terça-feira, 31 de julho de 2012

Chega ao país máquina que 'vê' câncer de mama em ação

Um novo aparelho que promete melhorar o diagnóstico de câncer de mama acaba de chegar ao país.

Trata-se do PEM (mamógrafo por emissão de pósitrons), uma espécie de PET-CT (aparelho de tomografia computadorizada usado no corpo todo) desenhado para examinar as mamas.

Diferentemente da mamografia e da ressonância magnética, esse tipo de aparelho mostra, além da localização de nódulos, a atividade metabólica das lesões, o que pode ajudar a distinguir as benignas das malignas.

O aparelho faz isso por meio da análise do metabolismo de glicose, que é injetada na paciente. Tumores precisam de mais energia para se multiplicar rapidamente, consomem mais açúcar e, portanto, aparecem com destaque no exame.

Com um PET específico para as mamas, espera-se poder identificar de forma mais precisa as mulheres que precisam de uma biópsia para saber se o nódulo é canceroso.

"A mamografia enxerga uma série de lesões, a ressonância vê outras, mas não se sabe se se trata ou não de doença maligna. Isso faz com que a paciente faça uma biópsia, mas em 50% das vezes não é câncer", diz Eduardo Nóbrega Lima, diretor de Medicina Nuclear do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, onde está a máquina.

Segundo ele, o ideal seria decidir de forma mais precisa quem vai ter de passar por esse procedimento agressivo. Casos duvidosos, portanto, fariam o exame como uma espécie de "tira-teima".

"O PET de corpo inteiro é ótimo, mas não mostra detalhes anatômicos e tão sutis."

Outra vantagem é a melhor visualização de mamas de mulheres mais jovens, que são mais densas. O exame poderia ser especialmente importante para quem tem mutações no DNA da família.

Se o câncer já foi confirmado, as imagens também permitem acompanhar a lesão e ver a resposta ao tratamento.

Além disso, a biópsia pode ser feita durante o exame. "As chances de coletar o material no local exato são maiores", diz Lima.

Editoria de arte/folhapress

FASE DE TESTES

Durante um ano, a máquina será objeto de estudos no A.C. Camargo. Médicos e pesquisadores pretendem avaliar sua eficácia e determinar quem deverá usá-la, quando e como, para só então decidir se vão adquiri-la.

O aparelho já tem a aprovação da FDA (agência que regula medicamentos e alimentos nos EUA) e custa cerca de US$ 850 mil (cerca de R$ 1,7 milhão).
Do protocolo clínico participarão cerca de cem mulheres com lesões suspeitas e candidatas a biópsia. Também farão o exame mulheres jovens com histórico de mutações genéticas na família.

Elisa Ortiz, 69, é uma das pacientes que estreou a máquina. Ela descobriu um nódulo por meio do autoexame e deve fazer uma cirurgia em agosto para retirá-lo.

Segundo Lima, se o aparelho for eficiente e adequado às necessidades do hospital, será incorporado na rotina clínica. "Estamos só começando, mas muito otimistas."

O hospital pretende ainda criar, até o fim do ano, um centro de diagnóstico de oncologia da mulher e, se tudo der certo, o novo PET de mamas fará parte do complexo.

Fonte: UOL - MARIANA VERSOLATO.

Somos fortes

Tudo o que vivemos, mesmo que pareça o pior dos pesadelos, contribui para a nossa experiência de vida. E mesmo os momentos que nos parecem muito maus têm episódios muito bons, que nos servem de lição, nos dão energia e nos fortalecem. O sofrimento (…) transforma-nos em pessoas muito fortes, capazes de rir com o choro, de acalmar com o susto e de sorrir com a tristeza. Um dia que hoje é cinzento amanhã é um claro azul e, no dia seguinte, é Sol radiante. Existe sempre uma solução para o que nos parece ser o pior dos problemas, embora, por vezes, seja difícil de encontrar.
Maria Vitor Campos

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.
Oscar Wilde

As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.
Lilian Tonet

Fortes razões, fazem fortes ações.
William Shakespeare

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar para pensar, na verdade não há.
Renato Russo

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
Machado de Assis

As pessoas podem ser dividas em três grupos:
Os que fazem as coisas acontecerem;
Os que olham as coisas acontecendo;
e os que ficam se perguntando o que foi que aconteceu.
Nosso caráter é aquilo que fazemos quando achamos que ninguém está olhando.
Nunca deixe de ter dúvidas, quando elas param de existir é porque você parou em sua caminhada.
Antoine de Saint-Exupéry

O medo faz parte da vida da gente. Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo, outras - acho que estou entre elas - aprendem a conviver com ele e o encaram não como uma coisa negativa, mas como um sentimento de autopreservação.
Ayrton Senna

Muitas das falhas da vida acontecem quando as pessoas não percebem o quão perto estão quando desistem.
Thomas Edison

Homens fracos acreditam na sorte. Homens fortes acreditam em causa e efeito.
Ralph Waldo Emerson

As pessoas que sobem neste mundo são as pessoas que se levantam e procuram o que querem, e que, se não o encontrarem, fazem-no.
George Bernard Shaw

segunda-feira, 23 de julho de 2012

SUS vai distribuir novo remédio contra câncer de mama

O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.

O Ministério da Saúde informou que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.

De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.

Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

A partir da publicação no Diário Oficial da União, o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento.

Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.

No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no país.

Fonte: Saude Ig.

Filhas de pacientes com câncer de mama podem interferir no curso da doença

O papel das acompanhantes precisa ser mais explorado, diz presidente de entidade de apoio a mulheres com a doença.

Cena 1: Com mão na cintura e testa franzida, disparou bronca para a mãe levantar do sofá. “Já são 14h.” A filha entendia o cansaço, mas não queria desânimo para a sessão de quimioterapia. “Tá acabando...”, pensava. Preparou o lanche para levar ao hospital e separou uma blusa caso o tempo virasse. Em meio à inversão de papéis e ao cuidado do tipo materno, a jovem refletiu: “nunca me senti tão filha”. Corta.

No palco de um teatro no centro paulistano, a atriz Priscilla Squeff interpreta Denise Maria, filha de uma paciente com câncer de mama.

O enredo da peça “Se você me der a mão” faz Priscilla vivenciar na arte o que ensaiou na vida real. A mãe de verdade enfrentou a mesma doença.

“A gente imita um pouco mãe mesmo quando a nossa adoece. Mas a verdade é que o amor é mais compreendido. Eu me descobri mais filha naquela situação”, conta a atriz endossando a sensação da fictícia Denise Maria expressada em cena.

O mesmo enredo é diariamente assistido pelos médicos, seja nos consultórios oncológicos públicos ou nos privados. As filhas adultas, dizem os especialistas, são companheiras mais fiéis das pacientes com câncer de mama. Por isso, precisam começar a ser estudadas em pesquisas científicas, avalia Maira Caleffi, mastologista e presidente da Federação Brasileira de Apoio à Saúde da Mama (Femama).

Segredos de beleza: mulheres contam como encararam o espelho pós câncer de mama
“O que vemos na prática é que esta parceria com a filha pode interferir no curso da doença da mãe e por isso este papel das companheiras das doentes precisa ser mais explorado pela ciência”, completa Maira.

Interferência
Um dos motivos da interferência já foi detectado pelos ensaios clínicos. Uma revisão de 78 estudos realizada pela Universidade do Minho Braga de Portugal, publicada no final do ano passado na Revista Brasileira de Psicologia, ressaltou o alcance do câncer da mãe nas descendentes dela.
As filhas adultas estudadas – com mais de 19 anos – apresentavam níveis de estresse ainda maiores do que os das mães em tratamento contra o câncer

Getty Images
Filhas de pacientes com câncer de mama podem interferir no curso da doença das mães

“O comportamento das acompanhantes pode ser negativo, quando vem acompanhado de superproteção no cuidado, nervosismo extremo ou até negligência ao sofrimento materno. Mas é positivo caso refletido em incentivo à terapêutica e força para superar os efeitos colaterais, o que amplia as chances de recuperação”, diagnostica a presidente da Femama.

O impacto não é apenas na saúde das mulheres com o tumor. As acompanhantes também sentem na pele os efeitos da doença, afirma Adriana Campner, ginecologista, chefe do ambulatório da Santa Casa e professora de Ciências Médicas.

“Muitas filhas são fisgadas por uma cultura de prevenção. Como encaram de perto o sofrimento das mães, não querem passar pela mesma coisa. Passam a fazer mais exames, cuidar da dieta, mudar os hábitos de vida.”

Recorrente
Mabel Simm Milan Bueno, 27 anos, por exemplo diz que a “neoplasia na mama esquerda” modificou o jeito de encarar o mundo, mesmo sem nunca ter recebido das mãos de nenhum médico os exames que mostravam a presença do câncer no organismo.

Em 2001, quando a mãe Leoni a chamou para uma conversa séria, para revelar a doença, muitos episódios marcaram a trajetória das duas. “A formatura no colégio, a minha entrada na faculdade de geografia, a aposentadoria dela, a minha aprovação no concurso, engravidar da Isadora. Eu virei mãe.

Ela avó”, pontua Mabel.

“O curioso é que desde a primeira vez em que fiquei sabendo do câncer, foram recuperações e recaídas da minha mãe. Eram curas e reincidências, já que houve a volta do tumor em 2003, 2005, 2007 e 2009”, lembra.

“Todos estes anos coincidem com os momentos mais importantes da minha trajetória. O câncer permeou todos eles”, conta Mabel.

]Leoni encarou a doença de peito aberto e confirma que nestes anos todos de idas e vindas com a problemática do câncer trocou de lugar com a filha Mabel várias vezes. A relação foi transformada.
“Era uma adolescente rebelde, brigava muito com a minha mãe. Depois, foi ela quem ficou um pouco teimosa no cuidado com a doença”, brinca Mabel.

Nesta troca de personagens que permeou o enfrentamento do câncer na história de Mabel e Leoni, um papel foi descartado. “Nunca olhei minha mãe como vítima. Muito menos como incapaz. Era difícil ver os cabelos caindo, o corpo inchado por causa dos medicamentos, mas ela era linda na sua postura.

Foi fundamental na minha carreira e uma avó exemplar.”
A “não-anulação” de quem tem a doença, acredita Maira Callefi, é o segredo para a interferência da filha no curso da doença da mãe ser a melhor possível, com mais resultados positivos.

Foi o que a atriz Pirscilla Squef fez no cotidiano de verdade. Foi o que Denise Maria interpretou no cenário fictício da peça. E é o que Mabel sugere para outras filhas de pacientes com câncer de mama, antes de se prepararem para uma cena da vida real.

Cena real: Isadora, a netinha, está de vestido caipira pronta para dançar na escola. Na plateia Mabel e Leoni. Os exames mostraram que o câncer está inativo após a metástase em 2009. Mabel é só orgulho. Os cabelos de Leoni cresceram ainda mais bonitos. Isadora entra em cena. Corta. FIM.

Fonte: Saúde Ig.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Câncer de mama: legumes ajudam

As mulheres que ingeriram mais legumes crucíferos durante 36 meses após seu diagnóstico tiveram reduzido de 27% a 62% o risco de morrer.

As chinesas que comem repolho, brocoli e legumes folhosos têm taxas de sobrevida após o câncer de mama superiores às daquelas que não ingerem estes crucíferos, destacou um estudo publicado nesta terça-feira. As descobertas foram feitas a partir de dados coletados sobre 4.886 chinesas com idades entre 20 e 75 anos que sobreviveram ao câncer de mama e foram diagnosticadas com a doença nos estágios um a quatro entre 2002 e 2006, participantes do estudo Sobrevivência de Câncer de Mama de Xangai.

As mulheres que ingeriram mais legumes crucíferos durante 36 meses após seu diagnóstico tiveram reduzido de 27% a 62% o risco de morrer por qualquer causa em comparação com aquelas que reportaram comer pouco ou nenhum destes legumes.

O risco de morrer de câncer de mama caiu de 22% para 62% entre as que disseram comer estes legumes e o risco de vivenciar uma recorrência de câncer de mama caiu de 21% a 35% entre elas. Sarah Nechuta, aluno de pós-doutorado da Universidade Vanderbilt, em Nashville, Tennessee, disse que as descobertas sugerem que as sobreviventes de câncer de mama "podem considerar o aumento da ingestão de legumes crucíferos, como os folhosos, o repolho, a couve-flor e o brocoli, como parte de uma dieta saudável".

Nechuta, que apresentou o estudo durante encontro da Associação Americana para a Pesquisa sobre o Câncer, em Chicago, destacou que as dietas costumam variar entre as chinesas e as ocidentais. "Os legumes crucíferos comumente consumidos na China incluem nabo, repolho chinês e folhosos, enquanto o brocoli e a couve de Bruxelas são os crucíferos mais comumente consumidos nos Estados Unidos e em outros países ocidentais", afirmou.

"Em segundo lugar, a quantidade ingerida entre as chinesas é muito maior do que a consumida pelas mulheres americanas", continuou. Nechuta afirmou que mais pesquisas precisam ser feitas com foco no papel dos compostos bioativos encontrados em legumes crucíferos - isocianato e indol - e como variar as doses pode influenciar no câncer.‎

Fonte: Band.

Câncer de mama e exercício

O câncer de mama e exercício tem uma estreita relação. O câncer é uma doença que trás medo, pois é associado à um futuro de dor, sofrimento e morte. Por muito tempo foi tabu, hoje com todo o conhecimento disponível a maioria dos cânceres podem ser curados, quando tratados de forma adequada em sua fase inicial..

O câncer de mama tem efeitos psicológicos devastadores pois mexe com a percepção da sexualidade feminina e com a imagem pessoal. O câncer de mama é o que mais causa mortes de mulheres no Brasil e sua maior incidência ocorre acima dos 35 anos. Apesar disso existem formas de prevenir e o tratamento é bastante eficaz. Com os conhecimentos atuais de oncologia preventiva é possível fazer detecção precoce de câncer de mama, que na maioria das vezes recebe tratamento cirúrgico simples, conservador e exclusivo, sem necessidade de radioterapia ou de quimioterapia, e com grande probabilidade de cura.


Câncer de mama e exercício

O exercício físico tem papel fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento do câncer de mama, sendo inclusive indispensável para a plena recuperação no pós operatório.

A prática de atividades físicas e exercícios tem efeito positivo na prevenção do câncer de mama a medida que mulheres obesas estão mais sujeitas à desenvolvê-lo. De acordo com o coordenador do Centro de Mastologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, José Roberto Filassi, em declaração dada à revista Veja, na matéria sobre a campanha de incentivo ao exercício como forma de combater o câncer de mama, a gordura possui uma enzima capaz de transformar estrogênio outros hormônios do corpo. Este por sua vez estimula a produção de células no organismo feminino o que aumenta a probabilidade do surgimento de células cancerígenas.

No pós operatório o exercício é que garante a recuperação dos movimentos, a melhora da mobilidade e da força dos membros superiores, ele deve ser feito com a orientação de um fisioterapeuta e pelo resto da vida pois também previnem o lifedema, que pode aparecer a qualquer momento.
Além disso a prática de exercícios pode:
  • Melhorar a qualidade de vida, ajudando a retornar a rotina normal;
  • Resgatar a autoestima;
  • Dar mais disposição para o trabalho e tarefas diárias em função da produção de serotonina e endorfina;
  • Diminuir as dores no braço, já que os músculos responderão aos estímulos dos exercícios;
  • Melhorar a qualidade da relação sexual;
  • Melhorar a relação com familiares, já que a mente está voltada para outras atividade;
  • Prevenir a osteoporose e a osteopenia, com o aumento da massa óssea.

Fonte: Fique Informa.

Exercício pode reduzir risco de câncer de mama em até 30%

Segundo nova pesquisa, no entanto, ganho de peso anula esse benefício inclusive entre mulheres fisicamente ativas

A prática de atividade física, mesmo que em intensidade leve, pode reduzir as chances de uma mulher ter câncer de mama em até 30%. No entanto, esse benefício é anulado se houver ganho de peso substancial. É o que concluiu um novo estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, que foi publicado no site do periódico Cancer.

Segundo os autores, embora outros estudos tenham indicado que os exercícios físicos protegem a mulher contra esse tipo de câncer, eles não determinaram em qual intensidade essa atividade deve ser feita e nem por quanto tempo, por exemplo. Para isso, os pesquisadores da universidade norte-americana analisaram 1.504 mulheres com câncer de mama e as compararam com outras 1.555 que não sofriam da doença. As participantes tinham idades entre 20 e 98 anos.

Os resultados mostraram que as mulheres — tanto aquelas que estavam em idade reprodutiva quanto as que já haviam passado pela menopausa — que praticavam de 10 a 19 horas de atividade física por semana tinham 30% menos riscos de terem câncer de mama do que aquelas que não faziam nenhum tipo de exercício. Esse foi o maior benefício observado pela pesquisa e foi obtido com qualquer intensidade de exercício físico.

Os pesquisadores também indicaram que, mesmo entre mulheres fisicamente ativas, o ganho de peso — especialmente após a menopausa — anula os benefícios da atividade física e ainda aumenta os riscos de câncer de mama. "A conclusão de que fazer atividade física frequentemente, mesmo entre as mulheres que passaram pela menopausa, ajuda a diminuir as chances de câncer de mama é encorajadora para que mulheres de todas as idades passem a praticar mais exercícios", diz a coordenadora do estudo, Lauren McCullough.



Fonte: Veja.

sábado, 9 de junho de 2012

Novo tratamento contra o câncer de mama será testado no Rio Grande do Sul

Estudo com anticorpo está sendo considerado por especialistas como uma grande promessa

Apresentado no último domingo no maior encontro de oncologistas do mundo — o Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), em Chicago (EUA) —, o estudo com o anticorpo trastuzumabe emtansine (T-DM1) está sendo considerado por especialistas como uma das maiores promessas para o tratamento do câncer mais agressivo de mama, o metastático HER2-positivo.

Além de impedir a progressão da doença com maior eficácia (as mulheres tratadas com o medicamento não apresentaram progressão da doença por um tempo 35% maior do que o grupo que recebeu outro tipo de medicação), o T-DM1 reduz de forma expressiva os efeitos colaterais, um ganho para as pacientes que estão em tratamento quimioterápico.

Ainda em fase final de testes — segundo especialistas, o medicamento pode começar a ser testado ainda neste ano com pacientes no Rio Grande do Sul, em hospitais como na PUCRS, no Clínicas e no Conceição, entre outros —, o T-DM1 funciona como um "míssil teleguiado", que não ataca as células saudáveis do organismo, explica Stephen Stefani, pesquisador e oncologista do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus.

— A novidade é que o medicamento possui a combinação do anticorpo monoclonal (produzido a partir de clones de uma única célula) trastuzumabe e pelo quimioterápico emtansine (DM1). O trastuzumabe já é usado há bastante tempo, mas não em combinação com o DM1. Os dois juntos, além de aumentar a sobrevida dos pacientes, reduzem muito os sintomas, como perda de cabelos e diarreias, comuns na quimioterapia — afirma Stefani.

Segundo o diretor-chefe médico e líder de desenvolvimento de Produto Global da Roche (indústria que que fabrica o medicamento), Hal Barron, a previsão é que, também em 2012, o medicamento seja submetido à aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA).

— A eficácia, a segurança e a qualidade de vida apontados pelo estudo levam a nossa crença de que o T-DM1 pode ter um papel importante para as pacientes — afirma.

No Brasil, a expectativa é que a droga esteja disponível nas farmácias entre 2014 e 2015, segundo Adriano Treve, presidente da Roche Farmacêutica do Brasil.


Estudo já foi realizado com 991 pacientes

O estudo internacional cujos resultados foram divulgados na Asco, batizado de Emilia, foi realizado com 991 pacientes (cerca de 50 brasileiros), sendo que todas já haviam sido tratadas apenas com trastuzumabe. Metade do grupo recebeu, então, T-DM1, e a outra metade o tratamento padrão com os quimioterápicos lapatinibe e capecitabina. Aquelas que tomaram o medicamento não apresentaram progressão da doença por um tempo 35% maior — ficaram, em média, 9,6 meses sem o avanço da doença, contra 6,4 meses no grupo controle.

Das pacientes que tomaram o T-DM1, 43,6% tiveram os tumores reduzidos, enquanto apenas 30,8% do grupo de controle apresentaram redução. A sobrevida com a nova droga também foi maior. No grupo que recebeu o medicamento, houve um aumento de 7,1 meses na qualidade de vida, sem nenhum sintoma. No grupo que recebeu os quimioterápicos tradicionais, o aumento foi de 4,6 meses.

O presidente da divisão latino-americana da farmacêutica Roche, Jörg-Michael Rupp, afirmou que há possibilidade do novo remédio também ser efetivo nas primeiras fases da doença, inclusive em outros tipos de câncer.

—Se o remédio funciona em uma fase avançada, há uma possibilidade maior de ser efetivo nas primeiras fases — afirmou.


Câncer de mama

O câncer de mama metastático do tipo HER2-positivo acomete de 15% a 20% das pacientes em todo o mundo. Somente em 2010, foram identificados mais de 10 mil casos de câncer deste tipo no Brasil.

Em 2012, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) esperam-se, para o Brasil, 52.680 casos novos de câncer da mama, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores da pele não melanoma, esse tipo de câncer também é o mais frequente nas mulheres do Sul (65 para cada 100 mil pessoas).

Apesar de ser considerado um câncer de relativamente bom prognóstico se diagnosticado e tratado oportunamente, as taxas de mortalidade por câncer da mama continuam elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. A sobrevida média após cinco anos na população de países desenvolvidos tem apresentado um discreto aumento, cerca de 85%. Nos países em desenvolvimento, a sobrevida fica em torno de 60%.

Fonte: Zero Hora.

Nova droga contra o câncer de mama

Medicamento em estudo retarda o agravamento da doença e tem poucos efeitos colaterais

CHICAGO - Uma droga poderosa contra o tumor sem os efeitos colaterais dos tratamentos tradicionais pode retardar a evolução do câncer de mama e ainda aumentar a expectativa de vida dos doentes, segundo estudo publicado no último fim de semana. Além de representar um avanço no tratamento do câncer, o sucesso no ensaio clínico valida a ideia de tratar as células cancerosas e poupar as demais.

— Imaginamos um mundo no qual o tratamento contra o câncer possa matar o tumor sem ferir o paciente e esta droga faz isso — diz Kimberly Blackwell, do Duke Cancer Institute.

A droga, conhecida como T-DM1, foi desenvolvida pela empresa Genentech (do laboratório Roche), que financiou o estudo e planeja a aprovação este ano. Isso significa que o medicamento pode chegar ao mercado em 2013.

T-DM1 e drogas similares em desenvolvimento consistem em toxinas ligadas a anticorpos. Os anticorpos trancam as células cancerosas onde despejam a carga tóxica. Como a toxina não é ativada até atingir o tumor, os efeitos colaterais são reduzidos.

O último estágio de testes da droga envolveu 991 mulheres com metástase com piora apesar do tratamento com a droga herceptin e o medicamento de quimioterapia chamado taxane. Metade das mulheres tomou T-DM1 e a outra metade recebeu duas drogas usadas nesses pacientes — tykerb, também conhecido como lapatinib, e xeloda, também conhecido como capecitabine.

T-DM1 retardou o agravamento da doença em cerca de três meses. Para as mulheres que receberam T-DM1, o tempo médio antes de a doença progredir foi de 9,6 meses, comparados com 6,4 meses para quem tomou outras drogas.

Fonte: O Globo - Saúde.

EUA aprovam novo medicamento contra câncer de mama

Em testes clínicos, o Perjeta, da Roche, estendeu o tempo em que as pacientes passaram sem apresentar progressão da doença

São Paulo - Autoridades de saúde dos Estados Unidos aprovaram nesta sexta-feira um novo remédio contra câncer da empresa farmacêutica Roche, que aposta nele para ser o tratamento de referência para um tipo de câncer de mama bastante agressivo.

A Food and Drug Administration (FDA), órgão do governo americano que regula alimentos e remédios, aprovou na sexta-feira o injetável Perjeta (também conhecido como pertuzumab), para mulheres com um tipo de câncer de mama conhecido como HER2 positivo, que responde por cerca de 25% dos casos da doença e não tem cura.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil. Estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer) indicam que serão registrados 52.680 novos casos da doença em 2012 no país.

O Perjeta é um anticorpo monoclonal, medicamento produzido a partir de clones de uma única célula. Ele funciona combinado com o Herceptin (também conhecido como trastuzumab), que também combate o HER2 positivo, e o docetaxel, um tipo de quimioterapia. Em testes clínicos com 880 pacientes, demorou 18,5 meses em média antes que a doença progredisse em pacientes que receberam os dois medicamentos, contra 12,4 meses nas pacientes que receberam apenas Herceptin.

A HER2 é proteína envolvida no crescimento normal das células, mas que, em alguns tipos de câncer, aparece em grande quantidade e favorece o crescimento das células cancerígenas. O Perjeta, administrado de forma intravenosa, inibe a ação da proteína, evitando a proliferação do tumor.

"Desde que o trastuzumab foi aprovado há mais de uma década, pesquisas contínuas nos ajudaram a entender melhor o papel da HER2 no câncer de mama", disse Richard Pazdur, diretor do Escritório de Produtos de Hematologia e Oncologia do Centro de Pesquisa e Análise de Medicamentos do FDA. "Graças a elas agora se sabe que a combinação do trastuzumab com o Perjeta e o docetaxel reduzem a velocidade da progressão do câncer de mama."

Apesar dos bons resultados, o Perjeta em combinação com o docetaxel e o trastuzumab causa sérios efeitos colaterais como diarreia, queda de cabelo, náuseas, fadiga, problemas no sistema imunológico e danos nos nervos.

Esta semana, a Roche apresentou um outro medicamento, o T-DM1, que também age contra a HER2, em fase final de testes.

Fonte: Exame.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Perda de peso, mesmo que pequena, pode reduzir risco de câncer de mama pela metade

Segundo pesquisa, quanto mais uma mulher com excesso de peso emagrece, menores os níveis de hormônios associados ao câncer.


Mesmo moderada, a perda de peso já pode reduzir significativamente os níveis de hormônios associados ao risco de câncer de mama. De acordo com uma nova pesquisa, a diminuição de 5% no peso corporal pode chegar a reduzir pela metade as chances dos tipos mais comuns de tumores de mama. O estudo foi feito no Centro de Pesquisa em Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos, e publicado nesta segunda-feira no periódico Journal of Clinical Oncology.


CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Reduced-Calorie Dietary Weight Loss, Exercise, and Sex Hormones in Postmenopausal Women: Randomized Controlled Trial

Onde foi divulgada: periódico Journal of Clinical Oncology

Quem fez: Kristin L. Campbell, Karen E. Foster-Schubert, Catherine M. Alfano e outros

Instituição: Centro de Pesquisa em Câncer Fred Hutchinson, Estados Unidos

Dados de amostragem: 493 mulheres de 50 a 75 anos

Resultado: Mulheres com excesso de peso que perdem 5% do peso corporal já reduzem em até pela metade o risco de câncer de mama. Aliar dieta e atividade física pode diminuir em até 25% níveis de hormônios associados à doença
Esse trabalho é o primeiro ensaio clínico feito para estudar os efeitos do emagrecimento na incidência da doença. Ele se baseou em dados de 493 mulheres com obesidade ou sobrepeso, sedentárias e com idades entre 50 e 75 anos. As participantes foram divididas em quatro grupos de acordo com os hábitos os quais foram designadas a seguirem: somente atividade física (cerca de 20 minutos ao dia de caminhada rápida); exercícios e dieta; somente dieta; e nenhuma intervenção.

Essas mulheres foram acompanhadas durante um ano. Após esse período, a equipe mediu, por meio de exames de sangue, os níveis de alguns tipos de hormônios sexuais que estão relacionados ao risco de câncer de mama, entre eles diferentes tipos de estrogênio e testosterona.

A equipe observou que as mulheres que fizeram tanto dieta quanto atividade física tiveram uma redução de até 25,8% nos níveis desses hormônios, dependendo do tipo. Essa diminuição foi de até 22,.4% entre as mulheres que apenas seguiram uma dieta.

Embora as participantes desses dois grupos tenham perdido, em média, 10% do peso ao longo do estudo, a pesquisa concluiu que uma redução de 5% do peso corporal já é suficiente para haver um impacto benéfico sobre os níveis hormonais, podendo diminuir as chances de câncer de mama em até 50%. Os resultados indicaram que quanto mais peso perdido, maior é o efeito positivo.

Segundo os autores do estudo, essas conclusões somente se aplicam a mulheres com sobrepeso ou obesidade que não estão fazendo reposição hormonal. "A quantidade de peso perdido foi a chave para as mudanças nos níveis hormonais, e o maior efeito foi obtido com uma associação de dieta e atividade física.

Por isso, o ideal é que as mulheres, para emagrecer, incluam esses dois hábitos no dia-a-dia e assim reduzam os níveis de hormônios como o estrogênio", diz Anne McTiernan, coordenadora do estudo.

Fonte: Veja.http://veja.abril.com.br/noticia/saude/perda-de-peso-mesmo-que-pequena-pode-reduzir-risco-de-cancer-de-mama-pela-metade

Conheça 5 hábitos que podem te proteger do câncer de mama

Você já ouviu falar que o autoexame é fundamental para detectar o câncer de mama, mas não basta só isso. Alguns hábitos simples podem te ajudar identificar o tumor que mais ataca mulheres no Brasil.


Hábitos simples e atenção especial com os seios podem te ajudar detectar precocemente o cancêr de mama.


A mamografia é considerada o melhor exame para rastrear o câncer de mama, a segunda causa de morte entre as brasileiras. E consegue detectar uma lesão tão pequena quanto uma ervilha. Mas, hábitos e cuidados especiais podem evitar o aparecimento de tumores na mama. Cuidar da alimentação, praticar atividades físicas e amamentar são alguns deles.


1. Apalpar é preciso:
Todo mês, após o fim da menstruação, precisamos tocar nossas mamas e procurar qualquer tipo de alteração. Se perceber algum caroço, agende logo uma consulta médica. O autoexame começa com uma avaliação visual: precisamos observar nossos seios diante do espelho, levantar os braços e checar se eles têm o mesmo formato e tamanho. Fique atenta se houver alterações na pele e nos mamilos. Depois, levante uma das mãos, coloque-a atrás da cabeça e apalpe o seio com a ponta dos dedos da outra mão. Abaixe os braços e apalpe a região que vai da mama até a axila. Repita do outro lado. E atenção! O Instituto Nacional do Câncer alerta: o autoexame não substitui o exame feito pelo médico. Por isso, vá regularmente ao ginecologista.


2. Cuide da alimentação:
Há dezenas de estudos em curso tentando comprovar a eficácia de alguns alimentos na prevenção de diversos tipos de câncer, inclusive o de mama. Embora ainda não haja nada 100% comprovado, evidências apontam que a cúrcuma (especiaria muito usada na culinária indiana, aqui também conhecida como açafrão-da-terra) é uma poderosa aliada na prevenção de tumores mamários. Pesquisas demonstraram que a planta tem um componente ativo que impede a multiplicação de células cancerosas.


3. Amamente seus filhos:
O aleitamento materno protege mãe e filho dos riscos de câncer de mama. No período da amamentação exclusiva, o corpo não produz estrogênio, hormônio que pode desencadear o processo de formação do tumor. Quanto maior o período de aleitamento, mais protegida fica a mulher. O bebê também se beneficia, porque tem menos chances de se tornar um adulto obeso já que excesso de peso é fator de risco para o câncer.


4. Faça uma atividade física:
Mexer o corpo enxuga medidas, combate a depressão e problemas no coração e, veja só, é uma ótima maneira de prevenir o câncer de mama. Durante a atividade física, o aumento da circulação faz com que o sangue chegue até os pequenos vasos das mamas, limpandoo acúmulo de estrogênio, hormônio que pode estar ali parado, aumentando o risco de surgir um tumor, diz Luiz Henrique Gebrim, mastologista da Unifesp. Além dessa faxina do bem, exercícios físicos evitam a obesidade, outro fator de risco.


5. Maneire no consumo de álcool:
Essa é uma conclusão fresquinha no meio científico, fruto de um enorme estudo divulgado recentemente numa conceituada publicação científica americana: mesmo em níveis moderados, a ingestão de álcool aumenta os riscos de aparecimento de tumores nas mamas. O consumo equivalente a duas taças de vinho por dia pode elevar em 15% as chances de desenvolver a doença. Mas, calma, ainda dá para brindar em ocasiões especiais! Tomar duas doses em um jantar, uma vez ou outra, não representa riscos.

Fonte: Abril - mdemulher.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Remédio para transplantados ajuda a aumentar sobrevida de pacientes com câncer de mama

Associar a droga a uma vacina que ajuda a tratar a doença, em comparação apenas com a aplicação da vacina, aumenta expectativa de vida em 30%.

Mulheres que tomaram um remédio usado no tratamento de pacientes transplantados junto a uma vacina contra o câncer de mama tiveram uma sobrevida 30% maior do que aquelas que tinham a mesma doença, mas que apenas receberam a vacina. Essa é a conclusão de uma pesquisa feita na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e publicada nesta quarta-feira na revista médica Science Translational Medicine.

No estudo, o medicamento estudado foi o daclizumab, usado para evitar a rejeição de órgãos em pacientes que receberam transplantes de rim. De acordo com a equipe, a droga beneficiou mulheres pois ajudou o organismo delas a reestabelecer a capacidade do sistema imunológico combater os tumores. Essa abordagem utilizada é a imunoterapia, que consiste em treinar o sistema imunológico para que ele mesmo destrua as células cancerígenas do corpo.

Essas conclusões vieram depois de os pesquisadores darem a dez pacientes com câncer de mama metastático, ou seja, que já havia se espalhado pelo corpo, doses de daclizumab e de uma vacina que está em fase experimental e que foi desenvolvida pela própria Universidade da Pensilvânia. De acordo com os resultados relatados no artigo, as mulheres que haviam tomado o medicamento junto à vacina tiveram uma sobrevida cerca de 30% maior — ou sete meses maior — em relação àquelas que apenas receberam a vacina. Além disso, embora nenhum dos tumores tenha diminuído de tamanho, eles deixaram de crescer em seis das dez participantes. Segundo os autores, os efeitos positivos do medicamento no organismo duraram cerca de dois meses e a droga não surtiu efeitos colaterais graves.

"Embora nossos testes tenham sido feitos em pacientes com câncer da mama, acreditamos que essa abordagem possa ser aplicada na maioria dos tipos de tumores", diz Robert Vonderheide, um dos autores do estudo. "Mesmo que ainda exista uma grande quantidade de trabalho a fazer para confirmar nossos resultados, acreditamos que nossa pesquisa terá grandes impactos no regimento de vacinas em câncer."


COMO O DACLIZUMAB COMBATE OS TUMORES

O daclizumab é usado em pacientes que passaram por transplante de rim pela capacidade de reduzir o número de células de defesa regulatórias (células Tregs), importante para evitar que o sistema imunológico ataque o novo órgão. As Tregs 'desligam' o sistema imunológico depois que o trabalho foi feito. Os tumores atraem células Tregs para o seu entorno, enganando o sistema imunológico e evitando que outras células de defesa combatam as células cancerígenas. Ao reduzir essas células, o daclizumab aumenta a eficiência da vacina.

Fonte: Veja.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

São Francisco de Assis

Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.

O que temer? Nada.
A quem temer? Ninguém.
Por que? Porque aqueles que se unem a Deus obtém três grandes previlégios: onipotência sem poder; embriaguez, sem vinho e vida sem morte.

Apenas um raio de sol é suficiente para afastar
várias sombras.

Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado...
Resignação para aceitar o que não pode ser mudado...
E sabedoria para distinguir uma coisa da outra.

Ninguém é suficientemente perfeito, que não possa aprender com o outro e, ninguém é totalmente desttuído de valores que não possa ensinar algo ao seu irmão.

Onde há amor e sabedoria, não tem temor e nem ignorância
 
 Senhor fazei de mim um instrumento de vossa paz....
 
Pensamentos São Francisco de Assis.

Use as fibras na prevenção do câncer de mama

Estudos quentíssimos sugerem que, além de evitar o aparecimento de tumores no intestino, protege a mama, o pâncreas...

Alimentos como goiaba, cebolinha, cenoura, tangerina, soja, arroz integral e aveia aparentemente não têm nada em comum. Mas as aparências enganam. É que esses itens - e muitos outros - são carregados de fibras. Eles geram uma sensação de saciedade, melhoram o funcionamento do intestino e a proteção contra câncer nesse órgão. Agora a ciência acaba de apontar que elas também previnem tumores no pâncreas e na mama. No mínimo.

Um estudo da Universidade de Leeds, na Inglaterra, associou o consumo de fibras a uma menor incidência de tumores mamários."Notamos que a ingestão diária de 10 gramas de fibras solúveis derruba em 26% o risco de o mal se desenvolver", conta Dagfinn Aune, líder do projeto.

Uma das hipóteses levantadas para explicar tal façanha é que as fibras reduziriam o estrogênio que perambula pelo sangue. Se você está se perguntando por que é importante evitar picos de estrogênio, fique sabendo que ele incita a proliferação das células mamárias, independentemente de serem normais ou cancerosas. Então, quando eles estão controlados, o risco de desenvolver câncer diminui.

Outro hormônio intimamente relacionado ao câncer de mama é a insulina, responsável por botar a glicose dentro das células. E as fibras dão um jeito nela também. Afinal, retardam o esvaziamento gástrico - em outras palavras, você fica com o estômago cheio por mais tempo -, o que torna a absorção de açúcar mais lenta. Diante disso, não há necessidade de ter um monte de insulina circulando.

Quando a dieta é rica em fibras, fica mais fácil escapar dos ataques à geladeira e, dessa forma, administrar o ponteiro da balança. Mas, se uma mulher está 40 quilos acima do peso, não adianta só apostar nas fibras. O consumo isolado da substância não elimina todos os outros problemas.
 
 
Já no Centro de Referência Oncológico de Aviano, na Itália, os cientistas voltaram suas atenções para a relação entre uma dieta campeã em fibras e o aparecimento de câncer no pâncreas. Para explorá-la, eles avaliaram a dieta de 326 pacientes diagnosticados com a doença e 652 indivíduos saudáveis. Notaram que o consumo regular de fibras fez despencar em mais de 50% o risco da doença.
 
 
Ao mexer no cardápio, não se esqueça de molhar a garganta com bastante água, chás e sucos. O líquido é esssencial para que as fibras solúveis se transformem em gel e as insolúveis formem fezes macias. Só não enrole muito para mudar os hábitos. "A dieta deve ser equilibrada desde cedo para que exerça um papel realmente significativo na batalha contra o câncer", adverte Paulo Hoff.

Confira o ranking das fibras

Soja - 23,9 g*
Grão-de-bico - 17,3 g*
Ervilha - 13,5 g*
Feijão-carioca - 11,9 g*
Cereal à base de trigo - 11,5 g**
25g É o consumo diário de fibras considerado ideal pela Organização Mundial da Saúde
* em 1 concha média
** 1/2 xícara (chá)


Onde encontrar fibras?
1 concha média de lentilha - 11,1 g
1 goiaba branca - 10,7 g
1 colher (sobremesa) de cebolinha - 6,4 g
1 mexerica - 4,19 g
1 pera - 3,3 g
1 colher (sopa) de semente de linhaça3,3 g
1 colher (sopa) de farelo de trigo - 3,1 g
1 colher (sopa)de abacate - 2,83 g
1 maçã argentina - 2,6 g
1 laranja com membrana - 2,6 g
5 folhas de couve-manteiga - 2,35 g
3 colheres (sopa) de batata-doce cozida 1,98 g
1 escumadeira de arroz integral - 1,62 g
3 colheres (sopa) de beterraba crua - 1,62 g
1 colher (sopa) de farinha de centeio1,5 g
3 colheres (sopa) de mandioca - 1,44 g
1 figo fresco - 1,4 g
23 1 colher (sopa) de flocos de aveia - 1,37 g
1 fatia de pão de fôrma integral - 1,3 g
1 ameixa-preta seca 1,2 g
3 colheres (sopa) de cenoura ralada - 1,14 g
3 folhas de alface lisa - 1,05 g
1 colher (sopa) de farelo de aveia - 1,02 g
3 colheres (sopa) de brócolis cozidos - 1 g
1 escumadeira de arroz branco 0,96 g


Fonte: abril mdemulher saúde.