quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Remédios para fortalecer o sistema imunológico podem combater câncer

Pesquisadores apostam em medicamentos que reforçam o sistema imunológico dos pacientes e atuam contra as células cancerígenas.


Nos Estados Unidos, pesquisadores apostam em uma nova técnica de combate ao câncer. São remédios para fortalecer o sistema imunológico.
Os novos medicamentos mudam completamente a maneira como o câncer é tratado hoje. Eles estão sendo desenvolvidos para reforçar o sistema imunológico do paciente.
Os remédios atacam duas proteínas que inibem a ação do sistema de defesa do organismo contra as células cancerígenas. Sem essas barreiras, o próprio corpo pode combater o tumor.
Uma técnica parecida chegou a ser testada no fim do século XIX, mas acabou sendo deixada de lado, com  o surgimento da radioterapia, usada até hoje.
Para os defensores da imunoterapia, a maior vantagem é que ela não afeta células saudáveis, como acontece na quimioterapia.
O brasileiro Daniel Morgensztern, professor de medicina na Universidade de Yale, está liderando os testes de um medicamento que usa a imunoterapia para o tratamento de câncer no pulmão.
“Com certeza os resultados são inesperados de tão bons que nós vimos. Eu acredito que vai funcionar para algumas pessoas, mas não para todo mundo", declara o oncologista da Universidade de Yale.
O doutor Daniel explica que um dos medicamentos está em fase avançada de estudo e pode ser aprovado pelo governo americano no ano que vem.
Outras drogas que estimulam o sistema imunológico estão sendo testadas em universidades americanas.
Os resultados desses estudos tiveram impacto até na Bolsa de Valores de Nova York. As ações de duas grandes empresas farmacêuticas que estão desenvolvendo os novos medicamentos subiram 3%. Mas, os pesquisadores estão cautelosos, eles não querem dar falsas esperanças.
Os médicos lembram que, para uma parte dos pacientes, a nova terapia pode ter efeitos colaterais graves. E ainda serão necessários muitos anos de estudo.

domingo, 11 de agosto de 2013

CREME BÁVARO PARA PREVENIR O CÂNCER DE MAMA

Rica em uma substância chamada colina, a gema de ovo é um alimento fundamental na alimentação de crianças e na prevenção do câncer de mama. Aprenda a fazer uma deliciosa sobremesa.

Texto: Revista VivaSaúde Especial Tireoide & Metabolismo/ Foto: Danilo Tanaka/ Adaptação: Letícia Maciel

Fundamental na alimentação das crianças, a gema de ovo ajuda a reduzir em 24% as chances
do aparecimento do câncer de mama
Foto: Danilo Tanaka

Um dos nutrientes mais importantes da gema do ovo é a colina, uma proteína fundamental para aformação dos neurônios, portanto muito importante para a nutrição das crianças. E esse é justamente o alimento com maior quantidade dessa substância que podemos encontrar. Além disso, estudos mostram que mulheres que consumiram essa substância em quantidade alta apresentaram queda em 24% das chances de ter câncer de mama. Portanto, vale a pena consumir essa parte do ovo.

Creme bávaro

Ingredientes
  • 2 colheres (sopa) de gelatina em pó sem sabor
  •  ½ xícara de água gelada
  • 4 gemas de ovo
  • ½ xícara de açúcar
  • 1 pitada de sal
  • 2 xícaras de leite
  • 1 colher (chá) de baunilha
  • 2 xícaras de creme de leite
Modo de preparo
Dissolva a gelatina sem sabor na água gelada e reserve. Em uma tigela, misture as gemas, o açúcar e o sal, até ficar algo bem homogêneo. Ferva o leite em uma panela e vá juntando-o aos poucos com as gemas, misturando sem pausas. Volte a mistura ao fogo, cozinhe até cobrir as costas de uma colher, e, então, retire do fogo e passe por um coador. Adicione a gelatina e a baunilha e misture bem mais uma vez. Deixe esfriar. Bata o creme de leite até formar um chantili. Quando o creme com as gemas estiverem em temperatura ambiente, misture delicadamente com o chantili. Coloque em taças ou ramekins e deixe na geladeira por pelo menos 1 hora antes de servir para os convidados.

Amamentação auxilia na prevenção do câncer de mama

Especialista ensina os cuidados que a mulher deve ter durante o período de aleitamento.

Estudo recente constatou que 55% das mulheres não fazem o exame das mamas durante a gestaçãoGetty Images
Na Semana Mundial do Aleitamento Materno, que vai até quinta-feira (8), a SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia) alerta que a amamentação não só beneficia os bebês, como também é fundamental para a saúde das mães na prevenção do câncer de mama.
Segundo o mastologista Anastasio Berrettini, presidente da Comissão de Aleitamento Materno da SBM, mulheres que amamentam por mais de seis meses têm menos chances de desenvolver a doença devido à substituição do tecido glandular por gordura nas mamas.
— A amamentação é uma proteção natural.
Já a mulher com câncer de mama, se amamentar por mais de um ano, tem a chance de desenvolver a doença menos agressiva e com melhor prognóstico.
No entanto, os benefícios da amamentação na prevenção do câncer de mama não ficam restritos somente às mães. De acordo com os últimos estudos, os componentes do leite materno fornecem uma proteção contra a doença na idade adulta dos bebês.
Além disso, o mastologista ensina os cuidados que a mulher deve ter durante o período de aleitamento para preservar a saúde mamária.
— Tudo que possa sensibilizar a região deve ser evitado, como o uso de cremes e pomadas — que, por hidratar a pele, a deixam mais sensível a fissuras durante a amamentação.
O médico acrescenta que expor as mamas ao sol e ajudar o bebê a mamar de maneira adequada também previnem machucados e a mastite (inflamação das mamas).
Exame das mamas
Um estudo recente constatou que 55% das mulheres não fazem o exame das mamas durante a gestação. Para o especialista, o acompanhamento durante o pré-natal é fundamental.
— O ideal é que o exame clínico seja feito uma vez por trimestre. A amamentação ofusca o diagnóstico precoce do câncer de mama. Portanto, o exame das mamas na gravidez é extremamente importante.
 Fonte: R7 Notícias.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Cientistas dizem ter descoberto origem do câncer de mama

Tumor nasce a partir de mau funcionamento de células localizadas nos ductos mamários.



Tumor na mama tem origem nas células que formam os dutos mamários (Foto: BBC)Tumor na mama tem origem nas células que formam
os dutos mamários (Foto: BBC)
Em sua essência, o câncer é uma célula entre milhões de outras que começa a funcionar mal. No caso do câncer de mama, na maioria das vezes essa célula maligna fica nos ductos que levam o leite da glândula mamária até o mamilo. Mas, por que ali e não em outra parte? O que há nesta região?
David Gilley, da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e Connie Eaves, do Laboratório Terry Fox da Agência para o Câncer em Vancouver, no Canadá, ficaram perplexos ao descobrir a resposta..
Em seu estudo, publicado na revista especializada "Stem Cell Reports", eles explicam como descobriram que todas as mulheres - propensas ou não a desenvolver câncer de mama - têm uma classe particular de células-mãe com telômeros (estruturas que formam as extremidades do cromossomo) extremamente curtos.
Os cientistas se deram conta de que estes cromossomos, com as extremidades tão pequenas, fazem com que as células fiquem mais propensas a sofrer mutações que podem desenvolver o câncer.
Diferentemente de muitos estudos sobre o câncer, a investigação se deu em mulheres normais que doaram seus tecidos após terem se submetido a uma operação de redução de seios por razões estéticas.
"O que procurávamos eram possíveis vulnerabilidades em células normais que fizeram com que se tornassem malignas", explicou Gilley à BBC Mundo.
Prevenção
Eles explicam que as células-mãe se dividem em células chamadas de diferenciadas ou finais, que, por sua vez formam o ducto mamário. E é nessas células em que se origina o câncer de mama, afirmam os especialistas.
Eles observaram que quando os telômeros dessas células finais perdem sua função - que é a de manter a estrutura do cromossomo, evitando que suas extremidades se juntem ou combinem com os outros - pode ocorrer é "um verdadeiro caos" no ciclo celular que se segue.
Apesar de todas as mulheres terem células com telômeros bem curtos, nem todas desenvolvem câncer de mama. Em alguns casos, porém, a multiplicação dessas células pode funcionar mal e produzir uma célula maligna, explica Gilley.
Para os especialistas, o estudo lhes permite entender o que está por trás do início do câncer de mama e estabelecer marcadores que sirvam de parâmetros para exames a partir de amostras de tecidos e sangue, e poder monitorar todas as mulheres, especialmente as que têm alto risco de desenvolver o câncer.
"O que tentamos fazer foi olhar o câncer de uma forma distinta, nos focando em como começa", explica Gilley. "Porque uma vez que o tumor se desenvolve, particulramente em alguns tipos de câncer de mama, não há muito o que se pode fazer".

Grã-Bretanha vai oferecer tratamento preventivo para mulheres com risco elevado de câncer de mama

O uso de medicamentos por cinco anos pode reduzir em até 40% as chances de desenvolvimento da doença.

Cerca de meio milhão de mulheres da Grã-Bretanha com risco de desenvolver câncer de mama poderão fazer um tratamento preventivo fornecido pelo serviço público de saúde (National Health Service), de acordo com novas diretrizes médicas divulgadas nesta terça-feira.
O Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica, que elabora as diretrizes de atuação para a saúde pública, acredita que o tratamento preventivo – um comprimido diário de tamoxifeno ou raloxifeno por cinco anos – pode reduzir o risco da doença entre 30% e 40%.
O tratamento será proposto a mulheres a partir de 35 anos de idade, com risco moderado ou alto de desenvolver este câncer. O câncer de mama é o mais comum no Reino Unido, e cerca de uma em cada cinco pacientes que contraem a doença têm antecedentes familiares.
Mastectomia — A medida deve reduzir também o número de cirurgias relacionadas à doença, como a mastectomia dupla, à qual se submeteu recentemente a atriz Angelina Jolie, de 37 anos, portadora de um risco genético elevado. De acordo com o Nice, o tratamento preventivo permitirá que o sistema público de saúde poupe verbas significativas neste momento de cortes nos serviços públicos.
O tamoxifeno tem sido utilizado há 40 anos no Reino Unido para o tratamento de câncer da mama, enquanto que o raloxifeno é utilizado especialmente para combater a osteoporose na menopausa.
Gareth Evans, consultor de genética clínica do hospital St. Mary's e um dos especialistas que ajudaram a desenvolver as recomendações, afirmou que este tratamento será um "avanço" para livrar as mulheres do "estresse e do trauma do diagnóstico, e potencialmente da radioterapia e da quimioterapia".
Fonte: Veja.

Pesquisa brasileira descobre que melatonina pode combater câncer de mama

Em experimento, ‘hormônio do sono’ foi capaz de reduzir pela metade o crescimento do tumor em camundongos

Câncer de mama
Hormônio responsável por regular o ciclo do sono pode atuar também no câncer de mama (Thinkstock)
A melatonina é conhecida por ser responsável pela regulação do relógio biológico e, portanto, regular funções do organismo como a fome e o sono. Alguns estudos já comprovaram a eficácia da melatonina na prevenção de distúrbios como a diabetes e a enxaqueca, mas seu papel no combate contra o câncer ainda era incerto. 
Uma nova pesquisa, realizada por um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), porém, pode ajudar a esclarecer a questão. No experimento, uma linhagem de células metastáticas, ou seja, células cancerígenas com tendência a se propagarem pelo organismo, atingindo regiões do corpo diferentes daquelas onde foram encontradas, foram implantadas no dorso de um grupo de camundongos.
Uma parte dos roedores recebeu apenas placebo, enquanto a outra parte recebeu doses diárias de um miligrama de melatonina durante 21 dias após a implantação das células. Ao término do período, os camundongos que foram tratados com o hormônio apresentaram tumores que mediam aproximadamente metade do tamanho daqueles apresentados pelo outro grupo, que não teve contato com a substância – a média de volume dos tumores dos animais que receberam melatonina foi de 144,89 milímetros cúbicos, enquanto a dos outros foi de 282,03 milímetros cúbicos. 
"O objetivo geral do nosso trabalho foi verificar a angiogênese (crescimento de novos vasos sanguíneos, que servem para 'alimentar' os tumores) e metástase em resposta ao tratamento com a melatonina", explica Débora Zuccari, coordenadora do Laboratório de Investigação Molecular do Câncer (Limc) e orientadora da pesquisa, em entrevista ao site de VEJA. Em outras palavras, o propósito do estudo foi verificar se a melatonina era capaz de impedir que o tumor produzisse seus próprios vasos sanguíneos para poder crescer e, assim, impedir a metástase. 
Os experimentos com os camundongos foram realizados no Hospital Henry Ford, nos Estados Unidos, durante o doutorado em genética da aluna Bruna Victorasso, e fazem parte de um trabalho maior, conduzido por Débora Zuccari, que tenta identificar a relação entre o câncer de mama e a melatonina. Antes dos estudos com os camundongos, experimentos envolvendo as células cancerígenas introduzidas nos animais foram conduzidos em laboratório.
Segundo Bruna, mulheres que apresentam deficiência na produção de melatonina podem ser mais suscetíveis ao câncer de mama. "Existem estudos científicos que relacionam o trabalho noturno com o aumento do risco do câncer de mama, uma vez que a exposição à luz artificial à noite reduz a secreção da melatonina", conta. "Nesse sentido, pretendemos desenvolver um novo estudo para verificar se há diferença entre os níveis de melatonina entre mulheres com câncer de mama e mulheres saudáveis."
MELATONINAA melatonina, produzida pela glândula pineal, localizada no cérebro, é fundamental para regularizar o nosso relógio biológico e, assim, regular sono, fome e diversas funções no organismo. Em países como os Estados Unidos e os da Europa, ela é amplamente comercializada como uma vitamina e, em lugares como Argentina e Chile, como remédio. 
No Brasil, porém, ela não pode ser comercializada pois não possui registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). De acordo com o órgão, o último pedido para registro da substância foi feito em 2003 e foi indeferido por estar "em desacordo com a legislação vigente". Não houve um novo pedido desde então. No entanto, também não há uma proibição expressa ao uso da substância, de forma que o paciente que desejar pode importá-la para uso próprio. 
Fonte: Veja.

Peixes oleosos, como o salmão, podem reduzir risco de câncer de mama.

Pesquisadores chineses mostram que consumir de uma a duas porções de peixe toda semana reduz em 5% o risco de desenvolver a doença

Salmão
O hábito de comer duas porções de salmão por semana ajuda na prevenção do câncer de mama (Thinkstock)
Comer duas porções de atum, salmão ou sardinha por semana pode ajudar a reduzir as chances de uma mulher desenvolver câncer de mama. Essa é a conclusão de uma revisão de estudos publicada no periódico British Medical Journal (BMJ). A explicação deve-se ao fato de que esses peixes contêm gordura insaturada, que, ao contrário da gordura saturada, faz bem à saúde.

"A gordura desses peixes, ao contrário de uma gordura animal qualquer, é benéfica", explica o oncologista Ricardo Marques, do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. "Esse tipo de gordura poli-insaturada encontrada nos peixes marinhos substitui a gordura que leva a pessoa a engordar. Então, ao consumir peixes oleosos, é como se estivéssemos trocando uma gordura ruim por uma boa."

O trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de Zhejiang, na China, analisou os resultados de 26 estudos feitos nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, envolvendo 883.585 participantes e 20.905 casos de câncer de mama. Após a análise, os cientistas concluíram que consumir de uma a duas porções de peixes oleosos (no Brasil, as opções mais comuns são atum, salmão ou sardinha) por semana leva a uma ingestão de gorduras poli-insaturadas marinhas que é suficiente para reduzir em 5% o risco de desenvolver a doença.

Os grupos que apresentaram as menores chances de desenvolver câncer de mama foram os de mulheres asiáticas. Segundo os autores do estudo, isso aconteceu porque nos países da Ásia o consumo de peixe é maior do que nos países ocidentais. 

Perda de peso — Para Ricardo Marques, há duas razões que podem explicar por que a gordura insaturada dos peixes pode ajudar a evitar o câncer de mama. Uma está ligada ao fato de que esse tipo de gordura auxilia na perda de peso: "ao engordar, a mulher passa a produzir mais hormônios, e essa maior produção de hormônios aumenta sua chance de ter câncer. Logo, se a gordura encontrada nos peixes ajuda a não engordar, ela também diminui o risco de câncer", esclarece. A outra está relacionada à melhora do sistema imune, o que também favorece a prevenção do câncer. 
O câncer de mama foi responsável por 14% das mortes de mulheres por câncer no mundo inteiro durante o ano de 2008, segundo informações da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC, sigla em inglês), da Organização Mundial da Saúde. Para se prevenir da doença por meio da ingestão dos peixes oleosos, porém, é preciso fazer desse consumo um hábito. "O estudo simplesmente analisou pessoas que comeram esse tipo de peixe ao longo da vida. A prevenção só vai funcionar se a pessoa criar o hábito de comer as duas porções semanais de peixe", afirma Marques.
GORDURA INSATURADA
Diferente das saturadas, ajuda a reduzir os triglicerídeos, um tipo de gordura que em alta concentração é prejudicial, e a pressão arterial. Pode ser monoinsaturada ou poli-insaturada. Essa última pode ser, por exemplo, Ômega 3 e 6, que são os chamados ácidos graxos essenciais e são as gorduras encontradas em peixes, linhaça, castanhas e azeite.
Fonte: Veja.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Consumo de peixes marinhos n-3 PUFA foi associado a um menor risco de câncer de mama em estudo de revisão publicado pelo BMJ




Consumo de peixes marinhos n-3 PUFA foi associado a um menor risco de câncer de mama em estudo de revisão publicado pelo BMJ

Para investigar a associação entre a ingestão de peixes e ácidos graxos poli-insaturados (n-3 PUFA - Poly Insaturated Fatty Acid do tipo Ômega 3), e o risco de câncer de mama e avaliar a relação dose-resposta em potencial foi realizada uma meta-análise e revisão sistemática de estudos prospectivos utilizando dados do PubMed e Embase, até dezembro de 2012, e referências de artigos relevantes recuperados.
A revisão foi publicada pelo British Medical Journal (BMJ). Os critérios de elegibilidade para a seleção de estudos foram: estudos prospectivos de coorte, com risco relativo e intervalo de confiança de 95% para o câncer de mama, de acordo com o consumo de peixe, a ingestão de n-3 PUFA ou biomarcadores teciduais.
Vinte e seis publicações, incluindo 20.905 casos de câncer de mama e 883.585 participantes de 21 estudos independentes prospectivos foram elegíveis. Onze artigos (13.323 eventos de câncer de mama e 687.770 participantes) investigaram a ingestão de peixe, 17 artigos investigaram a ingestão de peixes marinhos ricos em cadeias longas de ácidos graxos altamente poli-insaturados (n-3 PUFA) (16.178 eventos de câncer de mama e 527.392 participantes) e 12 artigos investigaram o consumo de ácido alfa linolênico (14.284 eventos de câncer de mama e 405.592 participantes). O consumo de peixes marinhos n-3 PUFA foi associado a uma redução de 14% no risco de câncer de mama e o risco relativo permaneceu semelhante se o consumo de n-3 PUFA era medido como a ingestão dietética ou como biomarcadores de tecido. As análises dose-resposta indicaram que o risco de câncer da mama foi reduzido em 5% pelo aumento da ingestão de peixes marinhos n-3 PUFA de por 0,1g/dia ou 0,1% de caloria/dia. Nenhuma associação significativa foi observada para a ingestão de peixe ou exposição ao ácido alfa linolênico.
Concluiu-se que o maior consumo de peixes marinhos n-3 PUFA está associado a um menor risco de câncer de mama. As associações de ingestão de peixes e de ácido alfa linolênico com risco avaliado demanda uma investigação mais aprofundada de estudos prospectivos. Essas descobertas podem ter implicações para a saúde pública no que diz respeito à prevenção do câncer de mama por meio de intervenções dietéticas e de estilo de vida.
Fonte: news.med.br.

terça-feira, 18 de junho de 2013

PESQUISADORES TESTAM NOVO TRATAMENTO CONTRA CÂNCER DE MAMA ?TRIPLO-NEGATIVO?

Pesquisadores israelenses do Instituto Weizmann de Ciência desenvolveram uma terapia para o chamado câncer de mama “triplo-negativo”. Trata-se de uma doença muito agressiva e de difícil tratamento. Ela tem um forte componente genético, atingindo principalmente mulheres jovens, negras ou hispânicas e judeus ashkenazi (de origem europeia).

Este tumor é chamado câncer de mama triplo-negativo porque carece de três receptores importantes que afetam as células do câncer de mama: o receptor de estrógeno (RE); o receptor de progesterona (RP) e o receptor HER2. Por isso, o triplo-negativo não responde aos tratamentos que são eficazes contra outros tipos de câncer de mama, como o Herceptin. 

O tumor poderia ser atacado com medicamentos capazes de bloquear outro receptor que está presente nas células triplo-negativas, chamado EGFR (Epidermal Growth Factor Receptor). Os anticorpos que bloqueiam o EGFR conseguem evitar o crescimento de outros tipos de tumores. Mas, até agora, essa terapia não tinha sido eficaz; os pesquisadores então propuseram utilizar simultaneamente dois anticorpos que bloqueiam o EGFR. 

O grupo liderado pelos professores Yosef Yarden e Michael Sela demonstrou, em testes com camundongos, que o uso combinado de dois anticorpos contra o EGFR evita o crescimento e a disseminação de tumores triplo-negativo. Esse método se assemelha ao funcionamento natural do sistema imunológico, que também bloqueia células essenciais mediante anticorpos múltiplos.

Fonte: Suadieta.


Remédio para osteoporose evita crescimento do câncer de mama

Segundo pesquisadores americanos, a droga bazedoxifene, já aprovada na Europa para tratar osteoporose, impede que os tumores da mama sejam 'alimentados' pelo hormônio estrógeno.

Pesquisadores americanos descobriram que um remédio já aprovado na Europa e usado no tratamento contra a osteoporose é capaz de impedir o crescimento dos tumores na mama. Segundo esses especialistas, o bazedoxifene é benéfico mesmo nos casos em que o câncer se tornou resistente às terapias específicas para a doença. A descoberta faz parte de um estudo apresentado durante o encontro anual da Sociedade Endócrina, que acontece até esta terça-feira em San Franciso, Estados Unidos.
Sabe-se que o crescimento dos tumores da mama depende do estrógeno, que serve como um ‘alimento’ às células cancerígenas. Para que alimente os tumores, o hormônio precisa se ligar a receptores de estrógeno localizados no núcleo dessas células. Tratamentos comuns contra o câncer de mama incluem drogas que bloqueiam a ação do estrógeno e evitam que as células cancerígenas cresçam. O tamoxifeno é um exemplo desses medicamentos – tais remédios se ligam aos receptores de estrógeno nas células cancerígenas, ocupando o lugar que seria do hormônio e impedindo que o estrógeno alimente o tumor.
Dupla ação — A nova pesquisa, feita no Instituto de Câncer Duke, estudou a ação do bazedoxifene em cultura de células animais e descobriu que esse medicamento tem ação semelhante ao tamoxifeno. Porém, a droga possui outra propriedade: a capacidade de destruir o receptor de estrógeno presente nas células cancerígenas da mama. “Pelo fato de a droga remover o receptor, ela diminui a propensão do câncer se tornar resistente ao remédio, já que o alvo é destruído”, diz Suzanne Wardell, uma das autoras da pesquisa.
Segundo o estudo, esse efeito foi observado inclusive em células cancerígenas da mama que haviam desenvolvido resistência a tratamentos comuns contra a doença, como o tamoxifeno. Atualmente, pacientes com a doença que desenvolvem resistência a esses medicamentos costumam receber tratamento quimioterápico.
Mudança de paradigma — Segundo Donald McDonell, presidente do Departamento de Farmacologia e Biologia do Câncer de Duke, muitos especialistas acreditam que, uma vez que o paciente desenvolve resistência ao tamoxifeno, ele se torna resistente a todas as outras drogas que têm como alvo o receptor de estrogênio. “Nós mostramos que o receptor de estrogênio é um bom alvo para medicamentos contra o câncer de mama mesmo com o desenvolvimento da resistência ao tamoxifeno”, diz.
Fonte: Veja.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Uma boa notícia

Embora eu tenha nascido no Dia de Finados (sim, acreditem!), nunca foi muito íntima da morte. Quando eu era criança, ficava doente quase sempre no dia do aniversário. Sempre tive medo de ver espíritos e fugi, enquanto pude, dos velórios e enterros.
Quando me tornei jornalista, tive que aprender a lidar com o assunto. Especialmente no período em que fui repórter do Jornal Agora e correspondente da Zero Hora em Rio Grande, foram incontáveis matérias de acidentes, homicídios e latrocínios que fiz, cenas trágicas que visitei. Cobri até a morte de dois prefeitos, o de Rio Grande, Wilson Mattos Branco, em 2000, e o de Jaguarão, Vitor Hugo Rosa, em 2003.
Em 2001, a morte me olhou de frente. Levou minha única irmã, aos 18 anos, vítima de um câncer. No ano passado, meu pai também morreu vítima da mesma doença. O trauma ajudou a entender que não tem muito jeito e que morrer não é uma escolha. Sarcasticamente, a morte faz parte da vida.
Com o tempo, passei a conviver melhor com o assunto mas confesso que, com onascimento da Marina, a coisa degringolou. Não consigo mais ler matérias de acidentes trágicos e não lido bem com as perdas. Mas, mais do que isso, não suporto a ideia de ficar doente e deixar minha filha prematuramente, ou de perdê-la.
Sei que o tema é meio down, mas só falo sobre ele aqui porque a notícia é boa. Aliás, esse foi o assunto do e-mail que hoje pela manhã enviei para a minha mãe e para três amigas próximas para contar que o resultado de um exame que fiz tinha sido positivo (na verdade, negativo, mas com efeito positivo).
No início do mês de maio, fiz a minha primeira mamografia, acompanhada de uma ecografia. Tenho 35 anos e a ideia era apenas um exame de rotina, para servir de parâmetro para os futuros. Mas a médica identificou que eu tinha um nódulo de aparência estranha no seio.
Vivi por semanas a angústia de estar doente. Noites sem dormir, uma montanha-russa de sentimentos. Pensava na Marina, pensava na minha mãe. E pensava até na Angelina Jolie.
A biópsia feita na última quinta-feira indicou que meu nódulo de aparência esquisita é benigno, comum, provavelmente me acompanha há bastante tempo. Um alívio enorme tomou conta de mim de repente. E é por isso que estou contando a história aqui, para celebrar. E é também para aconselhar as mamães que estão me lendo a fazerem seus exames periodicamente.
Saibam vocês que infelizmente nós, as gaúchas, estamos entre as brasileiras com maior risco de desenvolver câncer de mama. Porto Alegre é a capital de mais proporção de casos novos em relação à população feminina, e o Rio Grande do Sul é o segundo Estado em incidência desse tipo de tumor. Fatores como o perfil da população e hábitos nocivos como o tabagismo estão entre as hipóteses para a situação, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Com base em estimativas para o ano de 2012, o Inca aponta incidência de 81 casos para cada 100 mil gaúchas - taxa 54% superior à média nacional de 52,5. Entre as capitais, Porto Alegre assume larga e preocupante vantagem - 125,6 registros por 100 mil mulheres, o que representa 61% a mais do que a média verificada entre essas cidades. Saiba mais sobre o assunto na seção Bem-Estar.
Graças aos avanços da medicina, o câncer de mama tem um percentual muito elevado de cura, se detectado prematuramente. Também há medidas que ajudam a prevenir a doença. Fiquem ligadas e informadas.
Saúde para ver nossos filhos crescerem é o que desejo a todas nós.

Anvisa suspende importação e venda de remédio contra câncer de mama

Anastrol 1 mg não atende às exigências de regulamentação da agência. Empresa de Porto Alegre é responsável pelo registro do produto no país.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a importação, a distribuição, o comércio, a divulgação e o uso em todo o país do medicamento Anastrol 1 mg, usado contra o câncer de mama. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (27).
Segundo o texto, todos os lotes do remédio – cujo princípio ativo é a substância anastrozol, usada via oral – foram proibidos pela Anvisa por uma questão de interesse sanitário, já que o produto não atendia às exigências de regulamentação da agência.
O Anastrol 1 mg havia sido registrado pela empresa Laboratórios Libra do Brasil S.A., localizada no bairro de Navegantes, em Porto Alegre.
De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, a importação do Anastrol foi suspensa devido a condições indevidas de fabricação. Ele afirma que o relatório de inspeção apontou falha na capacidade da empresa de preservar a qualidade do produto.
“Há um problema de certificação e de condições de boas práticas de fabricação em relação a empresa que produz esse medicamento. Quando há recomendação da área técnica [da Anvisa], a diretoria publica a suspensão da importação até que a empresa se manifeste sobre a possibilidade de reverter aquela situação”, afirmou o diretor.

A empresa Laboratórios Libra do Brasil S.A. foi procurada pelo G1, mas não se posicionou a respeito da suspensão. 

Brasil aprova remédio contra câncer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para tratar o câncer de mama avançado. O pertuzumabe é indicado para pacientes que apresentam o câncer HER2 positivo em fase metastática (que espalhou pelo corpo), tipo agressivo que corresponde de 15% a 20% de todos os casos de câncer de mama. Estudos mostraram que, combinado ao tratamento padrão, o remédio reduz o risco de vida e retarda a progressão da doença.


A decisão da Anvisa, publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União, foi baseada nos resultados da última fase de uma pesquisa feita com 808 pacientes com câncer de mama metastático HER2 positivo. A HER2 é uma proteína envolvida no crescimento normal das células, mas nesse tipo de câncer de mama ela aparece em grande quantidade e favorece o crescimento das células cancerígenas. A função do pertuzumabe é justamente a de inibir a ação dessa proteína e impedir a proliferação do tumor.


O estudo comparou a expectativa de vida de pessoas submetidas ao tratamento padrão contra a doença – ou seja, o medicamento trastuzumabe junto à terapia quimioterápica — à de pacientes submetidos à terapia padrão combinada com o pertuzumabe. Segundo os resultados, pacientes que foram submetidos à abordagem com a nova droga, em comparação com o outro grupo, permaneceram, em média, 6,1 meses a mais livres da progressão da doença. Eles também apresentaram um risco 34% menor de morrer.


O pertuzumabe, que já havia sido aprovado na Europa e nos Estados Unidos, será vendido no Brasil com o nome comercial Perjeta. Segundo a Roche, farmacêutica responsável pela produção do remédio no país, o preço da droga no mercado brasileiro ainda não está definido.


Fonte: Instituto OncoguiaA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para tratar o câncer de mama avançado. O pertuzumabe é indicado para pacientes que apresentam o câncer HER2 positivo em fase metastática (que espalhou pelo corpo), tipo agressivo que corresponde de 15% a 20% de todos os casos de câncer de mama. Estudos mostraram que, combinado ao tratamento padrão, o remédio reduz o risco de vida e retarda a progressão da doença.


A decisão da Anvisa, publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União, foi baseada nos resultados da última fase de uma pesquisa feita com 808 pacientes com câncer de mama metastático HER2 positivo. A HER2 é uma proteína envolvida no crescimento normal das células, mas nesse tipo de câncer de mama ela aparece em grande quantidade e favorece o crescimento das células cancerígenas. A função do pertuzumabe é justamente a de inibir a ação dessa proteína e impedir a proliferação do tumor.


O estudo comparou a expectativa de vida de pessoas submetidas ao tratamento padrão contra a doença – ou seja, o medicamento trastuzumabe junto à terapia quimioterápica — à de pacientes submetidos à terapia padrão combinada com o pertuzumabe. Segundo os resultados, pacientes que foram submetidos à abordagem com a nova droga, em comparação com o outro grupo, permaneceram, em média, 6,1 meses a mais livres da progressão da doença. Eles também apresentaram um risco 34% menor de morrer.


O pertuzumabe, que já havia sido aprovado na Europa e nos Estados Unidos, será vendido no Brasil com o nome comercial Perjeta. Segundo a Roche, farmacêutica responsável pela produção do remédio no país, o preço da droga no mercado brasileiro ainda não está definido.


Fonte: Instituto Oncoguia

Tratamento contra câncer de mama ganha reforço no Icesp

Com projeto inédito no Brasil, tratamento utiliza o uso do remo para reabilitação de pacientes com câncer.

O Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) recebeu da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, segunda-feira, 27, um equipamento que simula o remo e auxilia as pacientes com câncer de mama no processo de reabilitação. O Remama foi inspirado em um modelo internacional e é pioneiro no país para a reabilitação de pacientes em tratamento desse tipo de câncer.
A ação terá três estágios: primeiro as pacientes que passaram por cirurgia ou sessões de quimioterapia farão exercícios de remada realizados no Icesp, posteriormente treinarão no "barco escola" no Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo e, por fim, 
farão os exercícios na Raia Olímpica de Remo da USP.

O exercício desenvolvido pelo remo trabalha a musculatura, especialmente da região peitoral, contribuindo para o aumento da capacidade aeróbica e para o ganho de massa muscular. O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres em todo o mundo, mas também acomete homens na proporção de um paciente do sexo masculino para dez mulheres.

Fonte: SP Noticias.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Especialistas alertam contra corrida para testes de câncer

O exame genético ao qual a atriz Angelina Jolie se submeteu antes de decidir fazer uma mastectomia dupla (retirada dos dois seios) está ajudando milhares de outras pessoas a prevenir a doença ao redor do mundo.

O teste, que pode ser feito a partir de amostras de sangue ou de saliva, detecta a presença de mutações genéticas bastante raras que, segundo especialistas, estariam fortemente associadas a casos hereditários de câncer de mama e de ovário - em especial, falhas nos genes conhecidos como BRCA1 e BRCA2.

Segundo Julie Sharp, da organização Câncer Research UK, em geral, o teste é indicado para pessoas que têm um histórico familiar considerado de alto risco. E em alguns países, como a Grã-Bretanha, é oferecido gratuitamente pelo sistema de saúde público para indivíduos desse grupo.

"E por pacientes com 'histórico familiar de risco' entendemos pessoas que têm um número significativo de parentes próximos que tiveram câncer cedo, antes dos 50 anos", explicou Sharp à BBC Brasil. Era esse o caso de Angelina, cuja mãe desenvolveu câncer por volta de 46 anos.

No Brasil, a rede pública não oferece esse exame genético "preventivo" - realiza apenas a mamografia, o exame clínico mais indicado para o diagnóstico do câncer de mama. No entanto, ele está disponível em clínicas e hospitais privados, onde o valor pode variar de R$ 3 mil a R$ 8 mil e é coberto por alguns planos de saúde.

Entre os locais que oferecem o exame estão, por exemplo, o laboratório Fleury e o Gene. A empresa americana InterGenetics também tem um convênio com médicos brasileiros que lhes permite enviar amostras para serem analisadas em seus laboratórios nos Estados Unidos.

Evitar o 'pânico'

Médicos brasileiros acreditam que a decisão de Angelina é importante para informar a população sobre a existência desse exame, mas também ressaltam o fato de que a análise do histórico familiar é sempre o primeiro passo.

"A estratégia que ela tomou (de fazer o exame e a cirurgia) já existe há alguns anos e é válido que seja divulgada. Mas o mais importante é que ela não seja uma estratégia que cause pânico, levando muito gente a fazer o teste sem indicação médica apropriada", afirma o oncologista e pesquisador do INCA (Instituto Nacional do Câncer), José Bines.

"Antes de mais nada, é preciso conversar com o médico para ver se há possibilidade um câncer hereditário. A discussão sobre o histórico da família é a base para todo o diagnóstico", diz.

O geneticista Sérgio Pena, do laboratório Gene, também acredita que ninguém deve fazer o teste automaticamente, sem antes consultar um geneticista.

"Há um conjunto de indicações que, se reunidas, justificariam um teste desses, como a presença na família do pai ou da mãe de vários casos de câncer de mama, especialmente os precoces (antes dos 50 anos), parentes com esse tipo de tumor nas duas mamas e predisposição familiar para câncer de ovário", afirma Pena.

Segundo Sharp, o paciente pode pedir a um parente com um diagnóstico confirmado de câncer que submeta seu material genético para exames com o objetivo de ajudar os médicos a entenderem onde exatamente está a mutação que poderia ser transmitida hereditariamente. Pena diz que o mesmo procedimento é adotado no Brasil.

Segundo especialistas, nos casos em que uma falha é detectada no gene BRCA1, por exemplo, o risco de seu portador desenvolver câncer varia de 50% a 95% dependendo de uma série de outros fatores - como seu histórico familiar. Para Angelina Jolie, tal risco seria de 87%.

Risco

De acordo com a médica do Câncer Research UK, as mutações genéticas hereditárias conhecidas seriam responsáveis por apenas 2% dos casos de câncer de mama registrados.

Isso ajuda a entender por que um teste negativo em um exame genético não é garantia de que o paciente não desenvolverá a doença. Além disso, especialistas estão apenas começando a mapear as mutações genéticas hereditárias que estariam associadas ao câncer.

Caso o teste de uma paciente indique um alto risco de desenvolver um tumor, ela tem três opções segundo Sharp.

A primeira, e mais extrema, é a retirada dos seios, pela qual Angelina optou.

A segunda seria a realização frequente de exames como ressonâncias e mamografias.

Por fim, ela também poderia optar por tomar uma substância que especialistas acreditam reduzir significativamente as chances de desenvolvimento da doença (o tamoxifem), embora tal tratamento ainda esteja em fase de testes.

Nenhum desses métodos, porém, elimina totalmente o risco de câncer de mama e ovários.

Mesmo na mastectomia, tal risco é reduzido em cerca de 90%, mas ainda existe - até porque os médicos dificilmente conseguem extrair absolutamente todas as células da mama.

Além disso, esse risco remanescente também pode variar dependendo, por exemplo, da decisão da paciente de retirar ou manter o mamilo.

Fonte: UOL Saúde.