27 anos   

Olá, Tenho 27 anos e faz dois anos que terminei o tratamento para câncer de mama. Quando tinha 11 anos tive câncer nos nódulos linfáticos e um dos tratamentos utilizados na época foi a Radioterapia. Provavelmente este meu recente tumor maligno foi conseqüência da radio e também de um episódio depressivo. Descobri um nódulo na mama direita realizando o auto-exame, na hora já sabia o que era. Meu companheiro é médico e no dia seguinte estava realizando a biópsia do nódulo. Realmente era câncer. Na mamografia mostrava uma grande área de nódulo e calcificações. O tumor era agressivo e respondia ao estrógeno (hormônio feminino). Iniciei então a Quimioterapia e usei também uma droga relativamente recente o Trastuzumab. Realizei a inibição do ovariano com Análogo de GnRH para diminuir o estrago no órgão e aumentar minha chance de engravidar. Após todo o tratamento químico fui submetida a uma mastectomia bilateral (retirada dos dois seios) por haver a possibilidade de um aparecimento de um outro tumor na mama "saudável". Foi a decisão mais difícil de todo o tratamento, pois meu sonho sempre foi amamentar meus filhos, mas se ficasse doente de novo as chances de ter filhos ia diminuir, então escolhi minha tranqüilidade. Nesta primeira cirurgia retirei as mamas e os linfonodos sentinelas do lado direito...... Alivio não tinha células malignas neles e não havia mais sinal do tumor na mama, ou seja, tive resposta patológica e clínica completa...isso melhorou muito o animo de todos. Após alguns meses enchendo a prótese - expansor - do lado direito com soro fisiológico e esperando a pele ficar saudável o suficiente para terminar a reconstrução, realizei a última cirurgia onde coloquei as próteses definitivas. Ficou ótimo!!! Durante todo o processo de enchimento da prótese e as cirurgias realizei fisioterapia para melhorar o fluxo linfático na região, tenho certeza de que isso ajudou muito na ótima recuperação e no resultado estético excelente. Durante todo o processo acreditei que iria ficar curada e sempre estava de bem com a vida. Meus familiares, médicos e minha fisioterapeuta tiveram grande participação, me mantendo tranqüila e no caminho certo. Gente não é uma experiência fácil, mas pode ser menos complicada se acreditarmos na força que temos de nos curar e de que a vida vale a pena. Ser vitima nessa situação só aumentará seu sofrimento e de todos ao seu redor. Faça brincadeiras com você mesma.......afinal tá cheio de mulher querendo colocar prótese de silicone e o convenio até cobre.......Abraço  

- anos  

Saber que de uma hora para outra a vida pode ir embora... Nossa, dá um nó na garganta. Apesar de sabermos que isso acontecerá com todo mundo, a constatação de que pode estar mais perto é muito estranha... Nesse momento, algumas coisas ajudam muito. Um médico objetivo, seguro e ao mesmo tempo afetuoso, faz toda a diferença. Ter família ou amigos por perto é fundamental. Ter fé é muito importante. E também foi muito saudável não me isolar. No meu caso, preferi falar abertamente sobre o assunto com qualquer pessoa que perguntasse, pois acho importante que as pessoas saibam que o câncer pode ser tratado e curado. Em inúmeros casos, não é mais uma sentença de morte! Infelizmente, o câncer de mama tem afetado muitas mulheres, cada vez mais jovens. Eu tive com 44 anos, mas sei de casos de mulheres muito mais novas! Acho cada vez mais importante falar sobre o assunto! Sabe, tirar o mito, o estigma de morte que ronda a doença. Esse câncer em especial, mexe demais com a auto-estima. Eu que adoro calor, sol, ficava pensando em meus biquínis e regatas, achando que nunca mais poderia usá-los. E hoje, estou no sol, de biquíni, escrevendo essas linhas. E saber que iria ficar careca??? Essa, com certeza, foi a parte mais difícil. Engraçado, eu sabia que enfrentaria cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, e o que mais me incomodava era a carequinha... Me pergunto se os meninos são assim também... Isso demonstra que a auto-estima é muito importante para o dia a dia e também para a recuperação! Se sentir mais bonita, se cuidar, fazer algum esporte leve quando possível, continuar saindo, tudo isso nos deixa mais felizes e fortes, tenho certeza! Antes de meus cabelinhos caírem, fui a uma loja de perucas e lá me trataram com todo o respeito e carinho. Lá mesmo já raspei a cabeça e saí com uma peruca que adorei! Algumas mulheres preferem lenços ou a própria carequinha, mas eu me senti bem melhor com meu novo visual. Ela me dava segurança para tocar a vida de uma forma melhor. Eu lavava a peruca em casa, mas a cada 2 meses levava na loja para uma hidratação. Como demorava algumas horas, eles me emprestavam outra, geralmente um pouco diferente da minha e eu saía feliz com a súbita mudança de visual! Mulher é um bicho estranho mesmo, né? Meu filho também foi fundamental durante todo o tratamento. Nós amadurecemos juntos! E acredito que meus amigos queridos também aprenderam com a situação. Passar por todo o processo não é fácil, claro. Mas é possível, totalmente possível. E o melhor de tudo isso é ver que podemos melhorar nossas vidas, dar valor ao QUE e a QUEM realmente importa. Acredito que há uma predisposição para ter o câncer, mas o tipo de vida emocional e física que temos pode desencadear o processo. Pode parecer estranho, mas é o que realmente senti: passar pela doença foi como um "presente" que o Universo me deu para corrigir a rota de minha vida. Ainda tenho dúvidas, faço coisas que não quero, mas ajustei vários aspectos. Espero que eu não perca a chance que me foi dada para fazer essa "virada"! E não deixe a vida entrar em uma inércia que não faz bem. Parece que veio um vento muito forte e tirou tudo do lugar. Depois que passou, as coisas foram retornando para lugares diferentes e eu gostei da nova decoração! Tenho muito a agradecer, principalmente as pessoas que me ajudaram, meus amigos, meu filho e meus médicos que se tornaram tão queridos para mim. Teve um dia que me marcou muito: foi quando tive coragem de sair sem peruca! Eu estava insegura, com meu cabelo tão curtinho, mas meu filho fez questão de ir comigo à rua e me deu a mão com força. No momento em que senti o vento batendo em minha cabeça, foi uma das melhores sensações que já tive na vida! Enfim, teria tanto a dizer, mas o principal é contar com os outros, aprender a dar valor ao que realmente importa, ir em frente e NUNCA deixar o tratamento de lado, mesmo nos momentos difíceis. E saber que depois de dias difíceis, outros muito bons virão! Ainda em tempo, uma informação muito importante! Percebi meu nódulo no banho. Não tenho antecedentes na família, fazia meus exames anualmente. Ou seja, pegamos a doença no começo. Portanto, nunca devemos deixar de conhecer nosso corpo e cuidar de nossa saúde. A medicina faz a parte dela, mas nós temos que fazer a nossa!!  

- 36 anos

No final de 2009, aos 34 anos, durante o auto exame no banho, senti um cisto na mama direita. Fiquei preocupada e na mesma semana fui ao médico. Aquele cisto não era nada demais, mas tinha outro. Fiz os exames, biopsia, e se confirmou o câncer. A primeira sensação é que tudo é um pesadelo que não acaba. Mas o que fazer? Seguir em frente e me curar, com apoio incondicional do meu marido e da família. Encontrei médicos excelentes. Fiz uma adenomastectomia, que por opção, foi bilateral. A melhor decisão que tomei. Por que conviver com a dúvida e tensão do que poderia acontecer na outra mama? Na mesma cirurgia foi feita a reconstrução. Mas era só o início. Com os resultados da cirurgia em mãos e muitos anos de vida pela frente, a indicação foi fazer quimioterapia. A pior parte de todo o tratamento. Muito enjoo, mas muito enjoo mesmo. E o cabelo... caiu tudo. Nada que uma peruca, lenços e uma boa maquiagem não resolvam. Depois o cabelo cresce. Ainda teve a radioterapia. Muito tranquilo. Foi só cuidar bem da pele, todos os dias. E durante todo esse tratamento, fiz fisioterapia oncológica que iniciou logo após a cirurgia. Fantástico. Minha recuperação foi muito rápida. Para finalizar, faço exames periódicos e vou tomar remédio por 5 anos. Claro que tive que repensar nos meus planos de ter outro filho. Mas sigo um passo por vez, um dia após o outro. Hoje estou bem, cabelo curtinho, fazendo aula de pilates e cuidando da minha saúde! Sempre.  

quarta-feira, 20 de março de 2013

Exame de sangue pode detectar câncer com mais eficiência que mamografia

Objetivo é identificar os marcadores genéticos vinculados ao tumor e confirmar a utilidade da análise de sangue na hora de escolher o tratamento adequado para cada tipo de câncer de mama.


Uma análise de sangue pode se transformar em uma técnica de diagnóstico de câncer de mama mais eficaz que a mamografia, segundo informou nesta quarta-feira, 3 de Outubro de 2012, uma equipe de pesquisadores britânicos, financiada pela organização beneficente Cancer Research UK.



Cientistas esperam que análise de sangue possa detectar fases inicias do tumor - Divulgação
Divulgação
Cientistas esperam que análise de sangue possa detectar fases inicias do tumor

O estudo clínico será realizado pela Universidade de Leicester e o Imperial College de Londres e deve ser iniciado nas próximas semanas, na unidade de diagnóstico de câncer de mama do hospital Charing Cross, em Londres.

Os cientistas analisarão amostras de sangue de mulheres e compararão o DNA das participantes saudáveis com os daquelas que sejam diagnosticadas com a doença.

O objetivo é identificar os marcadores genéticos vinculados ao tumor e confirmar a utilidade da análise de sangue na hora de escolher o tratamento adequado para cada tipo de câncer de mama.

Os pesquisadores esperam que as análises de sangue revelem, além disso, quais pacientes estão mais propensas a desenvolver a doença novamente.

"Esta pesquisa significa que, talvez um dia, poderemos usar análise de sangue para detectar as primeiras fases do câncer, de modo que as mulheres poderiam fazer o exame uma vez por ano no lugar da mamografia", explicou o principal pesquisador, Jacqui Shaw, da Universidade de Leicester.

Na opinião do especialista, o avanço evitaria que as mulheres sofram uma ansiedade desnecessária antes de se submeter a uma revisão rotineira.

Segundo Charles Coombes, pesquisador do Imperial College de Londres, este tipo de estudo é "extremamente promissor" e, embora esta pesquisa esteja centrada apenas no câncer de mama, existem outras iniciativas focalizadas ao uso de análise de sangue como provas diagnósticas de outros tipos de tumores.
Fonte: Estadão.

Cientista investiga uso de cães para farejar câncer de mama

Animais já conseguem detectar câncer de próstata e bexiga.

Cachorro utilizado em pesquisa para descobrir se eles são capazes de detectar câncer de mama (Foto: Reprodução/BBC)Cachorro utilizado em pesquisa para descobrir se animais são capazes de detectar câncer de mama (Foto: Reprodução/BBC).
 
Uma cientista da Inglaterra está pesquisando se cães conseguem farejar casos de câncer de mama.

Até agora, pesquisas vêm se concentrando em desvendar, com o uso de cachorros, casos de câncer de próstata ou bexiga. Mas, agora, os cientistas estão tentando ampliar o uso deles nesses casos.
 
Claire Guest, que trabalha há anos na área, teve um câncer de mama diagnosticado em estágio inicial por um de seus cães.

Agora, Claire se uniu a outros cientistas e médicos para procurar a prova clínica de que cães conseguem farejar o câncer de mama.

Eles trabalham com Jobi - o primeiro cão a receber treinamento específico para identificar esse tipo de tumor.

A pesquisadora afirma que se, no futuro, eles descobrirem como o cachorro consegue detectar o câncer, também poderá ser possível fabricar máquinas que podem analisar o hálito ou a urina para detectar sinais da doença.

Pesquisadora teve câncer de mama em estágio inicial 'descoberto' por um de seus cães (Foto: Reprodução/BBC)Pesquisadora teve câncer de mama em estágio inicial 'descoberto' por cão (Foto: Reprodução/BBC)
 

Enfermeira supera câncer de mama com auxílio da corrida e celebra cura

Leila Milman, de 55 anos, disputou a Corrida da Mulher, no Rio, com sabor de superação. Saudável, seu novo foco agora é correr uma meia maratona.

Que a corrida auxilia na saúde, isso não é novidade para ninguém. Neste domingo, cerca de duas mil mulheres disputaram a Corrida da Mulher, prova disputada na Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos cartões postais do Rio de Janeiro. Para uma delas, os 7,5km de percurso tiveram um gosto mais saboroso do que a celebração da prova em si: o de superação e cura.

A enfermeira militar Leila Milman, de 55 anos, descobriu que estava com câncer de mama há quatro. E foi através da corrida que Leila mudou sua saúde de maneira radical. Hoje, a enfermeira comemora a vitória da sua nova vida saudável e ativa, após cirurgia na mama e axila e tratamento com quimioterapia e radioterapia.

Leila Milman corrida da mulher eu atleta (Foto: Bebel Clark)
Leila Milman superou câncer com auxílio da corrida  (Foto: divulgação).
 
- Li o livro "Anticâncer" e o autor, que também havia superado a doença, recomendava correr cinco vezes por semana para casos de câncer de mama. Desde que iniciei o tratamento, passei a caminhar, depois subir ladeiras, trotar e finalmente correr. Hoje faço provas de 10km e já penso em disputar uma meia maratona em breve. Faço caminhadas em trilhas como a do pico da Tijuca e outras nos fins de semana, e assim tento manter uma boa performance.

Quanto ao segredo para a cura, Leila diz que é viver um dia de cada vez e curtir o momento presente, agradecendo por estar viva e com saúde.

 O importante é não parar, não se entregar e sempre continuar, ir em frente com muita espiritualidade para poder fazer o melhor para si e a humanidade.

Após a prova, Leila se orgulhava de ter servido de modelo para uma outra corredora.
- Corri com muita energia todo o percurso e o ponto mais alto foi ouvir de uma participante que ela tinha conseguido chegar até o final por ter se espelhado em mim. As mulheres realmente estão de parabéns pelas suas conquistas.

Fonte: Globo Esporte.

terça-feira, 5 de março de 2013

Oportunitas: células de câncer aproveitam caos para se reproduzir

Uma pesquisa britânica explicou a forma como as células de câncer se aproveitam do “caos” de seu para se espalhar pelo corpo. Segundo os cientistas responsáveis pelo estudo, as células cancerosas, que formam um tumor, são muito diferentes entre si e, assim, tornam-se mais resistentes aos medicamentos, facilitando sua proliferação.
 
A pesquisa, publicada na revista especializada “Nature”, constatou que as células de câncer que usavam sua matéria-prima ficavam “estressadas” e cometiam erros ao fazer cópias de seus códigos genéticos. A maioria das células normais no corpo humano tem 46 cromossomos. No entanto, algumas células cancerosas podem ter mais de 100 cromossomos.
 
Além disso, tal padrão é inconsistente: células cancerosas podem ter números diferentes de cromossomos entre si. Para os cientistas, essa diversidade ajuda os tumores a não serem afetados pelos tratamentos e a “colonizarem” novas partes do corpo.
 
Os cientistas da organização Cancer Research UK e do Instituto do Câncer do University College de Londres tentam descobrir como o câncer se transforma em algo tão diverso, com células tão diferentes entre si. Anteriormente se acreditava que, quando uma célula cancerosa se separava para criar duas novas células, os cromossomos não eram divididos de forma igual entre as duas.
 
No entanto, Charles Swanton, que liderou a pesquisa, realizou exames células de um câncer no intestino e concluiu que há poucas provas de que isso ocorre. Cânceres são levados a fazer cópias deles mesmos. No entanto, se as células cancerosas não têm mais os tijolos de construção de seu DNA, elas desenvolvem o chamado “estresse de replicação de DNA”.
 
De acordo com a pesquisa, é a partir desse estresse que surgem os erros e os tumores diversos. É como construir uma ponte sem todos os tijolos e cimento o bastante para as fundações. Mas o pesquisador afirmou que o estudo prova que o estresse de replicação era a raiz do problema e que novas ferramentas podem ser desenvolvidas para lidar com isso.
 
Os pesquisadores identificaram três genes perdidos com frequência em células de câncer de intestino diferentes, que foram muito importantes para o câncer que está passando pelo processo de estresse de replicação de DNA. Todos estavam localizados em uma região do cromossomo 18.
 
Os próximos estudos vão investigar se esse mesmo estresse causa a diversidade em outros tipos de tumores.
 

Câncer de mama em mulheres jovens aumenta nos EUA

A incidência do câncer de mama avançado em mulheres de 25 a 39 anos nos Estados Unidos aumentou nos últimos 30 anos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira.

A pesquisa publicada no Journal of the American Medical Association descobriu que os casos passaram de 1,53 por 100.000 habitantes em 1976 para 2,90 por 100.000 habitantes em 2009.

Segundo os pesquisadores, isto representa um aumento médio ponderado de 2,07% por ano durante o período de 34 anos.

Embora seja um aumento relativamente pequeno, "a tendência não mostra sinais de diminuição e pode indicar um aumento da importância epidemiológica e clínica", escreveram os autores do estudo, dirigido por Rebecca Johnson, do Hospital Infantil de Seattle e da Universidade de Washington (noroeste).

As estatísticas utilizadas para o estudo são provenientes dos registros de três institutos nacionais de vigilância, epidemiologia e resultados finais de câncer.

"A trajetória da tendência da incidência prevê que um número cada vez maior de mulheres jovens nos Estados Unidos apresentará câncer de mama metastático em um grupo de idade que já tem o pior prognóstico, rotinas de detecção não recomendadas, um seguro mínimo de saúde e a maior quantidade de potenciais anos de vida", segundo os autores.

Os pesquisadores descobriram que o maior aumento ocorreu entre as mulheres de 25 a 34 anos, com progressões cada vez menores nas mulheres mais velhas, medidas em intervalos de cinco anos. Não houve aumento estatisticamente significativo da incidência em mulheres com mais de 55 anos", escreveram.

Para as mulheres de 25 a 39 anos, o aumento foi "estatisticamente significativo" em mulheres negras e brancas não hispânicas desde 1992, quando as informações de raça e origem étnica começaram ser disponibilizadas nos dados utilizados.

"Quaisquer que sejam as causas - e é provável que exista mais de uma - a evidência observada do aumento da incidência do câncer de mama avançado em mulheres jovens exige corroboração e pode ser melhor confirmada com os dados de outros países", afirmaram os autores.

Fonte: Terra Notícias.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Reflexologia para câncer de mama


Foto: Getty Images
Foto: Getty Images
Além de relaxar, a reflexologia, massagem de pontos nos pés equivalentes a nossos órgãos, reduziria os sintomas do câncer de mama, melhorando a qualidade de vida de quem luta contra a doença. É o que constata uma pesquisa da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos. Com o auxílio de um massageador eletrônico, para garantir que a pressão empregada fosse sempre a mesma, mulheres submetidas à quimioterapia receberam o estímulo em sete pontos da sola, além de um na parte superior da base dos dedos e outro no tornozelo. Após as sessões, as pacientes tiveram menos falta de ar, comum a quem trata o tumor. E, segundo Gwen Wyatt, professora responsável pelo projeto, ao respirar melhor, as voluntárias conseguiram realizar atividades como tomar banho, se vestir, subir escadas e caminhar sem o mal-estar de quem está passando pelo problema.
Mas a especialista faz questão de esclarecer: a reflexologia não diminuiu a náusea, a dor, a  ansiedade ou a depressão. E ainda não há comprovação de sucesso para outros tipos de câncer.

Estudo comprova benefícios da acupuntura após cirurgia de câncer de mama


Uma pesquisa inédita conduzida na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) conseguiu comprovar que a acupuntura pode ser utilizada para combater complicações decorrentes de cirurgias para a retirada do câncer de mama, diminuindo, inclusive, o tempo de recuperação de males como a falta de mobilidade dos membros superiores e do linfedema (inchaço nos braços e pescoço provocado por má circulação). 
A pesquisadora Michele Alem, da Faculdade de Ciências Médicas, mostrou, em sua tese de doutorado, que o método ajuda a combater os sintomas mais rápido do que a medicina convencional. "Houve melhora significativa nas limitações de amplitude de movimento de ombro na flexão, bem como no grau do linfedema, após o sexto mês de terapia com acupuntura", relata.
O procedimento padrão utilizado para combater o problema é drenagem linfática manual, que deve ser realizada em, no mínimo, três vezes por semana, com duração aproximada de 90 minutos. Além disso, a paciente deve permanecer com faixas nos locais, o que dificulta a realização das atividades diárias.
Já com a acupuntura, são necessárias menos sessões, que também duram menos tempo, para que os efeitos sejam alcançados. "Nosso trabalho utilizou uma sessão semanal, de 30 minutos", contou.
O tratamento com acupuntura para esse tipo de caso ainda não é disponibilizado na rede pública de saúde. "Por enquanto, apenas alguns fisioterapeutas, em consultórios particulares, estão utilizando essa técnica", comenta a pesquisadora, afirmando que, com a publicação do estudo, essa situação pode mudar. "Trata-se de uma comprovação inédita e, por isso, a técnica pode ser recomendada para a rede pública no futuro", disse.
Prevenção
Alem ressalta, porém, que a técnica mostra mais eficácia quando utilizada logo após a cirurgia, de maneira preventiva. "As mulheres são orientadas a aprender a conviver com o inchaço crônico do braço, somente procurando ajuda quando o quadro já está instalado, impedindo ou dificultando a realização das atividades de vida diária. Se as sessões forem feitas desde o pós-operatório, os resultados melhoram ainda mais, inclusive impedindo o aparecimento dos linfedemas", comenta.
Outro dado animador, segundo Michele, é que, além da melhora acontecer com menos sessões realizadas, nenhuma das pacientes analisadas apresentou quadros de flebite (inflamação na veia), mesmo aquelas que anteriormente ao tratamento apresentavam crises periodicamente, chegando em alguns casos a necessitar internação.
O câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil. São quase 60 mil novos casos por ano, com uma média de 12 mil mortes, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Combate ao Câncer). Cerca de 25 mil mulheres precisam fazer a mastectomia (retirada cirúrgica da mama). Entre essas pacientes, 63,6% têm problemas no pós-operatório.
Nos casos mais severos, o linfedema causa grande dor e impede a realização de atividades corriqueiras, como tarefas domésticas. Já a diminuição na capacidade de movimentação ocorre quando a mulher perde mais de 20 graus de amplitude de movimento (o normal é 180 graus).
Como foi feita a pesquisa
Na pesquisa, realizada de fevereiro a dezembro de 2004 em pacientes das Redes de Combate ao Câncer de Rio Claro e São Carlos, foram avaliadas 29 mulheres portadoras de câncer de mama submetidas à mastectomia radical ou quadrantectomia com esvaziamento axilar e que apresentavam linfedema e diminuição na amplitude dos movimentos.
As mulheres que aceitaram participar do estudo foram submetidas ao total de 24 sessões de acupuntura, sendo uma por semana, totalizando seis meses de tratamento.
Foi realizada uma avaliação prévia à intervenção para a determinação do linfedema e da restrição da amplitude dos movimentos e as avaliações foram repetidas ao final do primeiro, do terceiro e do sexto mês de tratamento. Os critérios de avaliação foram aplicados em questionários que mensurava a sensação de bem-estar, impacto da cirurgia sobre a vida, sono, atividades de vida diária, sensação de peso e repuxamento no membro afetado.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vitamina D x Cancer de Mama

Um estudo prospectivo conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia, San Diego School of Medicine descobriu que baixos níveis séricos de vitamina D nos meses podem levar a alto risco de câncer de mama na pré-menopausa.

O estudo dos níveis sanguíneos de 1.200 mulheres saudáveis, descobriram que as mulheres cujos níveis séricos de vitamina D foi baixo durante o período de três meses antes do diagnóstico foi cerca de três vezes o risco de câncer de mama em relação a mulheres com nível mais alto de vitamina D.

O estudo está publicado online antes da edição impressa da revista Cancer - Causas e Controle.

Vários estudos anteriores mostraram que baixos níveis de vitamina D estão associados a um maior risco de câncer de mama na pré-menopausa.

"Embora os mecanismos pelos quais a vitamina D pode prevenir o câncer de mama não são totalmente compreendidos, este estudo sugere que a associação com baixo nível de vitamina D no sangue é mais forte no final do desenvolvimento do câncer", disse o investigador principal Cedric Garland, DrPH, FACE , professor do Departamento de Família e Medicina Preventiva na Universidade da Califórnia em San Diego.

As análises de níveis de vitamina D medidos mais de 90 dias antes do diagnóstico sugerem estabelecimento de uma relação entre os níveis séricos e risco de câncer de mama na pré-menopausa na coorte de presente.

 No entanto, este facto aponta para um novo estudo da possibilidade de uma janela de tempo relevante para a prevenção do cancer, nos últimos três meses que precedem o diagnóstico de um tumor -é um tempo fisiologicamente essencial para o crescimento do mesmo.

"Com base nesses dados, uma investigação mais aprofundada do papel da vitamina D na redução da incidência de câncer de mama na pré-menopausa, particularmente durante as últimas fases de seu desenvolvimento, está garantido", disse ele.

O novo estudo inspirou-se em 9.000 mil amostras de soro sanguíneo congelados pelo Departamento de Defesa de Saúde em vigilância de rotina. Os pesquisadores analisaram descongeladas e pré-diagnóstico de amostras de soro de 1.200 mulheres, cujo sangue foi desenhado no mesmo período de tempo - amostras de 600 mulheres que posteriormente desenvolveram câncer de mama, e de 600 mulheres que permaneceram saudáveis.

A 2011 meta-análise de Garland e colegas estimaram que um nível sérico de 50 ng / ml é associada com um risco de 50 por cento inferior de cancer da mama.

Embora haja algumas variações na absorção, aqueles que consomem 4000 UI por dia de
vitamina D a partir de alimentos ou um suplemento atingem um nível sérico de 50 ng / ml.

Congressos Medicos, 2013
Medical News Today

Fonte: IMEN.

Beleza Sustentável - A Vitamina do Sol

Vit D
 
 

A Vit D3 (Colecalciferol) é formada a partir de 7 dihidrocolesterol (pró vit. D3) em uma reação fotoquímica catalisada pelo componente UV da luz solar.

Como age a Vit D no nosso organismo:

• Ela é responsável por regular a absorção de cálcio no intestino e os níveis de cálcio nos rins e nos ossos.

• Estudos científicos têm revelado que a suplementação da Vitamina D está associada à redução da incidência de Diabetes.

• A vitamina D ajuda o organismo a manter uma boa circulação sanguínea, é responsável por conduzir o oxigênio à retina.

• A falta deste nutriente leva à formação de neovasos e à falência das células da mácula.

Pesquisa conduzida na Universidade de Missouri relacionou baixos níveis séricos de Vitamina D com altas concentrações do marcador inflamatório TNF- alpha.

Estudo conduzido em Maio 2009 por pesquisadores de Harvard mostrou uma relação entre baixos níveis séricos de Vitamina D (< 30ng/ml) em crianças e severidade da asma.

Artigo mostrou que homens com níveis séricos < 16ng/ml de Vitamina D possuem 70% mais chance de desenvolver Câncer de Próstata do que aqueles com níveis acima de 16ng/ml.

Mulheres com níveis séricos de 1,25(OH)(2)D menores que 20ng/ml possuem 5x mais chances de desenvolver Câncer de mama do que aquelas com níveis maiores do que 32ng/ml.

Vitamina D vira ‘estrela’ dos suplementos e abre discussões”

“Imagine um tratamento capaz de fortalecer ossos e o sistema imunológico, melhora a pele o cabelo, unhas além de diminuir os riscos de doenças como diabetes, doenças cardíacas e renais, pressão alta e câncer.

Algumas pesquisas sugerem que um tratamento tão maravilhoso assim já existe. É a vitamina D, um nutriente que o corpo produz a partir da luz do sol e que também é encontrado em peixes e leites fortificados.” (Fonte Folha de S. Paulo)

O que determina a dose é:

1. Concentração sérica da vit D3 (25 hidroxi);

2. Grau de exposição ao sol;

3. País/ Região/Cidade onde se encontra (quente ou fria);

4. Idade;

5. Declínio Cognitivo;

 6. Existência de Demência Senil em maior ou menor grau;

7. Histórico de Câncer na família.

8. Resistência Insulínica, Diabetes tipo II;

9. Marcador inflamatório;

10. Asma Severa;

11. Osteoporose;

12. Baixa Resposta Imunológica.

A dose ideal diária é de 5.000 UI.

Importante: Procure o médico para fazer uma avaliação da sua saúde e verifique a sua Vit D.
Viva mais e melhor!

Fonte: BAND Cerejafina.

Carência de vitamina D em grandes cidades atinge índices alarmantes, principalmente entre idosos

A carência de vitamina D em grandes centros urbanos como São Paulo já atingiu índices alarmantes, especialmente entre os idosos. O alerta é da médica Marise Lazaretti Castro, professora da Disciplina de Endocrinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), chefe do Setor de Doenças Osteometabólicas da Escola Paulista de Medicina e pesquisadora do tema há mais de 15 anos.

Em entrevista à Agência Fapesp, ela conta que uma pesquisa feita na cidade de São Paulo mostrou que 92% dos 177 idosos institucionalizados avaliados tinham valores insuficientes de vitamina D. No caso dos 243 idosos que moravam em domicílio, o número foi de 85%. Entre os 141 jovens que compuseram o grupo controle, a taxa foi de 40%.

Ao se avaliar a proporção de pessoas com deficiência de vitamina D, que são valores ainda mais abaixo do ideal, o índice foi de 40% entre os idosos institucionalizados, 15% entre idosos em domicílio e 5% entre os jovens.

Segundo a médica, a pesquisa foi concluída em 2004 e estudos posteriores indicaram que, embora os números de deficiência entre idosos institucionalizados sejam assustadores, eles continuam não recebendo suplementação.

A deficiência do nutriente aumenta muito o risco de fraturas por osteoporose. Além disso, pode causar uma doença grave: a osteomalácia, que é o amolecimento dos ossos. Também causa fraqueza muscular. Estudos recentes têm associado a deficiência de vitamina D a uma série de outros problemas de saúde, como câncer de mama, de próstata, colorretal, além de condições autoimunes, como diabetes e esclerose múltipla.

Falta de sol
Ela explica que a alimentação inadequada não é a vilã, e sim a falta de exposição solar. A maior parte do nutriente é sintetizada na pele, com o estímulo dos raios ultravioleta. O processo é prejudicado pelo uso de filtros.

"Costumam dizer que 20 minutos de exposição nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde são suficientes, mas isso não é necessariamente verdade. É difícil você saber ao certo o quanto de sol é necessário. Pessoas negras precisam de mais tempo do que pessoas brancas e os idosos levam pelo menos o triplo do tempo para produzir a mesma quantidade de vitamina que os jovens", afirmou Castro.

Suplementação
O estilo de vida moderno, afirmou a pesquisadora, não favorece os banhos de sol. A fim de se adequar à nova realidade, é preciso suplementar.

Trabalhos recentes mostram que a ingestão diária fica abaixo de 100 unidades de vitamina D por dia. São poucos os alimentos com quantidades significativas e eles não são consumidos com muita frequência – peixes gordos como atum, salmão e cavala. "Agora começaram a surgir alimentos fortificados com vitamina D, como iogurte e leite. Pode ser que melhore um pouco a ingestão, mas não acho que vai suprir a quantidade ideal", afirma a médica.

Para Castro, a suplementação com vitamina D deveria fazer parte da rotina de acompanhamento geriátrico e ser regra entre os grupos de risco para fratura, como idosos institucionalizados, pacientes com lúpus, portadores de osteoporose e mulheres na pós-menopausa. (Com Agência Fapesp)

Fonte: UOL Saúde.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Madre Tereza de Calcutá - Pensamentos

"A força mais potente do universo é a fé."
 
"O primeiro passo para conseguir algo é desejá-lo."
 
"A todos os que sofrem e estão sós, dai sempre um sorriso de alegria. Não lhes proporciones apenas os vossos cuidados, mas também o vosso coração." 
 
"O dever é uma coisa muito pessoal; decorre da necessidade de se entrar em ação, e não da necessidade de insistir com os outros para que façam qualquer coisa."

"VIVA - (Inspirado no texto de Madre Teresa de Calcutá)
 Enquanto estiver vivo, viva o melhor que puder.
Viva de tudo um pouco, para sair da vida com o máximo
de aproveitamento.
Ame como o amor se apresenta e não duvide dele.
Não exija dos outros aquilo que nem mesmo você pode ser.
Não despreze nenhuma forma de carinho.
Não ignore nenhum tipo de atenção.
Um dia pode ser tudo o que você gostaria para sentir-se bem.
Se sentir saudades saiba o que fazer a respeito.
Mas faça algo e não permaneça imóvel diante dela.
Não viva de momentos passados, fotografias amareladas ou projetos futuros, você sequer tem garantias sobre o amanhã.
Nunca pare. Não se detenha. Insista um pouco mais.
Continue, mesmo quando todos esperam que desista.
Não se acomode por medo ou por sentir-se confortável.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você.
Tenha sempre algo pelo que lutar. E lute com todas as forças.
Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você.
Faça com que o vejam como um vencedor em tudo.
Conquiste e se deixe conquistar, prove o sabor de pertencer.
Deixe que sintam o seu cuidado e bem querer.
Não desmereça sentimentos, por julga-los menores.
Não economize emoções, por achar que elas não valem a pena.
Um dia podem ser tudo o que você precise para sentir-se feliz!"

San Liscofré

"NÃO SE DETENHA
Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo.
Não viva de fotografias amareladas...
Continue, quando todos esperam que desistas.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você.
Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.
Mas nunca se detenha"


"O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
o mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR."


"É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado."

"Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiracão, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação."

"ASSIM MESMO
Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta,

interesseiro. Seja gentil, assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros. Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra. Construa assim mesmo.
Se você tem Paz e é Feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja Feliz assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante. Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja que, no final das contas, é entre você e DEUS.
Nunca foi entre você e as outras pessoas."

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

T-DM1: qualidade de vida a pacientes com câncer de mama


O tratamento do câncer de mama está prestes ganhar um novo aliado: o medicamento T-DM1, que está em fase final de testes e tem apresentado resultados animadores para a classe médica. A droga tem como foco retardar a evolução da doença, ou seja, a metástase, e oferecer mais sobrevida e menos efeitos colaterais à paciente, comuns na quimioterapia. A expectativa é que o novo medicamento seja usado de forma isolada ou associado a outros tratamentos.

O T-DM1 foi destaque nos simpósios American Society of Clinical Oncology (ASCO), em junho do ano passado, e San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS), em dezembro, ambos nos Estados Unidos. O mastologista e oncologista Márcio Mimessi, de Rio Preto, conta que, anteriormente, a medicação Trastuzumab (Herceptin) já vinha proporcionando melhora significativa dos pacientes quando associada à quimioterapia. Mesmo hoje, a droga é indicada para tratamentos de casos não metastáticos, mas com a superexpressão da proteína Her-2 positiva (uma característica que torna o câncer mais agressivo).

“A Roche e outros dois laboratórios de biotecnologia apresentaram uma evolução dessa medicação, o Trastuzumab – Emantisine (T-DM1), que mostrou sua segurança em fase 2.” Ainda segundo ele, em outro trabalho, o T-DM1 associado ao anticorpo monoclonal Pertuzumab demonstrou resultados em que mantinha a doença estável e com menos efeitos colaterais, em comparação ao tratamento usual aplicado em casos metastáticos.

A comemoração pelo ingresso de mais um medicamento como arma para o combate do câncer de mama é ainda mais importante. É uma esperança a mais nos tratamentos de casos malignos, considerados avançados ou até incuráveis. “Há cerca de uma década, em 30% dos pacientes com a presença da proteína Her-2 positiva e metástase, os resultados quimioterápicos eram muito precários.

Os oncologistas estão muito entusiasmados com essa medicação, ainda experimental, mas em fase adiantada de aprovação, para usá-la como droga isolada ou associada a outras”, destaca Mimessi. A aprovação pela Food and Drug Administration (FDA), órgão americano que regula alimentos e medicamentos, está em fase avançada. No Brasil, a medicação tem chegada prevista até 2015, porque ainda depende de regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O custo, no entanto, deve ser alto, considerando os grandes investimentos em pesquisas.

Proteção

No ano passado, as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) eram de que o Brasil teria 52.680 novos casos de câncer de mama. Segundo o órgão brasileiro, a doença é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente em mulheres.

Infelizmente, as taxas de mortalidade ainda são altas no País, pois o diagnóstico costuma ser feito tardiamente, o que favorece o avanço do cancro. Segundo o mastologista e oncologista, Márcio Mimessi, a desinformação ainda é a principal vilã.

“Em nossa cidade e região, o acesso à mamografia de qualidade é bastante frequente e relativamente rápido. No entanto, os casos mais avançados ainda são encontrados no serviço público e causados, mais frequentemente, por problemas culturais de informação do que por dificuldades de se fazer o exame”, afirma.

A mastectomia, situação em que é necessária a retirada parcial ou integral da mama, por exemplo, corresponde à metade dos atendimentos no serviço privado, em comparação ao público. “A frequência de mastectomias no serviço privado é de menos de 20%, enquanto no público é de cerca de 40%, por atraso de diagnóstico”, diz o profissional. É justamente nesses pacientes que o medicamento T-DM1 irá atuar para evitá-la.

Diagnóstico precoce é importante

A disponibilidade do T-DM1 para auxiliar no tratamento de câncer de mama avançado não representa, no entanto, uma solução concreta para eliminar a doença. O medicamento apresentou resultados animadores durante os estudos, mas não definitivos para a cura. A descoberta precoce é ainda a melhor solução de aumentar as chances de sobrevida.

“Quanto mais precoce for diagnóstico e o tratamento, mais altas são as chances de cura. A sobrevida depende do tamanho e do tipo histológico do tumor. Cada um tem comportamento diferente, mas, em média, com tumores menores que dois centímetros, a sobrevida em cinco anos é de mais de 94%”, destaca a ginecologista e obstetra Jucimara Benfatti Coimbra Sternieri.

O diagnóstico precoce oferece opções de tratamento, sendo a mais usual a cirurgia conservadora, com menor mutilação da mama, seguida de cirurgia plástica reparadora. Ou seja, a descoberta da doença em fase inicial pode evitar a retirada total da glândula mamária.

O mastologista e oncologista Márcio Mimessi explica que, se for necessária uma mastectomia radical, é realizada uma reparação plástica, na mesma operação. Essa possibilidade não só garante a estética da mama, mas também devolve à mulher um dos símbolos de sua feminilidade.
Há ainda o tratamento clínico por quimioterapia, por hormonioterapia ou por radioterapia, indicados de acordo com as características do câncer.

Mamografia versus autoexame

O mastologista e oncologista Márcio Mimessi conta que o método mais eficaz para detectar e confirmar a doença ainda é a mamografia digital, associada ou não a um ultrassom mamário. Se houver indicação, outras opções de exames são a tomossíntese mamária e a ressonância magnética. O autoexame recomendado às mulheres para a descoberta de possíveis caroços, contudo, não pode ser considerado uma técnica efetiva e isolada para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Há casos em que o tumor não pode ser percebido ao toque, principalmente no início da doença.

O próprio Instituto Nacional de Câncer (Inca) apoia-se em evidências científicas que sugerem que o autoexame pode trazer consequências negativas para a mulher, como a necessidade de biópsias de nódulos benignos e insegurança psicológica. A ginecologista e obstetra Jucimara Benfatti Coimbra Sternieri destaca que o autoexame serve como auxílio no diagnóstico. “A mulher que o realiza regularmente passa a conhecer a estrutura da própria mama e, nos casos de variações, pode fornecer ao médico informações que podem levar a uma antecipação no diagnóstico”, explica.


Fonte: Diário Web.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Tecnologia de Portugal ajuda em tratamento de câncer de mama

Pesquisadores da Universidade de Coimbra criaram nanopartícula para levar o medicamento diretamente às células cancerígenas, aumentando eficácia do tratamento.

Por causa de sua composição, a nanopartícula consegue chegar com mais facilidade às células doentes e, ao encontrá-las, libera o medicamento de tratamento.

Lisboa – Pesquisadores portugueses desenvolveram uma nanotecnologia que aumenta a eficácia terapêutica da quimioterapia para pacientes com câncer de mama, além de evitar alguns efeitos colateiras provocados pelo tratamento.

A nanopartícula usada para levar o medicamento às células cancerígenas foi desenvolvida no Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra. Na semana passada, a Universidade de Coimbra conseguiu reconhecer nos Estados Unidos a patente da nanopartícula registrada com o nome de Pegasemp™.

Segundo a universidade, a tecnologia transporta o medicamento que mata as células cancerígenas e destrói os vasos sanguíneos que alimentam o tumor – o que impede o câncer de se alastrar no organismo e diminui riscos de reincidência. Por causa de sua composição, a nanopartícula consegue chegar com mais facilidade às células doentes e, ao encontrá-las, libera o medicamento de tratamento.

A nanotecnologia é uma das áreas em que o Brasil tem interesse em manter um programa de cooperação com Portugal. Conforme divulgado em setembro passado pelo Itamaraty, uma comissão mista de ciência, tecnologia e inovação entre os dois países irá discutir cooperação nas áreas de nanotecnologia assim como biotecnologia e biocombustíveis.

A Universidade de Coimbra é o principal local de acolhimento de estudantes brasileiros que participam do Programa Ciência sem Fronteira em Portugal, e o CNC tem reconhecimento internacional.

Recentemente o centro anunciou o desenvolvimento de uma vacina oral contra a Hepatite B, considerada a mais perigosa das hepatites – segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 600 mil pessoas morrem anualmente em todo o mundo por causa da doença.

Fonte: Exame - Gilberto Costa da Agência Brasil.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Substância de frutas e vegetais pode reduzir risco de câncer de mama


Especula-se que os carotenoides podem ter efeitos anticâncer porque alfa-caroteno, beta-caroteno e beta-criptoxantina, em particular, são metabolizados e transformados em vitamina A, que regula o crescimento, o desenvolvimento e a morte das células Foto: Getty Images
Especula-se que os carotenoides podem ter efeitos anticâncer porque alfa-caroteno, beta-caroteno e beta-criptoxantina, em particular, são metabolizados e transformados em vitamina A, que regula o crescimento, o desenvolvimento e a morte das células
Carotenoides encontrados em frutas e vegetais podem reduzir risco de câncer de mama. Essa é a conclusão de uma revisão de oito estudos, realizada pelo Hospital Brigham & Women e pela Escola de Medicina de Harvard, ambos nos Estados Unidos. Os dados são do jornal Huffington Post. 
Os cientistas analisaram dados de 3055 mulheres com câncer de mama e 3956 sem o problema (grupo controle). Descobriram que as chances menores de desenvolver a doença estavam relacionadas a altos níveis de alfa-caroteno, beta-caroteno, licopeno, luteína e zeaxantina, bem como níveis de carotenoides totais. 
Especula-se que os carotenoides podem ter efeitos anticâncer porque alfa-caroteno, beta-caroteno e beta-criptoxantina, em particular, são metabolizados e transformados em vitamina A, que regula o crescimento, o desenvolvimento e a morte das células. “Também podem ser diretamente anticancerígenos por vários outros mecanismos, incluindo a melhoria da comunicação entre as células, o aumento do funcionamento do sistema imune ou eliminação de espécies reativas de oxigênio, o que pode inibir a desregulação celular ou danos no DNA”, escreveram os autores.