sábado, 30 de dezembro de 2017

Diarreia em doentes oncológicos: recomendações alimentares


A ocorrência de diarreia, em doentes oncológicos, é frequente, consistindo num aumento da frequência de defecações e/ou da fluidez das fezes. No cancro, a diarreia pode estar relacionada com várias causas, como ansiedade, alterações da dieta, medicação, infeção, cirurgia, radioterapia, tumor, obstrução e quimioterapia.
Embora a gravidade da diarreia possa variar consideravelmente, esta tem um grande impacto na qualidade de vida. Os doentes, além de terem de lidar com o aumento da frequência dos movimentos intestinais, também podem apresentar dores abdominais, cólicas e alterações da pele na região anal e perianal.
Poderão ainda, ocorrer aversões alimentares ou recusa total da alimentação, devido à antecipação da diarreia subsequente à ingestão alimentar, conduzindo à perda de peso e à malnutrição. Fadiga, perturbações do sono, vontade de isolamento e depressão são consequências comuns àqueles que apresentam diarreia. Todavia, as alterações fisiológicas de episódios severos ou prolongados de diarreia podem resultar em desidratação e desequilíbrio eletrolítico, colocando a vida em risco. Por outro lado, a combinação de diarreia grave com neutropenia é potencialmente perigosa, devido ao risco elevado de sépsis.
Assim, uma intervenção especializada é fundamental. O tratamento da diarreia inclui as componentes farmacológica e a não farmacológica, esta abrangendo a dieta e os probióticos, os quais podem ter um efeito benéfico na prevenção da diarreia provocada pelos tratamentos oncológicos.
Quando o fármaco a ser usado na quimioterapia, associado à dose e à frequência de administração, tem a diarreia como potencial efeito secundário, os doentes devem ser encaminhados para a consulta de Nutrição. O objetivo será a prevenção da degradação do estado nutricional ou então, atingir um estado nutricional adequado. O mesmo deve acontecer a doentes com cancros ginecológicos, urogenitais e retais sujeitos a radioterapia pélvica, nos quais o risco de diarreia é elevado.

Que alimentação, em casos de diarreia?

A intervenção dietética para controlo da sintomatologia em questão vai depender da gravidade da diarreia. No caso de o doente apresentar um aumento de até 6 dejeções/dia, comparativamente ao habitual, sem sinais ou sintomas graves, há alimentos que deve evitar, optando por outros.

Os doentes deverão evitar os seguintes alimentos:
– alimentos que contenham lactose
– suplementos com elevada osmolaridade
– especiarias
– alimentos ricos em fibra insolúvel como os cereais ricos em fibra, brócolos, milho, couves, ervilhas, legumes e frutos crus, entre outros.
– alimentos ricos em gordura
– cafeína (café, chá, colas)
– álcool
– alimentos que provocam flatulência como os bróculos, lombardo, cebola, leguminosas, entre outros.

Diarreia: alimentos preferenciais

Por outro lado, há alimentos que são uma opção adequada. Deve dar-se preferência a alimentos como:
–  caldos claros (frango/galinha, carne de vaca ou vegetais) e tisanas (camomila, cidreira, etc.) para que haja um aporte hídrico na ordem dos 8 a 12 copos de água
– sumo de fruta cozida (por exemplo maçã ou pêra), sumos de cenoura ou banana, águas minerais sódicas pouco gaseificadas
– soros de rehidratação oral
– gelatina
– consumir com frequência pequenas refeições de digestão fácil (bananas, arroz, fruta cozida ou em calda, torradas, massas simples, batatas, carne (galinha, frango, perú) cozida e sem pele, crackers, ovos, noodles)
– sopa preparada apenas com arroz, cenoura e batata
– as bananas, o arroz, a maçã cozida e as torradas de pão branco, são preferenciais, no caso de diarreia severa
Quando o aumento de dejeções é de 4 a 6 por dia, a quimioterapia é, muitas vezes, suspensa e a dose do fármaco considerada. Nestes casos, estas recomendações alimentares devem manter-se até que a diarreia seja ultrapassada. Note que deverão ser registadas o número e o momento de dejeções, para reavaliação clínica.
Perante um aumento de dejeções superior ou igual a 7 por dia ou inferior a 7 mas com cólicas moderadas ou severas, náuseas/vómitos, prejuízo da capacidade física, febre, sépsis, neutropenia, hemorragia ou desidratação, o doente deverá ser admitido no hospital.
Fonte: Stop Cancer Portugal

As informações e sugestões contidas neste blog são meramente informativas e não devem substituir consultas com médicos especialistas.

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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Preservação da fertilidade para pacientes com câncer

A situação é delicada. Receber o diagnóstico de um câncer com certeza é uma das piores sensações que alguém pode passar. E neste momento difícil pouca gente se lembra de algo que pode fazer a diferença após a recuperação: preservar a fertilidade.

Com tantas opções de tratamento e o esforço da medicina moderna para buscar alternativas de cura, o diagnóstico de um câncer deixou de ser uma sentença de morte. No caso do câncer de mama, por exemplo, diante de um diagnóstico precoce, cerca de 80% das pacientes com menos de 40 anos conseguem se livrar da doença e recuperar a vida normal. Por isso é tão importante, mesmo diante de preocupações maiores, dedicar uma atenção especial a este assunto, principalmente quem alimenta o desejo de ter filhos. 

Em grande parte dos casos de câncer, a probabilidade do paciente perder a fertilidade é de 90%. Segundo a ginecologista especialista em reprodução humana Patrícia Henriques Gomes, isso ocorre devido aos efeitos tóxicos que o tratamento contra a doença acarreta ao organismo. "A quimioterapia, por exemplo, pode levar à destruição das células ovarianas e testiculares, dependendo da droga utilizada, da dose e da duração do tratamento. A radioterapia também pode causar muitos danos e prejudicar a fertilidade do paciente", explica a médica do Centro de Reprodução Humana de Londrina (CRH).


Marcos Zanutto/Grupo Folha

O procedimento de preservação das células reprodutivas na mulher leva em torno de 12 dias e pode ser adotado em pacientes a partir da puberdade. "A mulher é submetida à estimulação ovariana com medicamentos, acompanhada e monitorada com ultrassom seriados, para posterior coleta dos óvulos e congelamento. O homem já é mais rápido, em dois a quatro dias faz várias coletas através da masturbação, e o sêmen fica armazenado", aponta a ginecologista. Todo o processo de congelamento e armazenamento é realizado dentro do CRH. 

"Preservar a fertilidade, ou seja, congelar os óvulos, sêmen ou embriões, faz o paciente oncológico realizar seu tratamento do câncer menos preocupado com seu futuro reprodutivo. Ele poderá utilizar, se necessário, seu material congelado para tentar engravidar através da fertilização ‘in vitro’", detalha a especialista. 

Responsável pela produção do primeiro bebê de proveta do norte do Paraná, em 1995, e um dos grandes especialistas em reprodução humana do Estado, com mais de 50 anos de atuação, o ginecologista Osmar Henriques acrescenta que os riscos de uma gravidez natural após o tratamento do câncer aumentam muito sem a preservação da fertilidade. 

"Às vezes a mulher faz quimioterapia e com seis ou sete meses consegue recuperar em parte a função reprodutiva. Mas o quimioterápico ataca as células, lesa o DNA, e a incidência de má formação fetal e aborto são maiores para estas mulheres. Por um fato ou outro, é aconselhável preservar óvulos e espermatozoides sadios. O tratamento do câncer tem o poder de recuperar o indivíduo, não a fertilidade", sentencia o médico. 

A preservação da fertilidade também é indicada para homens que farão a vasectomia e para mulheres que desejam postergar a fertilidade ou tiveram endometriose, doença que pode afetar os ovários. Segundo os médicos, o tratamento de preservação da fertilidade tem valores acessíveis. O Centro de Reprodução Humana de Londrina também realiza outros tipos de tratamento para infertilidade, como o coito programado, indução de ovulação e inseminação artificial. 

Fonte: Bonde

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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Saiba quais são os aspectos psicológicos do câncer de mama

O impacto psicológico causado pelo câncer de mama traz uma significativa repercussão na vida da paciente. Quando esse momento é vivido com conhecimento e compreensão, através de um apoio psíquico, torna-se possível o entendimento dos seus medos e angústias que podem interferir em uma resposta ao seu tratamento terapêutico.



Desta forma, é importante que o acompanhamento multidisciplinar e especializado seja promovido à paciente com dedicação e confiança, oferecendo assim, o reestabelecimento da saúde em seu sentido mais amplo. A seguir, a psiquiatra e psicanalista do Serviço de Saúde Mental do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Lizete Dickstein, aborda aspectos psicológicos da doença.

Havendo a confirmação de um tumor maligno, a mulher passará por várias fases de conflitos internos que oscilam desde a negação da doença até a esperança da cura. Como é realizado esse primeiro apoio psicológico a essa paciente? 

O tratamento de uma paciente com câncer de mama deve ser conduzido obedecendo algumas peculiaridades como, a idade, o momento de vida em que se encontra essa mulher e os seus anseios e planejamentos precisam ser expostos, para que haja uma conduta correta e direcionada. 

Outro ponto relevante é o acolhimento da equipe médica, como o diagnóstico é comunicado e posteriormente no efetivo tratamento, pois a relação médico-paciente gera troca e confiança entre eles. Quando isso não acontece, pode ocorrer um desgaste maior da mulher durante todo o processo do tratamento. O apoio familiar também é traçado como parte importante da terapia. A inserção da família nesse processo favorece a aceitação da doença e a reabilitação, influenciando na melhoria da qualidade de vida da mulher vítima do câncer. 

A causa e a cura do câncer permanecem na obscuridade. Isso pode atrapalhar a procura e aceitação ao tratamento? 

A paciente pode desenvolver uma depressão e um isolamento social. O especialista, ao perceber tais sintomas, deve encaminhá-la ao serviço de psicologia e psiquiatria. Muitas vezes, essa paciente se nega a aceitar tal conduta, ela tende a encarar a doença como uma ação destruidora e geralmente é sentida como um castigo, uma punição, uma vez que o câncer está associado ao estigma da morte. Apesar dessa postura, o médico deve mostrar as possibilidades de cura, a sua relação com a estética e como isso pode ser vivido e superado. 

O diagnóstico da doença e todo o seu processo são vividos pela paciente e seus familiares como um momento de angústia. Como o profissional de psicologia pode atuar e conduzir esse cenário? 

A atuação do profissional de psicologia deve ser vista como uma forma de tratamento e iniciada imediatamente após o diagnóstico e definição da conduta terapêutica oncológica. Essa primeira avaliação deve ser individual, para que haja um maior entendimento do psicólogo e para que ele consiga absorver todas as angústias e incertezas trazidas pela paciente. Em um segundo momento, o atendimento pode ser estendido aos familiares próximos, a fim de estreitar essa rede de apoio, de forma que a paciente se sinta acolhida e aceita nessa fase de sua vida. 

Como manter o emocional equilibrado e a qualidade de vida diante de um diagnóstico de câncer de mama? 
A presença da depressão e estado de dor e angústia é perfeitamente aceitável na descoberta da doença. É patológico se a mulher apresentar uma outra postura, isso significaria a negação do câncer. Para que esse cenário seja menos doloroso, a equipe de saúde pode, também, ser participativa positivamente nesse cenário psicoterapêutico, o que possibilitará uma maior tranquilidade e apoio durante todo o processo de tratamento, assim como de seus familiares. 

Quais são os aspectos da doença que mais refletem na autoestima da paciente? 

O temor ao câncer de mama acomete a retirada de parte do corpo da mulher e, que em muitas culturas, desempenha função significativa, a sua estética, fantasias e intimidade ficam comprometidas. Aceitar sua nova condição e adaptar-se à nova imagem do seu corpo, exige um esforço muito grande para o qual, muitas vezes, não estão preparadas e por isso ela precisa de um apoio próximo, de alguém confiável. 

Como fica a relação dessa paciente com o seu companheiro (questões sexuais e emocionais)? 

O apoio do companheiro é muito importante, embora, seja uma situação de dificuldade e aceitação também para ele. A mulher, na maioria das vezes, apresenta um sentimento de isolamento, se torna fria e distante e se recusa a ter relações sexuais, por acreditar que não é mais atraente para o marido e que não é capaz de trocar experiências, antes compartilhadas. O suporte psicológico deve ser oferecido ao casal, muitos homens se assustam com a deformação do corpo da mulher, fica com medo de tocá-la, se sentem amedrontados com a situação, que deve ser trabalhada e abordada pelo casal. O amadurecimento, cumplicidade e a confiança estabelecida nesse relacionamento também será um fator de peso para a condução psicoterapêutica do problema. 

É possível perceber uma relação entre a faixa-etária e o comportamento psicológico de uma paciente com câncer de mama, ou seja, uma mulher que já tenha família/filhos reage de forma diferente de uma que esteja buscando esses ideais? 

Essa questão terá um lugar de menos ou mais importância, dependendo da idade e etapa da vida em que a mulher está inserida. Uma descoberta da doença em uma paciente com 25 a 30 anos terá um impacto mais traumático, pois pressupõem que essa mulher esteja em busca de uma união, a construção de uma família, provavelmente, isso vai afetar muito mais as questões sexuais, atrativas e de autoestima da paciente. 

Uma mulher que se encontra em uma fase mais avançada da vida e já tenha vivenciado essas experiências também terá a sua sexualidade fragilizada, embora outros laços de família se façam presentes, amenizando o peso e os traumas da doença.

Fonte: Bonde

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Como a fé e a força interna ajudam a vencer as doenças; Bem Estar conta

Durante o tratamento de câncer, o coração pode ficar comprometido por causa da quimio e da radioterapia, mas a fé e a força interior ajudam a vencer a doença, assim como a solidariedade.

Você já parou pra pensar nas situações que mudaram a sua vida? Por exemplo, uma notícia inesperada? Um susto que mudou o rumo e a forma de ver o mundo?

Às vezes, a guerra contra uma doença tem várias batalhas. No Bem Estar deste dia de Natal, 25 de dezembro, o consultor e cardiologista Dr. Roberto Kalil explica porque no tratamento do câncer, o coração pode ficar comprometido por causa da quimio e da radioterapia! A oncologista Marina Sahade fala como a fé e a força interior ajudam a vencer a doença, assim como a solidariedade. O Bem Estar mostra histórias emocionantes de quem se redescobriu nos momentos mais difíceis da vida!

O que é cardiotoxicidade? É o efeito tóxico do tratamento de quimioterapia e radioterapia, que pode causar danos ao coração.

Alguns quimioterápicos e os feixes de radiação ionizante atacam as células cancerígenas, mas também podem matar células saudáveis do coração e dos vasos sanguíneos e causar várias complicações cardíacas. As antraciclinas fazem parte do grupo de quimioterápicos mais tóxicos que existem. Elas são muito usadas no tratamento de câncer de mama e de leucemia.

O efeito tóxico para o coração depende do tempo de exposição e da dose cumulativa recebida, por isso, o acompanhamento de um cardiologista desde o início do tratamento é fundamental.

Quando os quimioterápicos e a radiação destroem a célula do câncer, ocorre uma liberação de radicais livres por todo o corpo. Os radicais livres são tóxicos e atacam o tecido do coração. Além disso, o DNA da células, os vasos sanguíneos e as fibras musculares sofrem alteração, levando à fibrose, que consequentemente afeta o funcionamento do coração.

Problemas mais comuns da cardiotoxicidade - insuficiência cardíaca (falta de ar e cansaço ao fazer qualquer esforço), arritmias, pericardite (inflamação da membrana que recobre o coração), alterações nas válvulas do coração (alterando o movimento do sangue dentro dele) e trombose.

Estes problemas podem aparecer logo após o tratamento ou ao longo dos anos. Segundo a oncologista Marina Sahade, a maioria das complicações cardíacas é reversível com tratamento, mas, em alguns casos, é preciso fazer transplante.

Existe uma medicação endovenosa que pode ser usada meia hora antes do doente receber a antraciclina. Ela só é indicada para quem já recebeu a dose máxima tolerada deste quimioterápico, mas ainda necessita da medicação. Este tratamento pode minimizar as complicações cardíacas porque bloqueia a produção de radicais livres pelas células do corpo.

Medicações anti-hipertensivas e para o controle da frequência cardíaca também são muito utilizadas no tratamento da cardiotoxicidade associada à quimioterapia. Já para os tratamentos de radioterapia, não existe medicação que proteja o coração.

Radioterapia - A radioterapia para tratamento de câncer de mama e de linfoma é realizada no tórax e, por causa da proximidade do coração, pode afetar seu funcionamento. Algumas técnicas modernas afastam a radiação do coração e ajudam a evitar a toxicidade cardíaca.


Pacientes com antecedentes de doenças cardíacas e diabetes, tabagistas e com câncer de mama do lado esquerdo apresentam risco maior de desenvolver toxicidade no coração.

Fonte: G1 Bem Estar

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Alimentos superpoderosos


Manter a forma, o bom humor e ainda estar com a saúde em alta é um desafio e tanto.
A partir da década de 1990, aprofundaram-se os estudos sobre os alimentos funcionais que, mais do que nutrir, fornecem ao organismo substâncias que auxiliam na prevenção e até no tratamento de doenças.
Nos dias atuais, levar uma vida saudável é uma tarefa difícil, principalmente com a correria e o estresse do cotidiano. Mas a simples (e correta) escolha dos alimentos que compõem nossas refeições, podem fazer uma diferença incrível. A nutricionista Gabriela de Bortoli ressalta: “a escolha correta dos ingredientes na hora de montar cada uma das refeições pode ser uma medida importante para combater doenças crônico-degenerativas que estão se tornando epidemias graças ao estilo de vida moderno. Doenças como o colesterol alto e as complicações”.
Alguns alimentos possuem propriedades capazes de provocar a sensação de bem-estar, bom humor e tranquilidade. Em outras palavras, eles nos deixam mais felizes. Eles aumentam a produção de neurotransmissores (principalmente a serotonina), responsáveis pela comunicação entre as células nervosas e pela criação dessas sensações. Não tem quem não se sinta melhor após fazer uma refeição adequada.
Hoje você vai conhecer o primeiro, de dez alimentos que devem ser consumidos regularmente para dias e pratos mais alegres.

Amêndoas: ricas em Vitamina E, selênio e zinco, as amêndoas ajudam a retardar o envelhecimento celular e previnem doenças do coração e diminui o colesterol ruim. Um estudo feito na Universidade Loma Linda, dos EUA, relacionou o consumo de amêndoas ao baixo risco de doenças coronárias. Da mesma forma que a noz, o pistache e a castanha, a amêndoa também ganhou o selo de redutora de doenças cardiovasculares da FDA (Food and Drug Administration[1]). Recomendação da nutricionista: 30 gramas por dia (cinco ou seis unidades).

Aveia
Rica em fibras, ela exerce um papel fundamental na funcionalidade do intestino, que é o órgão responsável pelo processo de digestão e absorção dos nutrientes assim protege o órgão, afastando o risco de doenças típicas como apendicite aguda, doença diverticular do cólon, síndrome do cólon irritável, colelitíase, hemorroidas, hérnia hiatal por deslizamento, doença de Crohn e carcinoma de cólon.
A aveia também é importante aliada do coração ajudando a diminuir o colesterol ruim, o LDL. Ganhou o selo de redutor do risco de doenças cardíacas da FDA, agência americana de controle de alimentos e remédios, e, além de tudo isso, são alimentos que atuam como prebióticos, auxiliando na manutenção da microflora intestinal.
A nutricionista recomenda: “o ideal é consumir, durante todo o dia, ao menos duas colheres (sopa) de aveia. Porém, vale um alerta: toda a ingestão de fibras precisa ser acompanhada de um consumo adequado de água. Afinal, o líquido é fundamental para dissolver a aveia, permitindo que ela cumpra sua função no intestino”. Sem água suficiente, a aveia pode provocar efeito contrário, levando à constipação.
Azeite de oliva
Considerado um elemento fundamental no combate às doenças cardíacas, o azeite de oliva, principalmente o extravirgem, apresenta uma grande quantidade de gordura monoinsaturada que não se converte em colesterol. Segundo Gabriela, o alimento ajuda a reduzir os níveis do LDL (colesterol ruim) no organismo, minimizando os riscos de sofrer de problemas como a aterosclerose, o infarto agudo do miocárdio e os acidentes vasculares cerebrais. Também reduzem a formação de radicais livres, atuando como antioxidantes. Segundo estudo, o composto melhora a função endotelial, ou seja, da camada interna que reveste os vasos sanguíneos. O impacto é positivo para a circulação.
A nutricionista recomenda: “dê preferência ao azeite extravirgem, cujo nível de acidez não ultrapassa 0,8% (a informação consta do rótulo). O consumo do alimento deve ser diário, basta que se acrescente 1 colher (sopa), em temperatura ambiente, a pratos prontos ou saladas”.

Banana
Reunindo vários nutrientes presentes nos alimentos anteriores, a banana é uma boa opção para ficar mais feliz por meio da alimentação. Em sua composição há triptofano, magnésio, carboidratos, potássio, e as vitaminas B6 e biotina. Também chamada de piridoxina, a vitamina B6 previne depressão, ansiedade, irritação e ainda atua no sistema cognitivo, com a síntese de neurotransmissores

Espinafre
Esse vegetal folhoso pode ser uma boa arma contra a baixa-estima e tristeza, já que contém potássio e ácido fólico. Ambos os elementos ajudam nos quadros de depressão, esquizofrenia e no combate a doenças degenerativas. Também é rico em uma substância anti-cancerígena chamada sulforanato, que segundo estudos, aumenta a atividade de uma proteína, a NRF2, um potente antioxidante e ótima fonte de vitaminas e minerais. A ausência de Espinafre no organismo é responsável por problemas como cansaço, insônia, fraqueza, apatia, entre outros efeitos.

Grão-de-bico
Boa fonte de ferro, carboidratos e proteínas. Com o grão-de-bico, a produção de serotonina no corpo ganha um upgrade, já que o alimento é rico em triptofano, o aminoácido responsável pelo bom humor e pela sensação de felicidade. A leguminosa tem ainda magnésio, que proporciona relaxamento, reduz a ansiedade e o estresse.

Iogurte
Este alimento contém substâncias probióticas que ajudam no controle e estabilização da microbiota intestinal, resistência gastrintestinal à colonização por patógenos, digestão da lactose em indivíduos intolerantes à ela, estimulação do sistema imune, alívio da constipação, aumento da absorção de minerais e vitaminas. “É um dos alimentos mais vivos, graças à presença de bactérias benéficas, que equilibra a flora intestinal e previne as cólicas abdominais”, afirma Gabriela. Segundo ela, as bactérias benignas do iogurte encarregam-se de destruir a bactéria “E. Coli”, responsável por muitos tipos de gastroenterite.

Laranja
Além de ajudar no sistema imunológico, e ser riquíssima em antioxidante, cientistas descobriram também que por conter vitamina C e cálcio, a laranja é eficiente na melhora do humor, no relaxamento muscular e no combate ao estresse. Pesquisas indicam que esse efeito acontece porque, entre outros benefícios, a vitamina C diminui a quantidade de hormônios do estresse no sangue e reduz fatores que indicam o estresse físico e emocional.
Outros alimentos que contém grandes quantidades de vitamina C, como a acerola, abacaxi e morango podem ter o mesmo efeito no combate ao estresse e na melhor do humor.

Soja
A soja e seus derivados contém, além de outras substâncias importantes, as isoflavonas, que ajudam na prevenção de doenças do coração, osteoporose, diabetes e principalmente o câncer de cólon e mama, graças ao seu alto poder antioxidante. “O alimento, de origem vegetal, contém grande quantidade de proteínas, favorece a síntese de colágeno e de ácido hialurônico, o que proporciona mais firmeza e elasticidade à pele. As isoflavonas também retardam, em longo prazo, o surgimento de rugas.” Estudos recentes, realizados no Brasil, mostraram que mulheres no período pós-menopausa que ingeriram 100 mg de extrato de soja por dia aumentaram a espessura e melhoraram a elasticidade da pele, em relação às que não receberam a suplementação.

Tomate:
De acordo com a nutricionista, atribui-se ao tomate a característica de alimento funcional, pois contribui com cerca de 85% do licopeno ingerido diariamente. Devido a esse grau de abundância dessa substância, o fruto é capazes de manter o bem-estar e de reduzir o risco de doenças como o câncer, principalmente o de próstata. Além do licopeno, o tomate também possui outras excelentes substâncias benéficas ao corpo humano, como as vitaminas A, B e C, e sais minerais como fósforo, ferro, potássio e magnésio. Novos estudos apontam, ainda, o papel do tomate na prevenção de doenças cardíacas e no controle da pressão arterial. A nutricionista recomenda: “Como o calor aumenta a biodisponibilidade deste nutriente, sendo melhor absorvido pela corrente sanguínea, o melhor jeito de se consumir o tomate é em forma de molhos, pois desta maneira aproveita-se ao máximo seu potencia”.
Fonte: Vitale

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Autocompaixão: empoderamento frente ao câncer é fundamental

No final do ano, o sentimento de compaixão está à flor da pele. Temos empatia pelo sofrimento do outro e desejamos sua superação. Contudo, quando precisamos estar atentos aos nossos medos, incertezas e inseguranças, muitas vezes não sabemos como acolher nossos sentimentos. Essa lacuna no âmbito das emoções pode ser um obstáculo para qualquer pessoa, mas, sobretudo, quando é necessário lidar com doenças importantes como o câncer.


Pacientes oncológicos estão expostos diariamente a desafios e emoções complexas: diante disto, a autocompaixão oferece ferramentas poderosas. O conceito se baseia na Mindfulness Psychology, que por sua vez está relacionada à prática da atenção plena ao presente, sem preocupação excessiva com o passado e com o futuro. A autocompaixão define que as pessoas devem tratar a si mesmas com atitudes semelhantes às que tratam outras pessoas em momentos de dificuldade. Distante do sentimento de autopiedade, não está relacionada à pena, mas à compreensão sobre a situação enfrentada associada ao desejo de cuidado e melhora. A autocompaixão é voltada ao próprio indivíduo, o que costuma ser difícil, pois é comum termos maior exigência e julgamento conosco.

Quem enfrenta o tratamento contra o câncer muitas vezes sente uma pressão externa para estar bem e feliz, sem que isso corresponda ao seu real estado interior. Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer os momentos de felicidade e compreender que também é possível merecê-los. É preciso ter equilíbrio para ouvir as necessidades, compreender os próprios limites e permitir-se vivenciar as dores e as alegrias, com uma postura honesta a respeito de si próprio. Estudos realizados ao redor do mundo atestaram o poder deste comportamento na redução de depressão e estresse.

Praticar a autocompaixão é uma maneira de empoderar-se contra o câncer. Estar conectado consigo, ciente de sua condição e do que é necessário para seguir adiante é um importante elemento do processo de recuperação e algo realmente transformador. Pacientes empoderados estão mais fortalecidos, conhecem sua situação, seus direitos e têm condições de pedir ajuda e exigir o melhor para si. Em 2017, a FEMAMA, instituição que articula uma rede de 70 ONGs de apoio a pacientes com câncer de mama em todo o Brasil, mostrou que empoderar pacientes é uma forma revolucionária de combater a doença. Após um notável esforço que envolveu pacientes em todo o país, recebemos esse ano o anúncio de que tratamentos específicos para o câncer de mama metastático Her2 positivo, o trastuzumabe e o pertuzumabe, finalmente passarão a ser ofertados no SUS, mudando milhares de vidas. É essa força que vem de dentro para transformar e conectar que queremos ver crescendo em 2018. Nesse fim de ano, deixo o convite para que você exercite a empatia e a compaixão, pelo outro, e principalmente, por você.

A autora é presidente voluntária da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) e Chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento.

Fonte: JCNET

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Mudança de vida: 5 passos para recomeçar e avançar



Optar pela mudança de vida não é uma escolha casual ou um capricho. Na maioria das vezes, quando falamos de mudanças importantes, falamos de um ato de necessidade, de firme convicção e, acima de tudo, de coragem. Porque às vezes não há mais outras opções, precisamos trocar de pele, arrancar as raízes e buscar outros mapas para poder “ser”, para pode recomeçar e encontrar o equilíbrio entre as necessidades e as conquistas, entre os desejos e os comportamentos… Como vamos ver a seguir, tudo isso é importante quando você toma a corajosa decisão de fazer uma mudança de vida.
Winston Churchill disse, com toda razão, que melhorar é mudar e que ser “perfeito” é ter a coragem de mudar frequentemente. No entanto, a essa afirmação podemos acrescentar outra tão importante quanto: as mudanças são positivas sempre que não perdemos a nossa essência, nossos próprios valores. Portanto, qualquer variação que fizermos ao longo do nosso ciclo vital deve ter como objetivo nos aproximar um pouco mais daquilo que realmente desejamos ser.

“Não há nada igual a voltar a um lugar que permaneceu sem mudanças para descobrir o quanto você mudou.”

-Nelson Mandela-

No entanto, conseguir fazer isso não costuma ser fácil nem rápido, muito menos agradável no início. Assim, algo curioso que costuma acontecer é que a maioria das pessoas assume que devemos fazer uma mudança quando alguma coisa relevante acontece na nossa vida. Perder o trabalho, deixar um relacionamento, sofrer uma decepção ou um fracasso, é como se fosse um convite direto para realizar uma mudança de vida, o que resumimos em uma frase popular: “renovar ou morrer”.
No entanto, e isso é importante deixar claro, antes de estarmos nessas situações na beira do penhasco, seria positivo desenvolver estratégias relacionadas à mudança pessoal para enfrentar melhor tais momentos.Se “mudar” é sinônimo de progresso e de melhora, vamos colocar isso em prática diariamente, de forma contínua, de maneira integrante e inteligente.
Dessa maneira, vamos reagir muito melhor frente a qualquer acontecimento e nos sentiremos mais válidos para continuar avançando. Portanto, vamos ver uma série de estratégias para alcançar essa meta.

5 passos para promover uma mudança de vida

Mudar sua vida é uma necessidade que você já deve ter sentido mais de uma vez. Essa necessidade já o levou a consultar algum livro de autoajuda para descobrir que a maioria deles oferecem ideias gerais bastante parecidas, carregadas de otimismo e boas intenções.
No entanto, a realidade é outra. Nosso cérebro é resistente à mudança.Ele não gosta, não acha certo mudar porque para ele representa um desequilíbrio e uma ameaça direta à nossa sobrevivência. Isso nos leva, uma vez mais, à premissa de que toda mudança é traumática e, portanto, para amenizar esse impacto devemos aplicar no dia a dia 5 regras, 5 perspectivas de pensamento que vão nos ajudar a favorecer essa renovação pessoal.

1. Através da simplicidade surge a clareza

Marcos começou a dar aulas de karatê. Seus alunos têm entre 8 e 12 anos e Marcos repete para eles constantemente que “sem esforço não há recompensas”. Ele faz isso enquanto dá instruções exaustivas e muito complexas, estimulando o esforço das crianças. Uma semana depois, da classe de 20 alunos ficaram apenas 3.
O que esse instrutor fez de errado? Achar que poderia provocar nas crianças mudanças rápidas e um compromisso firme com as aulas foi um erro. As verdadeiras mudanças, as melhores conquistas, chegam ao atingir objetivos simples, claros e motivadores nos quais trabalhamos todos os dias.
Dessa maneira, se você deseja fazer uma mudança de vida, nada melhor do que simplificar o processo. Estabeleça uma meta, uma fácil de conseguir (mesmo que ela faça parte de outra maior e mais difícil). Quando você a alcançar, proponha para o dia seguinte outra meta um pouco mais complicada ou que pressuponha um novo progresso. Assim, e sem perceber, você terá meia montanha conquistada.

2. “Proteja” seus novos comportamentos

Toda mudança, grande ou pequena, exige colocar em prática novos comportamentos. No entanto, há um problema comum do qual nem sempre se fala. Como o meio reage a essas variações? Como o meio reage a nossa necessidade de renovação?
  • Frequentemente sentimos o efeito de comentários pouco adequados e nada motivadores. Na verdade, podemos chegar ao ponto (nada recomendável) de dar um passo para trás por causa das críticas.
  • Devemos evitar isso. Tome consciência de que todo novo comportamento deve ser “protegido”. Se você escolher, por exemplo, parar de sair com certos amigos, dedicar mais tempo aos seus hobbies ou praticar outros, não permita que o que os outros disserem ou deixarem de dizer o afete.


3. “Ser” é mais fácil do que se transformar

Quando você quer mudar sua vida, pode cometer o erro de desejar se transformar em outra pessoa. É comum visualizar uma imagem na qual nos vemos como alguém diferente, alguém especial chegando a um novo lugar, desempenhando tarefas apaixonantes, conhecendo pessoas diferentes e interessantes.
Devemos manter os pés no chão e entender dois aspectos essenciais.
  • “Ser” é mais fácil do que se transformar. Ou seja, promover uma mudança de vida não significa nos transformarmos em alguém que não somos. Isso não é racional nem saudável.
  • O ideal é que toda mudança estimule a expansão do nosso ser. Que nos permita encontrar o equilíbrio, mas desafiando, ao mesmo tempo, os nossos medos e as nossas limitações para dar um passo mais além. Um passo no qual ajustar aspirações e conquistar sonhos e triunfos, bem-estar e satisfação.

“Não tente mudar o mundo, tente não deixar o mundo mudar você.” 
- Carlos Ruiz Zafón-

4. O medo do desconhecido está justificado

Em muitos livros de autoajuda, vamos encontrar a seguinte frase: “não tenha medo, você consegue, confie em si mesmo”. Bem, essa expressão tão comum e usada em excesso tem nuances que devemos considerar. Vamos ver.
  • Ter medo é normal, não o negue nem o esconda. Limite-se a entendê-lo.
  • O medo da mudança é, acima de tudo, medo da incerteza, do que vai acontecer, da dúvida de se a pessoa será capaz, se tudo vai dar certo… Entenda que esse tipo de pensamento corresponde ao mecanismo de sobrevivência do nosso cérebro, nos encorajando a ficarmos quietos e não nos arriscarmos.
Portanto, não é exagero aplicar a seguinte série de verbalizações no seu dia a dia para que possam ajudar você:
  • Estou com medo e meu medo tem uma justificativa. É um processo normal que devo entender e gerir. O objetivo é que esse medo, longe de me paralisar, me sirva como motivo para desafiar a mim mesmo, para ver até onde consigo chegar.
  • Para diminuir esse medo, vou estabelecer objetivos realistas, simples e progressivos. Vou avançar pouco a pouco, mas sem parar.
  • Se existe uma coisa que eu tenho certeza é que toda mudança vai me levar a um lugar onde serei melhor. Toda mudança deve ser positiva. Por isso, vou focalizar minha mente em tudo de positivo que esse processo vai representar até a conquista do objetivo.


5. Admire cada resultado

Se você deseja fazer uma mudança de vida, lembre-se de que a pressa não é uma boa companheira. Ir devagar nos permite ter mais perspectiva, ser mais conscientes de cada passo dado, dos erros cometidos e das correções que podem ser aplicadas.
Realizar uma ou várias mudanças não é uma tarefa fácil, não é um caminho simples. Na verdade, às vezes, a distância mais curta entre dois pontos nem sempre é uma linha reta, mas uma jornada ziguezagueante na qual vamos cair e levantar duas ou três vezes… na qual vamos nos perder e nos reencontrar, na qual daremos um passo para frente e dois para trás.
No entanto, não devemos nos esquecer de uma coisa nessa aventura: de admirar cada conquista. Porque o sucesso conquistado será nosso e de mais ninguém. É um processo no qual só há uma pessoa a agradar, atender e escutar, e esse alguém somos nós mesmos. 
Não hesite, portanto, em aplicar esses conselhos se você deseja mudar sua vida. Todo o esforço vai valer a pena.
Fonte: Mente Maravilhosa.

As informações e sugestões contidas neste blog são meramente informativas e não devem substituir consultas com médicos especialistas.
É muito importante (sempre) procurar mais informações sobre os assuntos