sábado, 9 de junho de 2012

Novo tratamento contra o câncer de mama será testado no Rio Grande do Sul

Estudo com anticorpo está sendo considerado por especialistas como uma grande promessa

Apresentado no último domingo no maior encontro de oncologistas do mundo — o Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), em Chicago (EUA) —, o estudo com o anticorpo trastuzumabe emtansine (T-DM1) está sendo considerado por especialistas como uma das maiores promessas para o tratamento do câncer mais agressivo de mama, o metastático HER2-positivo.

Além de impedir a progressão da doença com maior eficácia (as mulheres tratadas com o medicamento não apresentaram progressão da doença por um tempo 35% maior do que o grupo que recebeu outro tipo de medicação), o T-DM1 reduz de forma expressiva os efeitos colaterais, um ganho para as pacientes que estão em tratamento quimioterápico.

Ainda em fase final de testes — segundo especialistas, o medicamento pode começar a ser testado ainda neste ano com pacientes no Rio Grande do Sul, em hospitais como na PUCRS, no Clínicas e no Conceição, entre outros —, o T-DM1 funciona como um "míssil teleguiado", que não ataca as células saudáveis do organismo, explica Stephen Stefani, pesquisador e oncologista do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus.

— A novidade é que o medicamento possui a combinação do anticorpo monoclonal (produzido a partir de clones de uma única célula) trastuzumabe e pelo quimioterápico emtansine (DM1). O trastuzumabe já é usado há bastante tempo, mas não em combinação com o DM1. Os dois juntos, além de aumentar a sobrevida dos pacientes, reduzem muito os sintomas, como perda de cabelos e diarreias, comuns na quimioterapia — afirma Stefani.

Segundo o diretor-chefe médico e líder de desenvolvimento de Produto Global da Roche (indústria que que fabrica o medicamento), Hal Barron, a previsão é que, também em 2012, o medicamento seja submetido à aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA).

— A eficácia, a segurança e a qualidade de vida apontados pelo estudo levam a nossa crença de que o T-DM1 pode ter um papel importante para as pacientes — afirma.

No Brasil, a expectativa é que a droga esteja disponível nas farmácias entre 2014 e 2015, segundo Adriano Treve, presidente da Roche Farmacêutica do Brasil.


Estudo já foi realizado com 991 pacientes

O estudo internacional cujos resultados foram divulgados na Asco, batizado de Emilia, foi realizado com 991 pacientes (cerca de 50 brasileiros), sendo que todas já haviam sido tratadas apenas com trastuzumabe. Metade do grupo recebeu, então, T-DM1, e a outra metade o tratamento padrão com os quimioterápicos lapatinibe e capecitabina. Aquelas que tomaram o medicamento não apresentaram progressão da doença por um tempo 35% maior — ficaram, em média, 9,6 meses sem o avanço da doença, contra 6,4 meses no grupo controle.

Das pacientes que tomaram o T-DM1, 43,6% tiveram os tumores reduzidos, enquanto apenas 30,8% do grupo de controle apresentaram redução. A sobrevida com a nova droga também foi maior. No grupo que recebeu o medicamento, houve um aumento de 7,1 meses na qualidade de vida, sem nenhum sintoma. No grupo que recebeu os quimioterápicos tradicionais, o aumento foi de 4,6 meses.

O presidente da divisão latino-americana da farmacêutica Roche, Jörg-Michael Rupp, afirmou que há possibilidade do novo remédio também ser efetivo nas primeiras fases da doença, inclusive em outros tipos de câncer.

—Se o remédio funciona em uma fase avançada, há uma possibilidade maior de ser efetivo nas primeiras fases — afirmou.


Câncer de mama

O câncer de mama metastático do tipo HER2-positivo acomete de 15% a 20% das pacientes em todo o mundo. Somente em 2010, foram identificados mais de 10 mil casos de câncer deste tipo no Brasil.

Em 2012, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) esperam-se, para o Brasil, 52.680 casos novos de câncer da mama, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores da pele não melanoma, esse tipo de câncer também é o mais frequente nas mulheres do Sul (65 para cada 100 mil pessoas).

Apesar de ser considerado um câncer de relativamente bom prognóstico se diagnosticado e tratado oportunamente, as taxas de mortalidade por câncer da mama continuam elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. A sobrevida média após cinco anos na população de países desenvolvidos tem apresentado um discreto aumento, cerca de 85%. Nos países em desenvolvimento, a sobrevida fica em torno de 60%.

Fonte: Zero Hora.

Nova droga contra o câncer de mama

Medicamento em estudo retarda o agravamento da doença e tem poucos efeitos colaterais

CHICAGO - Uma droga poderosa contra o tumor sem os efeitos colaterais dos tratamentos tradicionais pode retardar a evolução do câncer de mama e ainda aumentar a expectativa de vida dos doentes, segundo estudo publicado no último fim de semana. Além de representar um avanço no tratamento do câncer, o sucesso no ensaio clínico valida a ideia de tratar as células cancerosas e poupar as demais.

— Imaginamos um mundo no qual o tratamento contra o câncer possa matar o tumor sem ferir o paciente e esta droga faz isso — diz Kimberly Blackwell, do Duke Cancer Institute.

A droga, conhecida como T-DM1, foi desenvolvida pela empresa Genentech (do laboratório Roche), que financiou o estudo e planeja a aprovação este ano. Isso significa que o medicamento pode chegar ao mercado em 2013.

T-DM1 e drogas similares em desenvolvimento consistem em toxinas ligadas a anticorpos. Os anticorpos trancam as células cancerosas onde despejam a carga tóxica. Como a toxina não é ativada até atingir o tumor, os efeitos colaterais são reduzidos.

O último estágio de testes da droga envolveu 991 mulheres com metástase com piora apesar do tratamento com a droga herceptin e o medicamento de quimioterapia chamado taxane. Metade das mulheres tomou T-DM1 e a outra metade recebeu duas drogas usadas nesses pacientes — tykerb, também conhecido como lapatinib, e xeloda, também conhecido como capecitabine.

T-DM1 retardou o agravamento da doença em cerca de três meses. Para as mulheres que receberam T-DM1, o tempo médio antes de a doença progredir foi de 9,6 meses, comparados com 6,4 meses para quem tomou outras drogas.

Fonte: O Globo - Saúde.

EUA aprovam novo medicamento contra câncer de mama

Em testes clínicos, o Perjeta, da Roche, estendeu o tempo em que as pacientes passaram sem apresentar progressão da doença

São Paulo - Autoridades de saúde dos Estados Unidos aprovaram nesta sexta-feira um novo remédio contra câncer da empresa farmacêutica Roche, que aposta nele para ser o tratamento de referência para um tipo de câncer de mama bastante agressivo.

A Food and Drug Administration (FDA), órgão do governo americano que regula alimentos e remédios, aprovou na sexta-feira o injetável Perjeta (também conhecido como pertuzumab), para mulheres com um tipo de câncer de mama conhecido como HER2 positivo, que responde por cerca de 25% dos casos da doença e não tem cura.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil. Estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer) indicam que serão registrados 52.680 novos casos da doença em 2012 no país.

O Perjeta é um anticorpo monoclonal, medicamento produzido a partir de clones de uma única célula. Ele funciona combinado com o Herceptin (também conhecido como trastuzumab), que também combate o HER2 positivo, e o docetaxel, um tipo de quimioterapia. Em testes clínicos com 880 pacientes, demorou 18,5 meses em média antes que a doença progredisse em pacientes que receberam os dois medicamentos, contra 12,4 meses nas pacientes que receberam apenas Herceptin.

A HER2 é proteína envolvida no crescimento normal das células, mas que, em alguns tipos de câncer, aparece em grande quantidade e favorece o crescimento das células cancerígenas. O Perjeta, administrado de forma intravenosa, inibe a ação da proteína, evitando a proliferação do tumor.

"Desde que o trastuzumab foi aprovado há mais de uma década, pesquisas contínuas nos ajudaram a entender melhor o papel da HER2 no câncer de mama", disse Richard Pazdur, diretor do Escritório de Produtos de Hematologia e Oncologia do Centro de Pesquisa e Análise de Medicamentos do FDA. "Graças a elas agora se sabe que a combinação do trastuzumab com o Perjeta e o docetaxel reduzem a velocidade da progressão do câncer de mama."

Apesar dos bons resultados, o Perjeta em combinação com o docetaxel e o trastuzumab causa sérios efeitos colaterais como diarreia, queda de cabelo, náuseas, fadiga, problemas no sistema imunológico e danos nos nervos.

Esta semana, a Roche apresentou um outro medicamento, o T-DM1, que também age contra a HER2, em fase final de testes.

Fonte: Exame.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Perda de peso, mesmo que pequena, pode reduzir risco de câncer de mama pela metade

Segundo pesquisa, quanto mais uma mulher com excesso de peso emagrece, menores os níveis de hormônios associados ao câncer.


Mesmo moderada, a perda de peso já pode reduzir significativamente os níveis de hormônios associados ao risco de câncer de mama. De acordo com uma nova pesquisa, a diminuição de 5% no peso corporal pode chegar a reduzir pela metade as chances dos tipos mais comuns de tumores de mama. O estudo foi feito no Centro de Pesquisa em Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos, e publicado nesta segunda-feira no periódico Journal of Clinical Oncology.


CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Reduced-Calorie Dietary Weight Loss, Exercise, and Sex Hormones in Postmenopausal Women: Randomized Controlled Trial

Onde foi divulgada: periódico Journal of Clinical Oncology

Quem fez: Kristin L. Campbell, Karen E. Foster-Schubert, Catherine M. Alfano e outros

Instituição: Centro de Pesquisa em Câncer Fred Hutchinson, Estados Unidos

Dados de amostragem: 493 mulheres de 50 a 75 anos

Resultado: Mulheres com excesso de peso que perdem 5% do peso corporal já reduzem em até pela metade o risco de câncer de mama. Aliar dieta e atividade física pode diminuir em até 25% níveis de hormônios associados à doença
Esse trabalho é o primeiro ensaio clínico feito para estudar os efeitos do emagrecimento na incidência da doença. Ele se baseou em dados de 493 mulheres com obesidade ou sobrepeso, sedentárias e com idades entre 50 e 75 anos. As participantes foram divididas em quatro grupos de acordo com os hábitos os quais foram designadas a seguirem: somente atividade física (cerca de 20 minutos ao dia de caminhada rápida); exercícios e dieta; somente dieta; e nenhuma intervenção.

Essas mulheres foram acompanhadas durante um ano. Após esse período, a equipe mediu, por meio de exames de sangue, os níveis de alguns tipos de hormônios sexuais que estão relacionados ao risco de câncer de mama, entre eles diferentes tipos de estrogênio e testosterona.

A equipe observou que as mulheres que fizeram tanto dieta quanto atividade física tiveram uma redução de até 25,8% nos níveis desses hormônios, dependendo do tipo. Essa diminuição foi de até 22,.4% entre as mulheres que apenas seguiram uma dieta.

Embora as participantes desses dois grupos tenham perdido, em média, 10% do peso ao longo do estudo, a pesquisa concluiu que uma redução de 5% do peso corporal já é suficiente para haver um impacto benéfico sobre os níveis hormonais, podendo diminuir as chances de câncer de mama em até 50%. Os resultados indicaram que quanto mais peso perdido, maior é o efeito positivo.

Segundo os autores do estudo, essas conclusões somente se aplicam a mulheres com sobrepeso ou obesidade que não estão fazendo reposição hormonal. "A quantidade de peso perdido foi a chave para as mudanças nos níveis hormonais, e o maior efeito foi obtido com uma associação de dieta e atividade física.

Por isso, o ideal é que as mulheres, para emagrecer, incluam esses dois hábitos no dia-a-dia e assim reduzam os níveis de hormônios como o estrogênio", diz Anne McTiernan, coordenadora do estudo.

Fonte: Veja.http://veja.abril.com.br/noticia/saude/perda-de-peso-mesmo-que-pequena-pode-reduzir-risco-de-cancer-de-mama-pela-metade

Conheça 5 hábitos que podem te proteger do câncer de mama

Você já ouviu falar que o autoexame é fundamental para detectar o câncer de mama, mas não basta só isso. Alguns hábitos simples podem te ajudar identificar o tumor que mais ataca mulheres no Brasil.


Hábitos simples e atenção especial com os seios podem te ajudar detectar precocemente o cancêr de mama.


A mamografia é considerada o melhor exame para rastrear o câncer de mama, a segunda causa de morte entre as brasileiras. E consegue detectar uma lesão tão pequena quanto uma ervilha. Mas, hábitos e cuidados especiais podem evitar o aparecimento de tumores na mama. Cuidar da alimentação, praticar atividades físicas e amamentar são alguns deles.


1. Apalpar é preciso:
Todo mês, após o fim da menstruação, precisamos tocar nossas mamas e procurar qualquer tipo de alteração. Se perceber algum caroço, agende logo uma consulta médica. O autoexame começa com uma avaliação visual: precisamos observar nossos seios diante do espelho, levantar os braços e checar se eles têm o mesmo formato e tamanho. Fique atenta se houver alterações na pele e nos mamilos. Depois, levante uma das mãos, coloque-a atrás da cabeça e apalpe o seio com a ponta dos dedos da outra mão. Abaixe os braços e apalpe a região que vai da mama até a axila. Repita do outro lado. E atenção! O Instituto Nacional do Câncer alerta: o autoexame não substitui o exame feito pelo médico. Por isso, vá regularmente ao ginecologista.


2. Cuide da alimentação:
Há dezenas de estudos em curso tentando comprovar a eficácia de alguns alimentos na prevenção de diversos tipos de câncer, inclusive o de mama. Embora ainda não haja nada 100% comprovado, evidências apontam que a cúrcuma (especiaria muito usada na culinária indiana, aqui também conhecida como açafrão-da-terra) é uma poderosa aliada na prevenção de tumores mamários. Pesquisas demonstraram que a planta tem um componente ativo que impede a multiplicação de células cancerosas.


3. Amamente seus filhos:
O aleitamento materno protege mãe e filho dos riscos de câncer de mama. No período da amamentação exclusiva, o corpo não produz estrogênio, hormônio que pode desencadear o processo de formação do tumor. Quanto maior o período de aleitamento, mais protegida fica a mulher. O bebê também se beneficia, porque tem menos chances de se tornar um adulto obeso já que excesso de peso é fator de risco para o câncer.


4. Faça uma atividade física:
Mexer o corpo enxuga medidas, combate a depressão e problemas no coração e, veja só, é uma ótima maneira de prevenir o câncer de mama. Durante a atividade física, o aumento da circulação faz com que o sangue chegue até os pequenos vasos das mamas, limpandoo acúmulo de estrogênio, hormônio que pode estar ali parado, aumentando o risco de surgir um tumor, diz Luiz Henrique Gebrim, mastologista da Unifesp. Além dessa faxina do bem, exercícios físicos evitam a obesidade, outro fator de risco.


5. Maneire no consumo de álcool:
Essa é uma conclusão fresquinha no meio científico, fruto de um enorme estudo divulgado recentemente numa conceituada publicação científica americana: mesmo em níveis moderados, a ingestão de álcool aumenta os riscos de aparecimento de tumores nas mamas. O consumo equivalente a duas taças de vinho por dia pode elevar em 15% as chances de desenvolver a doença. Mas, calma, ainda dá para brindar em ocasiões especiais! Tomar duas doses em um jantar, uma vez ou outra, não representa riscos.

Fonte: Abril - mdemulher.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Remédio para transplantados ajuda a aumentar sobrevida de pacientes com câncer de mama

Associar a droga a uma vacina que ajuda a tratar a doença, em comparação apenas com a aplicação da vacina, aumenta expectativa de vida em 30%.

Mulheres que tomaram um remédio usado no tratamento de pacientes transplantados junto a uma vacina contra o câncer de mama tiveram uma sobrevida 30% maior do que aquelas que tinham a mesma doença, mas que apenas receberam a vacina. Essa é a conclusão de uma pesquisa feita na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e publicada nesta quarta-feira na revista médica Science Translational Medicine.

No estudo, o medicamento estudado foi o daclizumab, usado para evitar a rejeição de órgãos em pacientes que receberam transplantes de rim. De acordo com a equipe, a droga beneficiou mulheres pois ajudou o organismo delas a reestabelecer a capacidade do sistema imunológico combater os tumores. Essa abordagem utilizada é a imunoterapia, que consiste em treinar o sistema imunológico para que ele mesmo destrua as células cancerígenas do corpo.

Essas conclusões vieram depois de os pesquisadores darem a dez pacientes com câncer de mama metastático, ou seja, que já havia se espalhado pelo corpo, doses de daclizumab e de uma vacina que está em fase experimental e que foi desenvolvida pela própria Universidade da Pensilvânia. De acordo com os resultados relatados no artigo, as mulheres que haviam tomado o medicamento junto à vacina tiveram uma sobrevida cerca de 30% maior — ou sete meses maior — em relação àquelas que apenas receberam a vacina. Além disso, embora nenhum dos tumores tenha diminuído de tamanho, eles deixaram de crescer em seis das dez participantes. Segundo os autores, os efeitos positivos do medicamento no organismo duraram cerca de dois meses e a droga não surtiu efeitos colaterais graves.

"Embora nossos testes tenham sido feitos em pacientes com câncer da mama, acreditamos que essa abordagem possa ser aplicada na maioria dos tipos de tumores", diz Robert Vonderheide, um dos autores do estudo. "Mesmo que ainda exista uma grande quantidade de trabalho a fazer para confirmar nossos resultados, acreditamos que nossa pesquisa terá grandes impactos no regimento de vacinas em câncer."


COMO O DACLIZUMAB COMBATE OS TUMORES

O daclizumab é usado em pacientes que passaram por transplante de rim pela capacidade de reduzir o número de células de defesa regulatórias (células Tregs), importante para evitar que o sistema imunológico ataque o novo órgão. As Tregs 'desligam' o sistema imunológico depois que o trabalho foi feito. Os tumores atraem células Tregs para o seu entorno, enganando o sistema imunológico e evitando que outras células de defesa combatam as células cancerígenas. Ao reduzir essas células, o daclizumab aumenta a eficiência da vacina.

Fonte: Veja.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

São Francisco de Assis

Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.

O que temer? Nada.
A quem temer? Ninguém.
Por que? Porque aqueles que se unem a Deus obtém três grandes previlégios: onipotência sem poder; embriaguez, sem vinho e vida sem morte.

Apenas um raio de sol é suficiente para afastar
várias sombras.

Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado...
Resignação para aceitar o que não pode ser mudado...
E sabedoria para distinguir uma coisa da outra.

Ninguém é suficientemente perfeito, que não possa aprender com o outro e, ninguém é totalmente desttuído de valores que não possa ensinar algo ao seu irmão.

Onde há amor e sabedoria, não tem temor e nem ignorância
 
 Senhor fazei de mim um instrumento de vossa paz....
 
Pensamentos São Francisco de Assis.

Use as fibras na prevenção do câncer de mama

Estudos quentíssimos sugerem que, além de evitar o aparecimento de tumores no intestino, protege a mama, o pâncreas...

Alimentos como goiaba, cebolinha, cenoura, tangerina, soja, arroz integral e aveia aparentemente não têm nada em comum. Mas as aparências enganam. É que esses itens - e muitos outros - são carregados de fibras. Eles geram uma sensação de saciedade, melhoram o funcionamento do intestino e a proteção contra câncer nesse órgão. Agora a ciência acaba de apontar que elas também previnem tumores no pâncreas e na mama. No mínimo.

Um estudo da Universidade de Leeds, na Inglaterra, associou o consumo de fibras a uma menor incidência de tumores mamários."Notamos que a ingestão diária de 10 gramas de fibras solúveis derruba em 26% o risco de o mal se desenvolver", conta Dagfinn Aune, líder do projeto.

Uma das hipóteses levantadas para explicar tal façanha é que as fibras reduziriam o estrogênio que perambula pelo sangue. Se você está se perguntando por que é importante evitar picos de estrogênio, fique sabendo que ele incita a proliferação das células mamárias, independentemente de serem normais ou cancerosas. Então, quando eles estão controlados, o risco de desenvolver câncer diminui.

Outro hormônio intimamente relacionado ao câncer de mama é a insulina, responsável por botar a glicose dentro das células. E as fibras dão um jeito nela também. Afinal, retardam o esvaziamento gástrico - em outras palavras, você fica com o estômago cheio por mais tempo -, o que torna a absorção de açúcar mais lenta. Diante disso, não há necessidade de ter um monte de insulina circulando.

Quando a dieta é rica em fibras, fica mais fácil escapar dos ataques à geladeira e, dessa forma, administrar o ponteiro da balança. Mas, se uma mulher está 40 quilos acima do peso, não adianta só apostar nas fibras. O consumo isolado da substância não elimina todos os outros problemas.
 
 
Já no Centro de Referência Oncológico de Aviano, na Itália, os cientistas voltaram suas atenções para a relação entre uma dieta campeã em fibras e o aparecimento de câncer no pâncreas. Para explorá-la, eles avaliaram a dieta de 326 pacientes diagnosticados com a doença e 652 indivíduos saudáveis. Notaram que o consumo regular de fibras fez despencar em mais de 50% o risco da doença.
 
 
Ao mexer no cardápio, não se esqueça de molhar a garganta com bastante água, chás e sucos. O líquido é esssencial para que as fibras solúveis se transformem em gel e as insolúveis formem fezes macias. Só não enrole muito para mudar os hábitos. "A dieta deve ser equilibrada desde cedo para que exerça um papel realmente significativo na batalha contra o câncer", adverte Paulo Hoff.

Confira o ranking das fibras

Soja - 23,9 g*
Grão-de-bico - 17,3 g*
Ervilha - 13,5 g*
Feijão-carioca - 11,9 g*
Cereal à base de trigo - 11,5 g**
25g É o consumo diário de fibras considerado ideal pela Organização Mundial da Saúde
* em 1 concha média
** 1/2 xícara (chá)


Onde encontrar fibras?
1 concha média de lentilha - 11,1 g
1 goiaba branca - 10,7 g
1 colher (sobremesa) de cebolinha - 6,4 g
1 mexerica - 4,19 g
1 pera - 3,3 g
1 colher (sopa) de semente de linhaça3,3 g
1 colher (sopa) de farelo de trigo - 3,1 g
1 colher (sopa)de abacate - 2,83 g
1 maçã argentina - 2,6 g
1 laranja com membrana - 2,6 g
5 folhas de couve-manteiga - 2,35 g
3 colheres (sopa) de batata-doce cozida 1,98 g
1 escumadeira de arroz integral - 1,62 g
3 colheres (sopa) de beterraba crua - 1,62 g
1 colher (sopa) de farinha de centeio1,5 g
3 colheres (sopa) de mandioca - 1,44 g
1 figo fresco - 1,4 g
23 1 colher (sopa) de flocos de aveia - 1,37 g
1 fatia de pão de fôrma integral - 1,3 g
1 ameixa-preta seca 1,2 g
3 colheres (sopa) de cenoura ralada - 1,14 g
3 folhas de alface lisa - 1,05 g
1 colher (sopa) de farelo de aveia - 1,02 g
3 colheres (sopa) de brócolis cozidos - 1 g
1 escumadeira de arroz branco 0,96 g


Fonte: abril mdemulher saúde.

domingo, 29 de abril de 2012

Perguntas e Respostas Sobre o Câncer - Vale a pena rever.

O que é câncer?
Câncer é um grupo de doenças que se caracterizam pela perda do controle da divisão celular e pela capacidade de invadir outras estruturas orgânicas. O que causa o câncer? O câncer pode ser causado por fatores externos (substâncias químicas, irradiação e vírus) e internos (hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). Os fatores causais podem agir em conjunto ou em seqüência para iniciar ou promover o processo de carcinogênese. Em geral, dez ou mais anos se passam entre exposições ou mutações e a detecção do câncer.

O câncer é hereditário? Em geral o câncer não é hereditário. Existem apenas alguns raros casos que são herdados, tal como o retinoblastoma, um tipo de câncer de olho que ocorre em crianças. No entanto, existem alguns fatores genéticos que tornam determinadas pessoas mais sensíveis à ação dos carcinógenos ambientais, o que explica por que algumas delas desenvolvem câncer e outras não, quando expostas a um mesmo carcinógeno.

O câncer é contagioso?
Não. Mesmo os cânceres causados por vírus não são contagiosos como um resfriado, ou seja, não passam de uma pessoa para a outra por contágio. No entanto, alguns vírus oncogênicos, isto é, capazes de produzir câncer, podem ser transmitidos através do contato sexual, de transfusões de sangue ou de seringas contaminadas utilizadas para injetar drogas. Como exemplos de vírus carcinogênicos, tem-se o vírus da hepatite B (câncer de fígado) e vírus HTLV - I / Human T-lymphotropic virus type I (leucemia e linfoma de célula T do adulto).

Qual a diferença entre câncer in situ e invasivo?
O carcinoma in situ (câncer não invasivo) é o primeiro estágio em que o câncer não hemapoético pode ser classificado. Nesse estágio, as células cancerosas estão somente na camada da qual elas se desenvolveram e ainda não se espalharam para outras camadas do órgão de origem. A maioria dos cânceres in situ é curável, se for tratada antes que progrida para a fase de câncer invasivo. Nessa fase, o câncer invade outras camadas celulares do órgão e invade e ganha a capacidade de se disseminar para outras partes do corpo.

O câncer tem cura?
Atualmente, muitos tipos de câncer são curados, desde que tratados em estágios iniciais, demonstrando-se a importância do diagnóstico precoce. Mais da metade dos casos de câncer já tem cura.

Todo tumor é câncer?
Não. Nem todo tumor é câncer. A palavra tumor corresponde ao aumento de volume observado numa parte qualquer do corpo. Quando o tumor se dá por crescimento do número de células, ele é chamado neoplasia - que pode ser benigna ou maligna. Ao contrário do câncer, que é neoplasia maligna, as neoplasias benignas têm seu crescimento de forma organizada, em geral lento, e apresenta limites bem nítidos. Elas tampouco invadem os tecidos vizinhos ou desenvolvem metástases. O lipoma e o mioma são exemplos de tumores benignos.

O câncer pode ser prevenido?
Os cânceres causados pelo tabagismo e pelo uso de bebida alcóolica podem ser prevenidos em sua totalidade. A Sociedade Americana de Cancerologia estimou para 1998 cerca de 175.000 mortes por câncer causadas pelo uso do tabaco e um adicional de 19.000 mortes relacionadas ao uso excessivo de álcool, freqüentemente em associação com o uso do tabaco. Muitos cânceres que estão relacionados à dieta também podem ser prevenidos.

Evidências científicas sugerem que aproximadamente um terço das mortes por câncer estão relacionadas a neoplasias malignas causadas por fatores dietéticos. Além disso, muitos cânceres de pele podem ser prevenidos pela proteção contra os raios solares. Exames específicos, conduzidos regularmente por profissionais da saúde podem detetectar o câncer de mama, cólon, reto, colo de útero, próstata, testículo, língua, boca e pele em estádios iniciais, quando o tratamento é mais facilmente bem sucedido. Auto-exames de mama e pele podem também resultar no diagnóstico precoce de tumores nessas localizações.

Quais são os progressos na prevenção do câncer?
Os efeitos da prevenção primária, como a redução da prevalência do tabagismo, já podem ser observados na população masculina norte-americana, enquanto no Brasil os esforços são contínuos para se aumentar a adesão aos programas de controle do tabagismo. As novas estratégias que ajudam os fumantes a abandonar o cigarro, como o uso dos adesivos de reposição de nicotina e as terapias de apoio psicológico, já vêm apontando para resultados favoráveis em diferentes estudos científicos.

No que diz respeito à prevenção, o exame de Papanicolaou e a mamografia, respectivamente, na detecção do câncer do colo do útero e de mama, diferentes estudos científicos têm mostrado sua utilidade no diagnóstico precoce desses cânceres, embora o impacto da mamografia, sobre a mortalidade por câncer de mama ainda seja objeto de investigações.

Como é o tratamento do câncer?
O tratamento do câncer pode ser feito pela cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, utilizadas de forma isolada ou combinada, dependendo do tipo celular do órgão de origem e do grau de invasão do tumor.

Quem está sob risco de desenvolver câncer?
Qualquer pessoa. Como a ocorrência do câncer aumenta com a idade, a maioria dos casos acontece entre adultos de meia idade ou mais velhos. O risco relativo mede a relação existente entre os fatores de risco e o câncer. Ele compara o risco de um câncer se desenvolver em pessoas com determinada exposição ou característica ao risco observado naquelas pessoas sem essa exposição ou característica. Por exemplo, os fumantes têm um risco relativo 10 vezes maior de desenvolver câncer de pulmão quando comparados aos não fumantes.

A maioria dos riscos relativos não apresentam essa dimensão. Por exemplo, as mulheres com uma história familiar em primeiro grau de câncer de mama (ocorrência da doença em mãe, irmã ou filha) têm cerca de duas vezes mais risco de desenvolver câncer de mama, quando comparadas às mulheres que não apresentam essa história familiar.

Quais as fontes de dados de informação em câncer?
Os dados dos Registros de Câncer - Populacionais e Hospitalares - e os dados de Mortalidade constituem-se na base das informações para estudar a magnitude do câncer no Brasil. Os Registros de Câncer se caracterizam como centros sistematizados de coleta, armazenamento e análise da ocorrência e das características de todos os casos novos de câncer, ocorridos em uma população (Registros de Câncer de Base Populacional - RCBP) ou em um hospital (Registros Hospitalares de Câncer - RHC). Os RCBP produzem informações sobre a incidência do câncer em uma população geograficamente definida. Os RHC levantam informações sobre as características dos tumores e a avaliação da sobrevida e assistência prestada ao paciente com neoplasia maligna atendidos nos hospitais.

O principal papel dos Registros de Câncer é fornecer subsídio aos profissionais da área da saúde para a avaliação da qualidade da assistência prestada, para a pesquisa sobre o câncer e para o planejamento das ações de saúde. Existem hoje no Brasil 20 Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) com informações consolidadas. Estes registros têm sido as fontes que nos permitem a avaliação de dados referentes a incidência de câncer no país. Com relação à mortalidade, a fonte de dados é o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. A maioria dos estudos brasileiros sobre a saúde da população baseia-se na análise de dados sobre a mortalidade por uma determinada causa, porque a morte dá origem a um documento legal, de preenchimento obrigatório - o atestado de óbito.

Apesar de apresentar problemas de subnotificação, a qualidade dessa informação é considerada boa para as neoplasias malignas, dada a necessidade de hospitalização da maioria dos pacientes e o conhecimento dos óbitos ocorridos nos hospitais. Os dados dos RCBP e do SIM constituem-se na base de cálculo das estimativas de casos novos e de mortes por câncer no Brasil.

Quem tem direito ao tratamento pelo SUS?
A atenção à saúde no Brasil é de acesso universal, isto é, todo cidadão tem direito a atendimento gratuito. Por isso, o Ministério da Saúde garante o atendimento integral a qualquer doente com câncer, por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS.

Atendimento integral significa proporcionar ao doente todos os cuidados de que necessita para a cura ou o controle da doença inclusive, as medidas de suporte para os tratamentos, cuidados paliativos, que visam a dar melhores condições de vida aos doentes que não puderem ser curados e reabilitação para a reintegração social daqueles que ficam com seqüelas da doença ou do tratamento. integralidade é fundamental na oncologia também porque a grande maioria dos tipos de câncer só pode ser tratada, de modo resolutivo, com variadas modalidades de tratamento, sucessivas e complementares, que compõem protocolos.

Assim, por exemplo, para que a cirurgia planejada para determinado tipo de câncer tenha êxito em curar, pode ser necessário que seja precedida de tratamento com medicamentos quimioterápicos e sucedida com radioterapia e outros medicamentos anti-tumorais, isto tudo em períodos rigorosamente programados.

Como o SUS está organizado para atender a população?
O SUS tem organizado o tratamento de câncer de modo a oferecer em um mesmo Estabelecimento de Saúde, todas as modalidades de tratamento, como cirurgia, quimioterapia, radioterapia e, inclusive, cuidados paliativos e reabilitação. Existem, no Brasil, mais de 300 Estabelecimentos de Saúde prestando assistência oncológica de alta complexidade a doentes do SUS, espalhados por 26 Estados e em 128 diferentes municípios.

A maioria deles é Hospital Geral com reconhecida capacidade de prestar atendimento de alta complexidade e alguns são hospitais especializados em câncer.

Todos os hospitais que atendem pacientes pelo SUS são públicos?
Os Estabelecimentos de Saúde cadastradas no SUS podem ser de natureza pública, isto é, pertencer a um governo estadual, municipal ou federal ou então ser de natureza privada, isto é, pertencer a entidades privadas. Todos eles, porém, prestam atendimento público gratuito , custeado por recursos públicos, oriundos de impostos e contribuições.

Qual o papel das Secretarias de saúde no atendimento?
As Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde planejam, organizam, controlam e avaliam o Sistema Único de Saúde em seu território, e por isso são chamados de gestores locais do SUS. Assim, quando um doente de câncer quer ser tratado no SUS recomenda-se que procure a Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde de onde reside para ser orientado sobre qual Estabelecimento de Saúde poderá oferecer o melhor atendimento possível para seu caso.

Quais as normas para quem tem plano de saúde?
O tratamento oferecido pelos planos de saúde obedece a legislação própria, da chamada Saúde Suplementar, que é de caráter geral, sem conteúdo específico para os tratamentos de câncer. Os planos constituídos após a vigência da Lei nº 9.656/98 têm os procedimentos para tratamento de câncer relacionados em um Rol de Procedimentos publicado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS.

Para os planos constituídos antes de 2 de janeiro de 1999 e ainda vigentes, a cobertura a ser garantida é a que consta das cláusulas contratuais acordadas entre as partes. Respostas às dúvidas em relação à cobertura de tratamento por planos de saúde, podem ser obtidas consultando-se a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS ou pelo Disque ANS: 0800 701 9656 .

De que modo o governo garante medicamentos para o tratamento do câncer gratuitamente? Até 1998, havia fornecimento em farmácias do SUS (em geral, de Secretarias Estaduais de Saúde) de alguns medicamentos para tratamento de câncer, principalmente hormonioterápicos e imunobiológicos antineoplásicos de uso contínuo, bastando que a pessoa apresentasse uma receita e um relatório de algum médico, de consultório particular ou de hospital público ou privado.

Visando ao cumprimento dos Princípios e Diretrizes do Sistema Único de Saúde - SUS, estabelecidos no Artigo 7 da Lei Federal 8080, de 19 de setembro de 1990, as normas vigentes do Ministério da Saúde estabelecem que todos os medicamentos para o tratamento do câncer (inclusive aqueles de uso oral) devem ser fornecidos pelo Estabelecimento de Saúde (clínica ou hospital) público ou privado, cadastrado no SUS para atendimento deste tipo de doença e somente para os pacientes que estiverem recebendo o seu tratamento no próprio Estabelecimento.

Nesta questão, foram considerados os seguintes princípios:
1-Integralidade, entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema. Atendimento integral significa proporcionar ao doente todos os cuidados de que necessita para a cura ou o controle da doença inclusive, cuidados paliativos, que visam a dar melhores condições de vida aos doentes que não puderem ser curados e reabilitação para a reintegração social daqueles que ficam com seqüelas da doença ou do tratamento.

A integralidade é fundamental na oncologia também porque a grande maioria dos tipos de câncer só pode ser tratada, de modo resolutivo, com variadas modalidades de tratamento, sucessivas e complementares, que compõem protocolos. Assim, por exemplo, para que a cirurgia planejada para determinado tipo de câncer tenha êxito em curar, pode ser necessário que seja precedida de tratamento com medicamentos quimioterápicos e sucedida com radioterapia e outros medicamentos anti-tumorais, isto tudo em períodos rigorosamente programados. Portanto, em termos de uso racional do dinheiro público, não há sentido distribuir medicamentos de forma descontrolada, sem a garantia de que o doente terá acesso às outras modalidades de tratamento de que necessita, dentro de protocolos de eficácia reconhecida cientificamente.

2- Igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie. Isto significa que o SUS deve fornecer condições de assistência idênticas a todos os cidadãos. Assim, as regras de acesso aos tratamentos (como por exemplo estar em tratamento em um hospital ligado ao SUS para obter medicamentos) devem valer para todos os doentes, mesmo para aqueles que se servem de operadoras de planos de saúde para custear parte de seu tratamento. Assim, os Estabelecimentos de Saúde deverão prestar toda a assistência necessária ao doente, inclusive o fornecimento de medicamentos (mesmo aqueles de tomada oral, em casa).

Posteriormente, o Ministério da Saúde fará ao Estabelecimento, o ressarcimento financeiro pelos serviços prestados. Este ressarcimento irá incluir, além do valor dos medicamentos quimioterápicos e hormonioterápicos, conforme necessário, também os valores: da consulta médica; dos medicamentos utilizados em concomitância à quimioterapia, como aqueles para náuseas e vômitos, para dor, para proteção do trato digestivo e outros usados em eventuais complicações, das soluções em geral (soros); dos materiais hospitalares, dos materiais de escritório, do uso de equipamentos especiais, da limpeza e da manutenção da unidade.

A indicação de uso de um medicamento antineoplásico é sempre de competência do médico assistente do doente, de acordo com protocolos de tratamento fundamentados em evidências científicas e adotados na instituição onde este médico atua. O tratamento escolhido dependerá de fatores específicos de cada caso, tais como: a evolução da doença, os tratamentos já realizados e as condições clínicas do doente.

Em resumo, são esses os passos necessários para um paciente obter medicamento para câncer no SUS:

1- O paciente é atendido por médico em hospital ou clínica isolada de quimioterapia cadastrado no SUS para atendimento de pacientes com câncer.

2- O médico avalia e prescreve o tratamento indicado, conforme as condutas adotadas nesse hospital ou clínica.

3- O paciente é submetido ao tratamento indicado, inclusive recebe do hospital ou clínica os quimioterápicos que irá tomar em casa, por via oral.

4- O médico preenche o laudo de solicitação de autorização para cobrança do procedimento no SUS e o encaminha ao gestor local, que pode ser uma secretaria municipal ou estadual de saúde.

5- O gestor autoriza a cobrança conforme as normas vigentes do Ministério da Saúde e fornece ao hospital ou clínica um número de APAC.

6- O hospital ou clínica cobra do SUS no final do mês o valor mensal do respectivo tratamento.

7- O SUS paga ao hospital ou clínica o valor tabelado relativo ao procedimento.

O que fazer quando o Plano de Saúde não paga os medicamentos necessários para o tratamento do câncer?
Muitas operadoras de planos de saúde recusam-se a dar cobertura ao fornecimento de medicamentos para uso oral no domicílio, só cobrindo aqueles medicamentos que são efetivamente administrados na clínica ou hospital.

A indústria farmacêutica vem disponibilizando cada vez mais quimioterápicos e hormonioterápicos de administração oral, de uso contínuo e prolongado, sendo que muitos são drogas inovadoras, de preço extremamente alto. Assim, doentes que têm seus tratamentos de câncer custeados por operadoras de planos de saúde, ao receberem uma prescrição de medicamento de tomada oral, de alto custo, vêem-se impossibilitados de arcar com o tratamento e buscam obter estes medicamentos por financiamento público. Nestes casos, para obter os medicamentos, estes doentes devem ser admitidos para tratamento integral em Estabelecimento de Saúde do SUS.

Sendo o Sistema Único de Saúde público e de acesso universal, o atendimento aos doentes independe destes serem beneficiários de planos de saúde ou não. Porém, existem normas no SUS que devem ser observadas, como a Integralidade e a Igualdade da assistência à saúde (já explicadas acima). Isto significa que estes estabelecimentos, de modo nenhum, podem funcionar unicamente como unidades de entrega de medicamentos do SUS. Eles devem acolher os doentes e prestar a estes todos os cuidados dos quais venham necessitar. Se desejar ser atendido em um Estabelecimento de Saúde do SUS o doente deve procurar a Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde, do local onde reside para ser encaminhado. Se um medicamento prescrito para o tratamento do câncer ou suas conseqüências, por qualquer razão, não puder ser obtido, o médico assistente sempre deverá ser informado para que possa indicar outra modalidade terapêutica, se possível.

Quais os direitos de acesso à prestação de cuidados paliativos para um paciente do SUS fora de possibilidades terapêuticas?
Segundo a Organização Mundial de Saúde, Cuidados Paliativos são aqueles que consistem na "assistência ativa e integral a pacientes cuja doença não responde mais ao tratamento curativo, sendo o principal objetivo a garantia da melhor qualidade de vida tanto para o paciente como para seus respectivos familiares.

A medicina paliativa irá atuar no controle da dor e promover alívio nos demais sintomas que os pacientes possam desenvolver". No SUS, os cuidados paliativos para doentes com câncer avançado podem ser prestados por hospitais gerais, serviços de atenção domiciliar ou mesmo núcleos de Programa de Saúde da Família, sempre apoiados por um hospital cadastrado no SUS para o tratamento de doentes de câncer. Estes hospitais devem possuir, obrigatoriamente, estrutura própria ou serviços de referência para prestação de cuidados paliativos.

A prescrição e o fornecimento de opiáceos e os demais cuidados paliativos também são de responsabilidade do Estabelecimento de Saúde onde os doentes de câncer estiverem em tratamento sendo este um Centro de Alta Complexidade em Oncologia – CACON.

Existem transporte e estadia gratuitos para doentes obrigados a se tratar fora do domicílio?
O pagamento de deslocamento e estadia para tratamentos fora do domicílio (TFD), no âmbito do SUS, está sob a responsabilidade dos gestores municipais e estaduais do Sistema Único de Saúde, que são as respectivas secretarias de saúde.

O Ministério da Saúde provê recursos, de forma programada e limitada a um determinado orçamento, para que os gestores executem estes pagamentos.Vale ressaltar que o pagamento das despesas relativas ao deslocamento em TFD só será permitido quando esgotados todos os meios de tratamento no próprio município. Para solicitar este benefício os doentes devem entrar em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de onde residem.

É possível que os doentes de câncer sejam convidados para participar de estudos clínicos ou de outros tipos de pesquisas científicas. Como é a regulamentação das pesquisas clínicas com pacientes no Brasil?
Existe uma resolução do Conselho Nacional de Saúde, Resolução no196/96, que aprovou as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos. Toda pesquisa envolvendo seres humanos deverá ser submetida à apreciação de um Comitê de Ética em Pesquisa – CEP.

As Instituições nas quais se realizam pesquisas envolvendo seres humanos deverão constituir um ou mais CEP, conforme suas necessidades. É atribuição do CEP revisar todos os protocolos de pesquisa envolvendo seres humanos, inclusive os multicêntricos, cabendo-lhe a responsabilidade primária pelas decisões sobre a ética da pesquisa a ser desenvolvida na instituição, de modo a garantir e resguardar a integridade e os direitos dos voluntários participantes nas referidas pesquisas. Estas pesquisas podem ou não ser aprovadas.

Quando aprovadas, os projetos de pesquisas devem ser encaminhados, com o devido parecer, para apreciação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa -CONEP/MS. Esta Comissão é uma instância colegiada, de natureza consultiva, deliberativa, normativa, educativa, independente, vinculada ao Conselho Nacional de Saúde. Compete à CONEP o exame dos aspectos éticos da pesquisa envolvendo seres humanos, bem como a adequação e atualização das normas atinentes.

A CONEP consultará a sociedade sempre que julgar necessário. Todo e qualquer projeto de pesquisa envolvendo seres humanos deverá obedecer às recomendações desta Resolução e dos documentos endossados em seu preâmbulo. A responsabilidade do pesquisador é indelegável, indeclinável e compreende os aspectos éticos e legais. Uma vez aprovado o projeto, o CEP passa a ser co-responsável no que se refere aos aspectos éticos da pesquisa.

Como essas pesquisas são financiadas?
Várias são as fontes de financiamento de projetos de pesquisa, governamentais ou não: Finep, Capes, Cnen, Fundação Banco do Brasil, CNPq, agências estaduais ou municipais de fomento à pesquisa, laboratórios da indústria farmacêutica, etc. Cada agente financiador possui critérios próprios de decisão quanto à aprovação de financiamento de projetos e o valor deste financiamento. Além disso, muitos hospitais integrantes do SUS são beneficiários do FIDEPS , que tem por objetivo, entre outros, auxiliar no custeio de atividades de pesquisa. Obviamente o financiamento de uma pesquisa por esta fontes deve abranger todos os custos, especialmente o fornecimento do medicamento alvo da pesquisa.

O que são estudos clínicos?
São chamados os estudos que avaliam um novo tratamento. As pesquisas que envolvem a avaliação de um novo medicamento, necessitam passar por várias fases de teste. Existem três tipos de fases de testes nos estudos clínicos. Na primeira fase, chamada de estudo clínico de fase I, será avaliada qual deverá ser a melhor via de administração do novo medicamento (oral, venosa, intramuscular, etc), qual a dose segura a ser utilizada e qual serão os seus efeitos colaterais. No estudo clínico de fase II avalia-se como funciona este novo medicamento, isto é qual a sua resposta ao tratamento. Estudos de fase II focam normalmente em um tipo específico de câncer.

No estudo clínico de fase III é comparado o resultado do uso do novo medicamento (combinado com outro medicamento ou isolado) com o resultado do tratamento considerado padrão. É nesta fase que se avalia cura e sobrevida. Os pacientes selecionados a participar deste tipo de estudo serão escolhidos aleatoriamente. Esta seleção de pacientes poderá por exemplo, ocorrer por sorteio, isto é, o paciente pode receber o tratamento padrão ou o tratamento novo. Este tipo de estudo envolve um grande número de pacientes e deve ser conduzido por muitos doutores, hospitais e centros de câncer.. Todos estes passos estão incluídos no conceito do que chamamos de Metodologia Científica

O que o doente deve perguntar ao médico pesquisador?
Qual o objetivo do estudo?
Por que o pesquisador pensa que esta pesquisa pode ser eficaz?
Quem é o pesquisador responsável?
Quem fez a revisão e aprovou este estudo?
Como os resultados e a segurança deste estudo serão verificados?
Quanto tempo irá durar este estudo?
Quais serão as minhas responsabilidades se eu participar deste estudo?
Quais são os possíveis riscos e benefícios?
Quais são os meus possíveis benefícios de curto prazo?
Quais são os meus possíveis benefícios de longo prazo?
Quais são os meus riscos de curto prazo, como os efeitos colaterais?
Quais são os meus possíveis riscos de longo prazo?
Quais são as outras opções que pessoas com o meu risco de câncer ou tipo de câncer tem?
Como os possíveis riscos e benefícios deste estudo podem ser comparados com as estas opções? Quais os tipos de tratamentos, procedimentos e ou exames eu terei que fazer durante este estudo? Poderão estes tratamentos, procedimentos e ou exames causar algum risco, prejuízo, desconforto ou dano a minha pessoa?
Como os exames deste estudo poderão ser comparados aos exames que eu faria se não estivesse neste estudo?
Eu estarei apto a tomar as medicações que eu uso normalmente, enquanto eu estiver neste estudo?
A minha vida do dia a dia poderá ser afetada por este estudo? Eu poderei contar para outras pessoas que eu estou participando deste estudo?
Em algum momento deste estudo eu terei que pagar alguma coisa, como por exemplo exames ou o medicamento do referido estudo?
Eu poderei optar por sair do estudo?

Fonte: Instituto Nacional de Câncer - Ministério da Saúde. American Cancer Society. Cancer Facts & Figures - 1998 e Instituto Nacional de Câncer - 2004

domingo, 22 de abril de 2012

Estudo afirma que câncer de mama é conjunto de 10 doenças diferentes

Cada 'subtipo' tem causas e consequências próprias. Apenas um deles tem características hereditárias. Um estudo liderado por uma dupla de cientistas portugueses que trabalha no Reino Unido descobriu que o câncer de mama é, na verdade, um conjunto de dez tumores separados. A pesquisa foi apresentada na edição desta quinta-feira (19) da revista científica britânica "Nature". O grupo de pesquisadores europeus e canadenses analisou cerca de dois mil tumores e descobriu que eles podem ser divididos em subtipos causados por mutações genéticas diferentes o suficiente para merecerem tratamentos específic Para eles, cada subtipo é como se fosse uma doença diferente e independente, com causas e consequências próprias. E apenas um deles tem características hereditárias -- ou seja, pode ser passado de mãe para filha. Alguns desses tumores têm alto risco de morte. Outros são mais fáceis de serem tratados. Segundo os cientistas, se os médicos conseguirem identificar exatamente com qual tumor eles estão lidando, os tratamentos podem ser mais diretos e dar resultados melhores. Um dos subtipos que mais chamou a atenção foi um que parece ser reconhecido pelo sistema de defesa do organismo. Um dos grandes desafios do tratamento do câncer é fazer com que nossas células de defesa reconheçam o tumor como uma ameaça. A descoberta pode ajudar a abrir caminhos para novas possibilidades de tratamento não apenas para esse tumor, mas também para outros tipos de câncer. Fonte: G1 - Ciência e Saúde.

segunda-feira, 19 de março de 2012

A Vontade

vontade é a maior de todas as potencialidades da alma.
Sua ação é comparável a de um imã.
A vontade de viver desenvolve em nós a vida.
Atrai-nos novos recursos vitais.
A vontade de evoluir oportuniza-nos chances de crescimento e de progresso.
O uso persistente e tenaz dessa faculdade soberana permite-nos modificar nossa natureza, vencer todos os obstáculos.
É pela vontade que dirigimos nossos pensamentos para alvos determinados.
Na maior parte dos homens os pensamentos flutuam sem cessar.
Essa mobilidade constante impossibilita a ação eficaz da vontade.
É necessário saber concentrar-se, sintonizando com as esferas superiores e com as nobres aspirações.
A vontade pode agir tanto durante o sono quanto durante a vigília.
Isso porque a alma valorosa que, determinada, busca alcançar um objetivo na vida procura-o com tenacidade em todos os momentos da vida.
Funciona como uma correnteza poderosa e constante que mina devagar e silenciosamente todos os obstáculos que se apresentem.
Se o homem conhecesse a extensão dos recursos que nele germinam, ficaria deslumbrado.
Não mais temeria o futuro, tampouco se julgaria fraco.
Compreenderia sua força e acreditaria na possibilidade de ele próprio alterar seu presente e seu futuro.
O poder da vontade é ilimitado.
O homem consciente de si mesmo e de seus recursos latentes sente crescer suas forças na razão de seus esforços.
Sabe que tudo o que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se.
É dor'>consolador e belo poder dizer:
“Sou uma inteligência e uma vontade livres. Edifico lentamente minha individualidade e minha liberdade.
Conheço a grandeza e a força que existem em mim.
Hei de amparar-me nelas e elevar-me acima de todas as dificuldades.
Vencerei até mesmo o mal que existe em mim.
Hei de me desapegar de tudo que me acorrenta às coisas grosseiras e levantar vôo para realidades mais felizes.
Para frente, sempre para frente.
Tenho um guia seguro que é a compreensão das leis da vida.
Aprendi a conhecer-me, a crer em mim e a crer em Deus.
Hei de me conservar firme na vontade inabalável de enobrecer-me e elevar-me.
Atrairei, com o auxílio de minha inteligência, riquezas morais e construirei para mim uma personalidade melhor.”
É chegada a hora de despertar do pesado sono que nos envolve.
É necessário rasgar o véu da ignorância que nos prejudica o entendimento.
Cabe-nos aprender a conhecer a nós próprios e as nossas potencialidades.
Compete-nos utilizá-las.
Não nos entreguemos ao desespero.
Não nos julguemos fracos.
Basta-nos querer para sentirmos o despertar de forças até então desconhecidas.
Creiamos em nossos destinos imortais.
Creiamos em Deus.
Lembremo-nos:
Podemos ser o que efetivamente quisermos.

Quanto Custa um Milagre?

Uma garotinha esperta de apenas seis anos de idade, ouviu seus pais conversando sobre seu irmãozinho mais novo. Tudo que ela sabia era que o menino estava muito doente e que estavam completamente sem dinheiro.
Iriam se mudar para um apartamento num subúrbio, no próximo mês, porque seu pai não tinha recursos para pagar as contas do médico e o aluguel do apartamento. Somente uma intervenção cirúrgica muito cara poderia salvar o garoto, e não havia ninguém que pudesse emprestar-lhes dinheiro.

A menina ouviu seu pai dizer a sua mãe chorosa, com um sussurro desesperado: "somente um milagre poderá salvá-lo." Ela foi ao seu quarto e puxou o vidro de gelatina de seu esconderijo, no armário. Despejou todo o dinheiro que tinha no chão e contou-o cuidadosamente, três vezes.
O total tinha que estar exato. Não havia margem de erro. Colocou as moedas de volta no vidro com cuidado e fechou a tampa.

Saiu devagarzinho pela porta dos fundos e andou cinco quarteirões até chegar à farmácia. Esperou pacientemente que o farmacêutico a visse e lhe desse atenção, mas ele estava muito ocupado no momento. Ela, então, esfregou os pés no chão para fazer barulho, e nada! Limpou a garganta com o som mais alto que pôde, mas nem assim foi notada. Por fim, pegou uma moeda e bateu no vidro da porta.

Finalmente foi atendida! "O que você quer?" perguntou o farmacêutico com voz aborrecida. "estou conversando com meu irmão que chegou de Chicago e que não vejo há séculos", disse ele sem esperar resposta.
"Bem, eu quero lhe falar sobre meu irmão", respondeu a menina no mesmo tom aborrecido. "Ele está realmente doente... E eu quero comprar um milagre."
"Como?", balbuciou o farmacêutico admirado.
"Ele se chama Andrew e está com alguma coisa muito ruim crescendo dentro de sua cabeça e papai disse que só um milagre poderá salvá-lo." E é por isso que eu estou aqui. Então, quanto custa um milagre?"
"Não vendemos milagres aqui, garotinha. Desculpe, mas não posso ajudá-la", respondeu o farmacêutico, com um tom mais suave.
"Escute, eu tenho o dinheiro para pagar. Se não for suficiente, conseguirei o resto. Por favor, diga-me quanto custa, insistiu a pequena."

O irmão do farmacêutico era um homem gentil. Deu um passo à frente e perguntou à garota: "que tipo de milagre seu irmão precisa?"
"Não sei", respondeu ela, levantando os olhos para ele. "Só sei que ele está muito mal e mamãe diz que precisa ser operado. Como papai não pode pagar, quero usar meu dinheiro."
"Quanto você tem", perguntou o homem de Chicago. "Um dólar e onze centavos", respondeu a menina num sussurro. "É tudo que tenho, mas posso conseguir mais se for preciso."
"Puxa, que coincidência", sorriu o homem. "Um dólar e onze centavos! Exatamente o preço de um milagre para irmãozinhos."

O homem pegou o dinheiro com uma mão e, dando a outra mão à menina, disse: "leve-me até sua casa. Quero ver seu irmão e conhecer seus pais. Quero ver se tenho o tipo de milagre que você precisa."

Aquele senhor gentil era um cirurgião, especializado em Neurocirurgia.
A operação foi feita com sucesso e sem custos. Alguns meses depois Andrew estava em casa novamente, recuperado. A mãe e pai comentavam alegremente sobre a seqüência de acontecimentos ocorridos. "A cirurgia", murmurou a mãe, "foi um milagre real. Gostaria de saber quanto custou!"
A menina sorriu. Ela sabia exatamente quanto custa um milagre...
Um dólar e onze centavos... Mais a fé de uma garotinha...
Não há situação, por pior que seja, que resista ao milagre do amor.
Quando o amor entra em ação, tudo vence e tudo acalma.
Onde o amor se apresenta, foge a dor, se afasta o sofrimento e o egoísmo bate em retirada.

sábado, 3 de março de 2012

Mulheres que venceram o câncer de mama

Sonia G. P. Cecatti, 57, São Paulo, São Paulo
Presidente do portalMAMAinfo

"Fui diagnosticada com câncer de mama aos 50 anos de idade. Em apenas 15 dias, fiz a cirurgia de retirada de um segmento da mama e logo iniciei os tratamentos de quimio, radio e hormonioterapia. Durante todo o processo, busquei diversas informações sobre o assunto na internet para me ajudar a enfrentar a doença. Percebi que a maioria das mulheres fazia o mesmo quando era diagnosticada com câncer de mama. Em conversa com algumas amigas, que também passaram pela doença, a ideia de criar um site informativo começou a amadurecer. Foi assim que o portal MAMAinfo foi ao ar em 2006. Hoje, somos um grupo de 18 voluntários, com formação profissional em diferentes áreas, que empenham esforços para promover a melhoria da qualidade de vida dos pacientes com câncer e seus familiares. Para as mulheres que hoje se encontram diante do mesmo diagnóstico cito a nossa missão na MAMAinfo: “Existe vida durante e depois do câncer de mama.”

Milena Buson Gomes, 43 anos, Fortaleza, Ceará

“Aos 38 anos, durante o autoexame, percebi um nódulo doloroso na mama direita. Passei por diversos exames e, finalmente, fui diagnosticada com câncer. Superei a doença por meio do autoconhecimento, apoio do meu marido e envolvimento em trabalhos voluntários que acolhem mulheres com a doença no Ceará. Colaboro com a luta contra o câncer de mama. Tenho 43 anos e, atualmente, dedico meu tempo apenas ao que me proporciona qualidade de vida. As mulheres que enfrentam a doença não podem se isolar; devem buscar ajuda profissional e grupos de apoio para facilitar o processo. Apesar de tudo, é preciso saber brincar de viver e experimentar a vida.”

Vera Emilia Chiavelle Teruel, 60 anos, Santo André, São Paulo
Fundadora do grupo de apoio VIVA MELHOR

“Descobri que tinha câncer de mama aos 40 anos, quando fiz minha primeira mamografia. Há vinte anos, ‘câncer’ era um assunto proibido; ninguém falava sobre o assunto, não havia informações e eu não sabia a quem recorrer. Me senti muito sozinha, com medo de morrer. Chegueià conclusão que precisava buscar coragem para enfrentar a doença. Adquiri uma força muito grande dentro de mim, muita fé. Percebi o quanto minha família precisava de mim e por isso busquei ajuda e extrai a mama direita. Decidi não fazer a reconstrução e até hoje uso uma proteste externa. O tratamento não foi fácil mas me envolvi em diversas atividades para ocupar minha mente e não pensar muito na doença. As pessoas precisam enxergar que não estão sozinhas. Há quem possa ajudar.

Senti a necessidade de dividir com outras mulheres toda a minha história, estender a minha mão. Dessa forma, nasceu o sonho de levar conhecimento, esclarecimento e dar esperança para essas mulheres. Fundei, com uma grande amiga, a associação ‘Viva Melhor’, que hoje conta com 160 voluntários. O câncer de mama me mudou para melhor: aprendi a dar valor às coisas simples e a mim mesma. Hoje me respeito, sou otimista e feliz. Me tornei uma mulher diferente. Vivo em paz.”


Maria Angélica Linden, 49 anos, Taquara, Rio Grande do Sul

“Com apenas 43 anos, descobri que tinha câncer na mama esquerda. Quando recebi o diagnóstico, fiquei em choque. Era como se estivesse recebendo minha sentença de morte. Como detectei o câncer no inicio, o tumor ainda era pequeno e não precisei retirar toda a mama. Passei pela quimioterapia e radioterapia. Depois da minha primeira aplicação de quimio, decidi raspar todo o cabelo. Durante o tratamento, tive o apoio total da família e dos amigos, que me incentivaram e me deram coragem com palavras de amor de carinho. Conversar bastante sobre a doença me ajudou muito a vencê-la. Falei sobre meus medos, minhas dúvidas e minhas fraquezas. Mas também considero fundamental ter feito me consultado com uma psicóloga, que me ajudou a compreender e aceitar melhor.

Hoje, aos 49 anos, estou curada. Aprendi que a saúde é o bem mais valioso que possuímos. Sou voluntária do Instituto da Mama (Imama) e luto pelo Diagnóstico Precoce do Câncer de Mama. A mensagem que deixo para quem estiver enfrentando o câncer de mama é que tenha paciência, viva um momento de cada vez, fale bastante com seu médico e profissionais da área da saúde, eles são as pessoas certas para esclarecer tudo a respeito da doença. Saúde e Felicidades..."

Tania Mary Gomez, 60 anos, Curitiba, Paraná

"No começo de 2001, detectei um pequeno nódulo na minha mama direita e retornei ao médico antes da data prevista, já que a última mamografia tinha sido feita dez meses antes. Quatro dias depois da confirmação da doença eu já estava na mesa de cirurgia para retirada do tumor com a idade de 52 anos.
Por ironia do destino ou graça de Deus, um dos membros da equipe de oncologistas do hospital em que fiz a cirurgia era meu próprio marido. Ele foi um dos ombros fortes que me apoiaram durante o tratamento. Mesmo careca pelo efeito da quimioterapia, minha família foi minha motivação para seguir em frente.
A experiência da doença fez com que minha vida ganhasse um significado especial. Depois dela, passei a me dedicar ao voluntariado e, com isso, desenvolvi o “Chaveiro da Vida - Prevenção ao Alcance das Mãos” para alertar outras mulheres sobre a importância da detecção precoce da doença.
Para quem vive uma situação parecida com a minha, entenda que esse é o momento para provarmos nosso valor como mulheres corajosas, batalhadoras e vitoriosas. O caminho da cura começa na nossa mente e se materializa se a gente viver cada minuto com muita garra."

Olivia Francisca de Lima, 58 anos, Santo André, São Paulo

“A primeira vez que fiz o autoexame foi depois de assistir a um capítulo da novela "Mulheres Apaixonadas", exibida pela Rede Globo em 2003. Uma das personagens tinha câncer de mama e a novela incentivava a prevenção. Eu não tinha interesse no assunto e jamais imaginei que pudesse acontecer comigo. Por curiosidade, resolvi fazer o exame e percebi um nódulo pequeno,menor que 1 cm. Fiquei duas noites sem dormir, minha cabeça deu um nó. Passei a me perguntar ‘por que eu?’. Rezei muito e decidi que iria enfrentar o câncer com muita força e fé. Por ter descoberto o nódulo no inicio, fiz apenas radioterapia e não precisei tirar a mama. Ainda assim, o desafio foi árduo, mas consegui superar com o apoio da minha família. Nós sempre imaginamos que doenças como esta estão bem longe da gente - mas não é bem assim. Se não fosse o autoexame, a minha história poderia ter sido pior.

Com a minha recuperação, nasceu o desejo de ajudar outras mulheres e mostrar a elas que estou bem, que venci. Hoje, cinco anos depois, minha vida mudou completamente. Sou mais espontânea, paciente e dou valor à vida, às pessoas e à família. Sou mais ousada: consigo sair de casa e deixar louça na pia. Consigo expressar melhor meus sentimentos e aprendi a dizer ‘não’ quando é preciso. Mulheres, não percam a fé. A doença é uma oportunidade para mudanças. Não abandonem o tratamento e acreditem: existe luz no fim do túnel.”

Fonte: Oncoguia

De Peito Aberto – Mulheres que venceram o câncer compartilham suas histórias

No projeto DE PEITO ABERTO, o casal Vera Golik, jornalista, e Hugo Lenzi, fotógrafo e sociólogo, transformaram a vivência que tiveram com o câncer na família em uma obra que demonstra a importância do humanismo nas relações para levar à superação. Confira algumas das imagens presentes na exposição e no livro, e conheça essas mulheres que venceram o câncer e tiveram a coragem e desprendimento de compartilhar suas histórias.

Juliana Fincatti Moreira, advogada, 27 anos
“Esta frase – no retrato, a essência – resume o que senti com Juliana, a primeira fotografada do projeto. Tinha lido o resumo da entrevista inicial: “Juliana, 27 anos, ainda fazendo a “quimio”. Estava noiva e congelou os óvulos para garantir a maternidade…”Muito pouco para saber como retratá-la.

Encontrei uma moça morena, com os cabelos curtos, negros e encaracolados. Um olhar triste, uma atitude defendida. Pedi que me contasse mais, e enquanto conversávamos ela me mostrou uma foto dela recente. Difícil acreditar que aquela moça magra, loira, de cabelos lisos e longos e de olhos verdes era quem estava na minha frente. Sorrindo ao ver meu espanto, ela disse: ‘Sim, sou eu. Ou melhor, era eu, 15 dias antes de começar a quimioterapia. Fiquei inchada de cortisona e os cabelos nasceram escuros e encaracolados. Mudou até a cor dos meus olhos, ficaram castanhos. Eu me olho no espelho e não me reconheço…..Naquela hora, vi o quanto nosso trabalho poderia ajudar a resgatar a identidade e a autoestima da mulher que perdia suas referências com a doença. A conversa se estendeu, o gelo foi quebrado. Durante as fotos, passamos a buscar, juntos, a essência da Juliana. E ela se revelou: forte, linda, uma verdadeira vencedora.”

Mônica Galvão, 47 anos, psicóloga clínica
“Durante o furacão, muita gente me falou para eu me tratar em São Paulo, mas resolvi ficar em Brasília, perto dos amigos e da minha filha. Acertei. O apoio deles me ajudou a vencer…

…As minhas filhas foram fantásticas. …Sinto muita gratidão por todos os meus amigos. Sabia que podia contar com eles, mas não imaginava o quanto. Foi uma linda descoberta! Uma amiga ficou ao meu lado em todas as quimioterapias e me fazia rir. Um dia, apareceu fantasiada de palhaça, em outro, de bruxa. Fazia farra com todo mundo. Mudava a energia do espaço não só para mim. Até hoje passo pela clínica e o pessoal me pergunta sobre ela…

A grande lição da doença foi aprender a confiar….Nas pessoas e na vida.”


Sueli Cabral Duarte, banqueteira, 45 anos
“Precisa de muita coragem e vontade para encarar cada etapa. Não é nada fácil. Mas, se você quiser muito, transforma a situação. Eu queria muito. E ainda quero.”

Uma das histórias que Sueli nos contou é até hoje um marco em nossas palestras e em nossos diálogos do projeto por todo o Brasil. Quando ela soube da doença, Lys tinha 3 anos e meio e ainda mamava. Sim, ela nos mostrou uma foto tirada antes de tudo acontecer, com a pequena Lys mamando em pé, pendurada em seu peito. Ao saber da doença, chegou a difícil hora de reunir os filhos para contar o que estava acontecendo e o que viria pela frente. Com todo o cuidado e toda sabedoria, Sueli disse: “A mamãe está doente, mas não é para vocês ficarem preocupados. É verdade, vou ter que tirar o peitinho…”. Nessa hora, eles ficaram quietos e olharam assustados, mas ela continuou. “Não se assustem, depois vou ficar boa e colocar outro, tá?”. Com a rapidez e a pureza que só as crianças têm, Lys franziu a testa e respondeu, sem pensar: Então, mamãe, será que o novo pode vir com chocolate?”.


Alessandra de Freitas Barbosa Sandoval, 34 anos, pedagoga
Alessandra fez a masectomia em outubro de 2004. Ela sentiu a dor de não ter recebido o apoio do marido, mas encontrou respaldo no amor incondicional das filhas e no suporte total da família e dos amigos.

“No início do tratamento, ainda estávamos juntos, e ele tinha crises de choro e vergonha de ser visto comigo em público. Ficou ausente o mais que pôde. Deu apoio financeiro e só. Fiquei perdida, tendo que encontrar forças para enfrentar o câncer sozinha. Mas tinha a responsabilidade de passar valores para minhas filhas e fui em frente. Venci os preconceitos, cuidei da aparência, não parei nem um minuto para reclamar”.

Ficamos tremendamente chocados com o fato de um companheiro abandonar a mulher em um momento em que o apoio é tão importante. E nos chocou mais ainda saber que ele é médico e, portanto, que teoricamente deveria saber lidar com isso melhor do que a maioria das pessoas. Infelizmente, depois, percebemos que o abandono é muito mais comum do que se imagina. Sua história serviu de alerta e conscientizou muitas pessoas em todo o Brasil. Ao mesmo tempo, é muito bom ver como Alessandra está bem agora.


Gisela Amaral, 66 anos, casada com o empresário Ricardo Amaral, o “Rei da Noite”
“Ao receber a notícia, senti uma grande alegria. Podia parecer estranho, mas sempre pensei: ‘se algo assim for acontecer na minha família, que seja comigo, não com os meus filhos ou com o meu marido’.”

Sou vaidosa e me lembro de que, quando me vi careca pela primeira vez, ameacei chorar. Mas engoli as lágrimas e tratei de me produzir. Em vez de me esconder, caprichava na maquiagem, colocava meus enfeites, colares e echarpes e saía para meus compromissos.

É importante a gente saber e se lembrar de que, se você não passa por cima do câncer, demonstrando muita alegria e fé verdadeira, o câncer passa sobre você.”


Alessandra Ziukevicius, 35 anos, professora e coordenadora de esportes, sua filha Lara e seu marido, Cléber.
Estar ao lado para o que der e vier. Essa foi a lição que aprendemos com o casal Alessandra Ziukevicius, 35 anos, professora e coordenadora de esportes, e seu marido, Cléber.

“Percebi que ele me amava não pelos meus lindos seios, mas pelo que eu era. Ainda me emociono quando lembro que Cleber fez treinamento de enfermagem só para saber como cuidar de mim. Ele levantava todos os dias às 5 da manhã, trocava os curativos, dava banho e até escovava meus cabelos. À noite, ao voltar do trabalho, repetia a dose. Foram meses em que contei muito com o meu marido.

Quando comentamos sobre a dificuldade que alguns companheiros tinham em segurar a barra e que havia até quem abandonasse suas mulheres, ele se espantou: “Não posso nem imaginar fazer diferente. Não acredito que existam pessoas assim, tão fracas. Perto de tudo que ela estava passando, o que fiz foi muito pouco. Cuidar o melhor possível de Alessandra e de nossa filha era o mínimo que eu podia fazer.”


Moema Gramacho, 51 anos, prefeita de Lauro de Freitas, Bahia.
Durante a campanha para seu segundo mandato, ela recebeu o diagnóstico. Teve de enfrentar os ataques sórdidos dos adversários políticos, que em golpes baixos usaram a doença para tentar derrotá-la. Mas com sua força e seu carisma, ela superou tudo e venceu – as eleições e o câncer.

“…Mas na primeira sessão o cabelo já começou a ir embora. Caiu a metade. Tinha um cabelão enorme, na cintura. Além de gostar dele, era minha marca registrada. Foi o momento mais complicado…. Quando passei a mão na cabeça e senti um punhado de cabelo, aí eu me toquei. Foi chocante. Senti uma impotência tão grande. Queria saber o que fazer para o vabelo não cair, mas não tinha jeito. Não tem nada que segure. Não podia optar. De fato, a coisa era séria.

Chorei muito! Minha filha e minha família me ajudaram a superar! Naquele momento, veio a lembrança de meu pai, ele teve de amputar as duas pernas e tinha vontade de viver. Então, mesmo com a minha vaidade, por que eu iria enfraquecer? Fui me convencendo: ´Vou viver um período sem o cabelo e pronto’.”


Dalva Sandes, atriz
“Senti tudo: dor, medo, solidão, depressão. Um dos grandes temores era perder a mama. É muito difícil a gente pensar que vai perder o seio. Para mim, era terrível. Por ser atriz, vivo da minha imagem, da integridade do meu corpo, e a notícia da mutilação era desesperadora. O pior foi um médico que queria que eu desistisse de colocar a próteses e me assustou dizendo friamente que o caso era grave. Repetia que a cicatriz ia ficar imensa e profunda em todo o meu colo e que o procedimento era assim mesmo. Senti que faltava o lado humano, a sensibilidade de perceber que, para mim, além da luta para salvar a minha vida, também era vital procurar maneiras de preservar a estética. Meu lado psicológico ficou muito abalado.”

“…quando acordei da cirurgia, a primeira coisa que fiz foi olhar para os meus seios e ver como tinha ficado a reconstituição. Fiquei aliviada, pois estava tudo certo. Fui vitoriosa e estou feliz. “

Um exemplo de superação

Quando nos encontramos com Dalva, ela ainda se recuperava – das feridas emocionais e também das físicas. Um episódio desse nosso encontro ficou gravado para nós. Em função das várias cirurgias e por ainda não ter feito a fisioterapia, ela não conseguia levantar completamente os braços. Foram removidos os linfonodos sentinela, localizados nas axilas, mas ela não nos falou sobre essas dificuldades de movimentos. Entusiasmada e feliz, ela se prontificou a fazer o que fosse preciso para retratar as emoções vividas. Assim, durante as sessões de fotos, várias vezes, ela pulou, voou e elevou os braços como não tinha feito até então. Era o mais verdadeiro retrato da superação. Tão intenso e verdadeiro que se traduziu na imagem de abertura que simboliza todo o projeto DE PEITO ABERTO.

O cuidar
O Humanismo na prática

O trabalho dos profissionais de saúde com consciência e postura humanista poderia ser resumido nestas duas palavras: razão e sensibilidade. A extrema acuidade científica convivendo em perfeita harmonia com o cuidado com o outro, no mais amplo sentido da palavra “cuidar”…

… No caso específico de nossa experiência com o câncer de mama, essa maneira diferenciada de cuidar tem um papel tão importante, tão vital, que pudemos por diversas vezes comprovar o seu poder transformador. A saúde a que nos referimos aqui não é a que representa apenas ausência de doença, mas, sim, a que significa uma “forma criativa de lidar com a vida”, como diz o filósofo japonês Daisaku Ikeda.

Fonte: Revisa Onco 04/08/2011.

Grupo ajuda a enfrentar o câncer de mama

Receber o diagnóstico de câncer de mama representa ruptura na vida de qualquer mulher. Muitas se isolam, ficam deprimidas e têm dificuldades para enfrentar a doença, que mexe com a percepção da sexualidade e da própria imagem pessoal. Do ponto de vista da saúde, quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maior é a chance de cura. No entanto, como fica a questão estética e emocional durante o tratamento e a possível cirurgia para remoção da Foi pensando nisso que Vera Emília Teruel se juntou à amiga Terezinha Pontes Cipriani e fundou, há quase 13 anos, o Viva Melhor - Grupo de Apoio e Autoajuda às Mulheres Mastectomizadas (que fizeram cirurgia para remoção parcial ou total da mama). Ambas enfrentaram a doença e sabiam da necessidade de apoio.

"Aqui elas encontram iguais, pessoas com os mesmos medos e problemas, e podem trocar experiências", explica Vera. Hoje, o grupo localizado em Santo André promove reuniões toda quarta-feira, das 14h às 17h. Além disso, realiza doação de próteses mamárias externas para pacientes que removeram o seio e faz o empréstimo de perucas àquelas que perdem os cabelos na quimioterapia.

Segundo Vera, a maioria chega ali indicada pelos médicos ou por outras que tenham enfrentado a doença.

O grupo mantém parceria com o Hospital da Mulher, onde realiza o atendimento pós-cirurgias e palestras de prevenção. Na Faculdade de Medicina do ABC, há também atendimento no Setor de Oncologia das 8h às 12h.

O Viva Melhor atende, em média, dez novas pacientes a cada semana e conta com 60 voluntárias. No ano passado foram abordadas 2.320 mulheres durante as 38 palestras e outras atividades da instituição. "Apenas no primeiro semestre de 2011 doamos cerca de 300 próteses", comemora Vera. Para manter as atividades, o grupo está em busca de parceiros. "Nossa renda vem basicamente dos eventos que realizamos e das parcerias", afirmou a fundadora.

‘Mudou minha vida, vi que podia vencer'

Todas as voluntárias envolvidas com o Viva Melhor enfrentaram a doença e tem experiência para ajudar as que receberam agora o diagnóstico. É o caso da aposentada Isabel Alves da Silva, 69 anos, que fez mastectomia da mama esquerda há dez anos. "Conheci o grupo no período em que estava fazendo a quimioterapia. Fiquei muito abatida, vivia em casa, não queria sair. Meus filhos ficaram preocupados e tentaram me ajudar. O médico também indicou e vim para cá." Isabel garante que foi a melhor coisa que poderia ter feito. "O grupo mudou a minha vida e a forma de encarar a doença. Percebi que poderia vencer", destaca.

Hoje ela tenta auxiliar outras mulheres a enxergar isso também, por meio de palavras amigas e apoio, que foi o que sempre encontrou ali. Assim como Isabel, a voluntária Soila Bertoia da Silva, 68, enfrentou e venceu o câncer de mama dez anos atrás. Como tantas outras mulheres, na época se perguntou ‘por quê eu?'. Ao longo do tempo, porém, descobriu que a pergunta certa a se fazer era ‘para quê eu?'. "Sempre enfrentamos a doença para aprender alguma coisa. E para a grande maioria das mulheres, é uma forma de achar o seu espaço e cuidar melhor de si."

Fonte: Diário do Grande ABC.