terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Dia Mundial do Câncer: destaques da prevenção ao tratamento da doença


Em homenagem ao Dia Mundial do Câncer, celebrado no 4 de fevereiro, selecionamos notícias quentes sobre sintomas, exames, remédios...

Boa notícia para o Dia Mundial do Câncer: o tratamento está melhorando rapidamente (Ilustração: André Moscatelli/SAÚDE é Vital)

O 4 de fevereiro marca o Dia Mundial do Câncer. E, se há um problema de saúde em que novidades sobre prevenção, sintomas e tratamento brotam a todo momento, esse é o câncer. Até porque um a cada cinco homens e uma a cada seis mulheres terão um tumor ao longo da vida.
Para deixar você a par das principais novidades e descobertas sobre essa enfermidade, SAÚDE listou diversas matérias abaixo. Não perca:

Dúvidas comuns

Estilo de vida e prevenção contra o câncer

O tratamento contra o câncer

Exames

Inovações

Curiosidades e fake news


Fonte: Abril Saúde

As informações e sugestões contidas neste blog são meramente informativas e não devem substituir consultas com médicos especialistas.

É muito importante (sempre) procurar mais informações sobre os assuntos 

O avanço de 2019 para o câncer – e 9 prioridades da ciência para tratá-lo


Entidade dos Estados Unidos aponta os progressos frente a tumores raros como a maior conquista da oncologia nos últimos meses

O tratamento de vários tipos de cânceres raros melhoraram bastante recentemente (Ilustração: Eber Evangelista/SAÚDE é Vital)


Todo ano, a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco, na sigla em inglês) elege o que considera ter sido o grande avanço contra o câncer. E, em 2019, quem levou essa honraria foram os progressos no tratamento de tumores raros.
Embora cada uma dessas doenças afete poucas pessoas, em conjunto elas se tornam um problema de saúde pública considerável. Veja: 20% de todos os tumores diagnosticados nos Estados Unidos são tidos como raros. Não é pouca coisa.
“É animador ver avanços substanciais ao longo de só um ano, particularmente contra os cânceres raros”, reforça Monica Bertagnolli, presidente da Asco.
Em um comunicado, essa entidade listou alguns exemplos de melhorias no tratamento desse subgrupo de tumor. Exemplos:
Embora cada uma dessas doenças afete poucas pessoas, em conjunto elas se tornam um problema de saúde pública considerável. Veja: 20% de todos os tumores diagnosticados nos Estados Unidos são tidos como raros. Não é pouca coisa.
“É animador ver avanços substanciais ao longo de só um ano, particularmente contra os cânceres raros”, reforça Monica Bertagnolli, presidente da Asco.
Em um comunicado, essa entidade listou alguns exemplos de melhorias no tratamento desse subgrupo de tumor. Exemplos:
 O governo dos Estados Unidos aprovou o primeiro tratamento em 50 anos para o carcinoma anaplásico da tireoide. É uma combinação de dois remédios modernos – o dabrafenibe e o trametinibe – que conseguiu reduzir a doença em dois terços.
• Estudos mostraram que o medicamento sorafenibe é o primeiro a aumentar o tempo de vida sem progressão de doença em tumores desmoides.
• Já o fármaco trastuzumabe freou o avanço de um dos tipos mais agressivos de câncer do endométrio, o carcinoma seroso uterino.
Por outro lado, recentemente tivemos uma má notícia. O olaratumabe, que havia sido aprovado para enfrentar o sarcoma de partes moles após décadas sem um tratamento específico, acabou indo mal em uma grande pesquisa que tentava provar sua eficácia.

Onde a ciência deve se concentrar para vencer o câncer

Além de apontar o maior avanço de ano, a Asco criou uma lista de nove prioridades dentro da oncologia. A ideia é oferecer uma espécie de guia para cientistas preencherem lacunas de conhecimento na área e, com isso, minimizarem o impacto do câncer em geral na vida das pessoas. Veja:
1. Identificar estratégias que predizem uma melhor resposta dos tratamentos com imunoterapia
2. Definir melhor os pacientes que mais se beneficiam de tratamentos depois da cirurgia
3. Trazer os avanços das terapias celulares para os tumores sólidos
4. Aumentar as pesquisas com remédios de última geração em cânceres pediátricos
5. Otimizar os cuidados com o paciente mais velho
6. Melhorar o acesso de voluntários aos tratamentos experimentais
7. Reduzir as consequências do tratamento contra o câncer no longo prazo
8. Diminuir a obesidade e seu impacto na incidência e nos desfechos contra o câncer
9. Identificar estratégias para detectar lesões pré-malignas (que, se não tratadas, podem virar um câncer)
Fonte: Abril Saúde

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Alimentação é fundamental para a prevenção e o tratamento do câncer


Ajustes na alimentação chegam a fazer parte do tratamento do câncer (Foto: Alex Silva/SAÚDE é Vital)

Falar de alimentação saudável tem tudo a ver com o Dia Mundial do Câncer. Esse hábito, principalmente quando combinado com a prática regular de atividade física, ajuda tanto a prevenir como a combater tumores.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 20% dos casos dessa doença nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e 35% das mortes por ela são causados por uma dieta inadequada. São números muito alarmantes!
Vamos, então, começar por uma pessoa já diagnosticada com câncer. Ao avaliá-la, o profissional da nutrição considera dados pessoais, como peso, altura e dobras cutâneas. Além de definir a dieta, ele monitora índices de vitaminas e nutrientes durante todo o processo.
Ao detectar a carência de determinado elemento, o nutricionista pode recorrer à suplementação alimentar como forma de atingir os níveis ideais. Apesar de recomendada para alguns casos, essa estratégia não garante a prevenção de doenças na população em geral.
Em pacientes oncológicos, possivelmente ocorrem casos de desnutrição calórica e proteica, porque o próprio tumor gera uma demanda por consumo de nutrientes presentes no organismo. Além disso, a doença pode dificultar o processamento de carboidratos, proteínas e lipídios e causar perda de apetite.
Aí, a terapia nutricional é essencial como suporte ao paciente, mesmo que de forma indireta. Garantir uma alimentação adequada auxilia na prevenção de quadros como baixa de imunidade, no preparatório para procedimentos cirúrgicos ou clínicos, na reação do organismo ao tratamento, entre outras vantagens. Esses fatores contribuem para uma melhor qualidade de vida e até reduzem o tempo de internação hospitalar.
O nutricionista identifica as dosagens das substâncias que aquele paciente necessitará e passará uma dieta adequada ao caso, respeitando eventuais restrições alimentares, bem como gostos do paciente. Sim, as preferências dele são fundamentais – do contrário, por mais benéfico que seja determinado cardápio, fazer o paciente ingeri-lo contra a sua vontade só irá aumentar o desconforto.
Já para enfermos em que a alimentação oral não é viável, a alternativa é substitui-la pela enteral, via sonda ou cateter. O recurso é indicado até que a pessoa consiga voltar a se alimentar normalmente.
A quantidade de refeições ao dia, os tipos e as formas dos alimentos indicados variam conforme o caso. No entanto, o objetivo é sempre aliar uma alimentação saudável, que atenda às necessidades do paciente e que despertem o desejo pelo consumo.
Mas vamos fechar esse texto com prevenção. Muitos casos de câncer seriam evitados – ou menos graves – através da adoção de uma alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos. O ideal é adotar uma dieta rica em alimentos naturais ou minimamente processados e evitar congelados (prontos para o consumo), ultraprocessados e industrializados, como bebidas e comidas com alto teor calórico.
Apesar de muitas vezes acharmos que não temos tempo para preparar nossas refeições, é possível incluir hábitos saudáveis como esse com planejamento e esforço. Caso contrário, a longo prazo, talvez nós mesmos não conseguiremos acompanhar nossa rotina cada vez mais agitada.
*Luciana Ítalo é nutricionista do Hospital Fundação do Câncer.
Fonte: Abril Saúde

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Sobreviventes do câncer devem mudar estilo de vida, sugere pesquisa


Sobreviver ao câncer é o principal objetivo de qualquer paciente com a doença. Pesquisa pioneira do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostrou que o desafio, no entanto, não termina com o fim do tratamento.

A pesquisa Compreendendo a Sobrevivência ao Câncer na América Latina: Os casos do Brasil foi desenvolvida ao longo dos anos de 2014 e 2015, com 47 indivíduos do Rio de Janeiro e Fortaleza que foram diagnosticados com câncer de próstata, de mama, do colo do útero ou leucemia linfoblástica aguda (LLA). O estudo analisou o pós-tratamento dos sobreviventes para garantir mais qualidade de vida a eles.

Um dos principais aspectos identificados foi a reavaliação que os pacientes fizeram sobre seus estilos de vida. Muitos deles deixaram de fumar e adotaram dietas mais saudáveis. Também foi percebida grande demanda de suporte emocional por parte dos sobreviventes e, principalmente, das famílias e cuidadores, que não contam com atendimento psicológico.
Depressão, problemas financeiros, dificuldade de reinserção no mercado de trabalho e o medo da recorrência da doença são apenas algumas das questões identificadas pelo estudo, que é um dos primeiros do país com enfoque, não no diagnóstico ou tratamento, mas na forma como os sobreviventes passaram a lidar com as consequências da doença.

Tratamento integral

A gerente da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca, Liz Maria de Almeida, afirmou que os pacientes precisam de tratamento integral, mesmo após estarem livres da doença. É uma forma de evitar complicações futuras.

— Passamos mais tempo preocupados em mantê-los vivos, só que agora é preciso pensar em como eles estão vivendo. Agora a gente precisa olhar para a qualidade de vida. A depressão, por exemplo, atrapalha a resposta ao tratamento, então o apoio psicológico é muito importante. Outra questão é a parte financeira. Durante o tratamento, o paciente para de trabalhar e se ele é o chefe da família, isso impacta fortemente a família. A pessoa que acompanha o paciente também precisa faltar o trabalho, o que acaba impactando duplamente.

Liz Maria ressaltou outro desafio, que é oferecer informações essenciais sobre a doença para que o paciente seja o agente principal do seu tratamento.

— O paciente não sabe nada sobre a doença, sobre o tratamento ao qual será submetido, sobre as possíveis complicações. Talvez a gente não consiga, de imediato, uma articulação entre todos os serviços que devem acompanhar a pessoa, mas a informação podemos oferecer.

Para a médica oncologista Inês Gadelha, da Secretaria de Atenção à Saúde, o câncer também é um desafio para os gestores da saúde, porque é uma doença grave e com muita incidência. O câncer é a segunda maior causa de morte no Brasil, correspondendo a 17% dos óbitos, informou.

— O câncer é uma doença que atinge todos os órgãos e isso leva ao gestor da saúde um desafio enorme, que é oferecer toda a medicina. Em 2018, o tratamento do câncer foi o maior custo isolado do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram R$ 5 bilhões, sem considerar o diagnóstico, toxicologia, mamografia, e outros — disse.

De acordo com o Inca, entender as necessidades dos sobreviventes é essencial, já que o número de pessoas que vencem a doença tem aumentado significantemente. Para 2019, o instituto estima 68.220 novos casos de câncer de próstata, 59,7 mil de mama, 16.370 de colo de útero e 10,8 mil de leucemias.

Fonte: Oncoguia / Gaucha ZH

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A ciência por trás do diagnóstico do câncer


Inovação: metodologias avançadas identificam alterações em genes, o que dá pistas para terapias mais assertivas (Mariana Pekin/Abril Branded Content)

Quando o assunto é oncologia, o diagnóstico correto é o início do sucesso do tratamento e da satisfação do paciente. Seja com o auxílio de equipamentos e técnicas ultramodernas ou por meio de marcadores moleculares, a parceria entre pesquisa e área clínica permite identificar todas as características de um câncer. O detalhamento contribui para o desenvolvimento de terapias capazes de bloquear os mecanismos responsáveis pela proliferação de células com mutações genéticas.

“A integração entre os setores e a expertise em assistência de alta complexidade favorecem a escolha de estratégias terapêuticas mais efetivas”, diz Rubens Chojniak, head da equipe médica de diagnóstico por imagem do A.C.Camargo Cancer Center. A troca constante de informações – característica de um cancer center, onde se somam ensino, pesquisa e assistência ao paciente – é crucial para conhecer as características de risco para desenvolvimento de um câncer e do entendimento de cada doença e da melhor aplicação das ferramentas terapêuticas.

É possível integrar informações clínicas, patológicas, metabólicas e moleculares para compreender cada caso e indicar um tratamento personalizado. Equipamentos de imagem como a mamografia por emissão de pósitron (PEM) podem obter informações da anatomia e da atividade metabólica de tumores.

Outro exemplo de sinergia é a interação entre as equipes de anatomia patológica e de cirurgia. Existem análises e procedimentos que são realizados simultaneamente. “Com isso, é possível auxiliar as decisões do médico durante a cirurgia”, revela Antônio Nascimento, head da equipe médica de anatomia patológica do A.C.Camargo Cancer Center. Isso pode garantir a remoção completa do tumor e evitar a lesão de tecidos sadios.

Vale destacar ainda o avanço na área diagnóstica com a biópsia líquida. A técnica identifica marcadores e mutações tumorais relacionadas com a presença, a atividade e a resposta ao tratamento de um câncer por meio de material desprendido do tumor, encontrado na corrente sanguínea. O método tem sido usado para detectar recidivas e metástases, mostrando bons resultados no monitoramento da doença, especialmente em casos de câncer de pulmão, mama, colorretal, próstata, entre outros.

A cooperação entre o corpo clínico e os pesquisadores do setor de genômica é fundamental para a medicina personalizada. Por meio de avançadas metodologias, cientistas mapeiam regiões específicas do DNA, sinalizando mutações genéticas relevantes para o diagnóstico. “Essas alterações dão pistas para as melhores escolhas entre medicações e terapias específicas para cada subtipo de câncer”, finaliza a pesquisadora Dirce Carraro, do A.C.Camargo Cancer Center, pioneiro na aplicação dos testes no país.

Fonte: Oncoguia / Veja São Paulo.

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Terapia genética, imunoterápicos e nanotecnologia são novos instrumentos no combate ao câncer


Tecnologia e tratamento personalizados são novas apostas para pacientes com a doença

Yago de Lima foi diagnosticado com câncer aos 17 anos e o uso de uma nova droga o salvou Foto: Adriana Lorete / Agência O Globo

‘Se você tomar esse remédio, você vai morrer’. Foi essa frase que Yago de Lima ouviu de um médico sobre uma nova droga receitada por outro profissional. A situação do jovem era delicada. Após uma tosse constante e emagrecimento, descobriu que estava com um linfoma de Hodgkin em estágio avançado. Passou por seis meses de quimioterapia, sem sucesso. Um transplante de células-tronco foi feito com sessões de quimioterapia sem interrupções, 24 horas por dia, por uma semana. Após três meses, a doença sumiu. Seis meses depois, voltou. A equipe hospitalar do Instituto Nacional de Câncer (Inca), que tratava Yago, disse ter esgotado todos os recursos possíveis.

Uma médica da instituição indicou um outro profissional, particular, o oncologista Daniel Tabak, que prescreveu uma nova droga a Yago. Ele teve reações inesperadas que o levaram ao coma. Foi nesse momento, sendo tratado pela reação do primeiro medicamento, que o jovem escutou a frase de um outro médico sacramentando seu destino. Ainda assim, Yago voltou ao doutor Tabak, que lhe apresentou uma outra nova droga, que não existia no Brasil e nem mesmo o oncologista sabia como conseguir.

— Pedimos a medicação na Justiça, mas eu não podia esperar. A gente entrou em contato com fornecedores, e minha família se uniu para quatro doses. Cada uma custava R$ 25 mil. A aplicação deveria ser de 15 em 15 dias, mas não podíamos pagar. Fiz uma aplicação em um mês e a outra só depois de 40 dias. O médico me explicou que a droga era imunoterápica. Ao invés de enfraquecer a célula cancerígena, ela fortalece o seu sistema. Um mês após o tratamento, o exame que fiz mostrou que estava limpo — lembra Yago, hoje com 23 anos.

“Existem várias terapias sendo estudadas para o combate ao câncer” OSWALDO ALVES - PESQUISADOR DA UNICAMP


A busca por um novo medicamento para Yago foi feita em 2016. No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou uma série de drogas imunoterápicas, que estimulam o sistema imunológico, incluindo o que ele usou. É um passo para uma maior diversidade de instrumentos no combate ao câncer.



Nanotecnologia

Outras áreas tecnológicas também estão somando esforços em pesquisa. No Instituto de Química da Unicamp, o professor Oswaldo Luiz Alves trabalha com nanotecnologia para a melhora do tratamento. 
— Isso faz parte das abordagens usadas para tratar o câncer, nas quais poderíamos chegar até os tumores e só então liberar os princípios ativos dos fármacos, com a expectativa de um aumento da eficácia do tratamento quimioterápico — aponta o professor, que reafirma a importância da pluralidade de iniciativas. — Efetivamente várias terapias estão sendo estudadas para o combate dos diferentes tipos de câncer. Muitas estão próximas de se tornar parte do arsenal disponível e poderão mostrar sua eficácia para bons diagnósticos.

Mudança de paradigma

Outra aposta da medicina é a terapia genética. Uma delas, que foi aprovada no ano passado pelos Estados Unidos, é a Car-T.
—Essa tecnologia tem sido considerada uma mudança de paradigma no tratamento de pacientes oncológicos, uma vez que obteve resultados excelentes nos testes clínicos. Pacientes que haviam tido recidiva da doença após quimioterapia e transplante de medula têm mostrado remissão — afirma Patricia Rozenchan, diretora da startup Celluris, incubada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia da Universidade de São Paulo (USP), e que realiza pesquisa para desenvolver essa tecnologia no Brasil.
COMO FUNCIONA O TRATAMENTO CAR-T 
Técnica está em pesquisa no Brasil

- Retiram-se células do sistema imunológico do paciente, no caso o linfócito T, através de uma coleta de sangue

- As células são modificadas em laboratório para se tornarem receptoras

- Células modificadas são multiplicadas e reinseridas no paciente

- Os novos linfócitos reconhecem células tumorais, conseguindo destruí-las



Fonte: Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia
da Universidade de São Paulo (Dra. Patricia Rozenchan)

Nesta modalidade, as células do sistema imunológico do paciente, no caso o linfócito T, são usadas para combater o tumor. Elas são retiradas numa coleta de sangue e modificadas em laboratório para ativar uma molécula chamada receptor, que reconhecerá um marcador específico na célula tumoral. Dessa maneira, o linfócito consegue detectar a célula tumoral e gerar um ataque preciso contra ela. Uma vez modificadas, essas células T, agora chamadas de Car-T, são multiplicadas em laboratório e depois recolocadas no paciente para destruir as células tumorais, explica a especialista.
O hospital Albert Einstein, em São Paulo, está investindo em espaços para trabalhar com três frentes de terapia celular. Uma delas é o Car-T.
— A terapia celular é mais uma arma. Alguns casos não vão responder a determinados tratamentos. Por isso, precisamos cada vez mais personalizar os métodos. Além disso, a quimioterapia é o menos específico possível: ela mata a célula a boa e a célula má — aponta Gustavo Schvartsman, oncologista do hospital.
Fonte: Globo

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sábado, 2 de fevereiro de 2019

Titãs - Marvin

Rita Lee - Mania De Você

Blondie - Heart Of Glass

Bill Withers - Ain't No Sunshine (Official Video)

Elton John - Don't Let The Sun Go Down On Me ((Tradução))

Exercícios físicos evitariam 10 mil casos de câncer no Brasil


MAIS DE 8 MIL CASOS DE CÂNCER EM MULHERES PODERIAM SER EVITADOS POR ANO COM AUMENTO DA ATIVIDADE FÍSICA (FOTO: AMANDA MILLS/PUBLIC HEALTH IMAGE LIBRARY/CREATIVE COMMONS)

Uma nova pesquisa sugere que realizar atividades físicias poderia evitar cerca de 10 mil casos de câncer no Brasil. Já existem evidências que os exercícios estão associados com a redução do risco de câncer de mama (pós-menopausa) e cólon.
O estudo concluiu que até 8,6 mil casos de câncer em mulheres, e 1,7 mil casos de câncer em homens poderiam ser evitados por ano com aumento de exercícios. Esses valores correspondem a 19% da incidência de câncer de cólon e 12% da incidência do câncer de mama no Brasil.
Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo poderiam ter o maior número de cânceres prevenidos, com 1.244 e 2.587 casos, respectivamente.
Os dados são de uma pesquisa inédita, publicada na revista científica Cancer Epidemiology, e realizado pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, com a Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e com Universidade de Queensland, na Austrália. 
Na análise, os pesquisadores estimaram a proporção e o número de casos de câncer de mama e cólon que poderiam ser prevenidos no país por meio do aumento de atividade física na população. Eles utilizaram dados da última Pesquisa Nacional de Saúde, conduzida em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
O relatório apontou que cerca de metade dos brasileiros não praticam pelo menos 150 mintuos de exercícios por semana. Esse tempo é o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dentro da estatística, 51% das mulheres fazem alguma atividade, contra 43% dos homens.
A partir dessas informações e de dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, os autores estimaram diferentes cenários de prevenção de câncer por meio da atividade física.
A pesquisa ainda indicou que 2.300 casos da doença seriam evitados por ano se a recomendação de exercícios da OMS fosse seguida. Além disso, 500 casos de câncer seriam evitados por ano por meio do aumento do nível de atividade física das mulheres a nível observados nos homens.
Fonte: Galileu
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Cientistas transformam células de câncer de mama em gordura



Pesquisadores conseguiram transformar com sucesso células de câncer de mama em adipócitos (gordura) para impedir que elas se espalhassem no organismo de camundongos. No estudo, eles exploraram o caminho que as células cancerígenas fazem. Os resultados são considerados promissores. 

Ao cortar o dedo, por exemplo, as células do epitélio começam a se parecer menos com elas mesmas e ficam mais "fluidas" – transformando-se na célula-tronco mesênquima e que depois torna-se qualquer célula que o corpo necessite. Este processo é chamado de transição epitelial-mesenquimal (EMT). Especialistas já sabiam que cêlulas de câncer poderiam tomar essa trajetória ou ainda fazer o caminho contrário, chamado transição mesenquimal-epitelial (MET), para se espalhar por todo o organismo. 
Na pesquisa, os camundongos receberam uma forma agressiva de câncer de mama humano. Eles foram tratados com rosiglitazona, medicamento diabético, e trametinib, tratamento contra o câncer. Graças aos remédios, quando as células cancerígenas usavam uma das vias de transição, em vez de se espalharem, elas mudavam para células adiposas – no processo de adipogênese.
"Os modelos usados ​​neste estudo permitiram a avaliação da disseminação da adipogênese das células cancerígenas nos arredores do tumor", escreveu a equipe no artigo, publicado na revista Cancer Cell. "Os resultados indicam que a terapia de rosiglitazona e trametinib atinge especificamente as células cancerígenas com maior plasticidade e induz sua adipogênese."
Segundo os cientistas, nem todas as células cancerígenas viraram gordura. Contudo, as que se transformaram não foram danificadas. "As células de câncer de mama submetidas a um EMT não apenas se diferenciaram como gordura, mas também pararam completamente de proliferar", afirmou Gerhard Christofori, bioquímico da Universidade de Basel, na Suíça. "As células que se transformam em células de gordura permanecem assim e não retornam como cancerígenas."
Como funciona
No tratamento, a trametinib estimulou o processo de transição, aumentando a conversão de células-tronco em gordura. "A terapia de diferenciação adipogênica inibe a invasão, disseminação e formação de metástases em vários modelos pré-clínicos de câncer de mama", escreveram os pesquisadores no estudo. 

CÉLULAS DE CÂNCER DE MAMA EM NOVO TRATAMENTO (FOTO: DEPARTMENT OF BIOMEDICINE, UNIVERSITY OF BASEL

A imagem acima mostra esse processo. À esquerda estão as células cancerígenas (verdes) e célula normal de gordura (vermelha). No lado direito, estão as células adiposas que se transformaram em câncer (marrom). 
Futuro
Ambos medicamentos usados na pesquisa são aprovados pelo Food and Drug Administration (FDA), agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. Com isso, pode ser que a terapia seja testada em humanos. 
De acordo com o portal Science Alert, muitos tratamentos testados em ratos não chegam ao estágio de testes clínicos. O fato de que este funcionou em células de câncer humano dá uma esperança para pacientes e cientistas. 
Por enquanto, os pesquisadores estão analisando se este método funcionaria combinado à quimioterapia, e se ele se aplicaria a outros tipos de câncer. "Essa abordagem inovadora poderia ser usada com a quimioterapia convencional para suprimir o crescimento do tumor primário e a formação de metástases mortais", declarou Christofori à Press Association.
Fonte: Revista Galileu

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O cuidado com a saúde e a autoestima em mulheres com câncer de mama


A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres

Podemos entender que dentro da prevenção entre o autoconhecimento para que você consiga entender as possíveis mudanças que seu corpo está sofrendo, assim, aumenta as chances da doença ser diagnosticada ainda nos estágios iniciais. De acordo com o site do Inca (https://www.inca.gov.br): “a maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres“. O que enfatiza a importância de você estar sempre se observando e se conhecendo dia após dia. Além disso, a campanha mostra o quanto esse assunto não deve ser um tabu para nós mulheres e como precisamos falar e divulgar sobre essa conscientização.
Nós, consultoras de imagem, incentivamos as mulheres a lapidarem sua beleza natural para se sentirem mais confiantes e de bem com elas mesmas. Mas existe algo mais importante do que revelar sua própria beleza: o cuidado com sua saúde. A atenção a possíveis mudanças no corpo é importante para você se conhecer cada dia mais e entender se há algo de estranho nele, e nada substitui a ida a um médico e os exames apropriados. Cuide-se, tire um tempo para seu bem mais precioso: saúde.

Não sofra a pressão que a sociedade lhe impõe sobre autoestima

Falando em autoestima, sabemos que não é uma tarefa muito fácil manter a autoestima elevada todos os dias, ainda mais quando está se passando por um desafio com a saúde. Você já pensou que independentemente do diagnóstico, a grande maioria das mulheres faz de tudo para tentar se encaixar nos padrões de beleza determinados pela sociedade? Dietas, atividade física, tratamentos estéticos, cuidar do cabelo, unha, depilação, sobrancelha… isso que estamos só falando da parte estética sem citar a cobrança por ser bem sucedida, mãe e esposa exemplar… ufa, cansei só de escrever. Sim! Sofrer essa pressão é bastante desgastante para qualquer mulher.
Além disso, receber um diagnóstico de um câncer traz consigo muitas dúvidas, medos e incertezas sobre o corpo e a vida de modo geral e isso também afeta a autoestima devido as mudanças que o tratamento provoca na mente e no corpo. Algumas pessoas lidam bem com essas alterações, mas outras podem se sentir incomodadas e isso pode afetar a autoestima gerando conflitos emocionais.

Como melhorar a autoestima?

Mas afinal, como melhorar a autoestima? Primeiro, gostaria de dizer que autoestima é amar a si mesma, do jeitinho que você é, com toda sua beleza e também imperfeições. E digo mais, toda sua beleza interior também. É lembrar-se do quanto você é amada pelos familiares, amigos, lembrar a diferença que você faz na vida das pessoas, se sentir orgulhosa pela sua profissão, suas realizações, suas viagens, suas conquistas, sua personalidade. Quanto mais você se torna segura de si e relembra o quão linda é, ficará menos impactada e dependente de regras e julgamentos sociais.
Cuidar-se e querer ficar bonita faz um bem danado! Isso é essencial para elevar a autoestima, o que é importantíssimo para o tratamento, mas faça somente aquilo que te faça sentir bem com você mesma, sem se preocupar com que os outros vão dizer.

A sua felicidade e bem estar é mais importante do que tudo nesse momento!

Não se esqueça que você está em constante desenvolvimento e mudança, é importante você estar sempre atenta ao seu corpo e sua saúde, eles são fundamentais para torná-la a mulher forte e batalhadora que você é.

Nossa campanha de lenços, venha fazer parte!

E para colaborar com a autoestima de mulheres com câncer de mama, iniciamos uma campanha de arrecadação de lenços que serão doados para mulheres que são atendidas pela Associação das Amigas da Mama em Curitiba. Se você tem em casa um lenço lindo e quer colaborar com a autoestima de mulheres que estão enfrentando um câncer de mama participe dessa campanha.
Para participar, envie um email parana@anacaroplinapereira.com ou entre em contato pelo telefone 41 9 9604-2277 para combinar a forma de entrega.
A AAMA foi fundada em agosto de 2001, através da união de mulheres que vivenciaram o câncer de mama, que se conheceram através do convívio durante o tratamento contra a doença.
Hoje, as voluntárias revertem a experiência que tiveram com a doença em prol de outras mulheres que estão enfrentando a mesma situação e que precisam de apoio para que possam enfrentar a doença com mais força.

E lembre-se: Prevenir é uma das melhores formas de lutar!

 Fonte: Ponto Pessoal

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