sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Mulheres que enfrentaram o câncer de mama dão exemplo de superação


Celebrado mundialmente, o movimento Outubro Rosa, simboliza a luta contra uma das doenças que mais atinge as mulheres: o câncer de mama. A campanha é conhecida por estimular a população em geral, empresas e entidades a abraçarem a causa. No mês marcado pela ação, vamos contar a história de três pacientes do Centro de Oncologia da Unimed Chapecó que foram diagnosticadas com o câncer, enfrentaram a doença e, hoje, têm relatos de experiência e superação.


“Não me deixei abalar pelo câncer”

Aos 39 anos, a farmacêutica bioquímica, Monaliza Hack, recebeu a informação de que estava com a doença de forma inesperada. Ao internar no hospital para realizar uma cirurgia de retirada de um nódulo benigno na mama direita, Monaliza soube pelo médico, ao sair do bloco cirúrgico, que havia um nódulo cancerígeno na mama esquerda.

O nódulo foi removido com o procedimento e, a partir disso, a paciente iniciou o tratamento. Mesmo diante de um grande desafio, Monaliza afirma que sempre teve forças para lutar contra a doença. Adepta do Espiritismo, ela acredita que a fé na doutrina a ajudou a enfrentar o tratamento. “Nunca me deixei abalar pelo câncer. Como espírita, sei que estou aqui de passagem e que o meu corpo é um empréstimo. Por isso, sabia que a doença havia aparecido para me ensinar alguma coisa”, conta.
Quando passou a receber as sessões de quimioterapia e radioterapia, a paciente teve de encarar algumas reações resultantes dos medicamentos como falta de apetite e sensação de cansaço. Além dos efeitos colaterais no organismo, a queda de cabelo também foi uma consequência do tratamento.

Mesmo assim, Monaliza se enche de orgulho ao afirmar que nunca pensou em desistir e que se tornou uma pessoa melhor depois da doença. “Hoje estou curada e me sinto melhor do que antes.

O câncer modifica alguns princípios na vida da gente. Passamos a dar mais valor ao que temos, aos momentos que vivemos e às pessoas que estão ao nosso lado”, afirma, ao mesmo tempo em que destaca o papel fundamental da família na cura da doença e completa: “A vida é uma oportunidade. Nunca sabemos quando vamos ser chamados de volta ao plano espiritual. Cada minuto da nossa vida é um minuto que não volta mais”.


 “Nunca pensei em desistir, pois queria viver”

A história da empresária, Erci Mariani Mattiello, 47 anos, em pouco difere da vivida por Monaliza. Principalmente pelo fato de, nas duas situações, não ter faltado coragem e força de vontade. Quando soube que estava com câncer, a reação de Erci talvez não representasse a determinação que ela apresentaria ao longo do tratamento.

Ela afirma que, por alguns instantes, não conseguiu acreditar no diagnóstico. “Fiquei chocada, pois parecia que não era comigo. Sentia como se estivesse saudável e não havia nada de anormal com o meu corpo. Após passar o susto, tive urgência para dar início ao tratamento e evitar que o câncer continuasse a crescer”, relata.

Após realizados todos os exames e com a presença de um diagnóstico mais preciso da real situação do câncer, Erci iniciou o tratamento. Foi quando, segundo ela, passou pelos momentos mais difíceis. Porém, mesmo com o corpo fraco e sem muita força para reagir, a empresária afirma que sempre se preocupou em manter o bom astral e aceitar a doença com mais tranquilidade.

“Nos primeiros dias após a primeira sessão de quimioterapia, passei por momentos difíceis. Por outro lado, nunca pensei em desistir, pois queria viver e sabia que só seria possível tendo persistência e passando por todos os procedimentos”, conta Erci.

Como o tratamento apresentava bons resultados, a paciente animava-se a cada dia para seguir em frente. Na sequência, veio a cirurgia das mamas, que completou a primeira etapa em busca da cura.

Para se adaptar ao tratamento, Erci precisou mudar um pouco a rotina diária. Ela conta que aprendeu a reduzir o ritmo de tarefas do dia a dia e a conviver mais tempo com a família.

Além disso, modificou a dieta alimentar eliminando alimentos de origem animal. Atualmente, a empresária se define como uma pessoa feliz por ter tido a oportunidade de continuar vivendo e não esconde a importância do apoio da família durante todo o tratamento.

“A presença da família é imprescindível, pois o carinho, a atenção, a preocupação, isso tudo faz com
que tenhamos mais coragem para continuar e seguir adiante”, finaliza.


            “Sempre estive muito confiante”

Para Andressa Maria Sovernigo, 33 anos, a notícia da doença também foi recebida como um baque. A bancária conta que chegou a reagir com uma certa indignação quando soube que teria que enfrentar uma rotina de exames e sessões de quimioterapia.

Mas, segundo ela, essa reação durou pouco tempo. “Chorei muito no primeiro dia. Depois me dei conta que não sou melhor do que ninguém e comecei as mudanças em minha vida, todas para melhor. Sempre estive muito confiante”, declara. De acordo com ela, depois do susto, o desafio foi comunicar os familiares e parentes sobre a notícia.

A paciente lembra que os efeitos da primeira sessão de quimioterapia foram as etapas mais difíceis do tratamento. “Acho que a preocupação inicial favoreceu as sensações ruins. Pensei que o pior momento seria a queda de cabelos, o que foi bem tranquilo. Pois, quem realmente nos ama, enxerga nossa beleza de qualquer forma”, afirma.

Andressa confessa que, em alguns momentos, teve medo de perder a vida devido ao câncer. Porém, encontrou motivação em relatos de outras pacientes que passaram pela mesma situação. Hoje, ela afirma que pretende servir de inspiração para quem terá de enfrentar a doença. “Quero ser um exemplo positivo para as mulheres que passarão por isso também”.
Convivendo com o câncer, Andressa adquiriu uma série de aprendizados, entre eles, passou a cuidar mais dela mesma, melhorando a alimentação e praticando exercícios físicos. Com o passar dos dias, passou a dar mais atenção à saúde e enxergou uma oportunidade de mudar e encarar a vida com uma nova visão.

“Todos os outros problemas ficam menores diante do câncer e simples momentos podem ser de intensa felicidade. Digo que o amor e humor vão me curar. Minha família é meu alicerce, pois me acompanha em tudo. Os amigos também são importantes. Ouvir as pessoas dizendo: torço por você, dá força e coragem para continuar”, conclui.


Como encarar?

Às mulheres que terão de enfrentar o câncer de mama ou que já descobriram a doença, Monaliza, Erci e Andressa dão a mesma dica: ter calma. E ainda aconselham: “Não se desespere. Tenha paciência, tranquilidade e aceite, porque ninguém passa pelo que não tem que passar. É um aprendizado.

Reflita na sua vida algo que você esteja fazendo de errado. Pois, quem gera a doença é a gente, pelo nosso estresse, nervosismo. Aprenda com isso, aproveite cada minuto e reclame menos”.

Monaliza Hack

“Na região de Chapecó, temos excelentes médicos especializados na oncologia, além de equipamentos ótimos para os exames, semelhantes aos de grandes centros, sem ter o desgaste de se deslocar. 

Devemos encarar a doença de frente, procurar um médico da área da oncologia e seguir as orientações, tendo fé e confiança, assim tendo chance de seguir vivendo”.


Erci Mariani Mattiello

“Encarar de forma positiva pode facilitar muito. Acreditar na equipe médica, nos procedimentos e nos medicamentos. Digo que a quimioterapia é minha poção mágica da cura e ela tem que ser minha amiga.

Todos os profissionais que me acompanham são excelentes. Os profissionais da Oncologia são muito dedicados, amorosos o que nos deixam emocionalmente acolhidos e preparados para enfrentar essa batalha.

Em poucas palavras, diria: aceite, confie, se entregue, tenha bom humor, ou seja, careca erguida”.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Estudo sugere que azeite de oliva diminui riscos desenvolvimento de câncer de mama

Istock
Mulheres que consomem uma grande quantidade de azeite de oliva extravirgem, como parte de uma dieta mediterrânea, têm menos chance de desenvolver câncer de mama em cinco anos. O estudo, feito na Espanha e publicado nesta segunda-feira (14) no portal de medicina JAMA Internal Medicine, mulheres com este costume às que estão em uma dieta com baixo consumo de gordura.
Pesquisas anteriores já sugeriam uma incidência menor de câncer no Mediterrâneo, mas não era claro como a dieta poderia interferir no risco de manifestação de câncer de mama. Agora, além das vantagens já conhecidas da dieta – como benefícios cardiovasculares, metabólicos e cognitivos -, ela também pode ser associada à prevenção desta doença.
O estudo analisou 4.300 mulheres que já passaram pela menopausa. Elas foram instruídas a comer refeições tradicionais mediterrâneas, que geralmente consistem em muitas frutas e vegetais, grãos integrais, peixe, azeite e vinho vermelho. A dieta tem baixo teor de açúcar, pouca comida processada, carne vermelha e derivados do leite. Parte dessas mulheres recebeu um litro a mais de azeite de oliva extravirgem por semana para elas e suas famílias. Enquanto isso, outro grupo recebeu 30 gramas de castanhas diferentes, como amêndoas, avelãs e nozes. Um grupo de controle seguiu uma dieta com baixo teor de gordura no lugar da mediterrânea.
Depois de cinco anos, as mulheres das duas dietas foram consideradas com menos chance de serem diagnosticadas com câncer de mama do que as mulheres na dieta de baixa gordura. Aquelas que suplementaram suas refeições com azeite de oliva reduziram em 68% o risco de manifestar a doença. O grupo de pesquisa calculou que a cada 5% de calorias adicionais que vinham do azeite de oliva, mulheres poderiam reduzir suas chances de ter câncer de mama em cerca de 28%.
Aquelas que comeram as castanhas mostraram uma redução de 41%, mas isso não foi estaticamente significante – o que significa que pode ter ocorrido apenas por acaso.
No entanto, há algumas advertências em relação ao estudo. O maior é que houveram apenas 35 casos de câncer de mama em todo o grupo, o que é pouco. E, apesar dos resultados significativos, pode não ser o suficiente para tirar conclusões finais.
Além disso, o estudo original não estava procurando especificamente por câncer de mama – no começo ia estudar vantagens cardiovasculares na dieta – então não houve uma triagem uniforme para câncer de mama.
Fonte: Forbes.

Novo exame de sangue detecta retorno de câncer de mama

Um novo exame de sangue, ainda em fase experimental, pode salvar a vida de quem está lutando contra o retorno do câncer de mama.
Cientistas da organização britânica Institute of Cancer Research encontraram traços de câncer de mama em um grupo de mulheres oito meses antes do provável período em que ele normalmente seria detectado.
O estudo acompanhou 55 mulheres que já tinham tido esse tipo de câncer. Dessas, 15 enfrentaram retornos dos tumores, e 12 foram diagnosticadas pelo novo teste muito antes, segundo o estudo divulgado na publicação Science Translational Medicine.
A vantagem de se detectar a reincidência antes significa que tratamentos como quimioterapia podem ser administrados mais cedo, aumentando a chance de sobrevida do paciente.
A recidiva pode ocorrer quando uma cirurgia não consegue retirar todo o tumor ou se ele já tiver se espalhado para outras partes do corpo.
Sobre as três mulheres que não tiveram o retorno detectado pelo exame de sangue, os cientistas acham que isso ocorreu porque o câncer se espalhou para o cérebro, onde um mecanismo de proteção impediu que os traços de câncer chegassem à corrente sanguínea.

Esperança

Apesar de os cientistas dizerem que pode demorar anos para esse exame ficar disponível ao público, eles estão esperançosos de que o teste possa ajudar a aprimorar tratamentos personalizados contra o tumor e ajudar na busca da cura do câncer.
No teste, é analisado o DNA que sofreu mutação do tumor; em seguida, traços dessa mutação são rastreados no sangue.
Image copyrightPA
Image captionExame ainda está em fase de testes e pode demorar anos para esse exame ficar disponível ao público
Co-responsável pela pesquisa, Nicolas Turner disse à BBC: "A questão-chave é: estamos identificando essas mulheres sob risco de recidiva cedo o suficiente para lhes dar a chance de um tratamento que evite a volta do câncer?"
"Nossa proposta é tratar disso em estudos futuros. Mas agora estamos falando sobre um princípio que pode ser aplicado a qualquer tipo de câncer que foi vencido em um tratamento inicial mas que pode retornar no futuro."
Um exame de sangue é relativamente barato, mas investigar o DNA de um tumor ainda é bastante caro. No entanto, esse procedimento está ficando cada vez mais barato à medida que cada vez mais a medicina está procurando tratar tumores com medicamentos que miram especificamente mutações específicas.
Para o oncologista Nick Peel, da instituição Cancer Research UK, "encontrar maneiras menos invasivas de diagnosticar e monitorar o câncer é crucial e amostras sanguíneos estão surgindo como um caminho possível para reunir informações cruciais sobre a doença, pescando fragmentos do DNA do tumor ou células cancerosas que passaram para a corrente sanguíneo".

Como os cientistas esperam curar o câncer de mama?



Durante décadas, governos, entidades e empresas farmacêuticas investiram dezenas de bilhões de dólares em pesquisas sobre o câncer de mama. Ainda assim, todos os anos, cerca de meio milhão de pessoas – a maioria delas mulheres – morrem em decorrência dessa doença.
“Nos Estados Unidos, 41 mil mulheres morrem de câncer de mama todos os anos”, afirma a Dra. Sofia D. Merajver, chefe do programa de oncologia de mama do Centro Geral de Câncer da Universidade de Michigan.
Um método que tem ajudado nessa caminhada é a pesquisa em diagnóstico por meio de exames laboratoriais, com o objetivo de achar sinais de câncer no sangue ou na urina antes que os sintomas apareçam. Essa área de pesquisa é tão promissora que pode vir a se tornar parte de um mercado de US$ 20 bilhões em exames de sangue para detecção de câncer nos próximos cinco anos.
Há algumas semanas, por exemplo, a revista Nature publicou que um exame de sangue foi desenvolvido para detectar câncer de pâncreas, que é um dos mais agressivos. Essa notícia foi recebida com grande entusiasmo por aqueles que buscam erradicar o câncer de pâncreas, mas esse exame também se provou útil na detecção do câncer de mama: biomarcadores no sangue de pacientes com câncer de mama também “acenderam” durante a pesquisa.
Enquanto isso, pesquisadores da Universidade de Freiburg, na Alemanha, desenvolveram um teste para câncer de mama que requer apenas poucos mililitros de urina. Esse exame detecta concentrações de microRNAs que foram transmitidos do sangue do paciente para a urina. Os microRNAs ajudam a regular o metabolismo das células e geralmente apresentam-se de maneira desorganizada em células cancerosas. O teste, que contou com 48 mulheres, procurou encontrar concentrações desses microRNAs e teve uma taxa de 91% de precisão nos resultados, de acordo com os pesquisadores. Entretanto, amostras maiores serão necessárias para provar a sua eficácia.
Enquanto alguns exames laboratoriais ainda precisam ser desenvolvidos, outros já estão apresentando resultados. Um campo conhecido como prática teragnóstica, que examina o sangue de uma pessoa buscando micropedaços de fragmentos de DNA liberados por tumores, pode ajudar os médicos a prescrever medicamentos individualizados que podem ter efeito diretamente contra um tipo específico de tumor.
Isso tem aumentado o desenvolvimento de drogas personalizadas com alvos específicos (de 15 drogas desse tipo em 2008 para 50 nos dias de hoje) e também os próprios testes teragnósticos.
As pesquisas em terapias direcionadas contam com a ajuda dos esforços na área de genoma do câncer. A análise da sequência genética de mais de 2 mil amostras de câncer de mama pelo Centro de Câncer de Cambridge, por exemplo, revelou que há ao menos dez tipos de tumores cancerosos de mama geneticamente distintos.
A compreensão sobre o genoma de tumores pode ajudar no entendimento da terceira e talvez mais importante área da pesquisa do câncer de mama: as metástases do tumor primário. Muito pouco se sabe sobre por que os tumores se espalham para outros órgãos. Isso é um desafio para os pesquisadores porque são as metástases que tendem a causar a morte de pacientes, comenta Dra. Merajver.
A detecção precoce é um foco importante dos grupos de conscientização sobre câncer de mama. Mas não é suficiente, afirma a Dra. Merajver. “A maioria dos casos de câncer nos Estados Unidos é diagnosticada nos estágios 1 ou 2”, diz Merajver.
Ela adverte que o câncer é altamente complicado e que separar a quantia enorme de possíveis mutações em um tumor sólido é a chave para a medicina personalizada e altamente precisa. Ainda, a compreensão da constituição dessas mutações e o uso de plataformas de nanotecnologia para o desenvolvimento de terapias individualizadas e direcionadas podem ser essenciais para a sobrevivência de longo prazo.
Então, isso só nos leva a crer que o próximo grande passo na luta contra o câncer pode muito bem acontecer no âmbito da nanociência.


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Pine Tree Oil and its Powerful Cancer-Fighting Properties

Pine-tree-oil


The historical significance of this fragrant evergreen dates back hundreds of years, and not just as a feature for celebrating the Christmas tradition. Pine trees and the needles they produce are just as much a prickly, earthy source of natural medicine as they are redolent of a brisk walk in a mountainous forest. Science now suggests that their extracts might also be an effective weapon in the fight against cancer.


When French explorer Jacques Cartier first arrived by ship in 1535 to what is now known as Quebec, Canada, he and his men learned very quickly about the healing power of pine tree needles. Stricken by scurvy, Cartier and his men were taught by natives of the land that steeping pine tree needles and bark into a tea cured this debilitating disease, which is now recognized as being caused by vitamin C deficiency.

Research conducted several hundred years later uncovered the presence of other healing nutrients in pine needles (which is present in pine tree oil) such as flavonoids, procyanidins, and proanthocyanidins, which native people groups have been utilizing for centuries (without actually knowing these nutrients’ names) to treat conditions such as poor circulation, joint pain, and vision problems.

Ever Heard of Turpentine? It Comes from Pine Trees, and It Targets Cancer

Today, science is looking at how pine tree oil might be useful in preventing and treating cancer. One paper published in the journal Prostate back in 2008 found that oligomeric proanthocyanidin complexes, or OPCs, taken from maritime pine bark target a prostate cancer cell line known as LNCaP. Not only did the LNCaP cells cease to spread as a result of the pine, but they also ended up dying.

Another study published several years prior in the journal Nutrition and Cancer found that pine needles of the Pinus densiflora variety inhibit many of the processes by which cancer forms in the body. This same pine variety was also found to directly block the growth of a multiple cancer cell lines, including MCF-7, SNU-638, and HL-60.

Here’s what the authors of this study had to say about their findings, which they declared show that pine exhibits a strong antioxidant, antimutagenic, and antiproliferative effect on cancer cells:

“In in vivo anti-tumor studies, freeze-dried pine needle powder supplements (5%, wt/wt) diet was fed to mice inoculated with Sarcoma-180 cells or rats treated with mammary carcinogen, 7,12-dimethylbenz[a]anthracene (DMBA, 50 mg/kg body weight). Tumorigenesis was suppressed by pine needle supplementation in the two model systems.”

The oil of terebinthine pine, also known as “terebinthe,” is another recognized anti-cancer elixir. It’s a stimulant both of the prostate gland and the uterus, and it also helps mitigate adrenal fatigue and balance hormone production. And if the name sounds similar to turpentine, that’s because it is: turpentine pine resin is among the most regarded anti-cancer remedies in ancient folklore, demonstrating benefits in cancers of the liver, breast, spleen, rectum, tongue, and more.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

RABANETE COMBATE O CÂNCER DE MAMA

Essa raiz de sabor levemente picante favorece a digestão, a limpeza do fígado e ainda tem ação comprovada no combate ao câncer de mama.



Uma pesquisa realizada conjuntamente pelas universidades Flórida A&M e Texas A&M (EUA), mostrou que novos compostos sintetizados a partir de vegetais, entre eles o rabanete, podem combater o câncer de mama triplo-negativo, um tipo raro e agressivo da doença que é caracterizado por ter os três receptores (estrógeno, progesterona e her2) negativos, dificultando o ataque à doença com medicamentos, por não ter um receptor identificado. 
Apresentado em 2012 em um congresso farmacêutico nos Estados Unidos, o estudo mostrou que os compostos sintéticos derivados de vegetais que contêm a substância diindolilmetano (DIM) têm ação anticancerígena e são uma esperança na briga contra os tumores triplo-negativos.
Fonte: Viva Saúde.


Especialistas belgas identificam origem celular de câncer de mama

Bruxelas, 13 ago (EFE).- Pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas (ULB) conseguiram identificar a origem celular dos tumores induzidos pela mutação do gene PIK3CA, que costuma causar câncer de mama, informou nesta quinta-feira esta instituição. "Identificar a origem celular do câncer de mama é compreender como evolui a doença para poder desenvolver tratamentos personalizados ao tumor de cada paciente", explicou o professor que comanda a pesquisa, Cédric Blanpain. 
O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres e pode ser classificado de acordo com suas características historiológicas e moleculares em diferentes subtipos, incluindo o luminal, o ErbB2 e os tumores de tipo basal. PIK3CA e p53 são os dois genes mutados mais frequentemente no câncer de mama em humanos e se associam com diferentes subtipos moleculares. 
O estudo realizado na ULB conseguiu revelar a origem celular dos tumores de mama provocados por mutações do gene PIK3CA. Além disso, demonstrou que a célula cancerígena de origem controla a heterogeneidade do tumor e produz diferentes tipos de tumores. Ou seja, se provou que, dependendo da célula de origem, as mutações em PIK3CA e p53 produzem diferentes tipos de tumores. 
"Ficamos muito surpresos quando descobrimos que a mutação do gene PIK3CA nas células basais conduz ao desenvolvimento de tumores luminais, enquanto esta mesma mutação nas células luminais leva a tumores mais agressivos, incluindo os de tipo basal", explicou Alexandra Van Keymeulen, uma das pesquisadoras. 
Mediante a análise dos passos que precedem a formação do tumor, os pesquisadores belgas descobriram, através da caracterização molecular, que as células se submetem a profundas reprogramações. 
"Estas novas descobertas não só demonstram a importância da célula originária da doença no controle da heterogeneidade do câncer de mama, mas também mostram que o padrão de expressão genética descoberta nos primeiros estágios do tumor indica o tipo que o paciente poderá desenvolver", ressaltou Blanpain. 
Os pesquisadores esperam agora poder provar que é possível, utilizando remédios já identificados, bloquear a mutação do PIK3CA. Também esperam poder desenvolver ferramentas que permitam detectar facilmente, possivelmente através de uma análise de sangue, estas mutações. EFE gcl/ma 

Como a dança pode ajudar mulheres no tratamento de câncer

Oficina OncoDance é gratuita e busca resgatar a qualidade de vida de mulheres que têm ou já tiveram a doença.

Luvas vermelhas foram escolhidas para destacar o figurino preto que elas usam para dançar kizomba — ritmo originário de Angola. Vítimas de câncer, as mulheres do grupo OncoDance acompanham com o olhar cada movimento delicado feito pelas mãos que se entrelaçam ao final da coreografia, simbolizando uma causa: dançar para viver melhor.

— Depois de receber o diagnóstico de câncer, muitas mulheres perdem a vontade de seguir em frente e passam a não existir mais. Mas a dança mostra que é possível ter qualidade de vida mesmo em tratamento — diz a pedagoga Sonia Maria Melnik, vítima de câncer de pâncreas, que participa do grupo desde a primeira aula.

Motivada pela pesquisa que mostrou como a dança interfere na qualidade de vida da mulher com câncer de mama, realizada pelo Laboratório de Bioética do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Cristina Soares Melnik deu continuidade aos estudos na área e os estendeu para mulheres com qualquer tipo de câncer. Graduada em Psicologia e especialista em dança, a professora descobriu que essas mulheres poderiam ter a percepção da dor diminuída com a ajuda de movimentos corporais, o que poderia resgatar o bem-estar durante e após os tratamentos..

— O câncer e as formas de tratar estão relacionados a muitas perdas, como a do cabelo, que prejudica a autoestima. Por meio da dança, é possível resgatar a confiança e a qualidade de vida das mulheres — afirma a psicóloga.

Em 16 de outubro de 2014, Cristina orientou, no Teatro Hebraica, a primeira aula da oficina gratuita para mulheres que já tiveram ou têm câncer. As aulas voluntárias, ministradas em espaços cedidos, foram divulgadas em jornais e no Facebook e, no mesmo mês em que a iniciativa foi idealizada, os primeiros convites para participar de eventos e mostras de dança começaram a surgir.

A falta de patrocínio não desestimulou as alunas, que abraçam as despesas para poder compartilhar a terapia da dança com mais pessoas.

Destaque no Prêmio Açorianos
A história do OncoDance serviu de exemplo para que superação fosse o tema representado pelas mulheres por meio de passos na Mostra de Dança Dançando Sentimentos. Ainda em 2014, o grupo ganhou o Prêmio Açorianos de Dança, em categoria destaque.

— Esse trabalho traz um novo olhar sobre a doença, por parte das pacientes e também das famílias e de amigos, que têm a oportunidade de assisti-las nas apresentações — afirma Cristina.

Entre aulas, ensaios, apresentações e palestras, a professora e as alunas também se dedicam a produzir um livro que pretende inserir a dança para mulheres vítimas de câncer.  OncoDance — sem previsão de lançamento — irá abordar os benefícios da dança para o tratamento e a superação da doença e será escrito por especialistas, com espaço destinado a depoimentos das alunas. Cada uma terá um capítulo para contar a sua história.

— Eu já escrevi a minha parte e já coloquei até título: “Dançando durante a quimioterapia” — conta Sônia, que falará sobre como a dança alivia não apenas a dor física, mas também a psicológica.

As 12 alunas fazem da sala multiuso da Faculdade Sogipa (Avenida Benjamin Constant, 80, bairro São João, em Porto Alegre) um espaço para resgatar a autoestima e reestabelecer vínculos sociais.

Embora as aulas de uma hora ocorram normalmente uma vez na semana, atividades extras são feitas aos finais de semana, quando o convite para arriscar alguns passos se estende a amigos e familiares.

Atualmente, a faixa etária das mulheres do OncoDance é de cerca de 50 anos. Mas o grupo está aberto a mulheres de qualquer idade que já tiveram ou têm câncer.

Fonte: ZH Bem-Estar.

Natália Teixeira – Histórias que Inspiram.


Natalia“Meu nome é Natália, tenho 22 anos, e minha luta contra o câncer começou em abril de 2014, quando minha mãe percebeu um inchaço no meu pescoço. A partir desse dia foi só tensão, passei por uns 4 médicos, que diziam que aquilo poderia ser milhares de doenças, e que poderia ser uma coisa muito simples, ou uma doença muito grave.
Após dois meses de tensão, de exame atras de exame, ultrassom, tomografias e punção e nada de um resultado conclusivo, conversei com meus pais e resolvemos pagar uma consulta para um médico oncologista muito conceituado na cidade. Fiz uma biopsia e em uma semana ele me deu o diagnóstico: linfoma de Hodgking.
No momento em que ouvi essas palavras, acompanhada da minha mãe, o meu mundo desabou, e o dela também. Saí do consultório sem chão, não consegui ligar pro meu pai pra dar a notícia, pois não parava de chorar. De repente me vi ali com 22 anos de idade, recém formada na faculdade, ainda procurando emprego na minha área, com um namoro no início, apenas 4 meses de relacionamento, com uma vida toda pela frente e com aquela bomba na mão. Com aquela vozinha que no fundo me dizia: “Meu Deus, será que meu tempo está chegando ao fim?”
A partir desse momento milhares de coisas passavam pela minha cabeça, as coisas erradas que eu havia feito na vida, as coisas que eu ainda não havia feito, o tempo que eu desperdicei com bobagens em que eu poderia ter aproveitado mais ao lado dos meus pais, do meu irmão, das pessoas que realmente me amavam. E, além de tudo, o tempo em que eu vivi longe de Deus, sem ir na igreja, sem orar, e por esse mesmo motivo naquele momento eu não tinha força pra pedir ajuda pra Ele, não tinha forças nem pra orar. E foi aí que provei aprimeira lição do câncer na minha vida: viver, e aproveitar intensamente cada dia, fazendo tudo da melhor maneira possível, tentando errar menos, confiando mais em Deus, vivendo bem e fazendo o bem, principalmente para as pessoas que mais amamos.
Mas no momento em que meus familiares, meus amigos, meu namorado e a familia dele, meus colegas de trabalho, os amigos de amigos, os amigos da familia ficaram sabendo do meu diagnóstico eu fui envolvida por uma corrente gigantesca de orações, e minha força de orar foi voltando aos poucos. Às vezes eu acordava no meio da noite e o diagnóstico me vinha na cabeça, parecia que estava vivendo um pesadelo, mas logo me vinha na mente uma oração, ou uma musica que algum amigo havia me enviado, e a paz voltava pro meu peito. Minha mãe ficou acabada com a notícia, só chorava, perdeu 6 kg, não conseguia comer, estava apavorada…e foi nesse momento em que eu provei o segundo presente do câncer: eu pude experimentar e perceber o amor de mãe, pude ter a noção do quanto ela me ama, e do quanto a minha vida é importante pra ela. Ela deixou transparecer que se a minha vida não tivesse segura, ela não poderia viver, que sem a minha vida, a dela perderia todo o sentido.
Com o tempo todos nós fomos nos acalmando. Eu recebi muitos presentes, como terços, medalhões, orações escritas, meus amigos me mandaram mensagens lindas no whatssap e no facebook, uma amigaNatalia elisa teixeira fez até uma tatuagem simbolizando a nossa amizade. Nunca me senti tão amada. Meu pai me mimava como se eu fosse uma criança, e até meu irmão que é mais reservado vivia pra me agradar. Meu namorado também estava sempre por perto, sempre me distraindo e não admitia me ver triste. Meus familiares se mobilizaram, estavam sempre aqui em casa, sempre ligando e todo esse amor me fez ter mais vontade de viver, mais vontade de vencer, e me fez perceber a terceira lição do câncer: nada é mais importante na vida do que nossos laços afetivos, na hora em que a gente pensa que vai cair, as pessoas que nos amam estão lá pra nos segurar, ou até mesmo pra nos levantar, e pra dizer, eu estou aqui!!! …e eu nunca vou me esquecer,de cada oração, cada visita, cada telefonema, cada mensagem, cada palavra de apoio, nem de todas as lagrimas que alguns deixaram escapar na minha frente!
O tratamento começou depois do implante de um cateter. Minhas quimioterapias eram feitas de 15 em 15 dias. Eu tinha um cabelo lindo, quase na cintura, meu medico disse que não ia cair tudo, mas mesmo assim resolvi doar ele em uma campanha da cidade para o hospital de Barretos, já que ele iria perder a força e a beleza, poderia ser aproveitado por outra pessoa que precisava. Ficou “chanelzinho”, até que bem charmoso. Após algumas sessões de quimio, ele começou a cair muito, cortei no estilo “Joãozinho”.
Após 2 meses de tratamento fiz um pet scan, exame que iria mostrar o andamento do tratamento. Nossa, que ansiedade, que nervoso, que meeeeedo desse resultado. Mas para minha felicidade, com apenas 1/3 do tratamento comecei a me considerar uma vencedora….o câncer ja eeera!!!! Sumiu tudo, com a graça de Deus!
Em cada sessão de quimio aumentava a ansiedade…quanto mais perto do fim mais a vitória era minha!!! Até que chegou realmente o fim dela, em Dezembro do ano passado.
O câncer ja me ensinou muitas lições, e eu creio que em todas as provas nós podemos extrair uma coisa boa…Foi difícil? Claro que foi! Mas hoje eu sou outra pessoa, vejo a vida com outros olhos, hoje eu sei da minha força, e tenho consciência do amor de Deus, e do amor das pessoas que me cercam, e só tenho que agradecer, pois o maior desafio da minha vida, mudou completamente a minha história, me fez renascer, me fez despertar!!!”
Natália teixeira
23 anos, solteira
Linfoma de Hodgkin
Poços de Caldas, MG – Brasil
Fonte: Minha Vida Comigo.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Campanha chama a atenção para câncer de mama metastásico

Em um trabalho de mostrar para a sociedade que é possível viver mais mesmo depois de um câncer de mama metastático, está chegando esta semana a Brasília a campanha Por Mais Tempo. O movimento tem por objetivo trazer esperança para as pacientes e pressionar o governo por medicamentos mais modernos para a rede pública.
Dados mundiais indicam que até 30% dos casos em todo o mundo evoluem para a fase metastática, que é quando o tumor atinge outros órgãos do corpo. O Instituto Nacional do Câncer estima que devem surgir aproximadamente 57 mil novos casos de câncer de mama em 2015 no Brasil. Esse é o tipo da doença mais presente nas mulheres e representa cerca 22% dos novos casos de câncer no país. Segundo Luciana Holtz, do Instituto Oncoguia, um dos organizadores da campanha, cerca de 50% dos casos já são descobertos em estagio avançado.
Luciana ressalta que mulheres com planos de saúde têm acesso a medicamentos mais modernos do que as que precisam da rede pública para esta situação específica. “O que a gente tá reclamando é que o tratamento ofertado na rede pública traz resultado de meses de vida a mais, são tratamentos mais antigos, e que hoje existem muitas novidades terapêuticas que dão anos de vida a mais para o paciente.”
No intuito de chamar a atenção para a causa, a entidade vai colocar, na próxima quinta-feira (30), uma ampulheta gigante na Rodoviária do Plano Piloto. A escultura é uma ampulheta que “corre para cima”, com a finalidade de representar a luta contra o tempo enfrentada pelas pacientes e alertar para a necessidade de tratamentos mais avançados na rede pública.
No local, haverá distribuição de material informativo sobre a doença e a arrecadação de assinaturas para uma petição que solicita ao governo uma modernização da lista de medicamentos incorporados para o câncer de mama metastático. O movimento deve permanecer no local por 10 dias.
Paciente da rede pública, Karla Toledo foi diagnosticada com câncer de mama em 2011, aos 34 anos, na cidade onde mora, São Paulo. Meses depois, ela descobriu que já tinha metástase nos ossos. “Fiquei com muito medo. Inicialmente, quando era a coluna, ainda pensei que era controlável, mas quando foi para o fígado, um órgão tão importante, pensei que ia morrer”, relembra Karla.
Entre o diagnóstico e o início do tratamento, foram aproximadamente 60 dias, prazo determinado em lei pelo Ministério da Saúde. “Para uma paciente da rede pública, até que eu estou em uma boa situação, mas em comparação com quem faz tudo particular, ainda falta muito. Eu quero ver meu filho crescer, eu ainda tenho muita coisa para fazer, quero usar todos os medicamentos que possam prolongar minha vida”, desabafa Karla.
Na organização da campanha estão ainda a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, conhecida como Femama, e o laboratório Roche.
Fonte: EBC.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Myths about Cancer Exposed!

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You probably hear a lot of conflicting information about cancer. There seem to be so many opinions about what causes it, who is at highest risk, and how you can beat it.
Which ones are facts and which are myths? Some of the truths behind common misconceptions about cancer may surprise you.
5 Common Myths about Cancer
1. Cancer is genetic so nothing can prevent whether or not you are diagnosed. This is one of the biggest myths because experts estimate that more than half of cancer diagnoses can be prevented. Less than 5 percent of all cancers have a genetic link. A vast majority of cancers are caused by environmental toxicity.
2. Alcohol is good for my health. While a glass of red wine has proven beneficial to heart health, alcohol causes inflammation. A state of chronic inflammation has been linked to cancer, heart disease, diabetes, and many neurodegenerative diseases such as Alzheimer’s and Parkinson’s.
3. People with cancer should “rest” as much as possible. While adequate rest is definitely necessary to stay healthy, experts advise against isolation and inactivity, which can lead to increased fatigue, a weakened immune system, and depression. Patients who exercise consistently have a higher rate of survival and maintain a more positive outlook throughout their recovery.
4. The food you eat doesn’t prevent cancer or fight it. Foods high in refined sugar, refined sodium, and unhealthy fats have been shown in countless studies to influence cellular mutation that leads to cancer. Cancer cells consume more sugar (glucose) for fuel than any other cell in your body. Conversely, eating a diet of organic foods with vitamins and nutrients that prevent cellular deterioration naturally increase your chance of preventing and beating this devastating disease (and many others).
5. Obesity doesn’t increase risk of cancer. With two-thirds of the United States population considered overweight or obese, this is an incredibly dangerous myth. Experts agree that hundreds of cancer cases are directly caused by carrying excess weight. One primary reason is that fat cells secrete estradiol which acts as a “fertilizer” for cancer cells.
Shockingly, the major organizations that are considered the “leading authorities” on what causes cancer (and how it can be prevented), perpetuate a few myths about cancer of their own.
Despite scientific evidence to the contrary by independent labs – meaning, no one is profiting from the information – they claim there is no link between cancer and…
  • Cell phones and power lines
  • Cosmetics
  • Hair dyes
  • Deodorant
  • Radiation treatment
  • Chemotherapy
  • Household cleansers
  • Processed foods
  • Artificial sweeteners
  • Soy products
  • Stress
Myths about cancer are dangerous and so is the medical community’s refusal to look further than “traditionally accepted” causes. As with every part of your life, being informed is your first line of defense in prevention of disease. Making decisions based on the facts increases your ability to prevent cancer and – if you are diagnosed – beating it.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Diagnóstico de câncer de mama não deve ser mais encarado como 'sentença de morte'

Novos medicamentos podem proporcionar sobrevida com mais qualidade. Entretanto, acesso ao tratamento é entrave na rede pública.

São Paulo – O diagnóstico de câncer de mama cai como uma bomba na vida de qualquer mulher. O calvário do tratamento com todos os efeitos colaterais, incluindo a queda do cabelo, e a possibilidade de retirada de uma das mamas (mastectomia) são alguns dos desafios. Ainda mais difícil é descobrir a doença na fase de metástase, já que, por muitos anos, o câncer de mama metastático foi encarado com “sentença de morte”.
Entretanto, esse diagnóstico não é o fim. Há tratamento para as mulheres nesta fase da doença e a sobrevida pode ser com muita qualidade de vida. É isso que a campanha “Por mais tempo”, criada pela Fenama e o Instituto Oncoguia e lançada na quarta-feira (17/11) em São Paulo, defende. Uma petição solicita ainda ao Ministério da Saúde a incorporação de tratamentos mais adequados para as pacientes com o câncer de mama metastático. “Um diagnóstico desse muda seu olhar sobre a vida. Tirei o pé do acelerador. Passei a trabalhar menos para viver mais”, relata a empresária Adriana Leão Venâncio, de 50 anos, que descobriu um câncer de mama metastático há quatro anos.
A doença havia atingido o fígado. Ela iniciou os tratamentos de quimioterapia e radioterapia. “Fiquei dois anos careca. Isso mexe muito com a mulher. Para mim a questão da beleza é ainda mais forte, porque sou proprietária de um salão, onde ajudo as pessoas a escolherem sua imagem. Mas resolvi levantar, sacudir a careca e ir à luta”, relembra. Ela teve que fazer a mastectomia radical e, ainda assim, enfrentou recidivas da doença. Nada, porém, lhe retirou a vontade de viver. Apesar do diagnóstico, não perdeu a esperança e resolveu enfrentar o câncer de mama metastático de frente. Bem disposta, maquiada e com os cabelos arrumados, ela era uma das mulheres que foram ao lançamento da campanha. Um dos objetivos que a fazem prosseguir é acompanhar a vida das duas filhas. Adriana espera realizar o sonho de ver a filha Amanda Leão Venâncio, de 23, entrar na igreja de véu e grinalda em agosto.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima pelo menos 57 mil casos novos de câncer no Brasil este ano. Não há uma estatística precisa sobre os casos metastáticos, porém, é importante atenção para essa fase da doença. São cerca de 8 milhões de mortes por ano em todo mundo causados pelo câncer de mama. “As pessoas têm muito medo de falar da doença. Mas a realidade pode ser outra. Temos disponíveis novos medicamentos e tratamentos para dar mais tempo de vida a essas mulheres. No entanto, o acesso a esses tratamentos não é universal”, diz Maira Caleffi, chefe de Mastologia do Hospital Moinhos de Ventos de Porto Alegre.
AVANÇOS
O cenário do tratamento da doença, no entanto, mudou muito nos últimos 50 anos. “Na década de 1970, todas as mulheres diagnosticadas com câncer metastático faleceram com menos de 30 meses”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Ruffo de Freitas Júnior. Atualmente, se elas tiverem acesso aos medicamentos adequados, cerca de 30% delas vivem em média cinco anos.
Apesar dos avanços, ainda há muito desconhecimento da população brasileira em relação à doença e ao tratamento. Pesquisa realizada pelo DataFolha, entre 31 de março e 4 de abril, com 2.907 entrevistados, demonstrou que 49% não conhecem o câncer de mama metastático. Esse percentual representa um universo de 51 milhões de brasileiros. A pesquisa também apontou que cerca de 5 milhões de mulheres, com idade entre 40 e 69 anos, nunca fizeram nenhum exame para detecção da doença – mamografia, ultrassonografia da mama e mesmo o exame clínico do toque.
A identificação precoce da doença é a melhor forma de se alcançar a cura. No entanto, algumas mulheres identificam o problema no estágio avançado. Em alguns casos, mesmo tendo sido diagnosticada de forma precoce, a doença evolui para o estágio mais agressivo. “Nesses casos, a prioridade é que a mulher tenha acesso ao tratamento adequado. Também é importante que o câncer não vire o foco da vida dela”, pontua Rafael Kaliks, oncologista do Hospital Albert Einstein. Para que o tratamento possa ser eficiente é importante que seja personalizado. Entre as opções estão a quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal, terapia alvo e a mastectomia. Cada caso exige uma delas ou até a combinação. Com a evolução das pesquisas, os médicos identificaram que existem diferentes subtipos de cânceres e, consequentemente, os tratamentos podem ser mais ou menos eficientes em relação a cada um deles.
DIFERENÇAS NO TRATAMENTO
Cerca de 70% dos cânceres de mama têm em sua superfície o Her 2. A identificação do marcador abriu um amplo campo de tratamento, as terapias alvo. “Para querer mais, é preciso saber que é possível. Muitas mulheres não sabem que existem esse tratamento disponível”, diz Kaliks. Para ele, outro fator agravador é que cerca de 63% das mulheres não são examinadas de forma rotineira por seus ginecologistas.
A diferença de oferta de tratamento no serviço público e no particular é apontada pelo oncologista Max Mano, chefe do grupo de câncer de mama do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Ele também atua no Hospital Sírio-Libanês, da rede complementar. “Podemos dizer que em relação a alguns tratamentos do Her 2 positivo estamos 15 anos atrasados. No Sistema Único de Saúde (SUS), as mulheres podem ter até três anos a menos de sobrevida”, afirmou. Os médicos criticaram o fato de alguns medicamentos não serem contemplados pelo SUS. A prevenção inclui hábitos saudáveis, a realização periódica dos exames e a prática de exercícios físicos.