sábado, 2 de outubro de 2021

Namastê, o valor da gratidão e o reconhecimento



Namastê é muito mais do que uma palavra originária desse antigo e bonito idioma que é o sânscrito. Ela contém em si uma série de conceitos que a tornaram universal e, por sua vez, cruzaram fronteiras.

Seu significado vai mais além da saudação e despedida comuns na prática do ioga; este termo encerra em suas antigas raízes uma essência que deveria bombear todos os dias no coração da humanidade. No entanto, parece que todos tiramos dela como as diversas etiquetas que rodeiam a nossa sociedade consumista viciada em moda, perdendo, por vezes, o seu verdadeiro sentido, seu valor mais intrínseco.

Pratica-se no dia de hoje o sentido da gratidão desde a perspectiva mais nobre da humildade? Temos a tendência de reconhecer os outros da mesma forma como reconhecemos a nós mesmos? Isto é o que realmente se funde na palavra “Namastê”, e é por isso que hoje queremos falar dela e desses valores que não vemos tão facilmente no nosso dia a dia.

Namastê, eu me inclino em direção a você e lhe reconheço

Para a sociedade ocidental, a palavra “Namastê” está intimamente ligada à ioga. Não obstante, todos aqueles que tenham conhecimentos sobre a sempre interessante cultura e religião do sul da Ásia saberão que este termo transita com normalidade na vida diária de hindus, budistas e todos esses povos que assimilaram em seus rituais de saudação e despedida esta palavra tão cheia de simbolismos, onde por sua vez, se encerra também o ato universal de agradecer.

Na realidade, cabe destacar que não se trata de uma palavra única, mas que é resultado de dois termos: “namas” que poderíamos traduzir como “saudação” ou “reverência”, e que tem sua raiz em “nam”, que significa “curvar-se” o “inclinar-se”, e “te”, que seria um pronome pessoal para configurar a expressão “inclino-me ou curvo-me em direção a você”.

Esta ideia vem a configurar por sua vez a espiritualidade que representa esta cultura, onde todos nós formamos na realidade um todo, em união com o universo.

O que significaria isto? Algo tão interessante quanto o seguinte:

– Se todos fazemos parte de uma mesma entidade, o que lhe afeta a também me afeta. Portanto, reconheço os outros também como parte de mim mesmo, daí o meu respeito, daí que a palavra Namastê seja simbolizada por sua vez com o gesto de juntar as mãos.

Ao fazê-lo, indicamos para a outra pessoa que não há diferenças entre ambos, que os dois somos a mesma coisa. É interessante levar em conta que para o hinduísmo a mão direita representa a divindade, o plano espiritual, enquanto que a esquerda configura o terreno, e o devoto que se inclina em direção a essa divindade.

– Ao pronunciar a palavra Namastê agradecemos a outra pessoa e a reconhecemos pelo que fez. Não obstante, ao agradecer a outra pessoa também reconheço a mim mesmo, porque ambos criamos uma união mútua. Quer dizer, se eu ajudo por exemplo um amigo a solucionar um problema e ele me agradece, ambos saímos beneficiados: ele por ter resolvido o seu problema e eu por ter feito esse ato de nobreza. Ambos formamos um todo onde nos reconhecemos mutuamente.

Namastê, um valor a incluir na nossa vida diária

Pode ser que você não seja religioso, é possível que também não se veja como uma pessoa espiritual capaz de utilizar a palavra Namastê a partir de agora. Não buscamos isto de forma alguma, só pretendemos fazer você pensar nos valores integrados nesta palavra: a gratidão e o reconhecimento.

De que maneira podemos incluí-los na nossa vida diária? Reflita sobre estes aspectos:

1. Para aplicar o sentido de gratidão, primeiro temos que aprender a sermos humildes, mas cuidado, ser humilde não significa de maneira nenhuma dar tudo aos outros e ficar sem nada.

Ser humilde significa saber conhecer os nossos próprios limites, admitir os nossos defeitos, saber desfrutar e apreciar as coisas simples tendo sempre a mente aberta onde saibamos nos enriquecer com os outros, com o que nos oferecem. Quem é humilde é grato, porque entende como ninguém o verdadeiro valor das coisas.

2. Respeite as pessoas que lhe cercam, respeite a Natureza, e lembre-se também de respeitar a si mesmo.

3. Valorize os seus, atenda, escute, enriqueça-se de conhecimento. Dignifique os outros e a si mesmo como merecem, como parte desse “todo”.

4. Alegre-se por cada coisa que fizer, por cada aspecto que receber dos outros e pelo que lhe cerca, por menor que seja.

5. Agradeça, lembre-se sempre de agradecer por tudo o que vê, sente, recebe… Porque tudo faz parte de você, e a sua pessoa por sua vez também forma parte desse todo onde você poderá encontrar o seu verdadeiro equilíbrio.

Fonte: Mente Maravilhosa

As informações e sugestões contidas neste blog são meramente informativas e não devem substituir consultas com médicos especialistas.

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Todos os dias há algo para esquecer, aprender e agradecer

Muitas vezes esquecemos as atitudes mais poderosas para viver uma vida plena e feliz. Saber esquecer, aprender e agradecer é importante para isso. Refletimos sobre o tema a seguir.

O esquecimento é, às vezes, a arte sutil que nos permite aprender, agradecer e valorizar as coisas que realmente importam, onde a gratidão cobre cada ato vivido, cada emoção sentida com intensidade. Porque a beleza da nossa existência se encontra precisamente nos atos mais simples e puros.

Saber agradecer, saber aprender e deixar-se esquecer certas coisas não é apenas a base de muitas filosofias e religiões. É a chave para o bem-estar mental. Técnicas como a “liberdade emocional”, por exemplo, enfatizam a necessidade de se sentir livre, de não se apegar a emoções negativas para poder valorizar quem somos e continuar aprendendo, vivenciando…

Ignorante é aquele que não vê além das suas obsessões, que não sabe perdoar para se livrar do sofrimento e que se recusa a aprender coisas simples para enriquecer a sua alma.

Estamos constantemente sujeitos àquele ruído mental que nos impede de priorizar o que é importante. A ansiedade, o estresse e o hábito de adiar a felicidade para “quando tiver, quando for, quando conseguir” nos impedem de ver essas dimensões que deveriam ser a partitura da nossa melodia diária.

Convidamos você a refletir sobre a gratidão, o esquecimento e a capacidade de aprender. a partitura da nossa melodia diária.

Perdoar é bom para o cérebro

Perdoar é um ato de coragem que nem sempre podemos realizar. Tendemos a interpretar o perdão como um ato de entrega, quando na realidade é uma forma de liberação emocional onde deixamos de ser reféns daquilo que nos machuca. É uma forma de romper o vínculo da dor, de encerrar as suas etapas.

  • Robert Ader é um dos pioneiros da chamada “psiconeuroimunologia” e explica que existe uma relação muito íntima entre emoções e saúde, a ponto de o ato de guardar ressentimento, raiva ou frustração afetar diretamente nosso sistema imunológico: ficamos mais vulneráveis às doenças.
  • As emoções negativas afetam especialmente o nosso sistema nervoso autônomo, que governa as funções não voluntárias do corpo.
  • O rancor, assim como o estresse, aumenta a adrenalina, a norepinefrina e o cortisol no sangue, bloqueando a função das células que defendem o corpo.

Perdoar é o maior ato que podemos fazer pela nossa saúde e nosso equilíbrio emocional, é cortar a amargura para abrir as portas para novas oportunidades.

A capacidade de aprender a se adaptar melhor

Aprender não é acumular dados, datas ou memorizar. Aprender é o ato de avançar como pessoa, reinventando-se a cada dia para se adaptar melhor ao ambiente. Aquele que é rígido em seus padrões de pensamento nunca será capaz de ver além da armação dos seus próprios óculos.

  • Aprender é descobrir a cada dia algo novo para melhorar como pessoa, para reconhecer erros e superá-los, para admitir abordagens de outras pessoas que podem ser tão válidas quanto as nossas.
  • Também não podemos ignorar a necessidade de armazenar “reserva cognitiva”. De acordo com dois estudos realizados na Universidade de La Rioja, quanto mais a atividade cerebral se desenvolve ao longo de nossas vidas, melhor enfrentamos a velhice e qualquer possível demência.

É necessário compreender que a nossa própria existência é uma aprendizagem contínua que devemos assumir com entusiasmo e abertura mental e emocional.

Aprenda. algo novo a cada dia. Só assim você poderá amadurecer, “florescer” e melhorar para se aproximar daquele ideal de pessoa que está dentro de você esperando para emergir.

Depois de aprender, a virtude de agradecer

Em 2003, Emmons e McCullough conduziram um estudo interessante no qual um grupo de pessoas foi solicitado a escrever em um caderno por alguns meses aquilo pelo que deveriam ser gratos ao longo do dia. Outro grupo foi solicitado a refletir sobre todas as coisas negativas que experimentaram ao longo de seus dias.

  • Os resultados foram muito significativos: pessoas capazes de valorizar tudo o que os rodeia têm uma vida mais plena e satisfatória.
  • Não se trata apenas de sermos capazes de valorizar os atos que os outros praticam por nós. A arte de ser grato também é a virtude de ver aspectos positivos em nós mesmos.
  • A gratidão também tem seus benefícios em nosso cérebro: a sensação de estresse e ansiedade é reduzida, favorece a qualidade do sono e ainda reduz o risco de depressão.

Agradecer é valorizar o que temos e o que somos, é iniciar um círculo virtuoso onde colocamos as emoções negativas de lado e nos permitimos ser mais receptivos à simplicidade do nosso ambiente e das relações pessoais.

Quase sempre pensamos no que nos falta, no que não temos, no que perdemos, quando na realidade devemos ser gratos pelo que temos e seguir em frente sem ressentimentos, permitindo-nos aprender todos os dias com entusiasmo.

Fonte: Mente Maravilhosa

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6 sinais silenciosos de depressão



Além da tristeza típica que costumamos associar à depressão, existem comportamentos mais sutis que podem esconder esse problema. Explicamos os mais frequentes a seguir.

Ouvimos muitos mitos sobre a depressão. Em nosso site, já tocamos no assunto inúmeras vezes. Tudo isso nos ajudou a entender que esta doença é muito séria e pode afetar qualquer pessoa. O que você pode não saber é que a depressão pode surgir em qualquer momento na vida, e devemos conhecer os sinais silenciosos que a acompanham.

Com esse conhecimento, você estará mais preparado para saber se você ou um parente próximo está começando a sentir isso. Observe esses sinais silenciosos de depressão e não hesite em pedir ajuda quando eles aparecerem na sua vida.

1. Irritabilidade, um dos principais sinais silenciosos de depressão

É comum pensar que a depressão é necessariamente acompanhada de tristeza e lágrimas. No entanto, você deve saber que algumas pessoas sentem irritabilidade e raiva diante dela. Isso não significa que a tristeza não esteja presente. Esta é apenas outra maneira de experimentar e externalizar emoções.

Por esse motivo, você deve estar alerta para identificar essas mudanças de humor. Não fique com a ideia de que é sua culpa ou sua falta de paciência. Reserve um momento para entender o que está acontecendo com você e considere a possibilidade de que seja depressão.

2. Dificuldade para dormir

Passar uma noite com dificuldade para dormir é normal. O estresse, as preocupações do dia a dia e as responsabilidades podem ocupar sua mente e impedi-lo de descansar. No entanto, o comum é que essa situação passe rapidamente quando você encontrar a solução para os seus problemas.

Se dormir é um problema constante sem causa médica, faça uma pausa. Muitas pessoas com depressão têm dificuldade para adormecer, enquanto outras dormem demais.

Analise seus hábitos de sono e identifique quaisquer mudanças recentes. Você tem dificuldade para dormir? Você consegue passar mais horas dormindo do que o normal? Quais pensamentos você tem antes e depois de dormir?

3. Diminuição dos níveis de energia

Antes você ia para o trabalho, saía com os amigos e ainda tinha energia para praticar algum esporte? Agora, qualquer tarefa o deixa sem energia? Com o passar dos anos, é normal que seus níveis de energia caiam.

O que não é normal é que de repente você não tenha vontade de fazer nada. A depressão suga toda a sua energia e o deixa em um estado letárgico. As coisas que costumavam te inspirar e os sonhos que te motivavam não importam mais.

A depressão faz você sentir que muitas coisas não fazem mais sentido. Você vai parar de tentar alcançar seus objetivos e desistir muito antes de traçar outros.

4. Culpa

Culpar-se excessivamente e sem motivo não é saudável. A depressão fará com que você se sinta culpado por tudo. Se você tem se culpado por tudo, desde o seu divórcio até os problemas dos seus filhos adultos, precisa analisar o que está acontecendo.

Algumas pessoas exibem a culpa como o primeiro sintoma de depressão. Outros apresentam culpa e tristeza, ou culpa e raiva. Antes de começar a se criticar ou acreditar que está exagerando a situação, tente identificar o que mais você sente e por quê.

5. Extroversão excessiva

Pode não parecer, mas muitas pessoas escondem a sua depressão por trás dos seus sorrisos. Nesses casos, é mais difícil identificar esta condição. Se você é uma dessas pessoas, é importante que entenda que ninguém irá julgá-lo ou criticá-lo pelas suas emoções. Entre os comportamentos mais comuns dos depressivos que procuram parecer extrovertidos, estão:

  • Comportamentos sexuais de risco.
  • Vício em jogo
  • Uso e abuso de drogas

Você pode pensar que esses comportamentos o ajudarão a ver um lado melhor da vida. No entanto, a melhor maneira de lidar com seus problemas é assumindo o controle deles.

6. Problemas de concentração

Se você está tendo problemas para manter o foco, este pode ser um sinal de depressão. Pessoas com esse problema geralmente têm dificuldade de lembrar onde deixaram suas coisas ou o que tinham que fazer.

É importante que você aprenda a diferenciar entre distração causada pelas suas obrigações e distração causada pela depressão. Você está mais focado em seus problemas? Sua produtividade foi afetada mesmo que sua rotina seja a mesma?

Não tenha medo de pedir ajuda diante desses sinais silenciosos de depressão

Se você tem uma suspeita de depressão, não hesite em procurar ajuda. Este é um problema muito mais sério do que pode parecer à primeira vista. A boa notícia é que cuidar dele é muito simples: basta tomar a decisão e buscar o auxílio de uma terapia.

Fonte: Mente Maravilhosa

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